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Ep. 131 - As diversas faces da agilidade nas vozes delas (live Agile Alliance)
Ep. 131

Ep. 131 - As diversas faces da agilidade nas vozes delas (live Agile Alliance)

12 de setembro de 202201:25:01
Agilidade
Educação
Product Management
Transformação

Resumo rápido

Dez mulheres compartilham trajetórias diversas na agilidade — de quem odiou de cara a quem caiu sem querer — e defendem que não há caminho linear, que transição de carreira não tem idade, que diversidade exige esforço proposital para quebrar vieses inconscientes, e que a comunidade é trabalho de amor, voluntário e transformador.

Capítulos

  1. 00:07Abertura e contexto da live da Agile Alliance
  2. 03:02Trajetórias das mulheres na agilidade: de Angélica a Cindy
  3. 15:04Histórias de conexão, comunidade e propósito
  4. 25:06Transição de carreira, idade e etarismo
  5. 39:53Desafios na implementação da agilidade em ambientes tradicionais
  6. 56:12Diversidade, inclusão e quebra de vieses inconscientes
  7. 01:12:03Encerramento, recados finais e convite à comunidade

Frases do episódio

“a agilidade foi aquele caso que era só uma ficada, e a gente acabou indo, indo, indo, e hoje faz parte da minha vida, né”

12:18

“mudou minha vida, muito mais do que mudar minha carreira mudou minha vida”

09:57

“eu não tô forçando nada. Na realidade, eu tô nivelando o jogo.”

01:07:05

O que você vai ouvir neste episódio

  • Especialistas da K21, Nubank, Itaú e Bain & Company compartilham experiências reais sobre a jornada de agilidade nas organizações.
  • Lideranças femininas analisam os principais desafios enfrentados por profissionais no mercado de gestão de produtos e transformação digital.
  • O evento reuniu integrantes do conselho da Agile Alliance Brazil em um debate sobre a evolução das comunidades ágeis.
  • Profissionais de diferentes setores detalham os caminhos para consolidar práticas ágeis em contextos educacionais, financeiros e de saúde.
  • O painel promoveu um encontro entre os podcasts Love the Problem, Vamos Fazer Diferente e Agile Girls para discutir carreira.

Temas discutidos

A evolução da agilidade exige visões plurais e trocas de experiências entre profissionais que atuam na linha de frente de transformações organizacionais. Ao reunir especialistas de empresas como Itaú, Nubank, Saúde ID, Bain & Company e K21, o episódio evidencia como a liderança feminina impulsiona a cultura ágil e a gestão de produtos. Essas trajetórias demonstram a importância das comunidades de prática, como a Agile Alliance Brazil, para fortalecer o aprendizado contínuo, a inovação e o desenvolvimento de ambientes colaborativos em diversos setores do mercado.

Para quem é este episódio

Este conteúdo é indicado para Agile Coaches, Product Managers e lideranças de transformação digital que buscam referências práticas de carreira. Profissionais interessados em diversidade, gestão de pessoas e fortalecimento de comunidades de agilidade também encontram insights relevantes sobre os desafios de implementar mudanças em grandes empresas de diferentes setores.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Quem são as convidadas e quais empresas foram representadas no painel?

O painel contou com especialistas de grandes empresas e organizações do mercado, incluindo Andrea Murata (K21), Angélica Costa (Ânima Educação), Carol Serpejante (Saúde ID), Cindy Morais (Nubank), Érica Briones (Minu e AAB), Guayçara Gonçalves e Lara Rejane (Itaú), Mariana Graf (will bank), Mariana Zaparolli (Bain & Company) e Thaís Rigolon (Agile Girls e AAB).

Como ocorreu a parceria entre os podcasts para a transmissão do episódio?

O episódio foi gravado originalmente como um meetup ao vivo promovido pela comunidade Agile Alliance Brazil no dia 29 de agosto de 2022. O conteúdo gravado no evento foi estruturado como uma colaboração direta entre três podcasts referência da área de tecnologia e gestão: Love The Problem, Vamos Fazer Diferente e Agile Girls.

