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Ep. 175 - O agro é Nower!
Ep. 175

Ep. 175 - O agro é Nower!

23 de outubro de 202300:40:33
Pessoas
Product Management

Resumo rápido

O episódio 175 do Love the Problem revela que o agronegócio brasileiro é muito mais tecnológico, ágil e humano do que a imagem popular sugere. Fernanda Magalhães (K21 Now Earth) e Yasmin Tchek (Grupo Celeiro, produtora de algodão na Bahia) discutem como a metodologia ágil está sendo aplicada em fazendas de pivô, como a adaptabilidade é inata ao campo e como a melhoria contínua, a inteligência coletiva e o cuidado com as pessoas transformam a operação agrícola em uma empresa de verdade, com certificações internacionais e exportação.

Capítulos

  1. 00:07O agro como mundo novo e a surpresa com a tecnologia no campo
  2. 05:42Contexto do mercado agro e a visão do Grupo Celeiro
  3. 11:24O grande desafio: o agro virou empresa de verdade
  4. 16:44Adaptabilidade: o campo nasceu 100% ágil
  5. 22:32Metodologia ágil na prática: parar para melhorar sem parar a operação
  6. 28:08O problema do 'contratar mais gente' e soluções simples para problemas complexos
  7. 31:25Qualidade, certificação internacional e a Lei de Conway no agro

Frases do episódio

“O agro. Virou empresa de verdade.”

12:09

“Para cada elemento. Que a natureza vai trazendo. Para a gente. Para o negócio. O campo tem que responder.”

18:13

“E eu sempre digo. Que o agro é tech. O agro é tudo. O agro é vida. E o agro é pop, gente.”

36:18

O que você vai ouvir neste episódio

  • A aplicação da mentalidade ágil no agronegócio auxilia no enfrentamento da volatilidade do mercado e das mudanças climáticas.
  • A adoção de métodos ágeis contribui para impulsionar a eficiência operacional e a produtividade nas empresas do setor agro.
  • O uso de práticas modernas melhora a qualidade final dos produtos entregues ao mercado pelo agronegócio.
  • A gestão com foco em pessoas e a cultura organizacional são fundamentais para sustentar as transformações no agro.

Temas discutidos

A transformação do agronegócio reflete a necessidade constante de adaptação a cenários incertos e voláteis. Ao integrar a gestão de produtos e as práticas ágeis à realidade do campo e das empresas agrícolas, as organizações conseguem estruturar processos mais eficientes e responsivos. Além disso, o fortalecimento da cultura organizacional e o cuidado centrado nas pessoas emergem como fatores determinantes para sustentar a inovação, garantindo maior qualidade nas entregas e liderança sólida frente às exigências climáticas e mercadológicas atuais.

Para quem é este episódio

Este conteúdo é ideal para executivos do agronegócio, gestores de produtos e lideranças de operações que buscam otimizar processos em ambientes de alta volatilidade, além de consultores de agilidade interessados na aplicação prática de frameworks em setores tradicionais da economia.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Como a agilidade pode ajudar o agronegócio a lidar com a volatilidade do mercado?

A agilidade oferece rotinas e abordagens flexíveis que permitem ajustar processos e estratégias rapidamente diante de mudanças climáticas ou oscilações econômicas. Ao priorizar a eficiência e a adaptação contínua, as empresas do setor agro conseguem responder melhor às incertezas do mercado, reduzindo riscos operacionais e mantendo a produtividade em alta.

De que forma a gestão de pessoas se conecta com o agronegócio moderno?

A modernização no campo exige uma cultura que valorize as pessoas e promova o alinhamento entre as equipes operacionais e administrativas. O cuidado com os colaboradores e a clareza nos papéis impulsionam o engajamento e facilitam a adoção de novas práticas de gestão, garantindo sustentabilidade e crescimento contínuo do negócio.

Quem são as convidadas e quais visões elas trazem sobre o setor agro?

O episódio conta com Yasmin Tiecher, diretora administrativa do Grupo Celeiro Sementes, e Fernanda Magalhães, consultora e trainer na Nower/K21. Elas compartilham visões práticas sobre como unificar a realidade do agronegócio com metodologias de gestão, focando na melhoria da qualidade dos produtos e no aumento da eficiência organizacional.

Sobre este episódio

No episódio 175 do Love the Problem, Fernanda Magalhães, consultora da K21 Now Earth, e Yasmin Tchek, da segunda geração do Grupo Celeiro, um dos maiores produtores de algodão da Bahia, Piauí e Tocantins, desconstruem estigmas sobre o agronegócio brasileiro. O episódio mostra que o agro é altamente tecnológico, com coleta constante de dados das máquinas, gestão baseada em números e processos de certificação que abrem portas para mercados internacionais. Yasmin explica que o grande desafio atual é fazer a transição do modelo tradicional de fazendão para uma empresa de verdade, com gestão eficiente, metodologias ágeis e cultura de melhoria contínua. Fernanda relata a surpresa de ver que o campo já nasceu 100% adaptável e ágil, pois a natureza exige respostas imediatas a cada variável climática ou biológica. A consultoria da K21 iniciou na fazenda, não no escritório, focando nas equipes de plantio e aplicação, com a premissa de melhorar enquanto a operação roda. Um case emblemático é a solução dos buracos no terreno que causavam quebras de máquinas: em vez de comprar mais equipamentos, a equipe priorizou a tapagem estratégica e a medição de resultados. O episódio conecta o agro ao corporativo, mostrando que os desafios de gestão de pessoas, adaptabilidade e inovação são universais, e que a qualidade do produto entregue reflete a forma como as pessoas trabalham juntas, conforme a Lei de Conway. No final, Yasmin e Fernanda agradecem a oportunidade de desmistificar o agro e mostrar que ele é tech, é tudo, é vida e é pop.

