
Ep. 222 - Aprendizado Contínuo: O segredo para o sucesso na gestão de produtos
Resumo rápido
Magno e Luiz, autores do livro Impulsione Sua Carreira Como Product Manager, discutem com Flor o que significa ser um produteiro de verdade: entregar valor de forma incremental, comunicar-se com engenharia, design e alta gestão, e manter uma cultura de aprendizado contínuo. O episódio desdobra a diferença entre tarefeiro e produteiro, as habilidades técnicas e comportamentais necessárias, e o conceito de fazer algo útil em ciclos curtos como motor de evolução profissional.
Capítulos
- 05:20O livro Impulsione Sua Carreira Como Product Manager
- 06:07Da origem do Product Owner à transição para Product Manager
- 11:51As principais responsabilidades de um PM no mundo ideal
- 15:49Habilidades técnicas e comportamentais do produteiro
- 21:58Aprendizado contínuo e o conceito de Passa Algo Útil
- 30:29Desafios do produteiro no dia a dia e a leitura de cenário
- 39:40O que as organizações devem fazer e dicas para quem está começando
Frases do episódio
“Toda semana, a cada 15 dias que eu volto aqui, esses times estão entregando algo útil que eu consigo tocar, eu consigo ver, é concreto a entrega deles.”
23:35
“Eu tenho uma ansiedade muito grande de tentar entregar resultado quanto antes, mas acho que uma ferramenta que me ajuda pra tentar entender as pessoas é tratar tudo como um grande rascunho, muitas vezes, sabe?”
36:11
“não é melhor, não é pior, não é pra frente, não é pra cima, é em constante movimento as coisas estão, sabe?”
47:08
O que você vai ouvir neste episódio
- A relevância da mentalidade de aprendizado contínuo para sustentar o crescimento profissional na área de produtos.
- Os autores Magno de Santana e Luiz Almeida compartilham visões práticas apresentadas em seu livro sobre gestão.
- A necessidade de adaptação contínua dos gerentes de produtos diante das novas tecnologias e exigências do mercado.
- Estratégias para identificar e desenvolver as habilidades certas para gerar valor claro para empresas e clientes.
Temas discutidos
O episódio conecta o aprendizado contínuo às práticas modernas de gestão de produtos e cultura organizacional. A capacidade de evolução constante dos profissionais de produto é fundamental para responder às mudanças rápidas de tecnologia e mercado. Ao incentivar o desenvolvimento contínuo de competências, as organizações constroem ambientes mais ágeis, capazes de entregar valor sustentável aos clientes e gerar impactos positivos nos resultados do negócio. Essa mentalidade reforça a liderança adaptativa e a melhoria contínua dos processos do produto.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é direcionado a gerentes de produtos que buscam progredir na carreira, líderes de tecnologia interessados em desenvolver suas equipes e profissionais em transição para Product Management que precisam entender as competências exigidas pelo mercado atual para atuarem com eficiência.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Qual é o papel do aprendizado contínuo na carreira de Product Management?
O aprendizado contínuo permite que gerentes de produtos acompanhem as transformações tecnológicas e as exigências do mercado. Manter uma mentalidade voltada à evolução constante ajuda esses profissionais a desenvolverem as habilidades certas para criar produtos que geram valor direto para a empresa e para os clientes finais.
Como a adaptação às novas tecnologias impacta o desenvolvimento de produtos?
A adaptação constante às novas tecnologias possibilita que os profissionais de produto identifiquem melhores soluções para os problemas dos clientes. Ao acompanhar as tendências e inovações do setor, o gestor amplia suas ferramentas estratégicas, garantindo o alinhamento da evolução da carreira aos resultados organizacionais.
Quem são os autores convidada no episódio e qual o tema principal abordado?
Os convidados são Magno de Santana e Luiz Almeida, autores do livro Impulsione sua Carreira como Product Manager. Eles abordam experiências e estratégias sobre desenvolvimento de competências, evolução constante e como a cultura de aprendizado impulsiona a trajetória profissional e a geração de valor em produtos.
