Equipes multigeracionais, vantagens, desafios e onde isso toca a diversidade

Baby Boomers, geração X, Y e Z, Millennials, Centennials, enfim, preencha aqui […….] todas as próximas gerações que ainda virão. Uma sopa de letras e nomes que se juntam num cenário cada vez mais comum nas organizações: o encontro entre gerações ou as “equipes multigeracionais”

 

Você já parou para pensar no quão rica, produtiva e proveitosa essa relação multigeracional pode ser? 

 

Para começar, se houver na sua empresa uma cultura que estimule a troca de experiência e conhecimento, essa mistura de gerações pode potencializar o aprendizado e a criação de produtos e soluções. Afinal, dois ou mais cérebros colaborando sempre criam algo melhor do que um só! E só esse argumento já seria relevante o suficiente para promovermos cada vez mais esse mix de gerações dentro das nossas organizações. 

Em equipes multigeracionais há também uma oportunidade de criar maior equilíbrio da equipe, tanto pessoal quanto profissional, dado que estaríamos reunindo fatores como maturidade, experiência e prática, por exemplo, com o olhar fresco, da novidade, das tendências e, possivelmente, até mais ousado sobre como fazer alguma coisa diferente.

Outro ponto talvez mais óbvio, porém super relevante, é sobre a perpetuidade do negócio.

 

Promover essa interação entre gerações, formar novos profissionais, transmitir conhecimento, preparar novos líderes e trazer novas ideias para co-criar soluções para os produtos e serviços que oferecemos permite que a empresa continue existindo, evoluindo e crescendo. 

 

Equipes multigeracionais são um dos desafios atuais.

 

Mas, como nem tudo são flores, também existem vários desafios para lidarmos nesse encontro multigeracional. Aí vão alguns pontos para ficarmos de olho: 

  • Não se prender a modelos pré concebidos, ou se apegar aos estereótipos sobre aquela pessoa porque ela pertence a uma geração ou outra. Cuidado para não “encaixar” as pessoas num lugar; pessoas são muito, mas muito mais complexas do que um tipo de geração X, Y ou Z. A geração é apenas uma referência.
  • Ninguém é dono da verdade: nem aquele que já tem uma estrada de experiência acumulada e muita bagagem, nem aquele que acabou de chegar com um frescor de olhar sob o ambiente, as pessoas e os processos. Todas as perspectivas são válidas sobre o mesmo problema. Tente ficar livre de julgamentos, respeite as opiniões e ouça bastante
  • Uma comunicação efetiva, como sempre, é fundamental. Entenda quais são as melhores formas de se comunicar com a equipe, considerando as diferentes gerações e estilos das pessoas. Empatia aqui pode ajudar bastante! 

 

No final do dia, conecte sempre as pessoas aos valores da organização. Independente da geração à qual uma pessoa pertence, eles são o que mantém todo mundo alinhado à cultura da empresa. Afinal, os valores são atemporais e não estão presos a uma geração ou outra.

Por fim, trago aqui uma última reflexão: a sua empresa tem uma cultura atrativa para diversas gerações? Ou apenas atraímos aqueles talentos que pertencem a um mesmo grupo geracional? Fique ligado, isso também diz muito sobre o ambiente que você está construindo e sobre diversidade. 

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Mais sobre gestão de pessoas (RH) no nosso blog:

Dicas para gestão de Pessoas

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Transição de carreira

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Até a próxima! 

Fernanda Magalhães
Sobre a autora

Fernanda Magalhães

Agile Expert e Trainer na K21 e Nower

Atravessei o portal da agilidade em 2011. Do lado de cá, eu olhava pro lado de lá, e me questionava porque não estávamos todos juntos nesse novo mundo que estava logo ali! Desde então, comecei a me dedicar, estudar, experimentar e a ajudar as pessoas a fazer a travessia, pouco a pouco. Porque do lado de cá tem uma energia única, alguma mágica acontece. E eu não podia guardar isso só pra mim. E aí, bora atravessar?

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