
Xadrez Corporativo Ep. 13 - Business Agility: Como ter resultados em todos os níveis da organização?
Resumo rápido
Executivos da Unicred (Xonatan Aguiar e Alexandro Filipeto) e o trainer José Junior, da K21, contam como a cooperativa de crédito aplicou o pensamento de Flight Levels para conectar operação, coordenação e estratégia e sustentar Business Agility em toda a organização.
Capítulos
- 01:15Abertura: Business Agility e apresentação dos convidados da Unicred e da K21
- 04:18O que é Business Agility: adaptar o negócio à velocidade do mercado
- 07:06Os desafios da Unicred: crescer mantendo o alinhamento organizacional
- 18:42Estrutura organizacional x estrutura operacional: por que o 'bypass' acontece
- 26:40Explicando Flight Levels: uma forma de pensar, não um método ou framework
- 34:25A jornada da Unicred: das ilhas operacionais ao alinhamento estratégico
- 47:21Os três níveis do Flight Levels e a mensagem final sobre evolução contínua
Frases do episódio
“de uma forma simples, o Business Agility é uma forma de eu adaptar o meu negócio ao mercado.”
04:18
“toda empresa tem a estrutura operacional dela. É como as coisas acontecem. É diferente da organizacional.”
22:46
“flight levels, no final das contas, não é um método, não é um framework ele é uma forma de pensar”
27:23
O que você vai ouvir neste episódio
- A importância de dar visibilidade às estruturas invisíveis para compreender o real funcionamento da empresa.
- A identificação de lacunas na estrutura operacional para viabilizar melhorias contínuas nos processos internos.
- A criação de artefatos baseados em dados reais para apoiar decisões na transformação organizacional.
- O alinhamento das iniciativas de agilidade com os indicadores estratégicos e metas de negócios da organização.
- A troca de experiências sobre inovação e gestão entre Jose Jr, Jonatan Aguiar e Alexsandro Filippetto.
Temas discutidos
O episódio conecta o conceito de Business Agility à necessidade de alinhar a operação diária com a estratégia organizacional. Ao explicitar estruturas invisíveis e focar em dados concretos, as lideranças conseguem promover transformações culturais e operacionais mais eficientes. Essa abordagem fortalece a capacidade de adaptação da empresa, garantindo que os esforços de agilidade e inovação resultem diretamente no alcance de indicadores estratégicos e em melhorias sustentáveis no desempenho do negócio.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é recomendado para lideranças executivas, agentes de transformação e gestores de produtos que buscam implementar o Business Agility. Profissionais responsáveis por alinhar estruturas operacionais à estratégia da organização encontram neste debate orientações práticas sobre o uso de dados e mapeamento estrutural.
Sobre a série Xadrez Corporativo
Xadrez Corporativo trata das jogadas invisíveis da vida nas empresas: política, poder, conflitos entre áreas, negociação e os movimentos que determinam se uma iniciativa avança ou morre. A série discute o tabuleiro organizacional com franqueza, ajudando quem lidera transformações a antecipar reações e escolher a melhor jogada.
Ver todos os episódios da série Xadrez CorporativoPerguntas que este episódio ajuda a responder
Como tornar visíveis as estruturas invisíveis de uma organização?
Para tornar visíveis as estruturas invisíveis, é necessário mapear como o trabalho e as interações realmente acontecem no dia a dia da empresa, indo além do organograma oficial. Esse mapeamento permite identificar redes informais de comunicação, dependências operacionais e gargalos de processos, facilitando diagnósticos precisos para fundamentar ações de melhoria contínua e evolução organizacional.
Como identificar falhas na estrutura operacional para realizar melhorias?
A identificação de falhas na estrutura operacional exige a análise minuciosa dos fluxos de trabalho e a coleta de dados sobre o desempenho das equipes. Ao trazer transparência para esses processos, a organização consegue revelar gargalos, sobreposições de papéis e ineficiências operacionais, tornando mais simples a implementação de ajustes práticos que otimizam a execução do trabalho.
Qual é o papel dos dados reais na transformação organizacional para o Business Agility?
Dados reais servem de fundação para criar artefatos confiáveis durante a transformação organizacional. Em vez de basear decisões em suposições, a utilização de métricas concretas permite alinhar as iniciativas de Business Agility aos indicadores estratégicos do negócio, garantindo que as mudanças realizadas tragam resultados mensuráveis em todos os níveis da empresa.
Sobre este episódio
Neste episódio do Xadrez Corporativo, quadro do Love the Problem gravado ao vivo no Papo de Inovação da K21, Ximena Valente recebe Xonatan Aguiar (especialista em agilidade na Unicred do Brasil, com foco em Kanban e Flight Levels), Alexandro Filipeto (superintendente de estratégia e governança de TI na Unicred) e José Junior (trainer de Flight Levels e Kanban na K21) para discutir Business Agility e como gerar resultado em todos os níveis de uma organização.
