
Love The People - Rafinha
Resumo rápido
Rafinha, consultora de agilidade na K21, compartilha sua trajetória desde a cidade de Coatiz (RJ) até a carreira em tecnologia e gestão, passando por pediatra, veterinária, desenvolvimento de software e consultoria. Reflete sobre o equilíbrio entre trabalho e vida, a importância de não fazer do trabalho o centro de tudo, e compartilha sua paixão por chá, plantas, ecovila na Bahia e o desejo de deixar o mundo um pouquinho melhor ao partir.
Capítulos
Frases do episódio
“O legal é a gente entender como o trabalho sendo uma parte importante da nossa vida, mas ele não precisa ser a parte mais importante e nem a única parte.”
00:09
“Mas eu saí de lá e eu sempre tive um desejo de mudar o mundo de alguma forma.”
02:58
“para mim, o primeiro requisito para eu entender um bom dia de trabalho é eu entender que foi um dia que eu não fiz só trabalho.”
14:08
O que você vai ouvir neste episódio
- Rafinha atua com gestão de produtos digitais desde 2012 e possui mestrado em informática pela UniRio.
- A trajetória da consultora inclui a implementação de OKRs e gestão de resultados em grandes organizações desde 2017.
- O episódio explora a atuação como trainer de Management 3.0 voltada para a liderança e desenvolvimento de equipes.
- Empresas de diversos setores, como Ambev, Natura e Whirlpool, receberam suporte no processo de transformação organizacional.
Temas discutidos
A jornada relatada demonstra como a gestão de produtos e a aplicação de OKRs impulsionam a transformação organizacional. O alinhamento entre estratégia e execução exige uma cultura focada no desenvolvimento contínuo de pessoas. Práticas de liderança como o Management 3.0 e iniciativas educacionais são fundamentais para sustentar mudanças em grandes empresas. A combinação de conhecimento técnico e foco humano fortalece a agilidade e a entrega de valor em cenários corporativos complexos.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é direcionado a gestores de produtos, líderes de transformação organizacional e especialistas em agilidade. Profissionais que buscam implementar OKRs, aprimorar a cultura de liderança e promover o desenvolvimento de equipes em grandes corporações encontrarão atalhos e perspectivas relevantes para a sua prática diária.
Sobre a série Love The People
Love The People traz histórias de carreira de pessoas que atuam com agilidade, produto e liderança. São conversas mais pessoais do que técnicas: transições de área, decisões difíceis, aprendizados e o que cada convidado faria diferente. Serve como referência para quem está construindo a própria trajetória profissional.
Ver todos os episódios da série Love The PeoplePerguntas que este episódio ajuda a responder
Quem é Rafinha e qual é sua atuação no mercado?
Rafinha é consultora de gestão e transformação na K21, especialista em gestão de produtos digitais desde 2012 e em OKRs desde 2017. Possui mestrado em Informática pela UniRio e atua como trainer de Management 3.0. Em sua trajetória, colaborou com a transformação de grandes empresas como Ambev, Natura, Leroy Merlin e Banco Carrefour.
Como os OKRs auxiliam na transformação de grandes empresas?
A implementação de OKRs possibilita gerenciar resultados de forma transparente e alinhada aos objetivos estratégicos da organização. O método ajuda a conectar metas globais ao trabalho diário dos times, promovendo foco, clareza e autonomia. Isso facilita a adaptação contínua e a evolução cultural necessária para sustentar grandes processos de transformação digital.
Qual a relação entre liderança, educação e gestão de pessoas na agilidade?
A evolução da cultura organizacional depende de práticas de liderança modernas, como as propostas pelo Management 3.0, aliadas ao investimento contínuo em educação. Desenvolver pessoas capacita as equipes para responderem a mudanças e assumirem responsabilidades sobre produtos. A liderança atua na criação de um ambiente propício para a aprendizagem e colaboração efetiva.
Sobre este episódio
No episódio 141 do quadro Love the People, do podcast Love the Problem (K21), Rafinha — consultora de agilidade e gestão com quatro anos e meio na K21 — abre sua história pessoal e profissional. Nascida em Coatiz, no interior do Rio, ela percorreu um caminho que passou por sonhos de ser pediatra e veterinária antes de encontrar na tecnologia uma forma de mudar o mundo sem o risco de ver alguém morrer. Sua trajetória técnica inclui estágio na Companhia Siderúrgica Nacional, automação de testes na Microsoft, análise de requisitos, gestão de projetos, consultoria e Product Owner. Hoje, ela ajuda empresas a trabalharem melhor e gerarem mais resultado, mas reconhece a dificuldade de explicar o que faz em formulários e conversas casuais. Um dos pontos centrais do episódio é sua filosofia sobre o trabalho: ele é importante, mas não precisa ser a parte mais importante nem a única da vida. Um bom dia de trabalho, para ela, é aquele em que também houve espaço para alimentação, exercício, hobbies e relações. Ela compartilha sua paixão por chá — especialmente roibos e capim-santo —, por plantas, teatro e música, e revela que está construindo uma ecovila na Bahia, buscando conexão com a natureza, ciclos e sustentabilidade. Seu propósito de vida é simples e humilde: que, ao partir, tenha a consciência de que o mundo ficou um pouquinho melhor depois dela. O episódio encerra com perguntas rápidas e divertidas, como a preferência por voar em vez de ficar invisível e a defesa do cuscuz salgado.
