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Ep. 161 - Formiguitas: Agilidade para crianças

Ep. 161 - Formiguitas: Agilidade para crianças

19 de junho de 202300:54:20
Agilidade
Educação
Pessoas
Product Management

Resumo rápido

Fernanda Magalhães e Marcos Garrido apresentam o livro Formiguitas, que traduz princípios ágeis — priorização, foco, melhoria contínua e visibilidade do trabalho — para crianças por meio da história de duas formigas, Nana e Dudu. A obra é o terceiro de uma trilha que inclui RH Ágil e Cultura Ágil, e nasce da convicção de que ensinar a pensar de forma ágil desde cedo é o caminho mais eficaz para transformar o mundo do trabalho no longo prazo. Histórias reais de pais e filhos, como a do Fefezinho e a do Rafinha, ilustram como a agilidade é, antes de tudo, uma forma de viver.

Capítulos

  1. 03:02Apresentação do livro Formiguitas e a ideia de escrever para crianças
  2. 03:57A inspiração: pensar nas próximas gerações e no longo prazo
  3. 05:10Cortar caminho: ensinar agilidade desde a base
  4. 11:14A jornada dos livros anteriores: RH Ágil e Cultura Ágil
  5. 18:54Por que formigas: o ecossistema dos insetos e a escolha do nome
  6. 28:33Nana e Dudu: princípios ágeis traduzidos em personagens
  7. 34:03Agilidade na vida real: histórias de pais, filhos e o dia a dia em casa

Frases do episódio

“Mas, mudar o mundo não é para agora, né. Mudar o mundo é o tempo todo, né, continuamente.”

04:26

“Não ser tudo tão... Não precisa ser duro. As coisas podem ser mais leves e mais naturais e mais orgânicas.”

22:17

“As pessoas acham que agilidade é uma coisa que você usa no trabalho? Não, as pessoas estão enganadas. Agilidade é pra vida, não é pro trabalho.”

37:27

O que você vai ouvir neste episódio

  • O episódio apresenta a obra infantil criada por Marcos Garrido e Fernanda Magalhães sobre princípios ágeis.
  • Os autores abordam a importância de ensinar às crianças o conceito de fazer uma coisa por vez.
  • A discussão destaca como a utilização de quadros visuais auxilia na organização de tarefas cotidianas das crianças.
  • O livro utiliza uma narrativa simples com ilustrações para explicar o processo de priorização do trabalho.
  • A conversa demonstra como metodologias de gestão de produtos e agilidade se aplicam no ambiente educacional.

Temas discutidos

A introdução de conceitos ágeis na infância evidencia que fundamentos como limitação de trabalho em progresso, visibilidade e priorização são universais. Ao adaptar o pensamento enxuto e a gestão visual para uma linguagem infantil, a obra demonstra que a cultura ágil transcende o ambiente corporativo. Essa abordagem fortalece o desenvolvimento de habilidades de auto-organização, colaboração e foco desde os primeiros anos de aprendizado, preparando futuras gerações para resolver problemas de forma estruturada.

Para quem é este episódio

Este episódio é indicado para agilistas, gestores de produto e líderes que buscam explicar sua profissão para a família, bem como para educadores e pais interessados em aplicar métodos de organização visual e priorização no desenvolvimento e no cotidiano das crianças.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Como ensinar princípios de agilidade para crianças?

O episódio detalha o uso do livro "Formiguitas", escrito por Marcos Garrido e Fernanda Magalhães, que utiliza histórias lúdicas e ilustrações simples. A obra traduz conceitos complexos de agilidade em metáforas compreensíveis, ajudando as crianças a entender a importância de focar em uma tarefa por vez e organizar suas atividades diárias.

Quais conceitos ágeis são abordados no livro Formiguitas?

A publicação aborda a limitação de trabalho em progresso ao ensinar a fazer uma coisa de cada vez, a gestão visual por meio de quadros de tarefas e a priorização do que é mais importante. Esses princípios são integrados à narrativa das formigas para facilitar o aprendizado infantil de forma prática.

