
Ep. 290 - Case OrgFlow: como apoiar a Jornada dos Colaboradores com ferramentas de IA?
Resumo rápido
O OrgFlow é uma ferramenta interna da Nower/K21 criada em cerca de dois meses por uma dupla não-técnica (uma líder de pessoas e um consultor) usando vibe coding com IA. Nascida de um prompt para resolver dores de trabalho manual e falta de visibilidade da estrutura organizacional, a ferramenta unifica políticas, comunicados, calendário e feedback em um único hub, reduzindo carga cognitiva e apoiando a jornada do colaborador. O case ilustra como liderança ativa, feedback contínuo e desenvolvimento iterativo com IA transformam processos corporativos sem depender de times de tecnologia tradicionais.
Capítulos
- 00:27O nascimento do OrgFlow: do incômodo ao primeiro prompt
- 03:24A origem: resolvendo dores manuais com inteligência artificial
- 06:55Experiências anteriores e o diferencial do vibe coding
- 09:12Adoção e feedback: ouvindo os usuários no dia a dia
- 16:55Desenvolvimento iterativo e a priorização do feedback
- 34:36O papel da liderança na transformação com IA
- 48:20NR1, bem-estar e conselhos finais para quem quer criar com IA
Frases do episódio
“Aí eu falei, putz, chegou a hora, né? Já devia, na verdade já passou da hora da gente não ter que ficar fazendo mais isso no mural.”
04:15
“passa por eu meter a mão e sujar a mão pra construir as ferramentas, que permitem ela operar dessa forma”
37:17
“aprendam o que é desenvolver produto, como faz isso de uma forma de certa, para não estar gastando dinheiro ou esforço nas coisas erradas, né, e construir produtos que as pessoas realmente queiram utilizar.”
49:51
O que você vai ouvir neste episódio
- Akemy Brandão e Raphael Montenegro explicam como criaram o OrgFlow em menos de dois meses usando vibe coding.
- A ferramenta eliminou processos manuais e automatizou a distribuição de comunicados e políticas internas para as equipes.
- O uso de filtros no OrgFlow auxilia no cumprimento da NR1 ao direcionar informações e promover a saúde mental.
- O papel da liderança ativa foi fundamental ao colocar a mão na massa para impulsionar o uso estratégico de IA.
- A construção do produto adotou ciclos rápidos de entrega e coleta constante de feedbacks diretamente dos usuários finais.
Temas discutidos
O episódio aborda a convergência entre gestão de pessoas, inteligência artificial e cultura de produto. A criação do OrgFlow exemplifica como a adoção de metodologias ágeis e o uso de IA sem dependência de times tradicionais de tecnologia podem resolver dores operacionais do RH. Além disso, a iniciativa conecta o desenvolvimento de softwares internos a exigências de conformidade e bem-estar, como a nova NR1, demonstrando o papel estratégico da liderança na modernização de processos organizacionais.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é recomendado para líderes de recursos humanos que buscam automatizar processos operacionais, gestores de produto interessados em casos práticos de desenvolvimento acelerado por IA e executivos que pretendem incentivar a inovação interna e o uso estratégico de tecnologia em suas equipes.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
O que é o OrgFlow e qual problema ele resolve?
O OrgFlow é um hub digital desenvolvido para apoiar a jornada do colaborador na Nower e na K21. A ferramenta foi criada para eliminar trabalhos manuais e repetitivos na área de pessoas, centralizando a distribuição de comunicados, políticas internas e estruturas organizacionais de forma automatizada e eficiente.
Como a ferramenta foi desenvolvida sem uma equipe tradicional de TI?
O produto foi idealizado a partir de um prompt e construído por meio de vibe coding. O processo reuniu uma psicóloga atuando como Product Owner e um líder de negócios no papel de desenvolvedor, permitindo colocar a aplicação no ar em menos de dois meses com foco em entregas rápidas.
De que forma o OrgFlow se conecta com as diretrizes da nova NR1?
O OrgFlow utiliza filtros inteligentes para direcionar informações específicas a quem realmente precisa, além de oferecer canais para coleta de feedbacks. Essas funcionalidades ajudam a evitar o excesso de informação, contribuem para o bem-estar e a saúde mental dos times e apoiam o cumprimento das exigências da norma.