Transcrição completa

Eu acho que é uma super oportunidade que a gente está tendo de conseguir contar para os outros um pouco mais do mundo agro, que para mim é um mundo novo. Para a Fê nem tanto, porque a gente trabalhou um tempo lá no Secret, ela trabalha lá na área que ajuda mais a parte de agro. E não sei se a Fê tem outras experiências também, mas para mim é um mundo muito novo. E fiquei muito positivamente surpresa com as coisas que as meninas me contaram de quando elas foram na fazenda. O quanto tecnológico é e o quanto as pessoas precisam se adaptar o tempo todo às mudanças. E conecta muito com o tipo de mentalidade que a gente vai levar para as empresas. Então, estou muito feliz de poder gravar e poder mostrar para os outros o quanto o agro está tecnológico. O quanto ele é para frente, não é porque é um trabalho mais manual que ele não tem automatação, que ele não tem tecnologia, que ele não tem adaptação, que ele não tem uma mentalidade inovadora. Por isso que a gente quis chamar esse episódio para gravar, para trazer isso um pouco para as pessoas. Do meu lado, a minha experiência do agro, de ver como eu brinco, o agro de verdade, o Brasil profundo. Você chega lá e vê o que realmente sustenta boa parte da economia desse país. Para mim foi muito impressionante do ponto de vista de estar num lugar de produção mesmo, que exporta, que produz, que vende, que tem aquele ciclo produtivo o ano inteiro. E que tem isso como um negócio efetivo. E a minha experiência com o mundo agro sempre foi muito de pessoas conhecidas que tinham uma fazenda, alguém na família. Meu avô mesmo cultivou durante muitos anos macadâmia e café. Mas não se compara em termos de tamanho. Sempre foi uma produção muito local, revendendo para outros distribuidores locais. Então, sempre foi numa escala muito menor. Para mim foi muito impressionante estar lá e ver, no ponto de vista da escalada da coisa, do tamanho da coisa. O campo de algodão a perder de vista. Você não vê o fim. Aquilo foi lindo demais. O nascer do sol, o pôr do sol. Tudo, enfim, uma conjuntura de fatores e, como eu falei, acho que tem um fator humano ali que, para mim, foi a cereja do bolo. Que foi a cauda essencial de tudo. Que eu olhei e falei, nossa, isso faz toda a diferença. E começar a romper com alguns estigmas que o agro carrega pelo Brasil. Foi muito bonito. Que legal. É muito bom poder mostrar essa outra parte do agro também. A gente não é aquela coisa de produzir a qualquer custo, de que a gente está ultrapassado. Pelo contrário. O agro tem se mostrado cada vez mais eficiente, cada vez com mais estrutura empresarial, de fato. E se preocupa com os nossos colaboradores, com as pessoas que fazem parte do nosso ciclo. E o agro é tecnológico, sim. A gente tem bastante inovação, bastante coisa legal acontecendo.

Fala galera, tudo bem? Está começando o Love the Problem com um episódio muito diferente. Talvez até disruptivo. Estou muito empolgada de chamar aqui essas convidadas, porque a gente está fazendo um trabalho super incrível no mundo agro. E para mim, é um mundo muito novo. E estou muito positivamente surpresa com tudo que a gente tem encontrado lá.

Fernanda Magalhães, consultora na K21 Now Earth, K21 Educação Now Earth, está aqui há quase cinco anos. E Yasmin Tchek, que vem de uma família do ramo do agronegócio. Nossa empresa foi fundada pelo meu pai. E nós já estamos na segunda geração atuante, junto com ele também. Desacelerando um pouco, mas já estamos na segunda geração atuante. Então a gente até brinca que a nossa sucessão já deu certo. Nós somos produtores rurais. Estamos nos estados da Bahia, Piauí e Tocantins. E nosso escritório administrativo fica aqui em Brasília. Nossa unidade da Bahia, que é onde a gente está fazendo o nosso trabalho aqui de metodologia ágil, junto com a K21. Nós plantamos tudo irrigado. Então nossa área é toda de pivô. As culturas de soja, milho e algodão. E estamos aí com o nosso carro chefe de algodão, iniciando a todo vapor nossas exportações.

Não sei se o Léo vai aproveitar esse pedaço que eu estava falando no começo. É claro! Mas essa parte de ficar positivamente surpreendida. E por que a gente quis gravar esse episódio? Não só porque a gente tem um trabalho de produção. A gente tem identificado que o agro está muito tecnológico. Está muito inovador. Está sendo muito positiva essa experiência. Mas também que tem uma série de desafios muito parecidos com as empresas que a gente costuma ir. As grandes organizações. Então eu queria que vocês pudessem contar um pouquinho para a gente como que vocês percebem hoje o mercado de agro, no geral. Para a gente dar um contexto para quem está ouvindo.

Para a gente, é meio estranho e legal ao mesmo tempo falar sobre isso. Porque é um assunto que é tão vivo aqui dentro de mim. Que a gente faz isso para que não pensa tanto nisso. Porque é uma coisa tão viva para a gente. Que, poxa, a gente é muito óbvio que a gente está produzindo para alimentar. Ajudar a alimentar o mundo. Ajudar a vestir as pessoas. E cuidar de todas essas pessoas que nós temos no planeta como um todo. Então cada um fazendo a sua partezinha. Colocando cada dia mais alimento na mesa das pessoas. Então, eu acho que esse é o grande motivador. De quem nós somos e qual o objetivo da nossa empresa.

