
Ep. 176 - Navegando nas águas da gestão de produto
Resumo rápido
Neste episódio do Love the Problem, Flor, Rodrigo Toledo e Johanna (Yo) exploram a jornada de quem entra na gestão de produto, desde os primeiros passos até competências intermediárias. O debate percorre o FDP (Fatiar, Descartar, Priorizar), a analogia do horizonte, o papel das métricas na tomada de decisão e a importância do discovery centrado no ser humano. A conversa também apresenta o Product Bootcamp da K21 como uma proposta formativa que parte da dor real do produteiro para construir conhecimento, com curadoria, didática e network como diferenciais.
Capítulos
- 00:05O paradoxo de criar um produto sobre produto
- 07:22O que é design instrucional e sua interface com produto
- 11:36Desafios e dores de quem começa na gestão de produto
- 18:42FDP: Fatiar, Descartar e Priorizar na prática
- 30:33Priorização, ROI e as três categorias de valor
- 39:28Métricas na carreira do produteiro
- 45:18Product Bootcamp: curadoria, didática e network
Frases do episódio
“parece que você tá começando algo completamente novo do zero. Porém, toda e qualquer experiência que você teve antes na sua vida, ela será útil na sua carreira na área de produtos.”
12:20
“Num mundo competitivo, hoje, o peixe rápido come o peixe lento. Não é mais o peixe grande que come o peixe pequeno.”
20:51
“Se agarrem em outras pessoas, que nem eu colei no Toledo, que nem eu colei na Andressa, que nem eu colei na Carla, que nem eu agarrei em várias outras pessoas, porque é dessa troca um pouco cotidiana mesmo, desde trocar ideia sobre coisas banais, mas até falar sobre trabalho também e discutir decisões e, enfim, experimentos e tudo mais, que a gente se fortalece muito, que a gente cresce, que a gente aprende, que a gente gera confiança em si, gera confiança na relação, gera confiança no outro.”
57:47
O que você vai ouvir neste episódio
- Iohanna Roeder e Rodrigo de Toledo analisam os principais desafios enfrentados por quem busca entrar no mercado de produtos.
- Os especialistas discutem a importância das trajetórias individuais e das experiências prévias na migração para a área de produto.
- O episódio destaca a relevância do Product Bootcamp da K21 Educação na aceleração do aprendizado de novos profissionais.
- A conversa estabelece conexões práticas entre o aprendizado contínuo de gestão de produtos e a aplicação de métricas adequadas.
Temas discutidos
O episódio conecta o início da carreira em gestão de produtos aos fundamentos da cultura organizacional e da agilidade. A transição profissional exige a compreensão contínua dos problemas do cliente e o alinhamento estratégico com o negócio. Iniciativas educacionais estruturadas, como o Product Bootcamp da K21 Educação, proporcionam o embasamento prático necessário para que novos gestores tomem decisões baseadas em dados e colaborem eficientemente com equipes multidisciplinares no desenvolvimento de soluções de valor.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é voltado para profissionais em transição de carreira para a área de produto, Product Owners em início de trajetória e líderes de equipe que buscam capacitar seus colaboradores. O material oferece orientações práticas para quem quer entender as exigências do mercado e acelerar seu desenvolvimento em Product Management.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Como iniciar uma carreira na área de gestão de produtos?
Para iniciar na área de gestão de produtos, é essencial aproveitar bagagens profissionais anteriores e buscar capacitação prática em disciplinas centrais, como descoberta e entrega de valor. O acompanhamento de profissionais experientes, a leitura de materiais de referência e a participação em programas educacionais dedicados ajudam a estruturar os conceitos necessários para atuar com autonomia no mercado.
Qual é o papel do Product Bootcamp no desenvolvimento profissional?
O Product Bootcamp da K21 Educação atua como uma iniciativa de formação voltada a acelerar o aprendizado em Product Management. Ele oferece ferramentas práticas, métodos atualizados e estudos de caso para que os participantes apliquem conceitos de produto no dia a dia, encurtando o caminho entre a teoria e a prática organizacional.
Quais conhecimentos são importantes para novos gestores de produto?
Novos gestores de produto precisam desenvolver visões claras sobre a solução de problemas de clientes e o alinhamento de métricas com objetivos de negócio. Além de habilidades comportamentais e colaboração com times multidisciplinares, o entendimento sobre gestão orientada por dados e acompanhamento de resultados é fundamental para o sucesso na carreira.
Sobre este episódio
O episódio 176 do Love the Problem traz uma conversa entre Flor, Rodrigo Toledo e Johanna (Yo) sobre a jornada de quem entra e evolui na gestão de produto. A discussão começa pelo paradoxo de criar um produto educacional sobre produto e avança para os desafios de quem faz transição de carreira, onde a segurança comportamental é tão importante quanto a competência técnica. Toledo e Yo detalham o FDP (Fatiar, Descartar, Priorizar) como skill básico, conectando-o à analogia do horizonte e ao planejamento contínuo. A priorização é explorada em profundidade, com a proposta de três categorias de valor (business, felicidade, aprendizado) e a importância de explicitar critérios diante de stakeholders com visões divergentes. No nível intermediário, o discovery ganha destaque, com ênfase na visão sistêmica do usuário inserido em seu ambiente e na compaixão como complemento à empatia. Métricas de produto são apresentadas como ferramenta transversal que dá materialidade às decisões. O episódio encerra com a apresentação do Product Bootcamp da K21, cuja proposta parte da dor real do produteiro, com curadoria de conteúdo e didática e formato em semanas que favorece o network. O recado final é um convite a criar redes de relacionamento e se apoiar em outras pessoas na trajetória.
Transcrição completa
Eu fico pensando que é alguma coisa na linha de como criar um produto educacional sobre produto. Como é que é o negócio? É meio Inception assim, né? É o Inception, é o ovo, a galinha, meu Deus! E eu, na hora que o Toledo tava falando, ai, porque a parada da IO é isso, é a trilha, é criar isso. Mas isso já é o produto, então tipo, tamo aí num ciclo, uma coisa alimentando a outra. É essa história, né? Tipo, é desenvolver um produto a partir de técnicas e premissas de desenvolvimento de produto para depois gerir esse produto, que é um produto que fala sobre produto. Exato! Exatamente! É isso, perfeito, é isso! Repara, né? Claro, eu já tô trabalhando com a IO há um tempo. E foi interessante porque a maioria do tempo ela tá muito confortável, muito ousada. A zona de desconforto ela abraça. Mas deu pra ver no início que ela tava um pouquinho desconfortável. E só da gente ter brincado que o tema é esse, ela já mudou a postura dela, já ficou mais, não, isso aqui eu domino. É isso que vai dar pó! Vem, manda que eu vou matar no peito! Que é isso! Então bora começar esse rolê que eu tô animada pro que vai vir.
Fala galera, a gente tá aqui em mais um episódio do Love The Problem com presenças mais do que especiais, algumas figurinhas já carimbadas, mas eu trouxe carne nova no pedaço pra vocês conhecerem. E eu garanto que vocês vão gostar. Então, mas antes de eu apresentar, eu vou pedir pra vocês se apresentarem. Vamos fazer um suspense a mais. E eu quero que o Toledo, pra quem não conhece, se apresente. E depois a gente vai descobrir quem é essa nova convidada.
