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Love The Road - Desenvolvendo maturidade de times com KMM (Agile Trends)
Ep. 157

Love The Road - Desenvolvendo maturidade de times com KMM (Agile Trends)

18 de maio de 202300:15:02
Agilidade
Love The Road
Pessoas

Resumo rápido

Laura Fernanda Consul Magno compartilha como usou o Kanban Maturity Model (KMM) para amadurecer um time diverso e impactado na Bayer, aplicando os três pilares — cultura, prática e resultados — em retrospectivas durante o team building. A mensagem central: simplifique, construa confiança gradualmente e deixe o time assumir a autonomia da melhoria contínua.

Capítulos

  1. 00:05Abertura do Love the Road
  2. 01:29A palestra sobre KMM no Agile Trends
  3. 03:42O case: mapeando maturidade em time diverso
  4. 05:12Retrospectiva com os três pilares e insights
  5. 07:17Resultados: autonomia, visibilidade e cultura
  6. 10:47Níveis de maturidade e evolução gradual
  7. 12:43Encerramento e onde encontrar mais sobre KMM

Frases do episódio

A gente precisa simplificar, né? Porque facilitador simplifica, né? Facilita e não dificulta.

03:08

Conseguir enxergar o que a gente tem e conseguir colocar pequenas coisas ali pra melhorar, entendeu?

07:17

Você não constrói um prédio num... Num chão de areia. Sabe? Numa base de areia.

11:32

O que você vai ouvir neste episódio

  • Laura Consolmagno compartilha insights de sua palestra apresentada no evento Agile Trends 2023.
  • O episódio detalha o uso do Kanban Maturity Model no desenvolvimento contínuo de equipes.
  • A discussão destaca a evolução da maturidade técnica e comportamental de pessoas e times.
  • Práticas do modelo KMM são apresentadas como meio de estruturação dos processos organizacionais.

Temas discutidos

A aplicação do Kanban Maturity Model reflete diretamente nos pilares de agilidade e liderança, oferecendo um mapa claro para a evolução das pessoas e dos processos nas organizações. Compreender os diferentes níveis de maturidade permite que líderes promovam uma cultura organizacional baseada na melhoria contínua, no alinhamento de expectativas e na entrega consistente de valor aos clientes, sem sobrecarregar as equipes envolvidas na operação diária.

Para quem é este episódio

Este conteúdo destina-se a agilistas, Agile Coaches e líderes de equipe que buscam estruturar jornadas de evolução contínua em suas organizações, utilizando o modelo de maturidade Kanban para impulsionar a colaboração e a eficácia operacional dos times.

Sobre a série Love The Road

Love The Road registra as conversas gravadas fora do estúdio, em eventos como Agile Trends e SGRio. São bate-papos curtos e diretos com especialistas e participantes sobre o tema do momento, capturando o que a comunidade de agilidade está debatendo naquele instante.

Ver todos os episódios da série Love The Road

Perguntas que este episódio ajuda a responder

O que é abordado no episódio sobre o Kanban Maturity Model?

O episódio traz a visão de Laura Consolmagno sobre como aplicar o Kanban Maturity Model no contexto corporativo. A discussão foca na utilização da ferramenta para diagnosticar a situação atual das equipes, definir rotas claras de evolução e aplicar práticas adequadas ao nível de maturidade e necessidades da organização.

Como o KMM contribui para o desenvolvimento de equipes?

O Kanban Maturity Model atua como um guia estruturado para orientar a melhoria dos processos e o crescimento do time. Ele permite identificar gargalos operacionais e culturais, promovendo mudanças graduais que respeitam o momento da equipe e garantem resultados sustentáveis ao longo do tempo.

Qual é o contexto de apresentação deste conteúdo?

As reflexões apresentadas no podcast têm origem na palestra realizada por Laura Consolmagno durante o evento Agile Trends 2023. O episódio estende o debate trazido no evento, conectando os aprendizados do palco às rotinas reais de trabalho de profissionais de agilidade e gestão.

