
Ep. 211 - SGRio 2024: Conheçam os Keynotes
Resumo rápido
Os três keynotes do SGRio 2024 — Eduardo Thomas Kim, Danilo Castro e Annalice — compartilham trajetórias que unem experimentação, agilidade e transformação. Eduardo fala sobre a interseção entre dados e branding no Purple Matrix; Danilo sobre transições de carreira e branding em entretenimento; Annalice sobre como aplicou princípios ágeis no combate ao câncer de mama. A conversa reforça que a agilidade é uma forma de vida, que a resistência à mudança se vence com dados e pequenas experimentações, e que o fracasso é não tentar.
Capítulos
- 00:31Abertura: contexto do SGRio 2024 e o tema da experimentação
- 02:43Eduardo Thomas Kim: do desenvolvimento de software ao Purple Matrix
- 06:09Danilo Castro: transições de carreira e branding em entretenimento
- 10:36Annalice: agilidade na vida pessoal e no combate ao câncer de mama
- 15:47Agilidade como forma de vida e a capacidade humana de adaptação
- 21:16Vencendo a resistência: dados, pequenas mudanças e o mito da nota 10
- 33:04Encerramento e convite para o SGRio 2024 no Rio de Janeiro
Frases do episódio
“O mundo não é isolado, que nem os departamentos da universidade. Tudo junto.”
05:17
“eu sou agilista, eu trabalho com gestão de mudança, eu trabalho com adaptação, eu trabalho com colaboração, eu trabalho com espírito de equipe, com transparência”
10:36
“não existe a nota 10, então, se não existe a nota 10, vamos, vamos não sair dessa, da paralisia, do perfeccionismo, e vamos fazer”
21:16
O que você vai ouvir neste episódio
- A edição de dez anos do SGRio reúne especialistas para discutir avanços e práticas em agilidade e inovação.
- Danilo Castro aborda sua experiência como Diretor de Novos Negócios no Luccas Toon Studio e suas perspectivas de mercado.
- Eduardo Tolmasquim traz visões sobre métricas e liderança tecnológica a partir da sua atuação na Purple Metrics.
- Analice Suehtt compartilha aprendizados práticos adquiridos em sua atuação como Especialista em Agilidade na Globo.
Temas discutidos
O episódio conecta diferentes perspectivas de liderança, métricas e inovação ao contexto atual de agilidade e transformação organizacional. Ao reunirem profissionais que atuam na criação de novos negócios, na mensuração de resultados e na implementação de práticas ágeis em grandes empresas de mídia, as discussões reforçam a importância da adaptação contínua. Essas abordagens ajudam organizações a alinhar tecnologia e estratégia para enfrentar desafios do mercado moderno.
Para quem é este episódio
Este conteúdo destina-se a agilistas, gestores de produtos e lideranças de tecnologia que buscam referências práticas de inovação. Profissionais interessados na evolução cultural e estratégica das empresas encontram no episódio insights alinhados com as demandas atuais do mercado brasileiro.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Quem são os palestrantes principais do SGRio 2024 apresentados no episódio?
Os convidados principais do evento são Danilo Castro, Diretor de Novos Negócios na Luccas Toon Studio; Eduardo Tolmasquim, fundador e CTO da Purple Metrics; e Analice Suehtt, Especialista em Agilidade na Globo. Cada um traz visões distintas sobre novos negócios, mensuração de dados e aplicação da agilidade em grandes organizações.
Qual é o foco das discussões trazidas pelos palestrantes da edição de 10 anos?
As discussões abordam a evolução das práticas ágeis, estratégias para o desenvolvimento de novos negócios e o papel das métricas na gestão moderna. Os palestrantes conectam esses temas à realidade de empresas de diferentes portes, destacando como a inovação contínua e a liderança estratégica apoiam a transformação de processos organizacionais.
Como o episódio ajuda a preparar os participantes para o evento SGRio 2024?
O episódio oferece um panorama sobre os temas que serão aprofundados durante as palestras, contextualizando a trajetória profissional de cada palestrante. Isso permite que o ouvinte chegue ao evento com melhor entendimento dos conceitos apresentados, aproveitando melhor os debates sobre cultura organizacional, métricas e novos modelos de negócios.
Sobre este episódio
No episódio 211 do Love the Problem, Fernanda Magalhães recebe os três keynotes do SGRio 2024 — Eduardo Thomas Kim, Danilo Castro e Annalice — para uma conversa sobre experimentação, transformação e aprendizado. Eduardo, co-fundador do Purple Matrix, traz a perspectiva da interseção entre ciência de dados e branding, defendendo que organizações são sistemas vivos onde produtos, marketing e cultura se interconectam. Danilo, diretor de negócios na Lucas Cool Studios, compartilha 16 anos de transições entre RH, finanças, processos e negócios, e fala sobre branding e a capacidade de se adaptar a cada novo cenário. Annalice, especialista em agilidade na Globo, conta a história de como aplicou os princípios ágeis no tratamento do câncer de mama, transformando a dor em mensagem de resiliência e cuidado. A discussão coletiva aborda a resistência à mudança em ambientes corporativos, a importância de dados para dar robustez a experimentos, a ideia de que não existe nota 10 e que o fracasso é não tentar, e a diferença entre a agilidade natural das startups e o desafio de inovar em empresas maiores. O episódio é um convite para o SGRio 2024, no Rio de Janeiro, nos dias 1, 2 e 3 de agosto, com o tema da experimentação e transformação a partir do aprendizado.
Transcrição completa
Este episódio do Love the Problem, podcast oficial da K21 e Nower, apresenta os três keynotes do SGRio 2024, evento que acontece nos dias 1, 2 e 3 de agosto no Rio de Janeiro, no Expo Mag. O tema central do evento é a experimentação e a transformação a partir do aprendizado, e a conversa explora as trajetórias dos palestrantes e o que o público pode esperar de cada keynote.
