
profissões à prova de crise
Resumo rápido
Com base em uma pesquisa da ELVTR com 12.500 pessoas nos EUA, a Forbes lista cinco profissões à prova de recessão: gestão de produtos, gestão de DEI, produção de games, direção criativa e análise de dados. O episódio destaca que a maioria dessas carreiras não existia há 20 anos, que 40% dos graduados temem que suas profissões deixem de ser demandadas, e que o aprendizado contínuo se tornou mecanismo de sobrevivência no mercado de trabalho.
Capítulos
- 00:07Introdução: a pesquisa da ELVTR e as 5 profissões à prova de recessão
- 01:13Gestão de produtos: a primeira profissão e a transição da gestão de projetos
- 02:39Gestão de DEI: diversidade, equidade e inclusão como cargo de liderança
- 04:16Produção de games: entretenimento, pluralidade de competências e recorte de privilégio
- 06:19Direção criativa: criatividade com garantia de retorno financeiro
- 07:51Análise de dados: modelos preditivos e crescimento de 37% ao ano
- 09:23O futuro do trabalho: aprendizado contínuo como mecanismo de sobrevivência
Frases do episódio
O que você vai ouvir neste episódio
- O episódio analisa o artigo da Forbes que lista cinco profissões consideradas resilientes a períodos de crise econômica.
- A gestão de produtos é apresentada como uma área estratégica para garantir resultados em cenários de alta incerteza.
- O desenvolvimento de lideranças exponenciais surge como fator determinante para navegar transformações e crises nas organizações.
- A capacitação contínua e a educação corporativa sustentam a adaptabilidade dos profissionais em mercados dinâmicos.
- A centralidade nas pessoas e na cultura organizacional fortalece a retenção e atração de talentos em momentos críticos.
Temas discutidos
As discussões do episódio conectam o desenvolvimento de carreira aos pilares da agilidade, gestão de produtos e liderança exponencial. Em cenários de incerteza, organizações necessitam de profissionais capazes de adaptar processos, priorizar valor e gerenciar pessoas com eficiência. Competências alinhadas a produtos e liderança moderna reduzem riscos operacionais e garantem sustentabilidade do negócio, transformando desafios de mercado em oportunidades de crescimento estruturado e aprendizado contínuo para equipes e gestores.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é direcionado a Product Managers, líderes de equipes e profissionais de Recursos Humanos ou Gestão de Pessoas. Esses perfis encontram insights práticos para direcionar o plano de carreira, capacitar times em competências críticas de produtos e fortalecer a resiliência organizacional diante de crises econômicas.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Quais competências tornam uma profissão resistente a crises econômicas?
Profissões resilientes exigem capacidade de adaptação, foco em geração de valor e domínio de disciplinas estratégicas, como gestão de produtos e liderança. Habilidades ligadas à resolução de problemas complexos e à orientação a pessoas ajudam profissionais a responder rapidamente às mudanças de mercado e a manter relevância contínua nas organizações.
Como a gestão de produtos auxilia profissionais em momentos de instabilidade?
A gestão de produtos oferece frameworks e mentalidades focadas na entrega constante de valor e no entendimento de necessidades reais do cliente. Em momentos de instabilidade, Product Managers e profissionais da área conseguem otimizar recursos, priorizar demandas essenciais e redirecionar estratégias com agilidade para proteger o negócio.
Qual é o papel da liderança no desenvolvimento de carreiras sustentáveis?
Líderes atuam como facilitadores na identificação de competências essenciais e na promoção de um ambiente de aprendizado contínuo. Ao incentivar capacitações em agilidade e gestão, a liderança fortalece a autonomia dos times, preparando profissionais para enfrentar momentos de crise com clareza estratégica e resiliência.
Sobre este episódio
No episódio 141 do Love the Problem, a apresentadora Deia comenta uma matéria da Forbes que lista cinco profissões à prova de recessão, com base em uma pesquisa da plataforma norte-americana ELVTR com 12.500 pessoas em busca de mudança de carreira. As cinco carreiras — gestão de produtos, gestão de DEI, produção de games, direção criativa e análise de dados — são apresentadas com dados de vagas, salários médios no Brasil (via Glassdoor) e projeções de crescimento. A apresentadora conecta cada profissão a experiências pessoais: a transição de gestão de projetos em cascata para gestão de produtos orientada a valor; a importância da diversidade nos ambientes de trabalho; a pluralidade de competências na indústria de games; e a experiência com modelos preditivos em ciência de dados. O episódio encerra com uma reflexão sobre o futuro do trabalho: a maioria dessas profissões não existia há 20 anos, 40% dos graduados temem obsolescência profissional, e o aprendizado contínuo se tornou condição de sobrevivência no mercado. A apresentadora também faz um recorte de privilégio ao questionar se, no Brasil, a liberdade de escolher uma carreira pelo prazer é acessível a todos.