Sobre este episódio
No episódio 222 do Love the Problem, Flor conversa com Magno e Luiz, autores do livro Impulsione Sua Carreira Como Product Manager, sobre o que significa ser um profissional de produto de verdade. A discussão parte da origem do Product Owner no Scrum, passa pela rebatização de Martin Kagan para Product Manager e chega à distinção prática entre produteiro e tarefeiro. Magno e Luiz defendem que a principal responsabilidade do PM é liderar times para entregar valor de forma incremental no menor tempo possível, o que exige habilidades técnicas (organizar backlog, fatiar problemas) e comportamentais (comunicar-se com engenharia, design e alta gestão, ler o contexto, dizer não quando necessário). O conceito central do livro é o aprendizado contínuo, materializado na prática de Passa Algo Útil: entregar algo tangível em ciclos curtos para receber feedback e ajustar a rota. As maiores barreiras são a falta de clareza sobre o porquê das entregas e o desconforto em fazer menos. Para as organizações, a recomendação é definir propósito, métricas e cadência de feedback, além de criar ambiente seguro para desenvolvimento. Para quem está começando, a mensagem é experimentar, buscar feedback do time, não esperar a liderança e aceitar que a carreira é em constante movimento, sem bala de prata.
Transcrição completa
O episódio traz a conversa entre Flor, Magno e Luiz sobre o livro Impulsione Sua Carreira Como Product Manager, com subtítulo sobre aprendizado contínuo para a gestão de produtos. O objetivo do livro é impulsionar a carreira de quem está começando e dar uma nova perspectiva para quem já tem experiência, focando na capacidade de se jogar na ideia e aprender a partir da prática no dia a dia.
A discussão começa pela origem do papel de Product Owner, na década de 90, quando o Scrum e boas práticas de software definiram o PO como a pessoa responsável por liderar e organizar o backlog, garantindo que o time estivesse entregando o de maior valor. Porém, as organizações adotaram essa metodologia de forma equivocada, e os POs continuaram entregando projetos em vez de fazer trabalho de produto. Martin Kagan, um dos grandes escritores e coaches de produto no mundo, rebatizou o papel de product manager, entendendo-o como alguém com habilidade de entender problemas complexos, organizá-los e criar uma cadência com times de engenharia para entregar valor ao cliente. Na prática, porém, muitos continuaram entregando projetos. Para Magno e Luiz, o PM ou PO é uma pessoa que lidera produto, simplificando problemas complexos e entregando valor de forma incremental, seja em software ou em aprendizado para a organização.
Luiz destaca a distinção entre produteiro e tarefeiro: o tarefeiro tem um backlog sólido e vai entregando tarefas, mas a pergunta é se está entregando valor. Houve uma fase de glamorização do termo PM versus PO, com confusão de hierarquia e a ideia de mini CEO do produto. No final, a essência está em quem realmente gera valor, independentemente da label do cargo, que depende do estilo de trabalho e da cultura da empresa. Em algumas organizações, o PO responde ao PM, que faz a gestão estratégica, enquanto o PO gerencia o backlog dentro de um escopo pré-definido.
Sobre as principais responsabilidades de um PM no mundo ideal, Magno afirma que é a capacidade de liderar times de tecnologia ou de produtos digitais para entregar cada vez mais valor no menor espaço de tempo. Isso envolve entender a cultura da empresa, a forma como o time de tecnologia responde a mudanças, e o quanto os stakeholders estão abertos a fatiar um problema em vez de entregar uma solução inteira. Luiz complementa que a definição de valor depende da indústria e do projeto, podendo ser valor financeiro, estratégico ou de processo. O menor tempo possível não é apenas fazer rápido, pode ser um passo incremental pequeno ou um passo mais longo que gera valor exponencial. O PM também gerencia expectativas entre cliente, estratégia da empresa e tecnologia disponível, e não é necessariamente um gerente de pessoas, mas sim alguém que faz a ideia sair do papel.