Quem são os autores do livro Formiguitas discutido no podcast?

O livro "Formiguitas: Precisamos terminar nossos túneis" foi escrito por Marcos Garrido e Fernanda Magalhães. No episódio, os autores compartilham a proposta de levar os valores e práticas do universo ágil para o contexto educacional e familiar, tornando a gestão de tarefas acessível aos mais jovens.

Sobre este episódio

No episódio 161 do Love the Problem, Fernanda Magalhães e Marcos Garrido apresentam o livro Formiguitas: Agilidade para crianças, a terceira obra de uma trilha que começou com RH Ágil e continuou com Cultura Ágil. A conversa explora a motivação por trás do projeto: a convicção de que ensinar pensamento ágil desde a infância é o caminho mais natural e eficaz para transformar o mundo do trabalho no longo prazo. O livro usa a metáfora de um ecossistema de insetos — borboletas, abelhas e formigas — para conectar os três livros e transmitir a ideia de interdependência e colaboração. A história central, com as formigas Nana e Dudu, traduz princípios como priorização, foco, visibilidade do trabalho e melhoria contínua para a linguagem infantil. Marcos e Fernanda compartilham histórias pessoais poderosas: a do Fefezinho, filho de Marcos, que evoluiu de duas sílabas para mais de quinze em um ano com ciclos curtos e experimentos; e a do Rafinha, de oito anos, que aplicou o conceito de fazer uma coisa de cada vez meses após ouvi-lo num almoço. O episódio também traz dicas práticas para pais, como o uso de quadros com post-its em casa, e anuncia o segundo livro infantil, sobre uma lagarta que descobre que se tornará borboleta. A mensagem central é que agilidade não é uma ferramenta de trabalho, mas uma forma de viver, e que as crianças, por natureza curiosas e abertas, são o público mais receptivo para plantar essas sementes.

Transcrição completa

Fernanda Magalhães e Marcos Garrido apresentam o livro Formiguitas: Agilidade para crianças, uma obra que traduz conceitos de pensamento ágil para o universo infantil de forma lúdica e acessível. A ideia surgiu da reflexão sobre o imediatismo do mundo atual: tudo é para ontem, tudo é para agora. Mas mudar o mundo não é para agora, é o tempo todo, continuamente. Pensar nas próximas gerações é um ato de desprendimento, porque se investe hoje em algo que vai dar resultado décadas depois. A criança não vai mudar o mundo agora, mas vai continuar por muitas décadas, e já chegar ao mercado de trabalho com a cabeça mais fértil para conceitos de colaboração, priorização, visibilidade do trabalho e organização é um caminho que se corta.

O livro é o terceiro de uma trilha que começou com RH Ágil, Menos Recursos e Mais Humanos, escrito de forma ágil com feedback da comunidade de RH a cada capítulo, e continuou com Cultura Ágil, que ampliou o alcance para o público geral. A pergunta que guiou a criação do Formiguitas foi: e se a gente falasse com as mini pessoas, que lá na frente vão botar em prática tudo isso? A parceria entre Fernanda e Marcos, que se estende por mais de uma década e seis mil quilômetros de distância, é marcada pela regra de nunca dizer não um ao outro. Toda ideia que surge é acolhida e explorada.

O nome Formiguitas faz parte de uma narrativa de ecossistema: o primeiro livro, RH Ágil, tem borboletas na capa, símbolo de transformação e polinização; o segundo, Cultura Ágil, tem abelhas, que multiplicam e produzem mel; e o terceiro, Formiguitas, traz as formigas, seres que vivem em colônias organizadas, constroem túneis em conjunto e carregam folhinhas. A ideia de que as coisas podem ser mais leves, mais naturais e mais orgânicas permeia a escolha. A sugestão do inseto formiga partiu de Matheus Oliveira, que acompanha a K21 e a comunidade, e recebeu dedicatória no final do livro.