Legal, também tô muito entusiasmado mais uma vez, tá? Eu adoro estar aqui. Flor, por favor, me convide mais vezes, tá? Eu adoro, adoro estar aqui. E eu não vim tanto, às vezes quarta, quinta vez que eu venho aqui, por aí, mais ou menos. Então, talvez eu possa começar o meu currículo dizendo, sim, eu faço podcasts no Love the Problem. É uma das linhas do meu currículo. Sou fundador da K21, da Nauer, essa nova brand que a gente tem para específico, para consultoria. Além da K21, que é a K21 Educação. A gente vai falar um pouquinho de educação aqui, né? E acho que talvez trazendo um pouco essa linha educacional. Há muitos e muitos anos que eu dou aula, né? Eu comecei a dar aula com 21 anos de idade, em faculdade. Fiquei 12 anos dando aula em faculdade, mestrado, essas coisas assim. Mas nos últimos anos, as aulas têm sido mais na linha de para as empresas e pessoas que estão trabalhando nas empresas. Que dá um prazer diferente, sabia, Flor? Sabe qual é o prazer diferente? Porque quando eu dava aula em faculdade, eu ensinava uma coisa assim e tal. Você via que os alunos até estavam gostando. Mas não é aquela coisa que ele vai usar na semana seguinte, entendeu? Aí, às vezes, anos depois, o cara me encontrava assim: Professor, aquilo que você me falou na faculdade, agora que eu entendi que eu estou usando. Então, o retorno do feedback era muito longo. Agora, quando a gente dá treinamento, é outra parada. Eu dou treinamento segunda. Na terça-feira, o cara já está pensando, já tirou a dúvida. Na quarta, já está implementando. Na quinta, já está dando feedback. Na sexta-feira, a galera que trabalha com ele já viu a diferença. Cara, é um ciclo de feedback curto, que é maravilhoso, entendeu? Então, as pessoas, às vezes, falam assim: Ah, você tem saudade de faculdade, né? Dá aula em faculdade. Era muito legal. Mas não se compara ao prazer dessa aula aplicada que a gente faz aqui. Acho que para completar, para não ficar só na questão educação, é claro que ao longo desses 10 anos aqui de K21, e um pouco antes disso também, eu já trabalhava na consultoria ajudando as empresas a criarem seus produtos. Então, eu tenho bastante experiência também na criação de produtos. Além de ter criado os meus próprios produtos, lá no início, de agilidade, eu já era produtone, coisas, né? Quando falo no início, é 15 anos atrás, 16 anos atrás. Mas não conta para ninguém, não. Coisa pouca. Passa rápido. É um pouquinho de mim, mas eu estou ansioso também para a gente revelar quem que está conosco aqui.
Oi, gente. Oi, Flor. Oi, Toledo. Estou muito feliz de estar aqui. Meu nome é Johanna, mas todo mundo me chama de Yo. Eu, inclusive, prefiro. Johanna eu acho muito formal. E eu acho que não combina muito comigo. Eu não me considero uma pessoa formal. Então, gosto do apelido. Pode chamar por Yo mesmo. Eu sou uma pessoa da educação. Eu acho que eu me apresento dessa forma. Eu já dei aula no ensino médio. Fui professora de sociologia. No Instituto Estadual de Educação aqui de Floripa, que é de onde eu estou falando. Porque eu sou socióloga de formação. Então, essa é mais uma trivia aí do meu história. Dei aula no médio, fiz, depois do meu mestrado, peguei estágio de docência, essas coisas. Então, também peguei uma disciplina na graduação para dar aula. Aí, comecei a trabalhar muito com algumas iniciativas de educação mais corporativas, mais de educação à distância, de formação mais autônoma. E aí, me encontrei nisso. Comecei a curtir pra caramba. Comecei a estudar design instrucional, que é o grosso do que eu faço hoje. Claro que hoje tem uma interface interessante da educação com o produto, de como que a gente entende produtos educacionais, que é mais ou menos a pegada que a gente está trabalhando. Eu e a minha querida dupla Toledo, que, aliás, temos um nome de dupla, Flor. Que é? O nosso chip name. O nosso chip name. Hashtag Iole. Ioledo. Sensacional. A gente adora trabalhar assim. Muitas empreitadas aí de produto, de várias coisas na K21. Hashtag Ioledo. Ioledo em ação. Ioledo ativar. E aí, comecei, enfim, comecei com educação desde sempre. Comecei a enveredar depois pra parte de design institucional. Calhei de linha que contribuir com a K21 também, na organização, no desenvolvimento aí de produtos educacionais. E é onde eu me realizo muito hoje. E acho que é um pouco isso que a gente vai compartilhar aqui também no episódio, né?
Eu tô fazendo uma pergunta, posso deixar expícito pra galera? Você falou designer instrucional. Instrucional. Fala aí um pouco de instrução, certo? O que é essa junção dessas duas coisas aí? Legal. O designer instrucional, acho que é uma coisa que tá mais em alta ultimamente, nos últimos tempos, mas ele é uma profissão reconhecida no Brasil, acho que desde os anos 80, na verdade. Então, assim, em tese, era pra ser uma coisa um pouco mais antiga, mas ela não tinha tanta expressão, nem no mercado, nem em áreas acadêmicas ou institucionais. E aí, com o avanço das tecnologias da educação, da necessidade de formar as pessoas em vários espaços, e a partir de várias abordagens que extrapolavam o ensino formal, digamos assim, a área de DI e esse profissional acabou também tendo um pouco mais de expressão, né? Tava um pouco mais conhecido. Mas profissional de DI, a gente pode dizer que é como se fosse um navegador, assim, né? O que a gente faz quando a gente é DI? A gente precisa ter uma visão, uma perspectiva de uma abordagem educacional em relação a objetivos de aprendizagem daquele nosso público-alvo, daquele nosso aluno. A gente vai analisar o conteúdo que tem a ver com os objetivos de aprendizagem daquele aluno, e a gente vai traçar, então, um plano, um mapa, uma proposta, uma pré-estrutura, enfim, que vai auxiliar a gente a desenvolver esse conhecimento, esse conteúdo em direção a esses objetivos educacionais. E aí, por isso que eu também acho que tem muita coisa que acaba se interlaçando com o produto, porque quando a gente tá falando de produto, a gente também tá sempre pensando em objetivos estratégicos, em objetivos de negócio, e tudo que a gente faz pro desenvolvimento desse produto precisa ter em vista esses objetivos e a nossa persona, né? E aí, quando a gente tá falando de DI, de educação, hoje em dia, assim, né, dentro dessa área, se conecta muito com isso. Mas é mais ou menos isso que o designer instrucional faz.
Eu percebi que você tá, conforme você foi falando, que é uma visão mais sistêmica da coisa, né? Isso aí. Mais abrangente, assim, eu tenho mais preocupações. Não é só sobre compartilhar um conhecimento, mas entender tudo que tá relacionado nisso. Então, não é só sobre atender uma única necessidade, é uma porrada de necessidade pra poder construir um produto? Isso, uma solução educacional, enfim, algo. E aí, isso, acho que é outra coisa que é relevante também. É algo que precisa produzir impacto na vida daquela pessoa. Do mesmo jeito que produtos também precisam produzir impacto, né? A gente tá falando de resultado, tá falando de impacto. Então, é bem peraíno.
Eu fico pensando que, quando a gente, hoje em dia, tá bombando, né? É product breves breves, product management, product, não sei. E tem várias coisas e tal. A minha futura esposa, gente, spoiler é que eu vou casar amanhã. Na verdade, quando vocês ouvirem esse episódio, eu já vou ter casado, porque, né? A gente vai voltar no tempo. Mas é isso, eu vou casar amanhã. Parabéns! Muito obrigada! Vocês constroem aí uma longa vida juntas de felicidade, amor. Que lindo, Flo! Com certeza! Muito bom, muito bom! Muito obrigada, gente! E você sabe que a Mayara, né? Que é minha futura esposa, ela fez uma transição de carreira e, hoje, ela é PO, né? Ela tá trabalhando como PO com produto. Ela veio da área de logística e aí eu acho que muito do que a gente vai falar que, hoje, também eu pude viver e observar dentro de casa, assim, né? Esse processo. Então, quando a gente fala sobre produto, sobre educação, eu fico me perguntando, apesar de achar que eu já sei algumas respostas porque eu vivi isso com ela, mas eu queria começar falando sobre a jornada, o início da jornada. Como que a gente começa, né? Quando uma pessoa toma uma decisão de, de fato, olhar, trabalhar com produto, trazer essa perspectiva pro que faz, eu queria ouvir de vocês muito de quais vocês entendem que são os maiores desafios, as dores de quem tá começando no rolê. O que que vocês percebem, assim? O que que vocês enxergam?
