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Love The Road - Flight Levels - Desafios e Aprendizados

Love The Road - Flight Levels - Desafios e Aprendizados

25 de maio de 202300:14:06
Agilidade
Educação
Flight Levels & Kanban
Love The Road
Pessoas

Resumo rápido

Nathália Manha compartilha os aprendizados de três anos aplicando Flight Levels no PagBank, com 400 times, e destaca que a escalabilidade é o maior desafio: começar pelo operacional, formar capítulos e construir parcerias com liderança e RH são passos essenciais para caminhar do nível tático ao estratégico.

Capítulos

  1. 00:57Tema da palestra: três anos de Flight Levels no PagBank
  2. 01:42Aprendizados e a dificuldade de escalar o trabalho
  3. 02:37O desafio de aplicar Flight Levels em 400 times
  4. 04:10Começar pelo operacional: de kanban na parede a capítulos
  5. 05:44Dicas para quem quer iniciar: acordos, pilotos e parcerias
  6. 07:20Parceria com o RH e a cultura de onboarding
  7. 10:50Recomendações de conteúdo e capacitação em Flight Levels

Frases do episódio

E ali no PagBank o desafio foi tentar fazer isso pra 400 times na época.

02:37

Se você quer começar um trabalho como esse, precisa ter acordos com a liderança. Não tem jeito.

05:44

Daqui um ano ou dois. Sua empresa vai ter um monte de gente nova. Que não teve... Não recebeu esses conceitos de onboarding.

07:20

O que você vai ouvir neste episódio

  • Natalia Manha apresenta os principais tópicos e aprendizados de sua palestra apresentada no evento Agile Trends 2023.
  • O episódio analisa os desafios práticos enfrentados durante a implementação do modelo de Flight Levels nas organizações.
  • A conversa destaca como o Flight Levels auxilia na conexão entre o alinhamento estratégico e a execução operacional.
  • Os participantes discutem referências fundamentais sobre agilidade, incluindo os conceitos presentes no livro Repensando a Agilidade.

Temas discutidos

O episódio explora o modelo de Flight Levels como uma ferramenta essencial para superar silos organizacionais e melhorar o fluxo de valor. Ao conectar níveis operacionais, coordenacionais e estratégicos, a abordagem permite enxergar gargalos e alinhar prioridades do negócio. No contexto da agilidade e liderança, discutir os aprendizados do Agile Trends 2023 reforça a importância de evoluir práticas de gestão, indo além de times isolados para construir uma visão sistêmica e sustentável do produto.

Para quem é este episódio

Este conteúdo é indicado para agilistas, líderes de produto e gestores organizacionais que buscam melhorar a articulação entre estratégia e execução. Profissionais interessados na aplicação prática de Flight Levels e em modelos de coordenação sistêmica encontrarão valiosos aprendizados para orientar a transformação de suas equipes e processos.

Sobre a série Love The Road

Love The Road registra as conversas gravadas fora do estúdio, em eventos como Agile Trends e SGRio. São bate-papos curtos e diretos com especialistas e participantes sobre o tema do momento, capturando o que a comunidade de agilidade está debatendo naquele instante.

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Perguntas que este episódio ajuda a responder

O que é abordado sobre Flight Levels neste episódio do Love The Road?

No episódio, Natalia Manha compartilha visões da sua palestra no Agile Trends 2023 sobre a utilização do Flight Levels. O foco do debate está nas experiências reais de aplicação da metodologia, abordando tanto os desafios enfrentados no ambiente corporativo quanto os aprendizados obtidos para conectar o trabalho diário dos times aos objetivos estratégicos do negócio.

Como o Flight Levels ajuda a resolver problemas de desalinhamento organizacional?

O modelo de Flight Levels atua estruturando a comunicação e a visibilidade em diferentes níveis da organização: operacional, de coordenação e estratégico. Ao criar pontos de contato claros e métricas de fluxo, a abordagem reduz dependências invisíveis, ajuda a identificar gargalos de entrega e garante que os esforços das equipes estejam alinhados às prioridades globais da empresa.

Quais referências foram recomendadas para aprofundar o conhecimento em Flight Levels?

Para quem deseja se aprofundar nos temas discutidos por Natalia Manha, foram citadas referências como o livro Repensando a Agilidade, de Klaus Leopold, que conceitua a gestão do fluxo de valor em múltiplos níveis. Além disso, recomenda-se a participação em treinamentos especializados em arquitetura de sistemas Flight Levels para aplicação prática dos conceitos.