Transcrição completa
Hoje eu vou comentar uma matéria da Forbes, que chama assim, 5 profissões para sobreviver à recessão. Uma plataforma de educação online norte-americana, chamada ELVTR, entrevistou 12.500 pessoas que buscavam mudar e evoluir suas carreiras, para descobrir as 5 profissões que sobreviverão à recessão que o país está enfrentando, no caso, os Estados Unidos. Assim, eles queriam ajudar empregados a preparar suas carreiras para a crise econômica e enriquecer suas buscas por novos empregos. Então ele vai listar aqui 5 profissões que, de acordo com esse relatório que foi produzido na pesquisa, estão em alta demanda por lá no momento. Com o advento do Anywhere Office e a disputa global por tecnologia, a pesquisa dá uma boa pista do que pode ser relevante em outros países também.
Número 1, gestão de produtos. Em um mundo comandado por pessoas que não têm acesso a tecnologia, não há falta de inovação ou de demanda para talentos no setor de TI. Mas as empresas não estão buscando somente por experts em tecnologia. Elas também esperam que aqueles com competências de gerenciamento de produtos garantam o sucesso do que estão criando. De acordo com o site Glassdoor, há mais de 17.725 vagas abertas no momento para esse ramo nos Estados Unidos. Ele também comenta que essas profissões podem esperar oportunidade de crescimento em suas carreiras e que escolher esse caminho na lucrativa indústria de tecnologia não requer ter habilidade de programação, o que é um benefício. O salário médio no Brasil, segundo o Glassdoor, é de R 8.701 por mês. Quando eu era mais nova, até pouco tempo atrás, a gente via muita vaga de gestão de projetos. E eu trabalhei muito com gerenciamento de projetos, quando os projetos ainda eram mais longos, cascatas, que tinham baixa adaptabilidade. E aí quando ele traz essa importância de ter essa competência de gerenciamento do produto para garantir o sucesso do que é aquilo que a gente está criando, eu vou para um lugar muito mais de eficácia e de entregar valor do que para um lugar de garantir que estou entregando aquilo que me comprometi, que fiz um plano há dois, três anos atrás. Muito interessante ver essa mudança no mercado.
Em segundo lugar está gestão de DEI, que é diversidade, equidade e inclusão. De acordo com o LinkedIn, o número de diretores de diversidade mais que dobrou desde 2015. Com companhias como a de jogos eletrônicos, Electronic Arts, a Rede Global, Deloitte e a Amazon, entre as que estão contratando. Responsáveis por aumentar a produtividade, a retenção de talentos e a moral dos funcionários, o investimento em posições de gerenciamento de DEI deve aumentar. Ele traz que 75% dos que buscam emprego hoje avaliam a diversidade das companhias quando estão considerando as ofertas. É importante ter uma boa comunicação, identificação de problemas e resolução de conflitos para conseguir crescimento nessa área. É uma área relativamente lucrativa e é bom para quem quer deixar um impacto positivo nos seus locais de trabalho e na sociedade. O salário médio no Brasil, segundo o Glassdoor, é de R 10.875 por mês. Fiquei positivamente surpreendida com esse número que ele traz, 75% das pessoas que estão buscando emprego já consideram essa questão de diversidade nas companhias que elas estão se aplicando. Somos pessoas muito diversas, somos diferentes e os ambientes que eu trabalhei que mais tinham diversidade eram os melhores ambientes, os mais respeitosos. Eu não estou falando que conviver com o diferente é fácil, mas tem um lugar muito de conviver para conhecer, para começar a se importar. E dentro desse lugar, procurar criar um ambiente bom para todo mundo. Então, para mim, sempre foram os melhores ambientes que eu trabalhei, os que tinham mais diversidade. Mas fiquei realmente positivamente surpreendida com essa questão dessa vaga ser estar buscando uma pessoa que gerencie a questão de diversidade, equidade e inclusão nas empresas e que faça isso acontecer. Isso dentro de uma posição de liderança, não ser mais um esforço heróico apenas de algumas poucas pessoas, mas ter efetivamente um cargo focado nisso.