Sobre este episódio

Neste episódio do quadro Love the Road, Laura Fernanda Consul Magno, gestora de projetos na Bayer e criadora da comunidade Open Room, conta sua experiência palestrando no Agile Trends sobre o desenvolvimento de maturidade de times com o Kanban Maturity Model (KMM). O case central envolve um time do Brasil com culturas e experiências diversas, que não se conhecia e estava impactado. Laura aplicou os três pilares do KMM — cultura, prática e resultados — em retrospectivas durante o team building, sem interromper o fluxo de desenvolvimento. A estratégia incluiu one-on-ones para coleta de dados, introdução sutil de terminologia ao longo das semanas e uma retrospectiva em três quadrantes que gerou insights e planos de ação. Em dois meses, o time ganhou autonomia, visibilidade e melhorou métricas de eficácia e qualidade. A mensagem central é que o KMM não precisa ser intimidante: o facilitador simplifica e facilita. Laura também reflete sobre a construção de confiança como processo gradual, a importância do time assumir a voz da melhoria contínua e a necessidade de evoluir pelos níveis de maturidade sem pular etapas, comparando a construção de uma base sólida a não erguer um prédio em chão de areia.

Transcrição completa

Laura Fernanda Consul Magno trabalha com agilidade desde 2019 e na área de TI desde 2020. Formada em comércio exterior, marketing e compras internacionais, migrou seus conhecimentos para a tecnologia. Hoje atua com gestão de projetos na Bayer e comanda a comunidade Open Room. No Agile Trends, ela palestrou sobre como desenvolver a maturidade dos times com o KMM, o Kanban Maturity Model. A ideia surgiu de uma experiência em um time totalmente impactado, onde ela precisou apoiar o amadurecimento de capacidade, comportamentos e práticas. Começou aplicando o modelo em retrospectivas durante o team building, trazendo os valores da agilidade: colaboração, entrega, reflexão e melhoria. A mensagem central da palestra foi que não precisa ser tão complexo quanto parece. Quando se olha o quadro do Kanban Maturity Model, às vezes parece impossível ver valor cultural, práticas e problemas ao mesmo tempo, mas é preciso simplificar, porque o facilitador simplifica, facilita e não dificulta. O case envolvia um time do Brasil com culturas e experiências diferentes, que não se conhecia. Laura usou os três pilares do KMM — cultura, prática e resultados — para criar um time já voltado à mentalidade de boas práticas e melhoria de cultura. Dividiu a retrospectiva em três quadrantes com um retronboard básico, sem parar o time inteiro, pois o desenvolvimento precisava continuar. Explicou o que é cultura, como o time vive, quais valores e princípios tem; as práticas, como faz, quais ferramentas e dificuldades; e os resultados, a eficiência e o que traz internamente e externamente. Antes da retrospectiva, fez one-on-ones para coletar informações e formular perguntas poderosas. Na retrospectiva, os insights começaram a sair: o time colocou post-its sobre valores, identificou pontos de melhoria e criou planos de ação. Laura introduziu pílulas sobre o tema durante as semanas e cerimônias, fazendo a tradução sutil de termos que o time usava, para que na retrospectiva não houvesse susto. De uma retrospectiva para outra, com os planos de ação, o time passou a ter mais visibilidade, mais autonomia nos processos, puxar tarefas em vez de esperar, e gerar mais colaboração. Em dois meses, houve melhoria nas métricas de eficácia, qualidade e eficiência. O ganho principal foi conseguir enxergar o que o time tem e colocar pequenas coisas para melhorar. Culturalmente, o ponto mais valioso foi o próprio time dizer que precisa parar para melhorar, sem que a facilitadora impusesse isso. Laura destaca que confiança se constrói, não se assina em contrato, e que é preciso deixar o ambiente seguro para que as pessoas colaborem e enxerguem pontos de melhoria. Ela gosta de mesclar ferramentas dentro do team building, encaixando pílulas de KMM, acordos e políticas explícitas, porque o prato não pode cair e não há tempo para dinâmicas isoladas. O KMM tem níveis de maturidade de 1 a 6, começando no indivíduo, passando pelo time, pelo cliente e chegando ao propósito. É uma construção gradual: não se constrói uma base voltada ao propósito em cima de um indivíduo que não está saudável no ambiente. É como não construir um prédio em chão de areia. Laura defende a evolução gradual, sem ser quadrada, e a possibilidade de voltar algumas casas se o time já tem práticas que podem ser melhoradas, decidindo junto o que é mais confortável. Ela sugere que todos participem de eventos, porque de lá para cá já aprendeu e aplicou mais coisas, e a palestra evolui a cada vez que é repetida.

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