Sobre este episódio
O episódio 290 do Love the Problem apresenta o case do OrgFlow, uma ferramenta interna da Nower e da K21 que unifica políticas, comunicados, calendário organizacional e feedback em um único hub para apoiar a jornada do colaborador. Criada em aproximadamente dois meses por Kemi Brandão (líder de pessoas e PO) e Rafael Tio (consultor e desenvolvedor de vibe coding), a ferramenta nasceu de um prompt simples que identificava a dor de manter atualizações manuais em murais de post-it e comunicados repetitivos. O desenvolvimento seguiu um modelo iterativo de fatias pequenas, com a seção de feedback implementada como uma das primeiras funcionalidades, garantindo que a evolução da ferramenta fosse guiada pelas necessidades reais dos usuários. O case contrasta o OrgFlow com experiências anteriores, como a ferramenta de mercado Glass Frog e a ferramenta interna 'porco biônico', destacando a velocidade e a customização extrema do vibe coding. A discussão abrange o papel transformador da liderança, que saiu de um papel passivo de idealizar e delegar para um papel ativo de construir ferramentas com as próprias mãos. Kemi conecta o OrgFlow à NR1 e aos fatores psicossociais, mostrando como a centralização de informações, a redução de carga cognitiva e os canais de feedback atendem a requisitos de saúde e segurança do trabalho. O episódio encerra com conselhos práticos para profissionais de áreas não-técnicas que desejam criar produtos com IA: aprender desenvolvimento de produto, manter empatia com o usuário e buscar aprendizado estruturado.
Transcrição completa
Hoje estamos aqui para falar de um case, para contar um pouquinho sobre uma ferramenta que a gente tem aqui internamente na Nower e na K21 e que teve um desenvolvimento curioso. Pessoas de papéis, pessoas aqui que se tornaram desenvolvedor, PO e como que isso aconteceu com o uso da nossa maravilhosa inteligência artificial. É Akemi, PO e Chewbacca, desenvolvedor de vibe coding. Vamos começar contando essa história. Akemi, me conta um pouquinho de como é que você, psicóloga, líder da área de gestão de pessoas, virou Product Owner. O que aconteceu? Era uma terça-feira comum. De repente, encontrei o Tio em uma sala virtual. Ele queria me mostrar uma coisa e começou a compartilhar uma tela de algo que ele estava pensando enquanto um produto, para resolver uma dor nossa. Eu falei, uau, que maravilha, vamos. Então foi assim que começou, a partir de uma necessidade que o Tio identificou enquanto real ali dentro da estrutura e um prompt. E o mais interessante é a história que tem quase dois meses e de uma ferramenta que já está no ar, que todo mundo da empresa já tem acesso e já está usando no dia a dia.
Eu acho que essa história de começo é muito significativa pelo fato de que, para toda essa experiência do que tem sido aqui dentro da K21 e da Nower, mas provavelmente para outras empresas também no mercado, tem sido essa experiência de resolver problemas agora de uma forma diferente, dado o advento da IA e de ferramentas de vibe coding. Foi de um incômodo, de um problema muito específico, que eu estava tentando resolver sobre visibilidade e clareza da nossa estrutura. Boa parte dos problemas ou dores que a gente estava tentando endereçar no começo vinha de uma natureza de eu quero me livrar de trabalho manual. Porque se eu não me engano, foi um dia que a Kemi me mandou uma mensagem e falou assim, Tio, e sabe aquele documento que a gente tem que atualizar sempre quando tem uma mudança aqui de pessoa, de time? Que é um negócio no mural, que a gente tem que ficar lá mexendo em post-it, escrevendo na mão? Preciso que você faça alteração. Aí eu falei, putz, chegou a hora, né? Já devia, na verdade já passou da hora da gente não ter que ficar fazendo mais isso no mural. E juntou com algumas outras dores, a Kemi cansada de ter que ficar escrevendo post de aniversário pra botar no Telegram. De muitas dores que tinham essa natureza de trabalho manual repetitivo que consome a gente no dia a dia. E o especial da coisa aqui, as cabeças de duas pessoas com muita visão sistêmica das nossas necessidades, do momento da organização, de pra onde a gente tá querendo ir, pra através de um prompt a gente começar a visualizar o que seria o nosso OrgFlow. A sigla de OF, ela não é intencional, só pra deixar claro, ela é só uma coincidência da vida, mas que é uma ferramenta que serve pra gente dar visibilidade, acesso a muitas coisas. A gente tem que ter um prompt de informação, gestão do conhecimento, facilitar a conexão, facilitar a tomada de decisão no dia a dia pra os colaboradores da Nower e da K21 funcionar meio que como esse hub de uma jornada de vivência dentro da nossa empresa.