Quando eu cheguei no Grupo Celeiro Semente. E nós fomos lá presencialmente para fazer o emertão. E entender toda a cadeia produtiva. E ver, botar o pé na terra, como eu falo. Que literalmente foi o que a gente fez. Então, a minha impressão até ali. Sobre esse mundo agro. Por nunca ter trabalhado efetivamente com uma empresa do agronegócio. Era muito aquela impressão do Globo Rural. Final de semana. Era a impressão, claro, das notícias que a gente vê na internet também. Dos canais de comunicação nas mídias. Jornal e tudo isso. Passavam muitas notícias ali do agro ter sido sim, muito modernizado ao longo do tempo. De ser um negócio altamente tecnológico. Mas ainda também ocupando um lugar de um negócio que fere muito o meio ambiente. E que isso e que aquilo. Todas essas discussões ainda muito políticas, econômicas e tal. Sobre a coisa. E quando eu tive a oportunidade de ir lá, no caso do Grupo Celeiro, que para mim é o grande exemplo aqui. Eu vi um processo extremamente escalado. Muito bem organizado. Muito modernizado, tecnológico e tudo isso. Mas eu vi, e fundamentalmente dois fatores aqui. Que eu acho que me chamaram a atenção demais. E que vão totalmente na direção oposta daquilo que você lê nas mídias.

O primeiro fator é uma preocupação enorme com as pessoas envolvidas naquele processo de produção. Ou seja, todos os colaboradores. E as mídias estão falando de mais ou menos, vou arredondar aqui uns 200 colaboradores na Bahia especificamente. Não sei quantos no Piauí. Mas sim, é bastante gente para gerir. E com muitos desafios que o trabalho em si traz. Na sua natureza do negócio. E vi ali na gestão desse negócio, dessa fazenda especificamente, uma preocupação enorme para as pessoas. Então essa é a primeira coisa. Que eu acho que vai na direção oposta de muitas notícias que a gente lê. E eu acho que é bacana enaltecer isso aqui. Para as pessoas saberem o que tem no agro também. Pode ser que tenha exemplos ruins. Claro, tem no corporativo também. Todo mundo vive isso daí. Mas lá no campo existem muitos exemplos bacanas a serem contados. Então a gente está aqui para contar um pouco essa história também.

E o segundo ponto que me chamou muita atenção também. Foi de ver ali na prática um amor muito grande pela terra. Uma paixão por aquilo que elas estão fazendo. Um prazer enorme de ver aquela planta crescendo. Se desenvolvendo com saúde. A gente mantendo aquele solo cada vez mais fértil e produtivo. Porque uma nova cultura vai chegar ali na frente. A gente precisa de um solo altamente saudável e produtivo. Então não é sobre esgotar o solo. É o contrário. É sobre como a gente torna essa operação mais sustentável possível. Para ao longo do tempo a gente tirar o melhor proveito daquilo. Como a Yasmin falou. Ficar arrepiado. Porque eu fico mesmo. Alimentar o mundo. E vestir as pessoas. É sobre isso. E acho que esses dois fatores eu queria trazer aqui. Porque eles vão muito contra muitas notícias que a gente escuta por aí. Então acho que é bacana as pessoas saberem o que tem no agro de verdade.

Eu acho que até para quem está ouvindo a gente, uma coisa que me surpreendeu. Porque foi o que eu falei. Eu sou super nova nesse mundo. E aí saber por exemplo que o maquinário todo tem uma conexão com o sistema. Esse sistema coleta dados o tempo inteiro. Então você ser muito baseado em dados para melhorar a sua eficiência. E poder ser mais eficaz. Poder produzir cada vez melhor. Então eu poder saber, poxa, quanto que as máquinas estão parando. Qual é a velocidade que ela está andando. Se ela está quebrando. Por qual motivo que ela está quebrando. Em qual pivô que ela está quebrando. Quais são épocas do ano em que isso costuma acontecer. Onde que faz sentido de repente usar esses dados para eu pensar já numa manutenção preventiva. Então tudo isso tem sido muito positivo assim de descobrir que é possível. Que eu não sabia. Para mim tinha algumas coisas automatizadas. Tinha uma máquina, alguém dirigia, recolhia, plantava e acabou. Mas eu não sabia que tinha esse negócio de coletar dados de tudo. Tudo você consegue coletar dados para saber como que estão andando as coisas e melhorar.

Queria que você explorasse um pouquinho com a gente quais são os principais desafios que você sente, por exemplo, a administração do grupo ou mesmo da fazenda em si. E por que isso motivou a chamar a K21 Hour para fazer o trabalho com vocês. Bom. A relevância do agro a gente já citou aqui. Aquecemos a economia. Movimentamos o PIB do Brasil. Todo mundo precisa comer. Então o agro sempre vai ter que existir. Que seja saudável, que seja sustentável. E o grande desafio que eu vejo agora nesse momento é que aquele agro estilo fazendão, que é isso que é vendido, que até você mesma também não conhecia antes, que era a sua referência, isso já não sustenta mais. Isso não é mais as empresas agro do futuro. Então se a gente quiser estar no mercado, se a gente quiser produzir com excelência, se a gente quiser estar dentro do jogo, a gente precisa estar sempre inovando. Precisa estar sempre melhorando a nossa gestão. Trazendo metodologias ágeis para dentro de casa. A gente tem que fazer uma gestão cada vez mais eficiente, baseada em números, em dados. E não mais naquela questão de só a paixão pela produção. A paixão pela produção, claro, que nos move, ela sempre vai existir. Mas a gente tem que alinhar isso com as ferramentas de gestão que nós temos disponíveis hoje. O agro virou empresa de verdade. Então é o grande desafio a gente conseguir colocar isso até da porteira para dentro. Que o agro hoje é uma empresa de verdade. E que exige gestão. Exige controle. Exige performance. Exige tudo isso de nós o tempo inteiro.