Qual é o foco principal dos debates realizados durante a gravação?

As convidadas discutiram as nuances da agilidade a partir de suas vivências em posições de liderança e especialistas. O debate abordou desafios práticos da transformação organizacional, atuação em gestão de produtos, fortalecimento de comunidades profissionais e estratégias para consolidar práticas ágeis e inovadoras no mercado corporativo em diferentes setores de atuação.

Sobre este episódio

Nesta live da Agile Alliance Brasil, dez mulheres — Angélica, Carol, Cindy, Erika, Guá Sara, Lara, Mari Graff, Andréia Murata e Thaís — compartilham trajetórias diversas na agilidade, de quem odiou de cara a quem caiu sem querer, de quem veio da tecnologia a quem veio de cultura organizacional. O episódio aborda a ausência de caminho linear, a viabilidade de transição de carreira em qualquer idade, os desafios de implementar práticas ágeis em ambientes tradicionais como bancos, e a necessidade de esforço proposital para quebrar vieses inconscientes e promover diversidade e inclusão. A comunidade é descrita como trabalho de amor, voluntário e transformador, e a mensagem central é que cada pessoa pode se responsabilizar pelas mudanças que quer ver ao redor, criando espaços e movimentos próprios.

Transcrição completa

Live da Agile Alliance Brasil reunindo dez mulheres para compartilhar trajetórias diversas na agilidade. Angélica, na área de TI desde 2008, conta que sua vida não é linear: trabalhou com PMBOK, projetos tradicionais, e a porta da agilidade veio quando se especializou em Lean. A partir daí, as coisas foram fluindo de forma orgânica, sem um caminho pré-determinado. Carol, na agilidade desde 2015 e oficialmente em posição de agilista desde 2018, relata que começou pesquisando sobre o assunto, se envolvendo em comunidades e encontros gratuitos, até decidir mudar de carreira. A agilidade, segundo ela, trouxe pessoas maravilhosas que ela carrega no coração. Cindy, com mais de dez anos em tecnologia, confessa que odiou a agilidade de cara, achou reuniões chatas, mas a galera insistiu e ela deu uma chance. A comunidade a abraçou, e ela foi se envolvendo, pedindo ajuda, até entender que fazia sentido. Erika, com 23 anos de carreira em tecnologia, começou com agilidade em 2010. Em 2013 foi à primeira Agile Brasil, em 2014 entrou para organizar a conferência, e em 2015 já estava totalmente imersa. Descreve-se como bicho híbrido, produteira dos agilistas e agilista dos produteiros, e diz que a comunidade Agile Brasil é referência de compartilhamento de conhecimento. Guá Sara conta que a agilidade foi uma ficada de balada: caiu num projeto ágil sem saber o que era, os engenheiros mandaram fazer em releases, e ela foi aprendendo. Apaixonou-se pela interação das pessoas com as práticas ágeis e hoje aplica a cultura ágil até em tarefas domésticas. Lara, que se identifica com a Cindy, foi enfiada num curso de agilidade e, ao ver que seus projetos com PMP sempre saíam, começou a evangelizar. Hoje fala de developer relations, dev experience e felicidade no trabalho, e o ágil já está na veia. Mari Graff não veio da tecnologia: começou com papel de people e cultura organizacional, viu a galera trabalhando com agilidade e sentiu a necessidade de se envolver. Foi voluntária no Agile Brasil em Florianópolis, virou organizadora, e depois migrou para São Paulo como Agile Coach. Descobriu o que queria fazer na vida com quase 30 anos. Andréia Murata, com 20 anos em tecnologia, foi de desenvolvedora a análise e gestão de projetos tradicionais, e na agilidade o que mais a chamou foi o ambiente: pessoas mais respeitosas, sem cultura de achar culpados, tudo leve. Sobre orientação para quem está iniciando, Angélica defende que não há caminho linear: experimente, ouça podcasts, entre em comunidades, use material