E tem muitas empresas hoje que têm desafios em relação a manter as pessoas alinhadas, divulgar informação, garantir que essa informação tá fluindo pela estrutura da maneira adequada, ter clareza das estruturas, papéis, responsabilidades, equipes, políticas que tem dentro da empresa e as pessoas precisam ter fácil acesso, fácil atualização. E o OrgFlow chega pra dar suporte nessa jornada do colaborador pra que se tenha maior clareza, melhor comunicação, mais alinhamento. E aí, como é que foi o passo dois? Se o passo um foi o primeiro prompt, como é que foi depois disso? Uma das inspirações veio de uma experiência prévia nossa utilizando uma ferramenta de mercado chamada Glass Frog, que a gente internamente carinhosamente chamava do sapo. O Glass Frog tinha esse intuito, muito pautado na perspectiva de holacracia, de ajudar as pessoas a entenderem qual a estrutura da organização, o que acontece quando, quais são as políticas, o que eu posso ou não posso fazer, cadê a informação que me diz quem são as pessoas, os papéis delas. E a gente tem que ter uma ferramenta de mercado que não necessariamente reflete exatamente o que é a nossa realidade, a nossa cultura, e tendo que adaptar às vezes o nosso modelo de operação pra ferramenta ao invés do contrário, que é talvez nenhum dos axiomas mais clássicos quando a gente fala de agilidade, que é a gente não se adaptar à ferramenta, mas sim a ferramenta se adaptar à nossa necessidade. E depois a gente teve uma segunda experiência que foi já desenvolvendo a nossa própria ferramenta, a ferramenta de gestão de contratos e do dia a dia do trabalho de consultoria, o nosso famoso porco biônico, que aí já foi um modelo mais clássico, a gente falou, essa ferramenta faz sentido a gente desenvolver pra adequar bem a nossa necessidade, o nosso modelo, mas a gente tinha ainda um time de desenvolvimento olhando pra essa ferramenta. Já o OrgFlow, ele nasce nesse lugar muito diferente que é através de vibe coding, tendo um outro aspecto de velocidade, de capacidade de implementação, de complexidade muito mais reduzida e extrema customização pra exatamente o que a gente precisa. E toda essa jornada contribuiu pra gente chegar aqui sabendo fazer esse tipo de coisa melhor. Num primeiro prompt ali que era só um mockup, mas que mostrava um pouco da ideia, até a gente gradativamente ir implementando e achando as próximas fatias, as próximas coisas a serem colocadas.
E acho que isso tem sido parte fundamental no processo da maneira como a gente tá desenvolvendo essa ferramenta, que é não ter essa visão muito idealizada, longe, futura, mas sim de ir entendendo dia a dia o que é que as pessoas tão fazendo na ferramenta, como que elas estão usando, qual é o próximo problema que a gente quer resolver e assim vai. E o que apoia que a gente tenha de fato uma adoção, toda vez que a gente tem algo novo, muda um processo, muda uma ferramenta, um dos grandes desafios é da adoção. E parte que tá sendo importante pra apoiar essa adoção é a gente tá perto das pessoas pra ouvir a necessidade delas. E ouvir inclusive, isso aqui poderia ser diferente, não tá resolvendo totalmente o que eu preciso. Então isso tá ajudando a gente a priorizar o que é a próxima fatia, o que é mais importante pra aquelas pessoas que estão usando. A ferramenta hoje já deixa uma dica que a gente quer isso por ter uma seção de feedbacks que a pessoa pode trazer sugestão, relatar a necessidade. Então a gente consegue do nosso olhar, do ponto da estrutura, falar não, já existem essas necessidades aqui e às vezes essa seção de feedbacks, de sugestão, ajuda a confirmar na nossa listinha. A gente consegue fazer uma lista que a gente tem de ideias e possibilidades inúmeras, agora com a inteligência artificial, a priorizar e validar. Não, de fato isso é uma necessidade do nosso usuário, não é só a necessidade da estrutura do nosso lado enquanto uma gestão, uma área de liderança. Saber onde vai buscar, como buscar e o atalho mais rápido. A gente tá botando campo de busca em tudo quanto é lugar, porque a gente quer facilitar a vida desse usuário e aumentar essa adoção pra que vire de fato o que eu preciso pra entrar lá, nesse hub de grande apoio pra jornada do colaborador. Seja pra entender a estratégia e saber onde eu acho a informação, ou seja pra algo super simples do dia a dia, como eu solicito um reembolso, são necessidades reais. Ou parte do onboarding, como é que eu conheço a estrutura, quem faz parte dessa empresa, quem é do financeiro. Essa ferramenta também ajuda.