Queria ver um pouquinho para a gente. Porque assim, quando a gente se conectou com o grupo, o GCS, a gente poderia por exemplo ter começado mais com o trabalho do escritório, com o trabalho da matriz. Mas eu achei que foi muito visionária a escolha de começar com a fazenda. Pegar uma fazenda e melhorar a operação da fazenda. E queria que você conseguisse comentar como é que tem sido essa percepção do trabalho e essa conexão com a agilidade e com a adaptabilidade. Principalmente. Acho que até a gente consegue comparar com outras empresas nas quais a gente passa. Eu acho que é bacana trazer aqui também uma visão de conexões. Muitas sinapses que eu fui fazendo também ao longo do tempo trabalhando muito com empresas. Que eu fico brincando aqui, é o corporativo, a gente está no corporativo o tempo todo. E aí quando você pisa lá no campo você acha que a coisa vai ser completamente diferente daquilo que você vê e interessante que você vê em escritórios. Mas foi muito interessante ver que existem muitos desafios comuns. Porque onde tem pessoas, desafios. Onde tem pessoas envolvidas que precisam ser treinadas, capacitadas e retidas. Demotivadas. Isso existe em qualquer ambiente de trabalho. Vai seja no campo, seja no escritório. Não importa muito. Então onde existem pessoas existem grandes desafios ali para a gente olhar, cuidar e fazer essa manutenção de perto. E como a Yasmin muito bem disse, não é só porque é uma empresa ali que tem um processo produtivo, o campo envolvido, a natureza em si envolvida, que a gente não precisa fazer certas estruturas do negócio. Pensar o negócio do ponto de vista de gestão, eficiência e eficácia também.

Então acho que muito do que a gente está trabalhando com equipes específicas lá dentro da fazenda. Que de novo, a gente também não foi maluco de pegar a fazenda inteira, as equipes todas, para sair mexendo em tudo de uma vez só. Porque isso seria uma loucura. Então a gente priorizou dentro das equipes todas que compõem todo o ciclo produtivo ali da fazenda que a gente precisa gerir e olhar com atenção. Vamos atuar em cima de duas equipes específicas. No nosso caso foi equipe de plantio e aplicação. Então a gente está trabalhando em cima dessas equipes especificamente para entender o que a partir dali pode ser melhorado. O que de gestão, de técnicas e práticas e gente, às vezes de hábitos diferentes que a gente pode trazer. Não é só sobre técnicas e práticas e métodos e ferramentas. Não é só sobre isso. Isso tudo vem ajudar claro. Mas tem toda uma questão também cultural, comportamental que a gente pode estimular mais ali para ajudar na gestão como um todo do negócio. E isso também acontece lá no escritório. Lá na Faria Lima. Isso também acontece lá nos escritórios. Isso também acontece.

Então acho que isso foi um ponto bem interessante assim de ver essa conexão das coisas. E trabalhando fundamentalmente na cultura da melhoria contínua junto com essas equipes. Sabe o que a gente consegue fazer para a semana que vem. E é sempre essa pergunta. Perguntas para provocar as pessoas a sair do lugar. Naquele 1%. Ou seja, não é sobre a gente mudar 30 da noite para o dia. Ou demorar muito tempo até chegar lá. Não. Que a gente fala aqui, né, na K21, que são juros compostos da melhoria contínua. Um pouquinho em cima de um pouquinho em cima de mais um pouquinho. E aí quando você olha para trás no final de alguns meses você vai ver, poxa, uma super diferença na forma de atuar. E essa melhoria contínua, é isso que eu estou falando. Ela passa sim por métodos e ferramentas e práticas que a gente está trazendo. Mas também por questões culturais e comportamentais.

E daí eu vou aproveitar para falar sobre a questão da adaptação. Aqui pode ser que eu acho que assim também para mim foi muito impressionante de ver, de novo, fazendo essas sinapses, as conexões com o mundo corporativo. Que assim, o mundo está falando muito sobre, principalmente nos últimos três anos acelerados por movimento da pandemia e tudo mais. Agora é sobre a adaptação na veia. A gente tem que se adaptar mais do que nunca. A gente já tinha que se adaptar antes. Na verdade a gente sempre se adaptou ao longo da história. Mas a coisa veio tomando uma proporção, uma velocidade enorme. E ganhou uma velocidade incalculável nos últimos três, quatro anos. Então agora é sobre a gente se adaptar ao que está aparecendo na nossa frente. Algo totalmente incontrolável como o surto pandêmico e tudo mais. E aí trazendo isso para os negócios. Quando você vai lá para a Faria Lima, o que você vê é empresas buscando essas formas de se adaptar. Como é que eu respondo a esses elementos, esses inputs que estão vindo de fora, que estão vindo do mercado. Agora é o meu comportamento. Agora é uma tendência que está indo para não sei o que lá. Agora é o meu consumidor que tem um hábito diferente. E aí eu preciso responder a isso. Eu preciso me conectar com uma nova persona que está ali. Os hábitos mudam. Os comportamentos mudam. A sociedade muda. A economia evolui. E a gente enquanto negócio tem que estar constantemente se adaptando. Legal. Isso é um ponto. É isso que a gente estava acostumado já enquanto consultoria e empresa de desenvolvimento também de educação. Ver isso o tempo todo. Que novos elementos eu trago, que novos conhecimentos eu trago para ajudar as empresas a se desenvolverem, a se adaptarem. Quando você vai lá no campo e você bota o pé na terra, o que você vê na verdade pessoal é que aquele tipo de negócio já nasceu 100 adaptável. Já nasceu 100 ágil se a gente for usar o termo. Por quê? Sim ou sim. Eu tenho que ter alguma resposta para se chover demais, para se chover de menos, para se vem uma praga tal, se vem uma larva tal, se vem um inseto não sei das quantas que eu não estava esperando que fosse aparecer nessa época do ano. Pelo menos não para essa lavoura. Então para cada elemento que a natureza vai trazendo para a gente, para o negócio, o campo tem que responder. Quem está gerindo o negócio ali, a gente tem que responder. Sim ou sim. Se não isso vai acarretar na perda da lavoura, na perda da safra. Para isso é um prejuízo incalculável. Quero nem pensar. A gente está falando de um negócio altamente escalado. Lembrando, estou falando de um produtor local que está fazendo um negócio pequenininho. Estou falando de muitos mil hectares. Então isso me chamou muito atenção assim de ver como eu não tinha essa percepção nessa clareza. Agora falando, quem está ouvindo talvez pense, ah, mas é óbvio que a natureza choveu, tem que me adaptar, tem que responder. É óbvio. É óbvio gente. Mas então talvez o óbvio precisa ser dito. E aí quando eu, é isso, a sensação assim foi muito impressionante de estar lá e ver que é adaptação sim ou sim. Sabe, não é uma opção. É a gente tem que responder aquilo que a natureza te traz. Então isso foi muito bacana.