É, como boa cabeça de produteiro, né? Já vou fatiar a tua pergunta, tá? Você perguntou de onde vem e quais são os primeiros passos ali. Então, são duas coisas já diferentes. Porque o de onde vem, você tem múltiplos fontes, né? De pessoas que trabalham, hoje em dia, com produtos. A gente tem, por exemplo, pessoas que vêm de tecnologia e que trabalham com produtos. Você tem designers, não os instrucionais aí, né? Mas o design, ali, de comunicação visual, coisas do gênero, né? Que também vão pra linha de produto. Não são as únicas linhas que tem, né? De pessoas que vão pra produto. Você tem pessoas que fazem, né? Como foi o caso da Mayara, né? Ela fez uma transição de um passo, talvez, até maior do que esses outros dois passos que eu acabei de dar aqui. Então, eu acho que são histórias diferentes que vão acontecer nesse caso. A maior parte das coisas que vão ter que aprender como início dessa história, provavelmente, são coisas muito incomuns mas existem complementos das suas vidas passadas que permanecem. Então, tem uma frase que eu falo no treinamento de P.O., né? E muitas pessoas vêm pra fazer transição, né? É uma parte do nosso público. É uma frase que acalenta, normalmente, o coração, que eu falo o seguinte, olha, parece que você tá começando algo completamente novo do zero. Porém, toda e qualquer experiência que você teve antes na sua vida, ela será útil na sua carreira na área de produtos. Então, e provavelmente a Mayara ter sentido isso. Porque em algum momento ela teve que passar por questões que o P.O. tem que passar só cotidianamente. Mas ela já passou pra aquele ponto em algum momento e formas de se relacionar com pessoas. Essas são várias das skills na área de produtos que você tem que ter e que você adquire simplesmente sendo um profissional na vida e acabou. Então, acho que isso é uma coisa importante. Então, independente da distância do passo, tudo que você aprendeu antes na sua vida será útil também na sua carreira na área de produtos.
Falo da segunda fatia ou você quer falar dessa primeira fatia antes? Porque a Ayô, ela estuda também o que seriam as nossas personas. Quem são as personas? E aqui, pela sua pergunta, a gente está mapeando as personas que estão no início dessa carreira. Que a gente pode também falar das outras personas também. Mas essa início de carreira, a Ayô tem bem mapeado também. E eu falei um pouquinho da sua opção aí. Pegando um pouco um gancho com isso que o Tonedo trouxe, eu estava, essa semana a gente também organizou uma live que era pra falar do cotidiano, de ano do produtivo raiz. E aí a gente trouxe produteiros, entre eles o Zé L, que hoje atua na Gimpass, o Adriano, que atua numa outra empresa também, a Veloi, o Guga, que é consultor da Nauber. E aí o que a gente estava querendo abordar nesse espaço tinha bastante coisa a ver com, cara, não importa muito se você está há milhões de anos atuando com um produto, porque ainda assim vão ter tretas e vão ter BOs, vão ter problemas que vão ser recorrentes. Eu lembro muito de a gente ter que estar conversando sobre como que ainda assim alguém vai chegar e falar assim, mas será que não dá pra colocar mais esse negocinho aqui pra você desenvolver e entregar junto com as outras todas as coisas que vocês já estão fazendo, já priorizaram?
E assim, começo, e aí eu acho que tem talvez uma diferença, porque quando a gente está no começo, está nesse momento mais inicial, esse tipo de pedido, esse tipo de demanda, ele chega meio que como um cometa, assim, né? A gente fica buscando tentar entender, tipo, se munir novamente de quais foram os meus critérios aqui pra priorizar esse backlog, porque que eu realmente tomei essas decisões, e aí quando chega esse pedido, e normalmente são pedidos que às vezes chegam de stakeholders, né, ou enfim, de outras pessoas que são envolvidas ali no processo, que a gente sente uma necessidade, especialmente no começo de novo, e aí eu falo isso até um pouco de um lugar meio de fala também, porque eu também estou no começo da minha carreira de produto, né? Então, quando chega, a gente fica com um coração meio na mão, pensando, e caraca, como é que eu vou fazer pra enfiar esse negócio aí também agora no meio do negócio, né? E aí, eu fico pensando, assim, isso que acontece no começo, quem está começando, né, no começo da carreira, quem está ali nos princípios, mas acontece também com quem está lá nas antigas, já está, tipo, meu, atuando com isso a uma cara, assim, vai ser uma coisa que vai acontecer. E aí eu acho que o que a gente pode fazer nesse processo, assim, nessa trajetória, é começar a se conhecer mais e a tomar mais confiança e se assegurar mais de como que eu decidi, né, tomei as decisões que eu tomei, por que que eu tomei elas, como que eu vou apresentar elas também, porque não é só falar, tipo, não, já está decidido, acabou, e ninguém vai mudar nada disso. É como que você comunica isso também, como que você conta, por que que isso vai ser um ganho, por que que não vale a pena mudar de prioridade agora, enfim, né? E aí eu acho que esses conhecimentos a gente vai ganhando um pouco na raça, assim, né, um pouco na batalha diária, mas são passos que a gente vai dando, que a gente vai se desenvolvendo, vai ficando mais seguro, assim, né? Mas pra quem está no princípio, chega que nem, chega rasgando, assim, né? Chega como que eu vou dar conta, como que eu vou dizer não, né? Tem uma questão que a gente fala bastante também, que prioridade tem muito a ver a aprender a dizer não. Acho que, se não me engano, esse é até um aprendizado que o Zé, né, o José J.R. compartilha também, que é a arte de aprender a dizer não. Que é difícil, né, na vida, em qualquer situação. Que é difícil, quando a gente é, quando a gente está no princípio, ainda, pegou, acabou de começar ali na gestão de um produto, né? Tá nesse momento mais inicial. Eu acho que essas coisas tomam uma proporção um pouco maior, né?
Então, se eu entendi bem, até tentando sintetizar o que vocês dois trouxeram, quando a gente olha sobre essa questão de desafios, de quem está aí nessa, no início dessa jornada, a segurança é um grande ponto, né? Independente do lugar de onde eu estou vindo, né, Toledo? Independente da minha vida passada, eu preciso, além de, obviamente, desenvolver competências técnicas, que a gente vai até falar sobre isso ao longo do episódio, mas evoluir o meu nível de segurança pra poder conseguir fazer a minha atuação. Então, é mais um comportamento, uma competência comportamental até, do que, né, uma competência técnica. E só pra poder ver se validar aqui meu entendimento que esse é um grande desafio que vocês percebem, né, nesse início dessa jornada. E a minha segunda pergunta, que o Toledo fatiou, né, Toledo? Acho que a gente podia agora falar um pouquinho dela. Eu falei sobre desafios e dores e eu acredito que eu esqueci qual que era a segunda fatia da pergunta. O primeiro, validado, você falou, é isso mesmo, certo? Estamos falando da questão da segurança da pessoa, né, quando está fazendo essa transição. E foi legal ouvir da Iô que é um trabalho constante, mesmo o profissional de produtos, com 10 anos na área de produtos, ele vai ter que trabalhar essa questão de segurança, até porque a gente espera que ele esteja se desafiando. Então, a questão da segurança é importante, vamos dizer, né, pra todo mundo na vida, né? Enfim, acho que a segunda parte é um pouco de caminhos por onde, né, o que a pessoa tem que estar aprendendo ali no início e aqui a gente pode trazer, acho que a gente pode começar com o básico, tá? A maioria talvez esteja ouvindo a gente aqui, vai ah, isso aí é o básico, mas, né, tem que, não pode pular ele. Coisa mais importante na vida de quem trabalha na área de produtos, de cara, é saber fatiar, ou seja, subdividir demandas grandes ou problemas grandes em problemas menores ou demandas menores, tal que a gente possa fazer entregas curtas de valor, que eu não tenho que esperar muito pra ter aquela entrega, porque eu quero antecipar valor entregue e aprendizado com aquela minha entrega. Então, isso é extremamente importante nos dias de hoje se você trabalha com a área de produto. Se você trabalhar com a área de produto lá nos anos 80, a figura era diferente. Você tinha um mercado onde havia muito menos competição, etc. Hoje, dado o nível de competição, exigência, né, do consumidor, certo? O consumidor, ele dorme, enquanto ele tá dormindo, o celular dele e os aplicativos estão atualizando. No dia seguinte tem que estar atualizado, certo? Então, o nível de exigência hoje do consumidor de velocidade de atendimento, de atualizações, de mudanças, é enorme. Além disso, é um mundo muito mais competitivo, por várias, várias razões. Você tem até as áreas que eram extremamente protegidas, como, por exemplo, o banco, que você, voltar 15 anos atrás, só tinha meia dúzia. Meia dúzia foi a quantidade de bancos digitais novos da semana passada. Então, porque as barreiras de entrada, elas caíram, o acesso à tecnologia de todo mundo, né, facilitou. Se eu quiser fazer um produto de banco hoje, eu tenho elementos, eu tenho bibliotecas. Se eu quiser montar um banco aqui, eu vou ter uma facilidade muito maior do que eu teria há 10 anos atrás. Ou seja, é um mundo extremamente competitivo. Num mundo competitivo, hoje, o peixe rápido come o peixe lento. Não é mais o peixe grande que come o peixe pequeno. Então, você tem que ser o peixe rápido. Você tem que saber fatiar entregas de valor, onde você já vai aprender e já vai entregando valores, já vai atualizando aquilo que estão consumindo, né, que as pessoas estão vendo do seu produto, o mais rápido possível. Isso é que vai te posicionar bem no mercado. Então, acho que o primeiro ponto é o fatiar.