Uma coisa legal é que todo dia que eu abro o OrgFlow, eu descubro uma coisa nova que ou eu não tinha visto ainda ou não tava lá mesmo no dia anterior. Sempre tem alguma novidade, alguma coisa rolando, e isso gera engajamento. Essa distância encurtada entre o feedback e absorver aquele feedback, ela faz muita diferença no engajamento de quem tá usando a ferramenta. Meu feedback foi pra lá, foi ouvido, tem uma novidade ou o meu não foi ouvido ainda, mas já tem uma coisa nova aqui que não tava aqui ontem. Então possivelmente daqui a pouco esse problema meu vai ser resolvido também. E pensando no nosso passado, de antes de dois meses atrás, onde a gente tinha várias ferramentas pra diferentes propósitos e muitas delas foram se unificando aqui. Dependendo se eu queria ver um comunicado interno, eu tinha que entrar na intranet. Se eu queria ver uma política, eu tinha um lugar específico pra acessar a política do tipo X. Se eu queria outra política, era outro lugar. Se eu queria saber como tava a nossa estrutura, era outra ferramenta. E agora, quando a gente consegue colocar essas necessidades, eu preciso entender como a empresa funciona, ou como a empresa tá funcionando agora. E isso traz tanto um conforto cognitivo pra quem tá usando, quanto essa sensação de que as mudanças e a melhoria constante, elas são mais fáceis de absorver. E a gente teve um olhar de entender que hoje a gente tem um fluxo de informação vindo de todos os lados enorme, e isso tem um impacto no bem-estar da pessoa, porque é uma carga cognitiva a mais. Então, olhando pra essa questão de saúde mental e bem-estar, a gente implementou algumas coisas pra ajudar nessa redução de informação pra quem não precisa e direcionar pra quem precisa daquela informação. A pessoa consiga receber informação de fato que ela precisa, e não todo mundo recebe tudo o tempo inteiro, que gera aquela carga cognitiva que não necessariamente ela precisa ter. E se a gente fizer um filtro, um direcionamento pra esse tipo de informação, política, essa área, justamente pensando nessa questão de informação pra quem precisa, diminuir essa carga cognitiva e olhar também pro bem-estar daquelas pessoas que estão consumindo muita coisa o tempo inteiro.
Alguns dos feedbacks que a gente recebeu foram de pessoas falando do tipo, olha, pra eu que sou uma pessoa estruturada, que tenho essa necessidade de estrutura, de clareza, o OrgFlow já tá me ajudando muito a saber que eu tenho um lugar agora onde eu procurar, onde eu ter como base da realidade. Esse foi um feedback explícito que a gente recebeu, e que vai nessa direção da gente ir entendendo, talvez, o que nasceu ali a princípio de uma necessidade mais voltada a vamos tentar eliminar alguns processos manuais, vamos tentar automatizar coisas que a gente já faz no dia a dia, ganhando naturalmente, organicamente, também uma outra relevância, importância pras pessoas. Acho que essa jornada de desenvolvimento do OrgFlow traz também um aspecto de muito aprendizado sobre como é desenvolver ferramentas dessa natureza, ferramentas internas, ou produtos, através desse modelo de vibe coding. O que a gente priorizou, ao contrário do que talvez muitos produtos fariam, que é primeiro acelerar novas funcionalidades, novas features, uma das primeiras coisas que a gente priorizou, logo depois de ter ali o que a gente julgava ser a primeira fatia muito crucial, que já entregava algum valor pra nossa estrutura, foi implementar uma ferramenta pras pessoas darem feedback e um analytics. Essa foi a terceira ou quarta coisa que a gente implementou na ferramenta como um todo, justamente pra ter essa capacidade de trocar com elas.