Sobre habilidades, Magno explica que o livro nasceu da observação de que existiam muitos conteúdos sobre ferramentas, mas quando se tenta executá-las, a cultura pode matar a iniciativa. Os dois primeiros aspectos são a comunicação com engenharia e design, disciplinas com linguagens diferentes, e a interação com a alta gestão, onde o PM precisa ter a maturidade de contextualizar e, em alguns momentos, dizer não. Luiz acrescenta a importância de observar o contexto, entender o estilo de comunicação de cada liderança, e adaptar a mensagem. As habilidades técnicas incluem organizar um backlog, mas as culturais têm tudo a ver com o contexto onde o profissional está inserido.
Sobre aprendizado contínuo, Magno apresenta o conceito de Passa Algo Útil: é preciso desenvolver a habilidade de fazer algo útil em ciclos curtos. Se o ciclo é muito longo, a pessoa acumula paralisia da análise e não consegue identificar aprendizados. Ele conta o feedback de um CEO e um VP comercial de uma organização transformada: os times que trabalhavam com a consultoria entregavam algo útil a cada 15 dias, concreto e tangível, enquanto outros times, a cada 15 dias, apenas documentavam e levantavam coisas sem entrega. A capacidade de entregar algo útil continuamente e aprender sobre isso é o que condiciona o aprendizado contínuo.
Sobre as barreiras, Magno aponta duas: a primeira é perguntar por quê. Em muitas organizações, o líder de produto não sabe por que o time está fazendo o que está fazendo, e ao subir instâncias, a resposta continua ausente. A segunda é estar confortável em fazer menos. Um líder de produto ficou em desconforto ao propor experimentos pequenos, achando que era muito pobre para levar a um executivo. A partir da junção de entender o contexto, definir o problema e estar confortável em fazer menos, é possível fazer algo útil dentro de uma fatia pequena do problema.
Luiz conta que na Delivery Hero, um gerente dizia que fazer produto é fácil, difícil são as pessoas. Ele reflete que tudo que se faz de tecnologia é para um ser humano, e cita Brené Brown, que ao apresentar um TED Talk para generais do exército, pensou em imaginar todo mundo pelado na sala, porque no final todos são iguais. Ele admite ter tido inocência ao entrar em salas com pessoas que lideravam projetos há 15 anos, mas a segurança vinha do pré-alinhamento com Magno e outros. Uma ferramenta que o ajuda é tratar tudo como um grande rascunho, coletar feedback de quem tem informação e perguntar o porquê sem desafiar a hierarquia. Ele também usa um eixo X e Y: no Y, visão macro versus microtarefas; no X, informação baseada no futuro versus no passado. E menciona a Matriz de Eisenhower para priorizar o que é importante, urgente, delegável ou descartável.
Sobre o que as organizações podem fazer, Magno sugere deixar claro o propósito de cada time ou unidade, definir métricas de acompanhamento e ambições, criar cadência de avaliação frequente em vez de esperar o fim do ano, e dar ambiente de segurança e tempo para desenvolvimento de skills. Para quem está começando, ele aconselha a não esperar: chamar a liderança, propor checkpoints, manifestar o desejo de crescimento e buscar feedback não só da gerência, mas do próprio time. Ele conta que os engenheiros de software mais maduros foram os que mais o ajudaram a se tornar um bom produteiro, provocando-o em reuniões de planejamento.
Luiz acrescenta que as empresas têm a expectativa de que quem trabalha com produto já chegue com bagagem completa, mas documentação e processo são mais fáceis de ensinar do que entender o valor da empresa. Ele sugere dar oportunidade a quem vem de marketing, engenharia ou customer support e já demonstrou entrega de valor. Para quem está na jornada, ele fala da síndrome do impostor, de que o mercado transforma a pessoa em nunca ser suficiente, e aconselha a tirar esse peso individual. Para quem está entrando, a mensagem é experimentar, adaptar, ter mente aberta, porque não existe bala de prata. Ele encerra com a frase: não é melhor, não é pior, não é pra frente, não é pra cima, é em constante movimento. O backlog não é fixo, a carreira não é fixa, e o dia que se para, sabe o que acontece. É buscar um jeito de tocar as coisas para alguma direção, descobrindo na tentativa se está certo ou errado.