Você quer comentar Yasmin sobre essa questão dos desafios e como que você percebe essa necessidade de adaptabilidade lá no dia a dia ou até no escritório. Os desafios que você tem visto até inclusive de fazer gestão dessas pessoas e gestão dessas fazendas. É exatamente. Como a Fernanda disse, a gente não tem escolha. A gente precisa se adaptar o tempo inteiro. Então a gente tem que fazer dar certo. Não dar certo nunca foi uma opção. Então vai dar certo sim. Vai. Podem ter plano A, B ou C. Mas vai ter que dar certo. Então a gente tem que mitigar os riscos, claro. Mas fazer sempre dar certo. E a gente tem sempre, é, toma esse cuidado para ter essa cultura muito clara para em todos os nossos níveis hierárquicos. Que desde um operador lá da ponta, o gerente, enfim, todo mundo tem que ter muito essa clareza de que ok, não deu certo, a gente vai recalcular a rota. A gente vai ter que fazer dar certo. E a gente vai tirar um resultado lá no final. Bom. O que me fez buscar a questão de metodologia ágil. A gente tem esses processos muito claros, muito bem estruturados, que para qualquer pessoa nova que chegue saiba o que fazer. E fique mais fácil recalcular essa rota quando for preciso. Mais precisos. A avaliação de desempenho. Toda essa parte de gestão que nos ajuda. E também a reconhecer os nossos profissionais no dia a dia. Um ponto que eu queria acrescentar assim. A gente vê a adaptabilidade lá no dia a dia o tempo todo. Nessa questão do clima e as pessoas tendo, fazendo o seu melhor para garantir o resultado final. Então assim, como que eu conecto com as empresas que a gente costuma ir, que a gente costuma ensinar. Um, ter um objetivo muito claro. Qual é o resultado que eu estou buscando. Dois, detalhar o macro plano que eu preciso ter para conseguir esse resultado. E aí conforme eu vou executando e me adaptando e cuidando das pessoas ao mesmo tempo, que tem muito essa preocupação lá. E aí tá certo que a gente às vezes também é muito engolido pelo dia a dia. De vamos fazer, vamos fazer, tá bastante inoperacional de fazer acontecer. E aí como que a gente também cria essa cultura que faz parte de agilidade de parar para melhorar. Então eu acho que isso também é algo que a gente foi levar e tem conversado. E quando a gente faz essa analogia com as outras empresas, é muito isso. De entender, legal, eu sei que vocês já são muito adaptáveis, que vocês estão trabalhando bastante na operação, todo dia se adaptando. Mas assim, como que eu faço aquele 1 melhor. Então eu preciso guardar um tempinho de parar para melhorar. Discutir o que é possível melhorar. Nem que seja uma coisa pequenininha. E começar a criar essa cultura de que isso seja frequente. Então isso está sendo muito bacana de trabalhar ali com a GCS. E um abraço Juliandro se estiver ouvindo. De poder conhecer mais as dores e as delícias de se administrar uma fazenda. E usar essa inteligência ali do Juliandro, dos meninos, dos coordenadores, para ir conversando sobre tudo que a gente pode parar para melhorar. E é muito legal ver a inteligência coletiva trabalhando. Porque nas reuniões que as meninas foram lá presencial, nas primeiras reuniões que elas já tiveram, já nasceram várias ideias. Várias ideias de como eu melhoro o meu processo. E dali obviamente a gente não saiu fazendo tudo, fazendo uma coisa de cada vez. Mas já estão vindo aí os resultados. Já está percebendo uma diferença tanto de resultado como de mentalidade ali na execução do dia a dia. Então isso também está sendo bem bacana.