E falando do nosso grande time de desenvolvimento dessa ferramenta, nossa dupla de dois, acho importante falar que tudo isso a gente fez de uma forma muito rápida, mas não só nessa dupla de dois. A gente teve apoio e colaboração de muita gente, principalmente dos usuários. De todas as pessoas que deram ali o feedback e sugestão, mas por que não isso? Por que não aquilo? Inclusive aquelas que a gente falou, poxa, a gente não vai priorizar isso agora. Também é um exercício muito difícil de se fazer, porque agora que a gente, a restrição fica mais tangível, de não é a outra pessoa do time falar, não dá, a gente não dá, não tem capacidade, ou vai fazer, mas daqui a seis meses. É muito mais difícil falar esse não e ter essa clareza de, tá bom, isso resolve o problema de uma pessoa, vai entregar um valor real aqui pra todo mundo. Tivemos uma exploração muito grande da estrutura como um todo e também outros papéis importantes que a gente acionou durante esse processo, por exemplo, um olhar do jurídico, pré-jurídico, antes da gente lançar, vem cá, olha aqui pra gente quais cuidados que a gente precisa ter, inclusive com o LGPD, essas informações que estão aqui, quais são os passos que a gente precisa seguir pra garantir que isso seja seguro, que esteja bem confiável. E também da parte técnica, de alguém que tinha esse olhar de segurança da informação, porque por mais que a gente tenha ferramentas de IA pra trabalhar com a gente hoje, a gente entende que tem um aspecto humano técnico que precisa olhar, revisar, quando a gente tá lidando com informações pessoais, sensíveis informações da estrutura, da organização. Por mais que a gente tenha várias camadas ali de segurança, a gente ainda precisava ter essa validação técnica de especialista da área. É importante trazer esse ponto, principalmente no assunto que a gente tá tratando, que envolvem as pessoas, a parte da jornada do colaborador. No OrgFlow, a gente começa a integrar ainda mais ferramentas pra ter essa jornada inteira, ou muito próxima do inteira, ali no OrgFlow, pra ressaltar como é importante, não é a inteligência artificial que vai fazer tudo, a gente vai precisar em vários momentos do olhar humano, do bom senso, do olhar crítico, e entender de fato o que entrega valor, além dessa questão toda do olhar técnico, cuidado, segurança e por aí vai. E é muito legal entender, na prática, vendo um case desse de vocês, como a gente consegue começar com o experimento e validar e crescer esse experimento de forma responsável, trazendo principalmente esse olhar de outros especialistas, trazendo um olhar de cuidado pra essa escalabilidade.
Vou contar um pouco das funcionalidades do OrgFlow. Uma coisa que eu gostei muito, logo na tela inicial, quando eu abro o OrgFlow, tem o calendário da semana. Quando tem um evento importante que todo mundo precisa saber, eu já sei quando ele vai acontecer. E depois tem os comunicados internos, e nos comunicados internos eu vejo todos aqueles que alguém colocou pro meu perfil ver. Todas as pessoas da Nower precisam ver, vai aparecer pra mim. Todas as lideranças precisam ver, vai aparecer pra mim. E eu consigo também fazer comunicados, e essa semana teve check-in de OKR, eu sou responsável pelos comunicados do check-in de OKR, e a Kemi já me ajudou aqui, porque foi uma das primeiras vezes que eu fiz um comunicado, pra quem que eu mando, quais são as pessoas que vão visualizar isso, qual é a mensagem. E eu amei que quando você vai escrever a mensagem, ele já pede pra você ser sucinto, se a mensagem estiver muito longa, ele já te sugere que talvez ela possa ser um pouquinho mais curta, você colocou algum link de acesso, algum documento complementar pras pessoas, então já vai tendo ali uma formatação da mensagem que ajuda nessa organização, e depois ela passa por um processo de aprovação, a Kemi vai lá, ela olha, ela pode aprovar, ela pode me dar feedback, ajusta isso aqui, e o comunicado funciona super bem. Tem uma outra parte, que é a parte de feedback. Poxa, fui tentar fazer um negócio, não funcionou, não era do jeito que eu esperava, senti falta de alguma informação, posso ir lá dar um feedback. E tem uma parte que me dá um conforto absurdo que é políticas e guias. Porque aí eu chego aqui, reembolso, eu peço reembolso às vezes com um espaçamento muito longo, e toda vez que eu vou pedir reembolso, eu preciso lembrar da política, porque eu não faço isso todos os dias. E agora eu consigo achar facilmente como é a política de reembolso. Tem várias políticas que a gente precisa que as outras pessoas saibam, e que muitas vezes a gente fica ali no um a um, lembrando, ajudando. E agora eu posso virar pra pessoa, no OrgFlow tem essa política, tá aqui, olha lá, vê como é que tá.
