Gestão de times: Você tem uma estrela no seu time?

Essa semana, li uma reportagem do El País sobre as recentes desventuras do time do Paris Saint-Germain (PSG) e do Neymar. Na matéria, o jornalista diz que Neymar se vê isolado do restante do time e comenta algumas iniciativas do presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, para resolver o problema.

Enquanto lia a matéria, surgiram situações que já presenciei em times ágeis. Alguns problemas que achei relevantes devem estar no radar de gerentes, Scrum Masters, Agile Masters e de pessoas com papel de gestor.

Gestão de times – Cuidado com a Motivação extrínseca

Segundo Martinelli e Bartholomeu, a motivação extrínseca a aquela que temos como resposta a algo externo à tarefa ou atividade. Recompensas materiais e sociais, bem como o reconhecimento, são bons exemplos disso. Todavia, como diz o famoso ditado popular, “dinheiro não traz felicidade”. Para o Neymar, ser o jogador mais bem pago do mundo, sair da sombra do Messi e ganhar a Bola de Ouro funcionou por algum tempo. Parece que não mais. Já para o Cavani, não funcionou de forma alguma.

Time de estrelas

Não é porque os indivíduos são excelentes que, quando juntos, formam um time. Lembra dos Galácticos do Real Madrid: Figo, Zidane, Beckham, Ronaldo (Fenômeno). Individualmente fantásticos, custaram mais de 1 bilhão de euros, porém trouxeram um resultado pífio.

Por outro lado, um livro que recomendo para leitura é Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, de Michael Lewis. Ele fala sobre como o time dos Oakland Athletics, considerado mediano e barato, se tornou um sucesso da Major League Baseball.

Indivíduo sobre o coletivo

Voltando ao PSG, cada um parece estar pensando em si mesmo. O presidente quer um time que acabe com a hegemonia espanhola; Neymar e Cavani querem ser os goleadores; outros jogadores tentam manter seus contratos. Metas individuais se tornam tóxicas para a coletividade.

Falta de liderança clara

O técnico parece estar na “de fora” do problema, deixando o presidente, que não está no vestiário, tomar ações (ruins).

“Deixa que eu resolvo”

O presidente acredita que vai resolver a parada do jeito dele. Dá uma grana para um; manda o recado para outro. A falta de inteligência coletiva e de contexto das pessoas de diferentes origens não está sendo considerada, e o resultado está deixando as coisas um pouco pior.

Já passei por diversos times de software com algumas dessas características. A solução não é simples e a proporção aqui é bem maior. Todavia, eu sei que é possível revertê-la.

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Avelino Ferreira Gomes Filho
Sobre o autor

Avelino Ferreira Gomes Filho

Trainer na K21

Avelino Ferreira é formado e mestre em Ciência da Computação. Teve uma longa trajetória na TI, começando como programador e chegando a gestor de diversos times de criação de produtos digitais. Conheceu e começou a adotar as melhores prática de de Métodos Ágeis em 2008. Desde então, se dedica a auxiliar outras empresas na construção da cultura ágil. Atualmente, é Consultor e Trainer na K21

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