Em terceiro lugar, produção de games. A indústria de games cresceu 26% entre 2019 e 2021 e vai continuar nessa tendência apesar da recessão, já que os consumidores continuamente buscam por entretenimento de baixo custo. Com os videogames como um dos hobbies favoritos dos consumidores mais jovens, essa indústria é uma das mais desejadas entre aqueles buscando empregos, porque novos profissionais buscam carreiras relacionadas com aquilo que eles mais gostam de fazer. Para vencer a competição, os candidatos terão de apresentar bem as difíceis habilidades da profissão. No entanto, essa não é uma oportunidade somente para aqueles com conhecimento, experiência e programação. Para atender a demanda, essa indústria terá que contratar pessoas de diferentes áreas e com diferentes competências, desde a experiência do usuário até a engenharia de som, desde programação até a escrita de roteiros. O salário médio no Brasil, segundo o Glassdoor, é de R 6.056 por mês. O meu sobrinho é adolescente, ele começou a fazer uns cursos de programação exatamente porque ele queria criar games. Mas também já conheci músicos que trabalhavam em empresas de games e criavam a trilha sonora. Então, realmente, o que ele traz aqui, que não é só o programador, é real. Mas ficou aqui pensando na frase em que ele disse que isso pra mim faz muito sentido, mas também dentro de um olhar privilegiado. E a gente tá falando aqui de uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos, onde eu, com o pouco conhecimento que eu tenho, acredito que é um país mais envolvido, que tem talvez um pouco mais de equidade ali, e de igualdade. Então, hoje, talvez os jovens, talvez aqui no Brasil também aconteça, mas ainda tem um lugar aqui de privilégio que eu posso escolher e procurar trabalhar com aquilo que eu gosto. Então, acho que é importante também trazer esse recorte.
Na quarta posição está direção criativa. Esse ramo tá projetado pra crescer 11% só nessa década, mais rapidamente do que a média daqueles do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Há uma evidente necessidade de profissionais com habilidade de direção. Uma diminuição da demanda é improvável, apesar do cenário econômico, uma vez que as pessoas continuam buscando por entretenimento. Em meio a períodos difíceis, os negócios aumentam, e os gastos em publicidade continuam reconhecidos. Então, em oposição ao estereótipo do artista sem dinheiro, esses cargos de diretores de arte possibilitam essas pessoas a se expressarem, expressarem suas criatividades com uma garantia de retorno financeiro. O salário médio no Brasil, segundo o Glassdoor, é de R 6.734 por mês.
Em quinto lugar, análise de dados. Com uma quantidade infinita de dados disponíveis às empresas, a alta demanda por profissionais é uma grande oportunidade de ter uma capacidade de análise de dados capaz de transformar essas informações em ideias valiosas. De acordo com o LinkedIn, a quantidade de vagas em ciência de dados tem crescido 37% ao ano nos Estados Unidos. Com posições espalhadas por quase todas as indústrias, aqueles competentes em análise de dados têm a liberdade de escolher um cargo e um setor que lhes atraia mais, como finanças, saúde, vendas ou tecnologia. Sendo também necessários conhecimentos avançados em tecnologia computacional e em matemática, essa não é a única opção. A profissão é, de forma alguma, uma profissão fácil. Apesar disso, as recompensas compensam os requisitos pedidos, como analistas iniciantes ganhando salários acima da média do mercado. O salário médio no Brasil, segundo o Glassdoor, é de R 4.672 por mês. Isso me fez lembrar uma experiência que eu tive com agilidade na área de ciência de dados. Realmente, as pessoas eram muito, muito inteligentes. E tem essa questão de conhecer, efetivamente, matemática e tecnologia computacional. Eu achei muito interessante trabalhar nesse curto período com eles, de entender não só a questão de análise de dados e conseguir tirar conclusões em cima disso, mas também criar modelos preditivos que vão me dizer dados e comportamentos que eu tive até agora, cruzando uma série de informações, existe uma possibilidade, uma probabilidade dessas pessoas, por exemplo, se comportarem dessa forma em X tempo. Então isso é muito interessante, você conseguir prever o comportamento do seu cliente, dos seus funcionários internos, baseado nos dados.
Para concluir, ele traz uma consideração sobre o futuro do trabalho. Depois de décadas de salários estagnados, o mercado de trabalho está finalmente buscando por mais. E explica que aproximadamente um quarto dos empregados estão considerando suas opções e lutando para expandir suas habilidades. Assim como milhares de outros profissionais, a inflação de competências está batendo na porta. O número de candidatos está aumentando e a quantidade de empregados disponíveis cai drasticamente. Ter profundo conhecimento em habilidades do mercado, que muitos também dominam, provavelmente não irá melhorar suas chances de encontrar um emprego. Ao invés disso, os trabalhadores deviam focar em adquirir conhecimento menos comuns entre a força de trabalho atual, mas não menos valiosos ou menos atraentes aos empregadores. Ele também traz para nossa atenção que a maioria desses empregos que foram listados acima não existiam há 20 anos atrás. E que mesmo assim tem uma demanda estável, e que o mercado está em um péssimo cenário econômico. E aí ele traz entre aspas aqui: Segundo nossa mais recente pesquisa, 40% das pessoas com graduação completa não acreditam que suas profissões estarão em demanda nos próximos 10 anos. Também traz que o aprendizado para toda a vida não é mais um conceito famoso, mas sim um mecanismo de sobrevivência no mercado de trabalho atual. Aprenda novas habilidades ou seja engolido. Essa é a lógica.
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