Uma coisa que eu percebi que eu gostei bastante assim da metodologia ágil na prática. Justamente que é se parar para melhorar. Não é um parar de verdade. A gente melhora enquanto a empresa está rodando. Que sempre é um desafio quando a gente vem trazer novas mudanças, desenho de processos, principalmente. Ah, tem que parar tudo. Tá bom. Mas como que eu paro para desenhar o processo. Não tem como. A gente vai ter que fazer enquanto a atividade acontece. E é esse raciocínio, essa ideia da metodologia ágil dentro de todas as outras coisas que a gente está trabalhando dentro do projeto que eu acho muito válido. E esse desenvolvimento das pessoas a ter esse tipo de raciocínio e ficar com essa agilidade dentro delas. Isso é para sempre. A empresa ou as pessoas tem ganhos enormes com isso. Isso é muito bacana que a gente está desenvolvendo juntos. Acho que isso foi muito legal mesmo esse ponto que a Yasmin está trazendo. Porque eu acho que as pessoas que formam essas duas equipes especificamente com as quais a gente está trabalhando, elas puderam ver isso acontecendo. Porque isso foi algo que a gente deixou muito claro. Gente, não é sobre inventar a roda de novo. Fazer o novo fogo aqui dentro daquilo que vocês estão trabalhando. Não. Ao contrário. É sobre pegar o que vocês já tem de problema na mão e a gente tentar ir dando vazão para essas coisas de modo que a gente veja um impacto positivo lá no que vocês estão fazendo no dia a dia. É sobre melhorar o dia a dia de vocês. É sobre melhorar a vida de vocês enquanto ela acontece aqui na fazenda. Então esse ponto é super importante mesmo. Eu acho que ficou muito tangível para as pessoas como que era essa tal da consultoria que veio aqui para trabalhar. Porque também isso é um desafio que a gente vai vencendo de trazer elementos novos, pessoas novas para falar sobre o dia a dia. Então um convite que as vezes as pessoas não estavam de repente muito acostumadas a receber. Tipo, vamos falar sobre o dia a dia de vocês. Sobre como a gente pode fazer aquele pouquinho a mais, aquele 1% a mais que já está incomodando no dia a dia. Sabe. Então perguntas. Isso foi até bastante rico assim no processo. A gente levar para o nível mais simples que a gente podia também para conseguir se conectar com as pessoas. Acho que isso é um ponto importante também. Então gente, não adiantava a gente vir, chegar, trabalhado no mapeamento. Meus amigos, o negócio é o seguinte, vocês acordam todo dia de manhã, vocês tomam um café e aí vocês começam a trabalhar. Qual é a primeira coisa que vocês fazem no dia. É sobre a gente conseguir se conectar com as pessoas também nesse grau de simplicidade. No nível de simplicidade que eu acho que foi muito rico para o processo também. Sabe. E para eles fundamentalmente se sentirem parte daquilo ali. Porque a melhoria não é sobre a gente. Não é sobre a Now Earth. Não é sobre a K21. Não é de jeito nenhum. Não é sobre a consultoria. É sobre a vida deles. É sobre a fazenda. Sobre o dia a dia do plantio, da aplicação. Então acho que isso puxou da gente também ir para esse lugar de simplicidade para conseguir se conectar com esse público. E fazê-los entender que era sobre eles. E que era para a gente aprender com eles. Muito menos eles aprenderem com a gente. Sabe. Então isso foi muito bacana assim nesse processo. E é isso. A gente não parou as máquinas para poder melhorar. Não. É gente, a máquina está rodando. Onde está ruim na máquina. O que não está funcionando aqui. Qual é aquele pedacinho que a gente consegue priorizar para semana que vem já ver alguma coisa diferente. E assim tem sido feito para a gente dar os pequenos passinhos aí que vão levar a gente para onde a gente quer. Legal que a gente agora está ensinando, estamos todos aprendendo a pensar sempre em soluções. Trazer soluções simples para problemas complexos. Isso é muito bacana.

Nós tivemos um case lá agora abrindo um pouquinho mais detalhado do próprio case que foi relatado. Ah, porque as máquinas quebram muito. Porque a gente tem problema de dano mecânico e tal. Ok. São problemas super complexos. Como que eu vou resolver isso semana que vem. Não tem como. Isso exige toda uma estratégia, todo um trabalho. É muito mais complexo. Tá bom. E o que a gente pode fazer para amanhã, para quebrar menos. Ah, tal lugar tem muito buraco. Quando passa no buraco quebra. Então vamos tapar o buraco. É muito mais simples do que eu ter que consertar uma máquina inteira. Então isso é uma das coisas que a gente veio aprendendo durante esse processo. E tem trazido bastante resultado. Tá sendo muito bacana participar disso. Eu ia até perguntar se a gente podia expor esse exemplo porque eu achei ele muito bom. Porque assim, é uma ação, não é uma ação fácil. Porque a fazenda é gigante. Não dá passar e tapando todos os buracos. Então pelo que eu entendi assim dentro do processo de irrigação, conforme você vai passando, você vai irrigando, às vezes vai fazendo alguns buracos. E aí ela para, ela pode até quebrar e tal. E aí a gente começou a conversar, tá, o que dá para fazer então gente para a gente diminuir a quantidade de paradas, diminuir a quantidade de quebras que a gente pode fazer a partir de amanhã, fazer essa semana. Pô, vamos tapar os buracos. Vai sair tapando tudo. Não. Vamos priorizar quais são os pivôs que estão com mais problema agora. E aí priorizou e saiu tampando. E aí eu acho que é legal que aí com o tempo a gente vai começar obviamente a medir e conseguir entender, pô, teve menos parada nesses pivôs que a gente topou. Relacionado, sei lá, qualquer outro período. Tá quebrando menos. Então a gente vai começar a conferir. E aí é isso, dessa conversa de tanto usar inteligência coletiva, parar para discutir o que realmente está doendo e o que a gente pode fazer como time para melhorar. Então achei que foi um case muito bacana.