Sobre este episódio

Neste episódio do quadro Love the Road, do podcast Love the Problem, Nathália Manha — Agile Coach com atuação desde 2007, ex-PagSeguro e doutoranda em gestão de incertezas na FEUSP — compartilha os aprendizados de três anos aplicando o framework Flight Levels no PagBank. A palestra na Agile Trends, de 20 minutos, resumiu uma jornada que começou com 400 times em níveis muito diferentes de maturidade, alguns ainda com kanban na parede. O maior desafio foi a escalabilidade: trabalhar interdependências, upstream e estratégia de produto em uma organização desse porte, agravado pela pandemia, que impôs um modo de sobrevivência e dificultou a definição do nível estratégico. A decisão estratégica foi começar pelo operacional, organizar os times e, a partir daí, construir capítulos que permitissem a transição para o nível tático. Nathália destaca que acordos com a liderança, pilotos em áreas específicas, parceria com agilistas e estruturação de onboarding e capacitação com o RH são pré-requisitos inegociáveis. Sobre como abordar a liderança sobre a falta de estratégia, ela aconselha uma abordagem de melhoria contínua, trazendo ganhos operacionais mensuráveis e construindo confiança gradualmente. Para quem quer se aprofundar, ela recomenda o livro de Flight Levels e os treinamentos da K21.

Transcrição completa

Nathália Manha trabalha com linha de agilidade desde 2007, passou por PM, atuou como Agile Coach, trabalhou no PagSeguro e no momento está fazendo doutorado estudando gestão de incertezas no portfólio da FEUSP. Ela palestrou na Agile Trends com o tema Flight Levels, falando sobre os desafios e aprendizados dos três anos de aplicação do framework no PagBank. O tema foi a tentativa de aplicar os três níveis — operacional, tático e estratégico — em uma organização de 400 times, sem concluir totalmente o trabalho, mas com muitos aprendizados.

Um aprendizado central foi a dificuldade de escalar o trabalho. Flight Levels trata do nível operacional (entre times), do nível tático (gestão de produtos) e do nível estratégico (para onde a organização quer ir). Mesmo em um contexto pequeno, com cinco times, já é árduo trabalhar interdependências, definir upstream e estratégia de produto. No PagBank, o desafio foi aplicar isso para 400 times, e no meio do caminho veio a pandemia, que trouxe incerteza e exigiu resposta rápida, dificultando a definição do Flight Level 3, a estratégia de longo prazo. A organização estava em modo de sobrevivência, decidindo semana a semana.

No nível dos produtos, os times tinham uma visão muito técnica, organizados por sistemas e subsistemas, perdendo a visão de quais eram os produtos de fato e quem eram os clientes. Com 400 times e muitos subsistemas complexos, a integração entre eles consumia a atenção, e os resultados de produto ficavam em segundo plano. A decisão foi começar pelo operacional: organizar times que ainda faziam kanban na parede, não estavam nem no Jira. O resultado foi que os times começaram a se entender, a compreender upstream e interdependências. Um ganho importante foi a formação de capítulos a partir de 2020 e 2021, o que ajudou a sair do nível operacional e caminhar para o nível tático, o Flight Level 2.

Entre as dicas para quem quer iniciar um trabalho assim, Nathália destaca: acordos com a liderança são indispensáveis, pois Flight Levels não se faz em um time isolado; o uso de pilotos, como os feitos com a área de infraestrutura e com áreas de APIs; a parceria com agilistas e especialistas de agilidade nos contextos; e a necessidade de estruturar bem a parceria com o RH, incluindo onboarding, capacitações, programas de mentoria e coaching. Sem isso, a cada mudança de time, área ou gestão, o trabalho precisa ser refeito, gerando complexidade enorme.

Sobre como evidenciar a falta de alinhamento estratégico para a liderança, Nathália aconselha não confrontar dizendo que não há estratégia, pois na cabeça do gestor sempre existe uma. O caminho é contornar trazendo ganhos operacionais já obtidos — métricas de lead time, cycle time, throughput — e propor o próximo passo como melhoria contínua. É uma conversa de parceria, de ganhar confiança aos poucos, entrando devagar no tema estratégico até conseguir abrir o diálogo sobre os próximos passos.

Para se aprofundar, ela indica o livro de Flight Levels e os treinamentos estruturados da K21, que ajudam a esclarecer para gestão, Product Owners e agilistas o que é o trabalho e onde se quer chegar. Capacitações formais são recomendadas mesmo que seja possível fazer parte do trabalho sem elas.

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