Se eu já quiser emendar aqui, e aí, ou se me interrompe se você quiser, tá? Do fatiar já vai para a FDP, né? Então, o que é o fatiar, descartar, priorizar. Então, a gente já falou do fatiar. O descartar, a gente também já falou aqui, que é o poder dizer não, é o aprender a dizer não, né? Tem uma frase que a gente fala que é mal do século XXI para todo knowledge worker, para todo trabalhador do conhecimento. A demanda, ela é muito maior que a capacidade de entrega. Então, a gente tem que saber dizer não. Sempre escolhe. E não adianta você achar que aumentando a sua capacidade, você vai dar conta de toda a demanda. A gente já tem, inclusive, alguns estudos que a gente fez, né? Toda vez que a gente consegue aumentar a capacidade de um time ou de uma área, a demanda aumenta junto. Então, ou seja, você tem que fazer uma subseleção. É inevitável, faz parte da vida fazer descartes quando se trata do trabalho do conhecimento. E outra coisa, né, Toledo? Na parte de descarte, nem tudo que estava previsto vai continuar fazendo sentido. Então, mesmo que você tenha capacidade de entrega, não é porque estava previsto. Também é aquela questão da analogia do horizonte, que o Toledo trabalha bastante, né? Conforme a gente vai se aproximando do que a gente tinha idealizado, a gente pode perceber que aquilo não faz mais sentido para o meu objetivo estratégico, porque eu quero entregar para o meu cliente, enfim. Então, eu fico pensando assim, mesmo que fosse cara, esse time, assim, organizado quase que virtualmente, assim, uma coisa perfeita, idealizadaça, mesmo que ele desse conta de tudo que estava previsto, talvez tudo que estava previsto não fosse necessário. E aí, a gente ia entrar em outro tipo, em outra roubada. Exato. Só para dar os nomes aqui, né? Quem criou a analogia do horizonte foi o Rafael Sabag, que está no livro dele de Scrum, foi o primeiro livro escrito sobre Scrum em português. E ele agora, esses dias, ele gravou um vídeo explicando a analogia do horizonte, mas acho que o vídeo está em inglês. Mas fica aí, depois tem como botar o link aí, não tem? Tem, a gente junta as referências. Boa. Então, aí, do livro e desse vídeo novo, um vídeo de dois minutos que ele explica a analogia do horizonte para quem quiser. E acho que também para dar uma referência aqui do Marcos Garrido, né? Porque ele fala assim, eu também acho essa frase ótima, né? A pior coisa que você pode entregar num projeto de um ano é aquilo que foi especificado no início, porque significa que você já está um ano atrasado. Você tem que estar o tempo todo atualizando aquilo que tem que ser feito, ou seja, descartando aquelas coisas que foram ditas lá no início. Então, aí, tem super razão. E o último P, que é a priorização, né? Que é você realmente só fazer, né? Ah, aquele projeto que normalmente levava um ano e aí entregava só no final, agora eu vou fazer em 52 fatias de uma semana, né? Semanas do ano. A gente faz em qualquer ordem, não. Qualquer ordem, não. São as fatias de maior valor que a gente vai trazer para o início. Então, essa característica do FDP e que é o próprio trabalhar do, o que é o trabalhar do backlog? Agora já passo um pouquinho uma hora aqui, tá, Flo? E acho que aqui a gente resume talvez os skills básicos, né? De iniciante, de quem trabalha com o produto. É você saber trabalhar com o seu backlog, que é a lista de coisas a serem feitas. A gente tem que respeitar a analogia do horizonte. A frase que eu digo é um planejamento contínuo. O que está por trás da analogia do horizonte é o planejamento contínuo. Num planejamento contínuo, o nível de detalhamento tem que ser inversamente proporcional à distância no tempo. Ou seja, aquilo que a gente vai fazer só daqui a seis meses no ano, só vou falar por alto. Aquilo que a gente vai fazer daqui a três meses, seis meses, no próximo mês, mais detalhado ainda. Aquilo que a gente vai fazer na próxima sprint, na próxima semana, aí a gente vai na discussão técnica. E continuamente a gente vai avançando nessa analogia aí do horizonte. Então, o que é o trabalhar do backlog? É fazer o FDP respeitando a analogia do horizonte. Esse é o que se espera com skills básicos. Mas pra concluir então essa parte aqui do básico aqui, né, do FDP perante o backlog, precisa de rodagem, de experiência. Então, ótimo, vem aqui fazer os nossos treinamentos básicos, né? Isso que a gente tá falando aqui, tá lá no bootcamp, tá no CSPO, você vai aprender isso aqui, ótimo. Mas tem que praticar, tem que praticar. É a prática e vai levar um tempo pra você ter o jeito, isso ser natural, o fatiamento ser natural, a priorização ser uma constante, evitar, né, você fazer planejamentos muito grandes no início, fazer o planejamento contínuo. Isso é com o tempo que você vai adquirindo essa experiência. Precisa de ali alguns meses, pelo menos, da pessoa praticando pra começar a se sentir confortável nesses skills básicos, né?
É, e você sabe que esses dias, acho que foi semana retrasada, a gente, eu tava dando o treinamento de design thinking, em determinado momento dentro dos pilares, a gente traz essa questão da priorização com muita intensidade, porque quando você chega numa fase de ação de um produto, de um serviço, a priorização é o que vai fazer toda a diferença, de você se aproximar ou não, de atender uma necessidade, né, no fim das contas, pra quem você tá fazendo aquilo. Quando a gente tava na aula, teve uma pessoa que perguntou, falou, cara, eu tenho muita dificuldade de priorizar, como que eu faço isso? Quais são as melhores alternativas? E, obviamente, eu trouxe algumas ferramentas e tudo mais, mas eu queria falar um pouquinho sobre isso, quando a gente fala sobre a gestão de um produto, sobre tá vivendo isso, o que que a gente não pode deixar escapar da nossa vista, quando a gente fala sobre priorizar? Queria falar um pouquinho sobre isso, porque eu acho que é uma dúvida que aparece muito, né, fatiar é difícil, eu acho difícil, eu sou uma abedufeira nata, virginiana, ansiosa, então eu já tô com o pacote pronto, né, já pensando em tudo que pode dar errado, daqui sei lá quando, nem sei se vai acontecer, mas eu acho que a priorização, ainda é mais difícil, porque se você não chega também nesse nível da segurança, e se você não tem as informações necessárias pra fazer essa priorização, parece que você fica, será? Você começa a se questionar, né, então eu queria falar um pouquinho sobre isso, da perspectiva de vocês, o que que a gente não pode perder de vista, quando a gente fala sobre priorizar alguma coisa, uma decisão, uma feature, whatever, o que que a gente não pode deixar passar?