E eu queria já aproveitar para fazer a sinapse com a Faria Lima. E é o seguinte. Gente, a Faria Lima é só uma brincadeira para os paulistas que estiverem nos ouvindo. É só uma brincadeira para falar do mundo corporativo. Mas é o seguinte, para fazer essa conexão que eu acho muito interessante disso aí que vocês estão falando. Que é o seguinte, quando muitas vezes a gente passa por empresas fazendo consultoria, eu tenho certeza que a Deia já ouviu isso também um milhão de vezes, que é o seguinte, gente, isso aqui não está funcionando. A gente não tem eficiência no processo. Porque é muito trabalho, muita coisa para fazer e as pessoas estão super sobrecarregadas e tal. E a gente não consegue entregar, não consegue entregar lá tal parte importante do projeto. Legal. O que que precisa? Muitas vezes a gente se depara com a seguinte resposta: precisa contratar mais gente. E quando a resposta é precisa contratar mais gente, pense duas vezes. Volte duas casas. Pense duas vezes e veja se realmente é contratar mais gente ou se tem alguma coisa na forma como a gente trabalha que precisa ser ajustada, melhorada. Aquele 1% que você vai adiante para mudar um pouquinho a forma de fazer e já começa a ver melhorias naquele processo. Trazendo para a história da fazenda com relação a esse exemplo da quebra de máquinas e tal. Quando a gente começou a falar dos problemas e vasculhar ali as dores, gente, o que que está ruim, o que que não funciona, as máquinas que quebram, é preciso fazer mais manutenção, etc. Muitas vezes a gente também ouviu duas coisas interessantes que se relacionam com precisa contratar mais gente. Um foi precisa contratar mais gente também. Um clássico de quando as coisas não funcionam. Certo? Ah, precisa contratar mais gente porque mais gente vai resolver o problema. Gente, mais gente só lembrando aumenta os canais de comunicação, aumenta a complexidade, dificulta tudo. Então esse é um ponto. E outro ponto foi comprar mais máquina, comprar máquina nova. E contratar mais gente. Então essas coisas resolveriam o problema, alguns problemas que a gente estava trabalhando ali com as equipes. E aí muito curioso porque a gente chegou e deu essa restrição. Sabia que vocês iam fala, contrata mais gente e compra mais máquina. Mas aqui a regra, a condição é, pessoal, não vale dizer contrata mais gente e compra mais máquina nova. Não vale dizer isso. Tem que ter alguma outra forma de fazer as máquinas quebrarem menos. Que é um problema inerente ao negócio, certo, ao negócio agro. Não é do grupo, é do negócio como um todo. E aí foi muito engraçada a reação das pessoas assim. Ah, meu Deus, poxa, mas se eu não posso comprar mais máquina, como é que eu vou resolver? Eu falei, gente, tem como resolver. Vamos pensar, pouquinho de criatividade aqui. Tenho certeza que a gente vai sair do outro lado. E aí surgiram essas ideias tão simples quanto, por exemplo, como a Yasmin estava citando, vamos tapar alguns buracos das áreas onde as máquinas têm que operar. Porque quando elas passam ali elas quebram, elas quebram com alguma frequência. Então como é que eu faço para quebrar menos. Não é só comprar mais. Exato. Mas como é que eu faço para ter o melhor aproveitamento dos equipamentos que eu já tenho. E aí a gente medir e acompanhar, pô, realmente quebrou menos. Então isso pode ser parte do processo agora. Se eu for plantar, será que não faz sentido eu revisar lá os pivôs e ver se tem muito buraco e tapar antes mesmo de começar a plantar. E aí é um aprendizado que eu começo a incluir no meu processo. Que aí consequentemente ao longo do tempo vai fazendo com que eu quebre menos, com que eu tenha menos manutenção dado o buraco no pivô, dado o buraco ali no terreno. Então acho que é interessante não só, ah, vamos fazer essa ação agora. Não, vamos fazer essa ação agora, vamos ver se ela fez sentido, vamos medir. E aí vamos incorporar essa ação ao longo do tempo pra ver se, poxa, a gente adiciona isso como parte do processo. Exatamente. Essas ações, esse aprendizado, eles são pra serem implementados dentro do nosso ano, dentro da nossa operação. Não são pra ser feitos agora que a gente tá fazendo, ok, encerrou o nosso projeto, acabou, nunca mais olha pra isso. Não, de jeito nenhum. Isso é pra ser incorporado, trazido pra dentro das nossas rotinas mesmo.

Já indo pro final aqui do nosso episódio, gente, queria entender, a gente falou bastante da fazenda, das melhorias que a gente tem feito ali na fazenda. Mas até pra quem tá ouvindo, como vocês acham que o mercado agro como um todo, expandindo pra além da fazenda, pode se beneficiar dessa forma diferente de trabalhar, dessa forma diferente de fazer gestão. No meu ponto de vista, eu acho que a porteira pra fora, o mercado como um todo se beneficia bastante disso. A gente entrega na qualidade que a gente tá entregando, na nossa competitividade no mercado. Se a gente é mais eficiente, se a gente faz as coisas de uma forma melhor, até talvez indo pra uma linha de certificação, a rastreabilidade do produto. Na visita que nós tivemos na fazenda, eu contei um case de certificação pra Fernanda, pra as meninas que estiveram lá nos acompanhando. Quando nós iniciamos a plantar algodão, nós não conhecemos tanto do mercado. Faz alguns anos, somos do agro há muito tempo. Mas o algodão, que é a cultura nova entrante, no momento que nós iniciávamos era um desafio. E falamos, ok, a gente tem que produzir isso com qualidade. Porque sempre foi um critério muito forte pra gente, entregar sempre produtos de qualidade pro mercado. E nisso a gente falou, ok, como que a gente vai garantir que a gente vai entregar um produto de qualidade aqui no mercado. Vamos atrás de certificação, vamos atrás de certificações que fazem um sentido mais voltado pra organizadores internacionais e processos internos. E nós fizemos mudanças dentro de processos, pessoas, dentro de processos de cumprimento GNR, dentro de processos simples que nem sempre são recursos, nem sempre são investimentos, mas sim alinhamentos de atividades, alinhamentos de trabalho que garantem que eu produza um produto de melhor qualidade, que entregue isso pro mercado. Até comentei recentemente com o Fernando que nós conseguimos acessar mercados internacionais bastante exigentes. A gente conseguiu vender um lote aí pra um mercado bem de nicho, de produção de tecido de nicho. E isso é resultado de um trabalho de qualidade, de um produto de qualidade que a gente vem entregando. E dentro dessa melhoria contínua, acredito que a agilidade dentro da empresa também vai refletir no melhor produto que eu vou entregar, melhores colaboradores que eu vou ter mais satisfeitos, uma sociedade mais feliz em volta da fazenda. Enfim, eu acho que tem uma série de oportunidades nisso daí, desde se tornar um lugar mais legal pra trabalhar até um produto melhor que eu estou colocando disponível.