Tem uma história legal de como é desenvolver com a IA. Foi justamente na parte do Comunica. Essa ferramenta de comunicação interna, esse feed de anúncios, mensagens, essa newsletter interna, ela tinha um aspecto muito um pra muitos, especificamente a Kemi ou em outros momentos com outras pessoas, mas colaboração também, mas principalmente saindo dela, construía isso e mandava pra empresa toda. E a gente já partiu de um pressuposto quando a gente começou a pensar em como que a gente ia traduzir ela pro OrgFlow e falar, a gente quer descentralizar isso, a gente quer que todo mundo possa utilizar o Comunica como um feed de troca de informações importantes. A gente já tinha essa premissa colocada pra não transformar uma pessoa num gargalo, que depende de tudo, toda comunicação que tem que ser feita depende daquela pessoa. Então quebrar isso, mas também como ferramenta de engajamento, se todo mundo pode escrever, se todo mundo pode trazer, compartilhar, a ferramenta vira de todos, e isso aumenta muito o engajamento. A partir disso, a gente leva pro Lovable, desenvolve a primeira versão e aí a gente chega nesse ponto e fala, olha, mas será que a gente quer mesmo deixar todo todo mundo poder postar livremente? Aí vem um pouquinho da preocupação que Kemi naturalmente traz de como que a gente faz pra também não deixar as coisas completamente abertas, descentralizadas, cuidado ali sobre o volume e qualidade da informação, que é super legal, mas a gente ainda assim mantendo a filosofia original da coisa. Então vamos fazer como uma ferramenta de moderação. Todo mundo posta, mas a gente tem uma revisão, a gente também continua descentralizado, mas com qualidade. Até chegar na ideia de falar, e se pra gente garantir ainda mais qualidade, a gente trouxesse essa perspectiva de um guia de postagem, pra gente ensinar as pessoas a melhor forma de escrever dentro do Comunica. E aí Kemi montou, a princípio, uma visão com as dicas e sugestões do tom de voz, tamanho das mensagens, preocupação de horário, de quando postar pra gente não ficar mandando mensagem fora de horário de trabalho, fim de semana, coisa do tipo. Mas aí veio a minha expertise de design e falou, e se, ao invés de a gente simplesmente colocar lá, porque a ideia original era a gente colocar uma política, um link pra olha aqui, lê esse documento. Aí eu falei, e se a gente integrasse isso na interface? E aí eu peguei o documento que Kemi tinha criado, mandei pro Lovable, o Lovable falou, analisa esse documento, a gente quer implementar essas dicas e guia pras pessoas postarem, mas eu quero fazer isso de maneira integrada com a interface. Que ao invés da pessoa ter que parar e ler um documento todo de uma vez só, conforme ela vai postar, dentro do fluxo natural da interface de postagem, ela vai recebendo as dicas na hora certa. E na mistura disso tudo, chegou nesse formato, onde o Lovable mesmo pensou nessa estrutura e nos pontos onde todas aquelas dicas poderiam ser incluídas pra deixar como um fluxo mais natural em termos de experiência do usuário, de interface, ser uma experiência mais fluida de postagem. Quando a gente fala que existem políticas, existem guias, existe uma forma de fazer, não quer dizer que é aquela burocracia tradicional, padrão que a gente pensa. Muitas vezes, quando a gente fala, nossa, fiz uma política, é aquele documento com 42 páginas que você precisa ler. Então, essa mentalidade de manter as coisas enxutas e úteis, ainda que a gente precise direcionar e a gente precise ter um nível de moderação, ela faz toda a diferença pra que a gente consiga colocar isso em prática.