Vou fazer um parênteses junto aí, porque eu também acho que a parte de priorização é a parte mais tensa, e eu acho que ela é mais tensa, porque a gente precisa, de certa forma, a gente vai ter que explicitar um critério, eu vou ter que ter tomado uma decisão sobre qual é o meu critério de priorização, e existem inúmeros critérios, e o teu stakeholder talvez tenha outro critério, e o teu time tenha outro critério, e a tua gata Cora vai ter outro, com certeza ela tem outro critério, e aí você na posição de gestor daquele produto, de product owner, enfim, você vai ter que precisar, de certa forma, inclusive, defender e respaldar qual foi o teu critério, para aquela priorização. Então eu acho que isso, claro, está envolvido nessa questão de segurança, está envolvido nessa questão de como que eu consigo transmitir qual que é a minha decisão aqui, porque que ela está colada com a estratégia do produto realmente, porque que ela é uma boa aposta estratégica, porque a gente vai dizer, vou ver aqui no próximo sprint, enfim, nos próximos meses, né, então eu acho que ela tem, a priorização, ela tem essa delicadeza, e eu acho que por isso que ela é mais complexa também. E só, antes de encerrar assim, o meu comentário, eu lembro, essa semana ainda, né, eu e Toledo, a gente estava escrevendo um conteúdo que falava sobre fatiamento, e aí eu comecei a pensar de outros lugares, enfim, atividades que eu já fiz, onde eu já trabalhei, que a gente chamava fati, era claramente uma camada, não era uma fatia, era tipo assim, etapinhas, de coisas encadeadinhas, que se uma não fosse feita, a próxima não ia ter como ser feita, a gente falava que era fatia, que era ágil, sério, e tal, que eu acho que também é outra dor aí, muito muito oriunda, muito presente nesse começo, né, que a gente faz algumas confusões e tal, então gostei muito quando o Toledo também comentou, que é interessante a gente pensar em termos de problema, que problema que a gente está priorizando, que problema que a gente está fatiando, como que a gente está fatiando o problema de negócio, como que a gente vai priorizar essas fatias em relação ao que a gente quer impactar de resultado, qual métrica que eu quero mexer, né, o que eu estou querendo experimentar, mas eu acho que a questão da priorização, ela tem essa essa pegadinha aí, né, que é por isso que ela é tão latente para quem está fazendo gestão de produto. Ou seja, independente do artefato ou da ferramenta que eu vou usar para fazer essa priorização, eu não posso perder de vista quais são os meus critérios e se eles estão aderentes à estratégia do meu produto, da companhia, enfim, essa sou só eu tentando juntar aqui na minha cabeça, porque inclusive quando surgiu essa pergunta no treinamento, foi exatamente sobre isso que eu falei, sobre a questão do critério, que daí são outros 500, a gente entra numa outra seara de qual que é o critério mais importante, é uma vida de priorização, né, priorização atrás de priorização. Você, Toledo, o que você me diz?
Eu gostei muito da resposta da Iô, tá? Fica até difícil eu completar alguma coisa aqui, mas vou dizer do jeito que eu penso, tá? Toda vez que eu penso em priorização, eu penso logo em ROI, que é retorno sobre investimento. Então, só para dizer que a gente não pode negligenciar o esforço na hora que a gente está pensando em priorizar. Então, é claro que tudo que a Iô falou e você trouxe agora, né, Flor, tem muito a ver com esse R, né, do retorno. Quais são os critérios, como é que eu vejo, se o retorno está alinhado, não está alinhado, mas tem que lembrar que a gente tem que ter uma noção do esforço para a gente priorizar. Então, a gente, acho que muito em função das coisas que a gente aprendeu de Kanban, de fluxo contínuo, de que não precisa mais estimar as coisas, porque a gente consegue fazer o no estimates para fazer uma previsibilidade, mas estimar não é só para previsibilidade. Você pode também querer de alguma forma estimar para você pensar em prioridade. Então, cuidado com esse excesso de demonização da estimativa. Ela tem que ser rápida, não pode tomar tempo, mas ela tem o seu valor na hora que você fala de ROI, para você ver aquilo que você vai fazer em termos de priorização. Talvez, assim, tentando, eu já pensei muito nessa coisa dos critérios também, né, de valores, né, do que pode ser usado no R, exatamente como o Yoh falou, pode variar pra caramba e tal. Mas você tentando agrupar, agrupar, agrupar, eu hoje, e se vocês virem alguma coisa diferente disso, eu estou super aberto ainda a evoluir meu pensamento, tá? Mas eu entendo que valor só pode cair em uma dessas três categorias, que é ou valor para o business, que dá pra ser subdividido, né? O que é valor para o business? É o quanto que ele ganhou de dinheiro, ou quanto ele economizou de dinheiro, ou quanto que ele se posicionou melhor no mercado, as ações dele subiram, né? Então, tem valor para o consumidor, e aqui também dá pra derivar um pouquinho, né, que seria a felicidade, vamos generalizar, tá? Então, olha lá, um, valor para o business. Dois, felicidade. Tudo tem correlação, tá? Então, é aquela coisa, se você for destrinchar, tem mil coisas, justamente isso que vocês falaram, mil maneiras de fazer, eu estou tentando só simplificar. Mas felicidade, dá pra você subdividir também, né? A felicidade primeiro do seu consumidor final, mas você pode incluir a felicidade dos stakeholders, você pode incluir a felicidade do time, certo? Tem coisa que você pode fazer pra felicidade do seu ecossistema, seja felicidade do meu fornecedor, felicidade do meu vendedor, etc, né? Então, pessoas intermediárias. E o terceiro item é aprendizado. Então, aprendizado é também, você tem que, e aprendizado você tem mais de um tipo. Você tem aprendizado sobre o negócio, você tem aprendizado sobre o seu consumidor e você tem aprendizado técnico. Então, e aí você pode distribuir os pesos entre isso. Você tem um acordo, olha, isso aqui, nesse momento, a gente é uma startup. Cara, aprendizado, uma startup com financiamento. A gente já teve um cara que botou um milhão aqui. Cara, por enquanto, nem precisa prestar atenção em receita, eu quero que vocês foquem em aprendizado. Ou não, a gente está falando de um produto que é autossustentável, que ele está num ponto de break-even, né? Pra você ficar autossustentável. Cara, então a gente tem que focar agora em coisas que vão trazer dinheiro. Não, a gente está num ponto de ficar com vencido, de escalar. Então, vamos trazer coisas que estão ligadas ao aprendizado, ao, perdão, à felicidade de quem usa, pra aumentar o NPS, etc, do nosso produto. Então, enfim, só pra dar um note aqui.
Eu tenho pergunta pra você, Flor. Anda. Porque vocês me chamam tão pouco pra vir pro LTP, que eu, se você deve mole, Flor, saiu de lua de mel, deu espaço, eu entro aqui pra fazer pergunta pra galera, tá? Por favor. Flor, você que também entende de produto e que trabalha, você está falando aí de dar aula de design thinking, eu também tenho uma pergunta pra vocês, que agora a gente já está indo pra uma persona que é um pouco mais avançada, né? Saímos daquele básico de gestão de backlog, já estamos falando de um assunto que é discovery, que é mais um skill que tem que estar ali presente, né? E junto com discovery, vem outros assuntos, né? Tem o assunto lean startup, a gente volta até pro assunto descartar, que é um pouco diferente, mas é além do não, né? Não é só o dizer não, é você descartar baseado em métricas, em levantamentos, em pesquisas, experimentos, etc. Então, pergunta pra você, Flor, como pessoa também da área de produto, o que você acha, então, são os skills já nesse nível intermediário? Já passou, o cara já entendeu, FBP, backlog, né? Horizonte, bababá. O que é esse tal de discovery? O que ele tem que aprender ali?