Eduardo Thomas Kim, keynote do primeiro dia, conta sua trajetória desde a faculdade de ciência da computação, passando por estágios em empreendedorismo na Apple Academy, desenvolvimento de aplicativos de e-commerce, e a transição para Product Owner. Foi nessa última fase que percebeu a necessidade de uma base teórica sobre formas de organizar o trabalho, descobrindo a agilidade e os eventos da SGRI. Nunca parou de estudar o tema e, em certo momento, se juntou à co-founder Guta para criar o Purple Matrix, um software com o objetivo de levar ciência de dados para o marketing, principalmente para branding, permitindo decisões mais embasadas. Eduardo descreve a interseção entre humanas e exatas como o momento em que o lado direito e esquerdo do cérebro se unem, porque o mundo não é isolado, assim como os departamentos da universidade. Tudo junto. Ele fala sobre organizações como sistemas vivos e absolutamente interdependentes, onde a área de produtos, marketing e cultura organizacional se conectam e estão costurados para criar a organização.
Danilo Castro, keynote do segundo dia, é diretor de negócios na Lucas Cool Studios, empresa do criador de conteúdo Lucas Neto. Formado em administração de empresas, atuou seis anos em uma multinacional de tecnologia e quase dez anos no grupo de marketing esportivo. Ao longo da carreira, passou por áreas estratégicas de RH, finanças, gestão de processos e gestão financeira, tendo contato com diversos modelos de negócio dentro de uma holding. Recentemente, tornou-se sócio após um M&A com o grupo da LucasTur, e migrou da gestão financeira para a área de negócios e projetos. Danilo fala sobre branding, sobre trazer o rústico, o mundo de imaginação e encantamento para o dia a dia, produtos, soluções e experiências. Sua monografia na faculdade foi sobre marketing, área que nunca havia atuado até agora. No SGRio, ele abordará a questão da transição, tendo vivido diversos cenários e mudanças de áreas, entendendo as demandas e desafios de cada momento e se adaptando.
Annalice, keynote do terceiro dia, é especialista em agilidade na Globo, onde atua há mais de dois anos. Formada em administração de empresas, começou sua trajetória há mais de dez anos com gestão pela qualidade total em uma distribuidora de energia elétrica. Depois, foi para uma seguradora, onde se deparou com o universo de gestão de projetos e a metodologia PMBOK. Conheceu a agilidade através da K21, fez um curso de Scrum Master e ficou completamente apaixonada. Inicialmente, tentava aplicar Scrum em tudo, mas com a experiência entendeu que antes de métodos e práticas, é preciso falar de valores, princípios e cultura, podendo pegar um pouco de cada e criar o próprio framework com base no contexto. Trouxe a agilidade para a vida pessoal, implementando Kanban com o filho para controle de tarefas escolares, evoluindo do quadro físico para o Trello. No ano anterior, descobriu que estava com câncer de mama e, em vez de entrar em desespero, recorreu aos valores e princípios da agilidade — gestão de mudança, adaptação, colaboração, espírito de equipe, transparência — para enfrentar o tratamento. Siga em tratamento, já no final, e no SGRio contará como trouxe os princípios da agilidade para o combate ao câncer, mostrando que o cuidado também é super importante e que é possível casar esses dois universos.
A discussão entre os participantes aborda a agilidade como forma de vida, muito além do Scrum ou de um método específico. A capacidade humana de se adaptar continuamente é destacada, e a musculatura de resolver problemas na vida pessoal se transfere para o mundo do trabalho. O aprendizado contínuo é descrito como um constante tentar, errar, aprender e continuar, na base do método científico: formular hipótese, experimentar e buscar resultados. As tentativas e erros geram dados de qualidade para pensar sobre o futuro.
Sobre a resistência à experimentação, Annalice conta que, ao trazer a Leanception para uma equipe de projetos em uma seguradora, uma gestora tradicional questionou a ausência de documento. Annalice propôs experimentar e se comprometeu a escrever o documento tradicional caso não desse certo. No final, colou as fotos das dinâmicas no Word e a desenvolvedora mais madura da equipe adorou a prática colaborativa. A resistência inicial era com base no desconhecido, mas o resultado foi alcançado com as pessoas menos desgastadas e em tempo menor.
Danilo reforça que não existe a nota 10, e que se não existe a nota 10, não se deve sair da paralisia do perfeccionismo. O fracasso não é o erro, mas sim não tentar ou desistir de tentar. É preciso medir o tamanho do risco e o escopo da tentativa de erro para permitir condições de tentar. Ele destaca que, em ambientes de startup, a agilidade casa naturalmente com as rodadas de investimento e a necessidade de validar rápido, enquanto em empresas maiores o desafio é tornar o ambiente favorável à inovação.
Eduardo complementa que, ao propor projetos, é importante pautar-se em dados, tornando a discussão impessoal. Em ambientes digitais, como o da Lucas Cool Studios, a geração de dados é facilitada, permitindo traçar modelos e cenários — se acontecer isso, é cenário A; se acontecer aquilo, é cenário B — como uma forma de testar sem se comprometer de fato. Em ambientes como restaurantes ou clubes de futebol, pode ser necessário investimento para ter essa disponibilidade de dados. A experimentação deve ter um objetivo específico: aprender mais rápido, errar mais rápido e fazer a próxima tentativa mais assertiva em busca de um resultado.
O episódio encerra com o convite para o SGRio 2024, nos dias 1, 2 e 3 de agosto, no Rio de Janeiro, no Expo Mag, com o site Acessar sdrio.com para mais detalhes sobre a grade de palestrantes e informações do evento.
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