A história do livro gira em torno de duas formigas, Nana e Dudu, que são perfis completamente diferentes. Nana é organizada, metódica, gosta de ensinar e compartilhar. Dudu é bagunceiro, faz tudo ao mesmo tempo, se perde com as ferramentas e não sabe onde largou as coisas. Nana propõe a Dudu que experimentem uma nova forma de organizar os túneis: listar tudo que precisam fazer, colocar a coisa mais importante no topo e fazer uma de cada vez. O livro traz princípios de cultura de experimentação, priorização, visibilidade do trabalho e melhoria contínua, sempre com a leveza da linguagem infantil. A mensagem é que, ao fazer um túnel por vez, o primeiro fica pronto logo e sobra tempo para brincar.

Marcos compartilha a história do Fefezinho, seu filho de nove anos, que nasceu com uma síndrome rara e teve muita dificuldade para falar e andar. O processo de evolução do Fefe foi construído com ciclos curtos, experimentos semanais, priorização e melhoria contínua. Um exemplo concreto: no Dia dos Pais, Marcos queria que o filho falasse a frase completa. Ele gravou fonemas separados, editou um vídeo no telefone e o Fefe, repetindo os fonemas na edição, conseguiu falar a frase. Em um ano, o indicador de sílabas por vez saltou de duas para mais de quinze. A agilidade, nesse caso, não foi opção, foi necessidade de sobrevivência e evolução.

Outra história é a do Rafinha, filho de uma prima de Marcos, que com oito anos, meses após um almoço em família onde Marcos explicava conceitos de priorização e descarte, chegou para a mãe e disse: mãe, você não ouviu o que o tio Marcos falou? É pra fazer um de cada vez, senão você não termina nunca. A mãe, que estava organizando três álbuns de fotos ao mesmo tempo, aplicou o conselho e fez um álbum por vez. Essa história foi o empurrão final para tirar o livro da cabeça e colocar no papel. O Rafinha também recebeu dedicatória no livro.

Fernanda conta como aplica os conceitos em casa com seus dois filhos, de cinco e um ano. Ela mantém um quadro com colunas a fazer, fazendo e feito, com post-its coloridos, e convida o filho de cinco anos a participar: o que precisa fazer hoje, qual atividade é a mais importante, como organizar os brinquedos. A criança ainda não lê, mas se interessa pelo quadro lúdico e começa a associar dias da semana a atividades. O objetivo é que, quando ela conseguir ler, já tenha um quadro próprio.

O feedback das crianças tem sido imediato e genuíno. O Fefe não larga o livro e repete o nome das formigas. O Rafinha adorou a história e disse que faz todo sentido. O filho de Fernanda, ao ler o livro, disse que gostou do Dudu porque ele é muito bagunceiro, e Fernanda teve que redirecionar a atenção para a Nana, que ensina a organizar as coisas uma por vez. O filho também quis levar o livro para o melhor amigo na escola.

O livro Formiguitas está disponível na Amazon.com dos Estados Unidos e na plataforma brasileira Clube de Autores, que distribui para Americanas, Submarino, Mercado Livre e Estante Virtual. Fernanda e Marcos também anunciam que estão terminando o segundo livro infantil, que traz a história de uma lagarta que vive numa folhinha e não percebe o jardim ao redor, até descobrir que inevitavelmente se tornará borboleta e poderá voar. A mensagem é sobre não colocar limites na própria evolução e no crescimento, e é voltado especialmente para pais e cuidadores que leem para as crianças.

A mensagem final do episódio é um convite: agilidade não é só para o trabalho, é uma forma de pensar para a vida inteira. Levar os valores, princípios e práticas para o dia a dia, para a casa, para a relação com os filhos, é o que transforma. As crianças absorvem tudo como esponjas, e o simples ato de explicar o que se faz no trabalho para um filho já é uma forma de plantar sementes. O objetivo é que, em vinte anos, essas crianças cheguem ao mundo adulto com ferramentas para viver com tranquilidade, entendendo que o trabalho não precisa ser chato, difícil ou doloroso, e que existem formas diferentes e mais leves de encarar a segunda-feira.

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