Eu acredito que o principal do discovery, e até puxando a minha sardinha aqui pro design centrado no ser humano, é a gente ter uma visão muito clara de pra quem a gente está resolvendo alguma coisa ou atendendo alguma necessidade, né? Existem N exemplos de produtos, produtos que seriam incríveis ou atendiam 100 uma necessidade e davam um ROI maravilhoso, tem até um case da GE, que a gente usa bastante sobre a máquina de, era uma máquina de ressonância magnética, né? Que os caras, porra, puta tecnologia, a máquina funcionava, atendia, trazia os melhores resultados, aí quando colocava as crianças pra fazer o exame, tinha que cedar, sei lá, 80 das crianças, porque era uma experiência horrível pra elas, né? Então, eles precisaram voltar atrás, alguma coisa ali no discovery passou batido, né? Então, eu imagino que uma das maiores competências é a gente nunca perder de vista do além do porquê a gente tá fazendo aquilo, mas pra quem que a gente tá fazendo aquilo? Eu acho que esse é o principal, óbvio que eu puxo bastante a sardinha pro que eu faço, que é a minha perspectiva do design centrado no ser humano, mas eu acho que no fim das contas, se você perder isso, cara, o que vem pra frente, não vai atender, não vai conseguir, aí você vai desperdiçar mais, né? Você não vai conseguir fazer a priorização correta, porque você tá partindo de um ponto que já é equivocado, então tudo que vai vir pra frente vai sair uma coisa meio torta, então eu enxergo que essa é uma das principais competências, mas eu queria falar de um ponto que vem martelando muito a minha cabeça ultimamente, quando a gente fala sobre essa questão, principalmente no momento do discovery, que é a questão da empatia, da compaixão, né, que você e o Zé, ele tem falado bastante, até vou querer que você fale um pouquinho mais sobre isso, é que não é só sobre quem a gente tá atendendo, isso é muito importante, mas não é só sobre isso, é sobre a gente conseguir ter uma visão sistêmica de que quem a gente atende tá inserido num ambiente, que não é só sobre a necessidade dele, como ele se relaciona com o ambiente que ele tá inserido, então é uma coisa mais, tipo, mais complexa, mais explodindo a mente, né, extrapolar só sobre o ser humano, a quem a gente tá olhando, o que é necessidade a gente tá atendendo, mas qual o ambiente que aquele usuário, consumidor, ou enfim, chame do que quiser, onde ele tá inserido, porque por muitas vezes talvez você consiga atender a necessidade dele, o único exclusivamente enquanto indivíduo, mas ele inserido, no ambiente que ele tá, não é bem aquilo que a gente precisa, então, além de olhar pra quem a gente tá fazendo, eu acho que uma competência importante é ter a visão sistêmica de onde esse quem tá inserido, sabe?
Não sei se respondi aí. Eu gostaria de sua pergunta, porque quando eu fiz aquela lista de coisas de felicidade, faltou uma, eu falo depois, não, então agora é a hora, que é a felicidade da sociedade, é importante também ter um peso, que é a felicidade da sociedade, então tem, essa visão de onde tá inserido. E essa felicidade da sociedade é interessante, que por exemplo, claro que a gente falou aqui, a Yô falou muito bem, né, de por exemplo, tá olhando pra estratégia da empresa, né? Então, na estratégia da empresa, pode ter, por exemplo, ESG, ou ter alguma coisa do tipo social, ou sustentável, isso eu não classifico como uma coisa de valor pra empresa, ela entra na felicidade da sociedade. Outra coisa que eu boto na felicidade da sociedade, que às vezes as empresas encaram com uma coisa penosa, ruim, mas tem essa perspectiva, é que são as coisas que são reguladas. Quando você tem ANP, ANEL, ANATEL, não sei o que, todas essas agências reguladoras, elas têm um porquê, elas não estão ali pra te encher o saco, elas estão ali porque elas estão defendendo a felicidade da sociedade, pode estar certo ou errado, mas é o propósito delas. Então, tem sim que levar isso também em consideração, né? Claro que tem uma resposta básica aqui, que é também você, na hora que desenha persona, você tem as técnicas de desenho de persona que levam, né, um bom desenho de persona vai levar também as coisas que estão em volta ali, hoje a gente fala também das zonas indiretas, né, que são aquelas que não consomem o produto, mas que influenciam na decisão de compra, tudo isso tudo é interessante levar em consideração, enfim, seria minha resposta, mas eu acho que você fez tipo pegadinha, porque você sabe isso tudo, tá, Flor? Você fez, não, vou jogar pro Toledo, vamos ver se ele sabe responder isso aqui. Aí você sabe. Eu acho que assim, então eu vou jogar a pergunta pra Iô, posso? Vamos. Quero ouvir.
Legal. A gente falou pouco aqui de métricas, assunto importantíssimo, certo? Agora a gente tá saindo do basicão aqui, né, do produteiro, já estamos pra um produteiro já que tá com um mínimo de experiência ali, métricas passa a ser uma coisa muito importante, né, em várias partes desse caminho de produteiro ali, né? Então, Iô, fala um pouquinho disso aí, que tipos de métricas a gente tá falando aqui, né, como que isso influencia na carreira do produteiro? Acho que é bem isso, assim, métricas pra mim cada vez mais ela tem essa cadente assim, a gente vai se apropriando delas conforme a gente tá mais experimentado, digamos assim, na gestão de produto, mas uma vez que a gente começa a se apropriar da análise, das métricas e tudo mais, a gente começa a perceber como que elas são transversais pra muita coisa. Então, por exemplo, existem formas de fazer priorização de backlog, que é considerando métrica. Então, elas povoam, digamos assim, a vivência ali do produteiro, da pessoa de produto, em todos os seus aspectos, né? Eu acho métricas que eu acho super mega relevantes, assim, pra gente, observar quando a gente tá trabalhando com produtos. Não tem como não observar métricas, tipo, de negócio, assim, né? As famigeradas métricas de pirata, por exemplo, né, de aquisição, ativação, isso pra mim, inclusive, como pessoa que trabalha com gestão de produto, assim, foi uma grande virada de chave passar a entender as minhas, os meus experimentos, né, ou as hipóteses que eu estava querendo, enfim, experimentar ali dentro do produto, olhando para as médias, que eu queria impactar, mais do que para um resultado idealizado que eu acho que vai, enfim, né, trazer. Então, quando a gente começa a olhar por esse aspecto, eu acho que começa a trazer um pouco mais de materialidade, inclusive, pra gente, que tá no início da carreira de produto, enfim, justificar determinadas escolhas, olhar, não, eu tô conseguindo acompanhar porque eu tô observando esse conjunto de métricas aqui, então, pra mim, assim, né, falando um pouco esse lugar de fala também de uma pessoa que tá no início da carreira de produto, assim, foi uma grande virada de chave quando eu passei a elencar os experimentos de produto, as apostas, enfim, olhando para as métricas que eu queria mexer. Primeiro para as métricas e depois, tipo, nossa, o resultado que eu quero eu gerar é X, etc. Bom, primeiro olhar para as métricas, e aí acho que também, claro, agora tá uma ferramenta que também é um pouco mais avançada, mas acho que o tanque de decantação, por exemplo, que é uma ferramenta que a gente, a gente trabalha internamente, foi desenvolvida pelo Danilo, ajuda muito a tangibilizar dessa forma, que traz, antes de, quase que antes de mais nada, vamos falar quais métricas que a gente vai olhar, porque aí a gente tem um ponto de partida estabelecido, né, e alinhado entre nós, daí a gente conseguir avançar, né, enfim.