E nesse fluxo de colocar em prática, a gente tá construindo, a gente tá fazendo, a gente tá ouvindo as pessoas, às vezes tem aquele passinho ainda que é, tá bom, agora vamos lá nos times apresentar e mostrar como é que usa, vamos fazer junto. E acho que um passo que foi até legal, foi visitando os times, pedia pra alguém lá, fulano, compartilha sua tela comigo e abre, quem topa ser esse voluntário pra usar com a gente a ferramenta? Até uma dica de adoção. Ah, vê ali como é que faz um post, abre aí a pessoa, começa a escrever, dava logo um tom de, o que é que eu vou escrever? O que você quiser. Agora bota pra enviar a pessoa. Meu Deus, eu vou enviar. Calma, olha aqui embaixo, vamos junto, fica tranquilo. Num lugar de, fica tranquilo, tem esse guia que vai te direcionar como mandar, a gente vai ler junto depois ali, vou olhar com os admins, nesse lugar de moderação, mas também de dar segurança e empoderar as pessoas que elas são donas daquilo também. Comunicação é nosso, é da empresa toda, e desmistificar que é algo super complexo. Às vezes pode ser mais simples, mandar uma mensagem simples, um título, super simples. E acho que tem uma dica aqui que é sobre não somente identificar as mesmas coisas agora numa ferramenta digital, mas é sobre a gente ir profundamente ali no problema que a gente quer resolver e deixar que a ferramenta ajude a gente a achar caminhos novos de resolver essas coisas, mantendo o foco no que a gente já aprendeu também no passado e como a gente fazia antes, mas permitindo a gente se olhar de uma perspectiva diferente e por esse olhar muito fatiado, qual é a maneira mais simples, mais fatiada, mais direta que a gente pode fazer com que as pessoas se engajem no objetivo do que a gente vai fazer, do que essa funcionalidade, do que essa ferramenta está tentando fazer, e não de tentar replicar tudo aquilo que a gente fazia ou que a gente olhava só que agora num lugar digital, que aí a gente vai caindo justamente nesse erro e nesse problema de replicar as mesmas ineficiências pra dentro agora de uma ferramenta digital, que vai ser muito pior de ser utilizada se a gente fizer isso. E nesse lugar, eu fui pensando sobre a adoção de IA, pra revisitar produtos, processos, tem que ter esse olhar de às vezes você precisa rever o processo e não implementar uma parte do processo. E acho que foi exatamente isso que a gente foi ali olhando e fez peraí, o que é que a gente precisa repensar e mudar pra não só replicar algo que não estava funcionando. E acho que isso é uma reflexão que não vem rápido, porque o automático é, vamos substituir esse pedacinho aqui e botar uma IA pra fazer, quando às vezes você precisa mudar uma mentalidade inteira. E acho que esse é um ponto que o Marcos Garrido fala muito, ele já gravou outros podcasts aqui com esse tema, tem vários treinamentos na K21 e ele é um grande incentivador da adoção interna, fala sobre o modo de pensar, o modo de pensar diferente. Não é só usar e fazer coisas com a IA como acelerador, mas repensar as coisas a partir do uso da IA. E é uma mudança de mentalidade, falar, pera, calma, para, dá dois passos, pensa de novo, é isso mesmo. Não é uma virada de chave tão rápida, mas é importante bater nela, é uma realidade já. E como desenvolvedor de vibe coding, fica a dica também, de que se na forma como a gente pede esses prompts, escreve pra IA, se a gente vai lá e tenta descrever exatamente tudo que eu quero que ela faça e já tenta inclusive descrever toda a solução, isso tende a ser normalmente bem mais ineficiente e bem mais custoso. Você gasta mais crédito e fica pior o resultado do que se na hora de pedir, eu deixar claro no prompt qual é o problema e resultado que eu estou querendo atingir e deixar a ferramenta tomar certas decisões, ou pelo menos dar sugestões de formas de implementar aquilo. É um caminho bem mais saudável que normalmente gera resultados muito mais eficientes, bem mais otimizados.