Transcrição completa
Rafinha é uma pessoa que saiu de uma cidadezinha chamada Coatiz, no interior do estado do Rio de Janeiro, e sempre teve um desejo de mudar o mundo de alguma forma. Desde criança, ela já tentava reunir pessoas para fazer movimentos diferentes. Primeiro pensou em ser pediatra, mas descobriu que crianças morrem e desistiu. Depois pensou em ser veterinária, mas percebeu que animais também morrem. Aí procurou algo que não tivesse risco de ninguém morrer e encontrou a tecnologia. Começou a trabalhar com desenvolvimento de software, fez seu primeiro estágio na Companhia Siderúrgica Nacional, numa linha de produção, ajudando a criar sistemas para gerir estoques de aço. No primeiro dia, um programador lhe mostrou os sistemas que rodavam nas máquinas e disse que, se errassem, a máquina podia matar alguém. A vida foi mudando e ela encontrou a palavra da agilidade, começou a se interessar por criação de produtos, gestão de produtos e pelo contato mais próximo com clientes e consumidores. Fez uma transição do desenvolvimento de software para produtos digitais e chegou na K21, onde está há quatro anos e meio. Ela conta que tem muita dificuldade de explicar o que faz. Depende do quanto está interessada na conversa: se não quer conversar muito, diz apenas 'consultoria' e para. Se quer desenvolver a conversa, explica que vai nas empresas para ajudar as pessoas a trabalharem melhor e gerarem mais resultado. Antigamente, em formulários, colocava 'analista de sistemas' ou 'informática', mas hoje coloca 'consultoria em gestão empresarial'. Sua trajetória técnica começou com C, C++, C Sharp, depois Java, e no primeiro estágio na Microsoft automatizava testes com PowerShell. Depois foi analista de requisitos, gestora de projetos, trabalhou uns quatro anos com consultoria, dois anos como Product Owner, e então veio para a K21. Ela sentia muita falta de ver gente, de falar com gente, o que a migrou do desenvolvimento para a análise. Sentia falta de entender mais o problema, o todo, e não só desenvolver uma função isolada. Percebeu que muitas vezes o que era feito não deixava as pessoas satisfeitas, e foi migrando de área em área tentando descobrir onde estava o problema. Trabalhou em projetos de dois, três anos que nada ia para a produção, e quando ia, era um pedaço pequeno que não funcionava. Hoje, em diversas empresas onde faz consultoria, essa história continua se repetindo. O que é um bom dia de trabalho para ela? O primeiro requisito é que não tenha sido um dia de só trabalho: uma rotina saudável, alimentação, exercício físico, hobbies, cuidado com as relações fora do trabalho. O segundo aspecto é chegar no final do dia e entender que impactou de forma positiva a realidade de alguma organização ou pessoa. Seus hobbies incluem chá, teatro, música e plantas. Ela estuda chá, faz chá para as pessoas, monitora a temperatura da água, o tempo de infusão, o melhor utensílio. Chá é algo sensorial, pode tratar questões de saúde e também ser um momento de relaxamento e reflexão. Ela faz teatro há bastante tempo, está numa pausa. Estuda música, ainda não é uma experiência prazerosa para quem convive com ela. É a 'tia da planta', tem muitas plantas, mas escolhe plantas resistentes como jiboia e asa-branca. Mora em São Paulo, mas está construindo uma ecovila na Bahia, com a ideia de ter um contato maior com a natureza, resgatar os ciclos, respeitar os tempos das pessoas e da evolução. Gosta de retiros espirituais, de sustentabilidade, de cuidar do lixo que produz, de alimentação mais sustentável, redução de carne. Em São Paulo, sente menos conexão com a natureza, menos cuidado, por causa da vida corrida. O trabalho é um tema central na vida das pessoas, e ela entende isso. Antes colocava boa parte da sua felicidade no trabalho, mas ao ter outras coisas na vida, isso diminui. Ainda assim, o trabalho é central porque se gasta muitas horas nele. O propósito de vida dela é contribuir, melhorar a vida do outro, criar ambientes que façam mais sentido, com mais conexão com a vida como ela é hoje. Ela acredita que o trabalho sendo uma parte importante da vida não precisa ser a parte mais importante nem a única, e cada um dosa de acordo com o que for saudável. Reconhece que questionar a relação com o trabalho é um privilégio, nem todo mundo tem esse luxo. Seu maior sonho é que, no dia em que não estiver mais aqui, tenha a consciência de que o mundo estava um pouquinho melhor depois dela. Não muito, porque é um grãozinho de areia, mas um pouquinho. Tem interesse em cura pela natureza, educação das próximas gerações, e está num momento de descoberta, sem um grande sonho definido, mas no caminho de descobrir onde não quer chegar. Sobre chás, recomenda não tomar com açúcar, encontrar o sabor que se gosta. Indica o chá de roibos, que é antioxidante, isotônico, não tem teína, pode ser tomado à noite, por crianças e gestantes. Também recomenda capim-santo ou capim-limão, chá de sua infância. Sobre ayahuasca, nunca tomou porque não tem vínculo religioso, mas a entrevistadora conta que tomou e foi uma experiência de autoconhecimento, aceitação e insights. Também menciona o chá de artemísia, que ajuda a sonhar mais e ter conexões com o inconsciente. Fala sobre a importância de não cair em automedicação, de buscar equilíbrio entre medicina e mudança de hábitos. Encerra com perguntas rápidas: ama cachorros, sonha em ter uma fazenda de resgate; cuscuz é salgado; biscoito não é bolacha; Netflix e academia, os dois; e prefere voar a ficar invisível, porque não é fofoqueira o suficiente para espiar os outros.
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