Boa. Então, resumo, olha eu aqui, né, sempre amarrando o que passou, a gente tá falando de métricas de produto, métricas de negócio, então, olhar pra aquisição, ativação, olhar pra parte da felicidade que o Toledo trouxe, como que eu tô na perspectiva da felicidade do consumidor e da sociedade, existem também, a gente pode falar de, olhando pro consumidor, o NPS, que fala muito sobre a indicação, o Fit for Purpose, por exemplo, que a gente fala bastante também sobre o quanto que o que a gente tá fazendo tá alinhado com o propósito do nosso usuário, deixa eu pensar mais, tem o ROE, o próprio ROE, né, que o Toledo falou que é retorno financeiro, principalmente que eu tô tendo quando eu tô falando sobre isso, então só pra tentar puxar aqui se eu peguei direito todas essas informações que vocês trouxeram. Então deixa eu só falar um, o R do ROE, né, o ROE ele é modificado pelo financeiro, mas eu uso de maneira que englobe as três coisas, financeiro, felicidade e aprendizado. Isso tudo tá dentro do R pra mim. Maravilha, legal. E aí a gente, eu percebi que a gente foi evoluindo nessa jornada, né, falamos um pouco do início, das competências, dos desafios de quando alguém começa, a gente evoluiu o nível de maturidade e falamos muito sobre o que precisa ter, mas eu sei que vocês em algum momento falaram, ah, por exemplo, no CSPO, no Product Bootcamp, e aí algo muito agora como onde, né, não o que, o que a gente precisa ter, como a gente pode fazer, mas onde a gente pode buscar, e eu queria que vocês trouxessem um pouquinho do Product Bootcamp especificamente, né, a Io falou da live que rolou, eu queria entender o que é, porque eu confesso que eu achei super interessante a ideia, queria que vocês falassem um pouquinho pra quem tá ouvindo, porque obviamente a gente vive num mundo onde o acesso pra algumas pessoas, né, não pra todo mundo, ele tá aí, a informação tá aí, existem N cursos, N treinamentos, N fontes pra achar todas essas informações pra trazer o empoderamento, a segurança, pra poder conseguir trabalhar, mas a gente, olhando pra educação, a gente também, com todo esse aprendizado, com toda essa experiência, a gente chegou em algum lugar, chegamos em um lugar onde é uma boa fonte pra poder conseguir esse conhecimento, vocês podem me falar, um pouquinho disso, do que que tá rolando?
Então, Flo, o Product Bootcamp, ele é um, ele vem com o intuito de responder a dores também, dores de quem trabalha com produto, dores de quem trabalha desenvolvendo produtos para formar produteiros, que é o caso nosso aqui, e a proposta dele é um pouco diferente mesmo, né, porque ele é um produto que foi idealizado a partir de muitas mentes brilhantes, né, as quais eu tive a honrar e a felicidade, de compartilhar com o Rodrigo de Toledo, a Andressa Fiara, né, e várias outras pessoas aí, de produto que atuam e atuaram na construção dessa proposta, mas, de modo geral, o Product Bootcamp, ele tem uma pegada de ser uma jornada formativa, focada em pessoas que estão realmente ali iniciando a sua carreira, ou em transição, né, querendo iniciar a carreira de produto, ou que meio que, sei lá, caíram de paraquedas, e ainda estão precisando reunir essa confiança e essa segurança de forma um pouco mais consolidada para a sua atuação, no seu contexto de atuação, né, então, pô, é desde que, tipo, caramba, tô com, preciso me munir de mais conhecimentos, de mais técnicas, para eu ter segurança na priorização do meu backlog, eu, pô, preciso fazer o meu time cooperar um pouco mais em relação ao que a gente objetivou aqui para a nossa sprint, né, ou, enfim, para o nosso, para a nossa próxima entrega, então, ele vem desse lugar de trazer um conjunto de conhecimentos, de práticas, de técnicas, conceitos, que é para munir essa pessoa e dar esse, esse, esse colchão, digamos assim, tipo, ó, se você experimentar alguma coisa, porque tem que experimentar, tem que tomar risco, tem que fazer, cometer erros, né, eventualmente, faz parte da trajetória, mas vai ter esse colchãozinho aqui, vai ter essa base organizada, sólida, que você vai poder se apoiar para se garantir, né, para tomar suas decisões, para trazer seus argumentos, para se posicionar, para ser protagonista da sua carreira, assim, sabe? Para sair um pouco desse lugar de sufoco do dia a dia e estar munido realmente desses artefatos para que eu consiga direcionar qual que vai ser a minha atuação aqui em termos de gestor de produto. Eu acho que esse é um primeiro aspecto que motivou muito a gente, assim, na construção dessa proposta. E um outro aspecto, eu acho que também é muito fundamental, e que, assim, tem muito a ver com o que a K21 acredita de educação mesmo, assim, e que, enfim, quem já foi aluno nosso sabe que as nossas aulas são dessa forma, a interação, os instrutores, os treiners, enfim, todo mundo tem essa perspectiva, e é de a gente falar de, cara, de dores reais, de problemas reais, do que que está pegando no cotidiano de quem faz gestor de produto, no mundo real, hoje, o como que essas pessoas estão solucionando problemas de gestão de backlog, de fachamento de priorização, de facilitação em time, de discovery, de métrica, de, enfim, de estratégia, são tantos temas, assim, né, mas como que essas pessoas estão lá no dia a dia delas, de produteiras, lidando com esses BOs, encontrando soluções? Como que elas estão solucionando isso? Vamos compartilhar, vamos transformar isso em aprendizado? E vamos trazer isso para outras pessoas que estão começando agora e que vão super se beneficiar? Saber como que as coisas estão realmente surgindo, né? E como que a gente tem tanta treta em comum também, eu acho que isso é outra pegada, assim, né? O acolhimento, né? O acolhimento. Ó, a gente vai mudar a mão, que é isso, acontece. E tentando trazer, eu acho que aí é uma das coisas que mais me encanta, assim, na proposta e na forma como a gente pensa em educação aqui, que é puxar da realidade, a partir da realidade, né, a realidade, a dor, a prática, que vai puxar, as inúmeras possibilidades teóricas, conceituais, técnicas, para a resolução daquele problema. Então, a gente, é um caminho um pouco oposto, não é pegar uma teoria, uma técnica pronta, cristalizada, encapsulada, encerrada em si mesma e tentar enfiar ela no goela baixo e não, vai ter que fazer, né? Se você fizer direitinho desse jeito, vai resolver o teu problema. É o oposto, né? Tipo, o problema apareceu dessa forma, as pessoas foram solucionando a partir desse conjunto de conhecimentos, que aplicam caro e opino na prática. Então, é desse concreto, digamos assim, né, a partir um pouco do concreto da vida real para o abstrato, digamos assim. Então, essa proposta que eu acho que é muito interessante e que, quando o Toledo falou antes da gente também pensar na felicidade da sociedade, né, eu acho que ela também é uma proposta que forma produteiros com um olhar crítico sobre gestão de produtos, que vão conseguir, por conta da proposta estar organizada dessa forma e por ser, assim, enfim, essa abordagem, educacional que a gente trabalha aqui, né, incentivar, trazer as pessoas para o centro da solução, para o centro do seu processo de aprendizagem, faz com que elas se apropriem daquele conhecimento de uma forma que faz sentido para elas, né, e que elas vão sair daquele espaço, daquele momento e vão conseguir conectar aquilo com o seu próprio contexto, vão conseguir reproduzir aquilo, adaptar, flexibilizar para que aquilo faça sentido nos seus desafios, né, o que é muito diferente de você precisar, tipo, memorizar uma técnica e só querer repetir ela obrigatoriamente, não vai fazer sentido, eu vou falar, pô, essa técnica é uma furada. Então, é nesse aspecto, assim, né, muito de trazer o protagonismo e de empoderar essas pessoas a partir de vivências, de experiências e aprendizados.