A conversa parte de uma definição simples: Business Agility é a capacidade de adaptar o negócio ao ritmo de mudança do mercado. Xonatan situa essa urgência no contexto do setor financeiro, onde a velocidade de mudança se tornou quase exponencial nos últimos anos. A Unicred, cooperativa de crédito em expansão por praticamente todo o Brasil, já está na sua quinta tentativa de agilidade organizacional desde 2020 - um dado que os próprios convidados tratam como evidência de resiliência, não de fracasso. Alexandro complementa com sua experiência em uma instituição financeira quase centenária, descrevendo como fintechs especializadas em nichos específicos pressionam bancos tradicionais a se adaptarem rapidamente, sob risco de serem "atropelados" pelo mercado.
José Junior aprofunda o gatilho psicológico por trás dessas transformações: as empresas só se movem quando reconhecem a necessidade de ir além da simples sobrevivência. A pandemia é citada como um alerta global que, além da ameaça inicial à sobrevivência, mudou de forma definitiva os hábitos de consumo - e deixou claro que o sucesso do passado não garante mais o sucesso futuro. Alexandro observa que o grande desafio recente da Unicred não é apenas se adaptar externamente ao mercado, mas manter o alinhamento interno da organização como um todo, algo particularmente difícil em estruturas rígidas.
Um dos eixos centrais do episódio é a explicação de por que tantas iniciativas de Business Agility fracassam: normalmente, empresas tentam mudar tudo de uma vez, impondo um "plano perfeito" de transformação sobre o organograma inteiro, ignorando que a organização é um organismo vivo, em constante mudança. Problemas do passado são resolvidos, mas sempre surgem novos - a expectativa de que a agilidade "acabe o trabalho" nunca se confirma. A Unicred optou por um caminho inverso ao recomendado por Klaus Leopold (autor do conceito de Flight Levels): em vez de começar pelo nível estratégico, começou de forma "pirata" pelo nível operacional, subiu depois para coordenação e estratégico, e hoje está descendo novamente para revisar o operacional, já que a capacidade que servia há dois anos não é mais suficiente para o tamanho atual da organização.
Outro ponto de destaque é a distinção entre estrutura organizacional (o organograma formal, com cargos e hierarquia) e estrutura operacional (como o trabalho de fato acontece no dia a dia). José cita o exemplo do "bypass" - resolver um problema falando direto com outra área, sem seguir a cadeia hierárquica - prática que, em organizações rígidas, é até punida, porque a prioridade ali é preservar a hierarquia e a política, e não necessariamente a entrega ao cliente. Alexandro reconhece que essa mudança cultural, priorizar o resultado entregue ao cooperado em vez do apego ao processo formal, foi um dos pontos mais difíceis de transformar na Unicred.
A partir daí, José explica o conceito de Flight Levels em si: não é um método nem um framework, mas uma forma de pensar a organização, criada por Klaus Leopold por volta de 2011-2012 e detalhada no livro "Repensando a Agilidade", que José ajudou a traduzir para o português. A analogia com níveis de voo nasceu da percepção de que faltava algo conectando a estratégia de uma empresa às pessoas que executam o trabalho na ponta. Por não ser prescritivo, o Flight Levels convive com qualquer método já em uso - Kanban, Scrum, PMBOK, SAFe - porque o que importa é a forma de enxergar a organização, e não a ferramenta específica. O modelo separa a empresa em três níveis: nível 1 (operacional), nível 3 (estratégico) e o elo que faltava entre eles, o nível 2 (coordenação), que olha para resultado de negócio em vez de entregas, projetos e tarefas isoladas.
Xonatan detalha a jornada da Unicred em números concretos: há cerca de dois anos, a organização tinha por volta de 15 equipes mapeadas no nível operacional, funcionando como "ilhas" desconectadas entre si. Um exercício de mapeamento organizacional chegou a levar nove horas registradas num bloco de notas, evidenciando o tamanho do desalinhamento existente na época. Isso levou à criação de uma superintendência de estratégia - papel hoje ocupado por Alexandro -, criada porque a estratégia da empresa, mesmo formalmente existindo, ficava invisível, "guardada numa gaveta em PowerPoint". Hoje, segundo os convidados, o nível estratégico da Unicred entende com clareza onde quer chegar e concede autonomia para os times testarem, executarem e melhorarem continuamente - autonomia que Alexandro considera indispensável, já que sem o aval da liderança o trabalho de agilidade organizacional fica isolado e perde força.
Um resultado citado é que, ao migrar o foco para resultados de negócio em vez de itens entregues, a organização teve um ano recorde, com quase 70% a mais de resultados de negócio - o que levou a própria organização a se questionar se esses resultados estavam de fato alinhados com a estratégia.