gratuito. A Erika recomenda estar fortemente embasada tecnicamente para garantir resultados e entender de pessoas para fazer um processo construtivo e colaborativo. Sugere o livro The Principles of Product Development Flow, de Alison Vale, como ponto de partida. Sobre restrição de idade para transição de carreira, Lara afirma que não há limite, que a gente coloca limite na cabeça, e que o etarismo existe, mas a mulher pode mudar de carreira quando quiser. Mari reforça que é possível, mas não é fácil: é preciso se preparar, guardar grana, estudar, buscar mentoria e se conectar com pessoas. Erika acrescenta que muita coisa só se adquire na prática, que é preciso aceitar reaprender e eventualmente passar de sênior a júnior em outra área. Sobre desafios na implementação da agilidade, Andréia conta a experiência no banco: era um ambiente sólido, tradicional, e ela liderava uma área de risco. Quando o incômodo com a dinâmica de trabalho se espalhou pela equipe, junto com o Sandro, testou práticas ágeis: juntou a equipe, usou um quadro branco, dividiu em três temas, criou um grupinho de estudo, usou ferramentas free, testou gráficos de burn down e burn up. A mensagem é ter consciência dos próprios limites, tolerância e exposição a risco, e fazer com que dê com o que se tem. Guá fala sobre encontrar propósito: em 2018, na primeira palestra, sentiu que tinha uma missão com a agilidade. Quando pessoas implementaram o que ela compartilhou e vieram dizer que funcionou, ou que se inspiraram nela, aqueceu seu coração. A agilidade a proporcionou a capacidade de inspirar pessoas a levar a mudança, mesmo quando ela sozinha não conseguia implementar. Erika fala sobre alinhamento de stakeholder: mapear caminhos, levar dados, se embasar e fazer. Quanto mais rápido a pessoa que recebe o trabalho sabe o racional, o caminho e o resultado, menos resistência se enfrenta. No final do dia, para ela, agilidade é sobre as pessoas, sobre ter espaço na agenda para ouvir, conversar, estar próxima do time. Sobre diversidade e inclusão, Guá traz a perspectiva da neurociência: estereótipos são criados entre 5 e 7 anos e direcionam escolhas de forma inconsciente. Quando se força a trazer uma pessoa negra, uma mulher, uma pessoa LGBTQIA+, está-se quebrando padrões inconscientes. A pauta de diversidade é de todos, não de um salvador da pátria. Há um buraco tão grande que é impossível falar em meritocracia sem reparação histórica. Erika cita dado da McKinsey: 56% da população brasileira é negra, mas apenas 6% ocupa cargos de liderança. Inclusão e diversidade não são a mesma coisa: é possível preencher cotas e ainda assim avaliar por afinidade, brequando a carreira da pessoa. Também é preciso garantir acessibilidade no ambiente. Carol defende que não se está forçando nada, mas nivelando o jogo: a estrutura é profundamente desigual, e o que se faz é normalizar. Homens héteros cisbrancos se indicam há anos para vagas, e quando uma mulher ou pessoa negra é selecionada, ouve que foi contratada só por isso. Sobre comunidade, Erika fala que é trampo, é trabalho de amor, envolve dedicação extraordinária, ficar longe da família, e que provavelmente todos os seus últimos empregos vieram de indicações da comunidade. O trabalho em comunidade é voluntário, não remunera, e é feito por amor. Carol reforça que se responsabilizar pelas mudanças que se quer ver ao redor é essencial: não dá para ficar sentado esperando que outra pessoa faça o movimento. Angélica agradece e diz que o podcast Agile Girls é maior do que o podcast em si, porque proporciona um conforto, um quentinho, como um colo. Thaís encerra dizendo que espera que quem ouça saia com o coração mais quentinho, com mais esperança, e que tudo que foi dividido possa ajudar a ter uma vida melhor.

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