Eu vou falar rapidamente aqui, para responder você, Flo, acho que o que difere, né, a sua pergunta foi, pô, tem um mar de coisas que as pessoas podem ver hoje na internet, treinamentos, cursos, palestras, material, coisa para ler e tal. Vantagem 1 do Bootcamp, uma tremenda de uma curadoria. É para você ganhar esse tempo, A e O, junto com outras pessoas, a gente tem duas designers instrucionais aqui, né, com a ajuda da Carla, mas de outras pessoas aqui, a gente fez uma super curadoria. A gente gastou centenas de horas nossas para economizar essas centenas de horas de quem for fazer o Bootcamp. Então, esse é o primeiro valor. Tuf, curadoria. Dentro dessa curadoria, a gente não só fez curadoria de conteúdo, mas de didática. A forma como esse conteúdo está sendo entregue, é um diferencial. Então, é conteúdo, tem vários conteúdos aqui, se eu fizer, ah, isso aqui tem 15 coisas iguais, tem 15, mas a gente pegou aquela que era melhor didática para você. Priorizamos. É, e finalmente, o que vai fazer de diferente, né, por que a gente chamou de Bootcamp, por que isso é diferente de outras coisas que a K21 já fez até hoje? Porque a gente está colocando em pró o Network. É um conjunto, é um conjunto de professores excelente. Provavelmente, cada um deles conseguiria dar 100%, se não, sei lá, 90 do conteúdo. Ah, você não pega um só e bota para fazer tudo. É porque a gente quer favorecer o Network. A gente quer que as pessoas conheçam diferentes pessoas e se relacionem entre si ao longo de um período maior. A gente sai daquele modelo de dois dias, quatro dias para um modelo de semanas, para favorecer esse Network com pessoas de mercado também. Então, acho que esses são os diferenciais do Bootcamp. Maravilhoso. Quero. Vou levar. Pode embrulhar.
Gente, infelizmente, a gente está chegando no final, mas com certeza existiram muitos aprendizados aqui. Eu, pelo menos, aprendi um monte. Fiquei animada com o papo. Eu queria agradecer vocês, mas eu queria que antes da gente terminar, vocês deixassem aí um recadinho do coração, obviamente, para os nossos ouvintes, para a galera que está na nossa comunidade. Inclusive, aproveitando, gente, vou deixar o link. Entrem na nossa comunidade do Telegram. Vamos conversar sobre isso, tirar dúvidas. Eu queria mandar, inclusive, antes da gente encerrar e vocês deixarem os recadinhos do coração, um agradecimento muito especial para o Amon, que é uma pessoa que ouve a gente sempre, mas, mais do que isso, ele traz provocações na comunidade que são muito valorosas, assim, porque é exatamente esse nosso objetivo, né? Democratizar o acesso ao conhecimento, mas, mais do que isso, se colocar como no lugar de aprender também. Então, essa troca é muito rica. Então, Amon, eu queria muito agradecer. Provavelmente, talvez, você ouça, né? Chegue aqui e ouça esse agradecimento. Vamos deixar esse easter egg aí e ver se ele vai comentar na comunidade depois do lançamento do episódio. E, enfim, é isso. Muito obrigada. Queria agradecer vocês, obviamente, pelo trabalho incrível, por ter topado participar. Eu acho que tem uma coisa, eu, pelo menos, me sinto muito grata de poder compartilhar conhecimento com as pessoas e acho que a gente tem esse propósito em comum. Então, muito obrigada por trazerem todas essas informações, essa vontade de ensinar, essa vontade de aprender. Isso a gente não encontra tão fácil assim. E aí, pra gente encerrar, eu queria que vocês deixassem os recadinhos, do coração, sobre, poxa, pode ser uma dica, pode ser um agradecimento, se a galera que tá entrando, pode ser um abraço aí, virtual, pra quem tá ouvindo a gente. Esse espaço agora é de vocês. Muito obrigada pela participação e pela disponibilidade.
Vou falar uma coisa aqui. Primeiro, tenho feito uma parceria legal com o Zélia. Acredita que a gente consegue se encontrar, né? A gente acabou não falando aqui de compaixão, mas muito importante, mais do que empatia, compaixão. Já publiquei isso no LinkedIn, pode procurar aí. Eu já já vou disponibilizar a nossa palestra juntos, que a gente fez, onde esse assunto foi bem central. Então, compaixão talvez seja um recado importante. A gente conversando, Zélia e eu, a gente falou sobre a importância, porque o título da palestra foi do propósito ao produto, que é bacana, tem a ver com coisas que foram ditas aqui, do alinhamento da estratégia até chegar ao produto, né? Mas tudo parte de pessoas. Pessoas definem estratégias. Pessoas transformam estratégias em produtos. E os produtos são feitos para pessoas. Então, pessoas é o grande, é o grande mote disso tudo que a gente está fazendo aqui, tá? Dica, se você quer me ouvir mais vezes aqui no Love the Pro, pede pra Flor pra me chamar. Eu adoro vir aqui. Ah, eu adoro as piadas ruins do Toledo. Eu faço umas piadas ruins. Eu faço mais, dessa vez eu fiz pouca. Mas eu vou fazer mais piadas ruins. Eu adoro o timbre de voz do Toledo. Eu faço aqui grave, agudo. Faço, topo qualquer parada pra estar aqui. Me chame. Fala assim, ah, eu quero muito Toledo de novo aqui. Vamos fazer uma campanha hashtag Toledo mais no LTT. Ai, maravilhoso. Eu já vou atender, tá? Eu já vou atender. Você falou do ZL. Já estou conversando com o ZL. Muito em breve, pessoal. Aguardem. Dando spoiler. Vamos ter Toledo e ZL falando aqui pra gente no Love the Problem. Só queria deixar essa isca aí. O Amon é um provocador, né? Isso é muito legal. A gente precisa na sociedade de provocadores. Sem dúvida é uma característica do Amon. Ele não está ouvindo aqui agora ao vivo, né? Então, espero até escondido uma pergunta que ele me fez. Mas eu juro que é curadoria que eu estou fazendo, tá, Amon? Eu estou catando se tem em algum lugar registrada a pergunta que você me fez. Qual é a resposta? Pra eu não precisar, né? Fazer de novo aqui e tal, tá? Ou seja, o Amon está ligadaço. Está ligadaço mesmo. A gente precisa de mais pessoas assim, ligadaças, provocando. Onde é que eu acho isso aqui, o detalhe e tal, né? Vamos lá, gente. Queria agradecer também. Obrigada, Flor, pelo convite. Toledo, minha dupla de sempre. Cara, acho que o Toledo está trabalhando no, quantos meses já, Toledo? Tipo assim, muitos encontros semanais. Acho que nas últimas semanas a gente entrou de férias um pouquinho. Mas a gente teve semanas que a gente se via, sei lá, acho que quatro vezes na semana. Sem parar. Suficiente pra gente ser uma excelente dupla, mas não suficiente pra preencher o que a gente ainda pode fazer. Faremos muito juntos ainda, Toledo. Ah, mas é porque é o mal do século. Como é que é, Toledo? A demanda sempre vai ser mais, então, as nossas ideias, nossos desejos, as nossas vontades de inventar coisa por aí sempre vai ser maior do que a nossa agenda, ainda bem. E recadinho do coração, queria deixar uma dica, que é uma dica bem simples, na verdade, mas que ela foi super crucial, assim, pra mim, pra minha vida e acho que deve ser pra vida de todo mundo. Às vezes a gente menospreza ela, mas ela é importante e tem a ver com pessoas, que o Toledo estava falando agora. Se agarrem em outras pessoas, que nem eu colei no Toledo, que nem eu colei na Andressa, que nem eu colei na Carla, que nem eu agarrei em várias outras pessoas, porque é dessa troca um pouco cotidiana mesmo, desde trocar ideia sobre coisas banais, mas até falar sobre trabalho também e discutir decisões e, enfim, experimentos e tudo mais, que a gente se fortalece muito, que a gente cresce, que a gente aprende, que a gente gera confiança em si, gera confiança na relação, gera confiança no outro. E isso é super importante pra trajetória, né? Então, queria dar esse incentivo a criar redes de relacionamento, criar vínculo aí com outros produteiros do seu espaço. Gente, muito obrigada e a gente se vê na próxima. Valeu!
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