Sobre por onde começar essa jornada, José reforça que o ideal seria pelo nível estratégico, mas como a maioria dos times não tem esse acesso, o caminho "pirata" adotado pela Unicred - começar pelo operacional e deixar a pergunta "cadê a estratégia?" emergir naturalmente - é uma alternativa válida. Ele destaca que a liderança estratégica tem seu próprio timing para reconhecer essa necessidade, moldado pelas práticas que trouxeram a empresa até ali, e que cabe aos times de agilidade ter paciência para ajudá-la a enxergar o valor de conectar toda a cadeia, sem cair em microgerenciamento.
O episódio se encerra com Alexandro reforçando a essência do Business Agility - ajudar a empresa a se adaptar ao mercado e ao consumidor em constante mudança - e José deixando como mensagem final que sempre haverá novos problemas: a Unicred saiu de cerca de 15 equipes isoladas para mais de 70 serviços conectados de ponta a ponta, incluindo áreas de negócio além da tecnologia, mas isso não significa que o trabalho tenha terminado, e sim que a organização segue aspirando por novos mercados e desafios. Xonatan fecha reforçando que mudança deve ser encarada como um processo contínuo de melhoria - olhar, revisar, medir e melhorar de novo -, algo que não deveria doer, mas ser visto como parte natural do caminho.
Transcrição completa
Neste episódio do Xadrez Corporativo, gravado ao vivo no Papo de Inovação da K21 e conduzido por Ximena Valente, os convidados são Xonatan Aguiar, especialista em agilidade na Unicred do Brasil com foco em Kanban e Flight Levels, Alexandro Filipeto, superintendente de estratégia e governança de TI na Unicred, e José Junior, trainer de Flight Levels e Kanban na K21 e tradutor de livros da área. O tema é Business Agility: como ter resultados em todos os níveis da organização.
Xonatan abre definindo Business Agility de forma simples: é a capacidade de adaptar o próprio negócio ao mercado na velocidade que o mercado exige, redirecionando serviços e operações conforme o cenário muda. Ele lembra que, vindo do mercado financeiro, sente essa mudança se tornando praticamente exponencial a cada ano.
A Unicred é apresentada como uma cooperativa de crédito, frequentemente confundida com a Unimed por ter uma origem também ligada à saúde, mas atuando no mercado financeiro. Nos últimos anos, ela vem crescendo e se expandindo por praticamente todas as regiões do Brasil, o que trouxe desafios de adaptação. Segundo Xonatan, a Unicred já vem se esforçando com agilidade organizacional desde 2020, contabilizando esta como a quinta tentativa - um sinal de resiliência, já que pessoas entram e saem das organizações, mas o esforço de transformação continuou.
Alexandro complementa trazendo sua experiência em uma empresa quase centenária do setor financeiro, mostrando como as fintechs, ao se especializarem em nichos, forçam bancos e instituições tradicionais a se adaptarem rapidamente ou serem "atropelados" pelo mercado. Segundo ele, mesmo crescendo bastante, a Unicred ainda tem um porte que permite reunir pessoas numa sala e definir uma direção rapidamente - algo mais difícil em organizações maiores e mais estruturadas.
José Junior aprofunda o gatilho dessas mudanças: para ele, o primeiro passo é a empresa reconhecer a necessidade de ir além da mera sobrevivência. A pandemia foi um grande alerta global, inicialmente pela ameaça à sobrevivência e, depois, pela mudança definitiva nos hábitos de consumo. O ponto central, segundo José, é que o sucesso do passado não garante mais o sucesso no futuro, porque o mercado mudou demais e continua mudando.
Alexandro observa que, nos últimos dois ou três anos, o grande desafio da Unicred tem sido manter o alinhamento organizacional: não basta adaptar-se ao mercado externamente, é preciso também redirecionar a organização internamente de forma coordenada, o que é muito mais difícil em estruturas rígidas.
Ximena observa que a agilidade não resolve todos os problemas, mas ajuda a expor problemas antes invisíveis, inclusive estruturas invisíveis que dificultam identificar pontos de melhoria e alinhar os diferentes níveis da organização. José relata sua experiência formando mais de 25 turmas de arquitetura de Flight Levels no Brasil, mapeando complexidade, dependências e fluxo de valor nas empresas.
José também explica por que tantas empresas desistem de suas tentativas de Business Agility: normalmente, a mudança é imposta de cima para baixo sobre o organograma inteiro de uma vez, um "plano perfeito" de transformação que ignora que a organização é um organismo vivo, mudando constantemente. Problemas do passado são resolvidos, mas sempre surgem novos - a intenção de "não ser mais necessário" nunca se realiza, porque sempre há novos itens a trabalhar.