Só um adicionado aqui na Paldares Mendes. Que como tem uma preocupação muito grande do grupo, do Grupo Celeiro, com as pessoas que ali estão. Eu acho que só ia fazer uma conexão das pontas. Porque acho que o resultado desse algodão de alto nível de qualidade, de excelência, que foi depois aí ganhou essa certificação, que tem esse mercado internacional que é muito exigente, e a gente ter seguido, ter alcançado esse padrão de qualidade. Pra mim que estou agora aqui fazendo operação, botando fé na terra, conversando com as pessoas e vendo como funciona o dia a dia, essas coisas estão diretamente relacionadas. Você ter pessoas que estão motivadas e conectadas com aquele propósito maior ali da fazenda resultam em uma entrega de maior qualidade. Então, no corporativo, a gente pode estar falando de um projeto XPTO ou num time de desenvolvimento de software, a gente está falando de um sistema top que a gente entregou, pô, super qualidade, que tem, né, fácil de usar e que foi um sucesso. Algum down extremamente valioso no mercado de alto padrão, alto índice de qualidade, num mercado extremamente exigente que compra, claro, né, e processa todo esse produto. Eventualmente isso volta pra gente na cadeia produtiva em formato de roupa, vamos dizer assim. Mas eu acho que essas coisas são muito relacionadas. E aí tem uma lei de Conway que a gente fala muito, que ela é muito aplicada pra software inclusive, mas que ela fala algo que reflete isso que a Yasmin estava comentando agora. A qualidade daquilo que você entrega na mão do seu cliente reflete a forma como você está estruturado dentro de casa. Como as pessoas estão trabalhando juntas, como elas se comunicam, como elas se relacionam, como elas colaboram, como elas constroem. Então, acho que é o prazer é todo nosso, a honra é todo nosso de estar lá e poder ajudar a desenvolver isso um pouquinho mais, trazer ainda mais estrutura pra algo que vocês já fazem muito bem. Então, acho que é isso aí. No final das contas, a gente sempre termina essa conversa falando sobre pessoas. E como elas são essenciais nesse processo. Apesar de ser do agro ser muito tech e ter muito maquinário de alta tecnologia envolvido, conectado com sistemas e tudo mais, no final do dia, gente, tem o ser humano ali operando o sistema, operando a máquina. Então, acho que isso faz uma diferença enorme na qualidade daquilo que a gente está entregando aqui. Total. Apesar de ser um trabalho muitas vezes manual e muitas vezes repetitivo, vai ser via criatividade dessas pessoas que a gente vai resolver os problemas e pensar em melhores maneiras de inovar ali dentro. Então, vão ser as pessoas que vão trazer, que conhecem o dia a dia, que estão lá, que vão saber, puxa, e se a gente fizesse tal coisa diferente. Não vai ser o maquinário, né, o maquinário vai trazer números. Mas quem vai tirar essas conclusões são as pessoas que estão lá todo dia vivendo as dores e delícias do agro. E eu sempre digo que o agro é tech, o agro é tudo, o agro é vida. E o agro é pop, gente. Sério, é uma experiência que eu recomendo todo mundo ter um dia, botar o pé na terra desse nível, em ação. É emocionante, assim, ver o Brasil acontecendo na sua frente. Inspirador, hein?

Meninas, muito obrigada por terem aceitado. Pela experiência, foi muito que o Efe trouxe. Acho que a gente aprende tanto quanto vocês, sabe, Yasmin. Quando a gente vai, a gente tem a oportunidade de ir num negócio totalmente diferente e ver a paixão das pessoas e o cuidado que a gente tem com elas. A gente acaba aprendendo muito também com vocês. Então, agradecer muito essa experiência da gente estar trabalhando junto. E pedir pra vocês aqui, vocês me passam o contato de vocês, quiserem dar um recadinho agora do coração. Agora é o momento do recado do coração. Seja sobre agro, sobre agilidade, sobre o que for. Quer falar sobre as redes sociais, quer mandar um beijo pra alguém, esse é o momento.

Queria agradecer muito a Yasmin e ao Grupo Celeiro como um todo e também a Thaís Dario, a pessoas que em conjunto conosco nos trouxe essa oportunidade aí pra gente fazer esse trabalho. E de novo, acho que a oportunidade tá sendo enorme pra gente de conhecer mais sobre o agro de verdade e poder contar essa história pro mundo, saber, poder desmistificar várias coisas, romper com vários estigmas, de mostrar que existe um agro diferente, muito humano, muito cuidadoso, muito sustentável, querendo realmente fazer a diferença através daquilo que entrega e através das pessoas que estão ali envolvidas. Então, está sendo uma oportunidade enorme e agradecer mesmo. Obrigada, Fernanda. Bom, gostaria também de agradecer a oportunidade de estar aqui, falando um pouquinho mais do mundo do agro, trazendo um pouquinho mais do dia a dia das pessoas que não estão desse lado da mesa, que não conhecem essa realidade. Estamos abertos à disposição aqui pra conhecer um pouquinho mais, pra gente trocar mais experiências também. E também agradecer a oportunidade de estar aprendendo a metodologia ágil e várias trocas que não dizem, às vezes, não só exatamente sobre a metodologia ágil, mas enfim, todo o nosso convívio, todas as trocas, todas as conversas que nós tivemos foram bastante consultivas. E também agradecer aqui a Thais Dario e as pessoas que promoveu esse encontro entre a GCS e a K21. Agradecer mais esse momento aqui com vocês. Obrigada.

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