Episódios relacionados
- Ep. 277 - O futuro da Educação Corporativa em um mundo de IA e carreiras não lineares
Aprender deixou de ser evento. Virou estratégia. Neste episódio do Love The Problem, Rafaela Fonseca recebe Paulo Guidugli (Sócio na Gupy) e Iohanna Roader (Especialista em Produtos Educacionais na Nower) para uma conversa provocadora sobre o futuro da educação corporativa em um mundo de IA, mudanças aceleradas e carreiras não lineares. Eles abordam: • O que é Educação Corporativa de verdade ou só distribuição de conteúdo?• Tendências para o futuro da educação além da hype• Como a IA já está transformando empregos e habilidades?• Que mentalidade líderes e RHs precisam desenvolver agora? Uma troca sobre aprendizagem contínua, transformação de carreira e o papel estratégico do RH na geração de resultados. Dê o play e provoque o futuro com a gente. 🎧
- Ep. 182 - Mulheres produteiras falando de carreira
O mundo da gestão de produtos está em constante evolução, mas como têm sido as experiências das mulheres nessa jornada? 💼 No episódio de hoje do Love the Problem trouxemos para o podcast, a live da K21_Educação (https://www.linkedin.com/company/k21-educacao/mycompany/) que foi um sucesso, com as maravilhosas Erika Oliveira (https://www.linkedin.com/in/oliveira-erika/), Líder na Comunidade Mulheres de Produto, Fernanda_Morelli (https://www.linkedin.com/in/fernanda-morelli-pinto-b36a6323/), Consultora na Nower e Samira Tavares (https://www.linkedin.com/in/samirarst/), Consultora na Nower e Trainer na K21. Foi um papo inspirador sobre a carreira e o papel da mulher na gestão de produtos. Ouça essas vozes fortes que estão trilhando esse caminho. ✨ Aproveita e se conecta tembém com a gente lá na comunidade do telegram (https://t.me/lovetheproblem) e conta pra gente o que vocês acharam.
- Ep. 176 - Navegando nas águas da gestão de produto
O mundo da gestão de produtos pode parecer vasto e misterioso para quem está apenas começando. Mas não se preocupe, estamos aqui para ajudá-los nessa jornada! Neste episódio, convidamos dois especialistas, Iohanna Roeder (https://www.linkedin.com/in/iohanna-roeder/) e Rodrigo de Toledo (https://www.linkedin.com/in/rodrigodetoledo/), para discutir os primeiros passos na carreira de gestão de produtos. Iohanna e Toledo compartilham insights valiosos, dicas práticas e histórias inspiradoras de suas próprias jornadas na gestão de produtos. Mas isso não é tudo! Também exploramos o Product Bootcamp (https://k21.global/lp/product-bootcamp) da K21 Educação (https://k21.global/br/), uma iniciativa que pode acelerar o seu crescimento na área. Solta o play! Aproveita e se conecta tembém com a gente lá na comunidade do telegram (https://t.me/lovetheproblem) e conta pra gente o que vocês acharam. Referências: Ep.165 - Métricas para Gestão de Produtos (https://open.spotify.com/episode/3KNO1w0w6NcUotdB3kG5aW?si=KDeV9-nwShOqNYCnsFHkzQ)
- Ep. 165 - Métricas para Gestão de Produtos
No episódio de hoje, convidamos dois experts em gestão de produtos, Andressa Chiara (https://www.linkedin.com/in/andressachiara/) e Marco Dubovski (https://www.linkedin.com/in/dubovski/), para discutir um assunto essencial: a importância das métricas na gestão de produtos. Eles vão compartilhar suas experiências e insights sobre como as métricas são fundamentais para medir o sucesso de um produto, tomar decisões estratégicas e impulsionar o crescimento. Se você quer levar sua carreira de produto para o próximo nível, não pode perder esse episódio! Fica até o final do episódio para ouvir o convite incrível que eles fizeram pro workshop que vai rolar. Clica aqui pra saber mais! (https://k21.global/br/treinamentos/workshop-metricas-para-gestao-de-produto#:~:text=Como%20%C3%A9%20o%20Workshop%20M%C3%A9tricas,produto%2C%20alavancando%20a%20sua%20carreira.) Aproveita e se conecta com a gente lá na comunidade do telegram (https://t.me/lovetheproblem) e conta pra gente o que vocês acharam.