Xonatan detalha que a Unicred seguiu um caminho diferente do recomendado por Klaus Leopold: em vez de começar pelo nível estratégico, começaram de forma "pirata" pelo nível operacional, subiram depois para o nível de coordenação e estratégico, e agora estão descendo de novo para revisar o nível operacional, porque a capacidade que servia em 2020 já não é suficiente com a organização maior de hoje.
Um ponto central da conversa é a diferença entre estrutura organizacional e estrutura operacional. José explica que toda empresa tem uma estrutura operacional - como as coisas realmente acontecem no dia a dia - que é diferente da estrutura organizacional formal (organograma, cargos, hierarquia). Ele cita o exemplo do "bypass": resolver um problema falando direto com outra área, em vez de subir e descer a cadeia hierárquica. Em organizações mais rígidas, esse bypass é até punido, porque a prioridade é manter a hierarquia e a política, e não necessariamente a entrega ao cliente. Alexandro reconhece que essa mudança cultural - priorizar o resultado entregue ao cooperado em vez do apego ao processo - foi difícil de implementar na Unicred.
José então explica o conceito de Flight Levels: não é um método nem um framework, mas uma forma de pensar a organização, criada por Klaus Leopold por volta de 2011-2012 e detalhada no livro "Repensando a Agilidade", que José ajudou a traduzir para o português. A analogia com níveis de voo de aviação nasceu da percepção de Klaus de que faltava algo conectando a estratégia de uma empresa às pessoas que executam o trabalho no dia a dia. Por não ser prescritivo, o Flight Levels pode conviver com qualquer método ou framework que a empresa já use - Kanban, Scrum, PMBOK, SAFe - o que importa é a forma de enxergar a organização, e não o "como".
O pensamento do Flight Levels separa a empresa em três níveis: nível 1, operacional - as pessoas, times e áreas que produzem os produtos e serviços; nível 3, estratégico - onde a estratégia é definida e deveria ser desdobrada; e nível 2, coordenação, o elo que faltava, que olha para resultado de negócio em vez de entregas, projetos e tarefas isoladas.
Xonatan detalha a jornada em números: há cerca de dois anos, a Unicred tinha por volta de 15 equipes mapeadas no nível operacional, funcionando como "ilhas" desconectadas entre si, sem comunicação. Ainda existem ilhas hoje, mas a organização aprendeu a detectá-las e desfazê-las mais rápido. Um exercício de mapeamento organizacional levou nove horas registradas num bloco de notas, evidenciando o tamanho do desalinhamento existente. A partir daí veio a chegada de uma superintendência de estratégia - papel hoje ocupado por Alexandro -, criada porque a estratégia da empresa, mesmo formalmente existindo, ficava invisível, "numa gaveta em PowerPoint".
Alexandro reforça que hoje o nível estratégico da Unicred entende onde quer chegar e dá autonomia para o time testar, executar e melhorar continuamente, o que ele considera essencial - sem esse aval da diretoria, o trabalho de agilidade organizacional fica isolado e sem força. Ao mesmo tempo, ele descreve o processo como cíclico: revisar a estratégia não significa abandonar a operação, e vice-versa; é preciso olhar continuamente para os três níveis, porque a maturidade para enxergar cada um deles vai se construindo aos poucos.
Um ponto de resultado citado é que, ao focar em resultados de negócio (e não apenas em itens entregues), a organização teve quase 70% a mais de resultados de negócio no último ano, um recorde histórico - o que levou a própria organização a se perguntar se esses resultados estavam de fato alinhados com a estratégia.
Sobre por onde começar, José reforça que o ideal seria pelo nível estratégico, mas na prática a maioria dos times não tem esse acesso, então o caminho "pirata" adotado pela Unicred - começar pelo nível operacional e deixar a pergunta "cadê a estratégia?" emergir naturalmente - é um caminho válido. Ele destaca que a liderança estratégica (C-level, superintendentes, executivos) tem seu próprio timing para enxergar essa necessidade, moldado pela formação e pelas práticas que trouxeram a empresa até ali, e que é preciso paciência para ajudá-los a ver o valor de conectar toda a cadeia, sem cair em microgerenciamento.
Encerrando, Alexandro reforça a essência do Business Agility: ajudar a empresa a se adaptar ao mercado e ao consumidor, que está mudando constantemente. José deixa como mensagem final que sempre haverá novos problemas e novos itens a trabalhar - a Unicred saiu de cerca de 15 equipes isoladas para mais de 70 serviços conectados de ponta a ponta, incluindo áreas de negócio além da tecnologia, mas isso não significa que o trabalho acabou: significa que a organização aspira por novos mercados e novos desafios continuamente. Xonatan fecha reforçando que a mudança deve ser encarada como um processo de melhoria contínua - olhar, revisar, melhorar, medir e revisar de novo - e que essa mudança constante não deveria doer, mas ser vista como natural do caminho.
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