E agora eu queria explorar a questão de como foi o papel da liderança pra construção e pra colocar essa ferramenta em prática, porque dentro de uma organização, quando você vai mudar um processo que envolve uma mudança no uso do dia a dia pelos colaboradores, que envolve a jornada do colaborador, que envolve informações que a gente precisa ter, cuidados com legislação, a gente sabe que não dá pra fazer isso sem o envolvimento da liderança. Acho que tem uma parte que vem até antes do OrgFlow, que começou há algum tempo atrás, que é do incentivo dessa mudança de mentalidade, e da gente conhecer, experimentar, usar internamente, melhorar o que a gente faz a partir desse uso, mudança dessa mentalidade. Veio algo estimulado pela liderança, que são os grandes pioneiros desse uso e dessa adoção, inclusive pra construir outras ferramentas internas. Tanto fazendo movimentos internos pra ajudar a capacitar as pessoas, ferramentar sobre o uso, mudança de mentalidade, e depois inclusive nesse lugar de participar da ideação. No dia 17 de abril, a gente chamou, vem cá ver isso aqui, nossa, muito legal, vamos, como a gente apoia, deram esse lugar de incentivo bem grande pra que se fizesse essa ferramenta pra ela colocar de pé. E até dicas práticas, o Garrido é uma pessoa que usa mais tempo, conhece bastante as ferramentas, a gente tá tentando ir por esse caminho, o que é que você acha de colocar à disposição? E nesse olhar de o que é que é importante dentro da estrutura pra estar ali, nesse lugar de liderança, parte da informação é muito importante, a gente entende que é um problema importante pra gente resolver, de estar ali, as pessoas tendo acesso, a gente disseminar mais rápido a informação, ter ali as políticas, os guias de forma clara, esse lugar de incentivo que a gente desse, facilitar se essa informação fluir e esse acesso também.
Pra mim, pessoalmente, tem sido uma jornada muito legal, desde que a gente tomou essa decisão internamente, dentro da K21, de que a gente ia incorporar essa perspectiva de IA como ferramenta de trabalho transformacional do nosso dia a dia operacional, tem sido muito transformador repensar parte do meu papel como liderança, inclusive, e do que eu sou capaz agora de fazer, a partir de uma posição de liderança, com o uso dessas ferramentas. Porque se a gente pensar em três grandes pilares que normalmente vão estar envolvidos no papel de liderança, a parte do olhar das pessoas, do olhar do negócio e do olhar da estrutura, obviamente que todas elas, a gente sempre tem oportunidades de utilizar ferramentas ou coisas desse tipo de tecnologia pra otimizar, mas eu acho que, principalmente, quando a gente fala da perspectiva da estrutura, e de como que a gente gerencia a estrutura, num paradigma antigo, quando eu falo antigo, parece que é de um século atrás, mas é tipo de anteontem, a gente começava a desenhar processo, aí pensar qual é a reunião nova que eu vou ter que marcar, e pensava, ah, mas aí então qual é o parceiro que eu vou contratar, ou a ferramenta que eu vou comprar. E agora nesse paradigma atual que a gente tá vivendo, essa parte da liderança, que é como que eu olho pra minha estrutura e garanto que ela tá funcionando da maneira mais otimizada, eficiente, enxuta possível, passa por eu meter a mão e sujar a mão pra construir as ferramentas que permitem ela operar dessa forma. Acho que faz com que o papel da liderança saia de um lugar que podia às vezes ser muito passivo, de quem idealizava, mas não necessariamente metia a mão pra construir, depois delegava, e eu vejo que hoje tem uma capacidade por esse caminho de criar ferramentas como o OrgFlow e outras, onde a gente automatiza, acelera, digitaliza essa estrutura e como ela funciona, coloca a gente como liderança num lugar muito mais ativo desse processo. Invariavelmente passa a ser parte de uma competência nossa como liderança, ter essa capacidade de falar, não é só esse processo que tá ineficiente, é esse processo que tá ineficiente e eu vou meter a mão aqui e eu vou transformar ele em algo melhor através dessas ferramentas. E acho que isso também dá uma confiança nas pessoas, do tipo, estamos indo nessa direção, estamos fazendo esse experimento, estamos trazendo uma ferramenta nova, isso gera nas pessoas essa vontade de participar, de estar junto, de apoiar, de estar nesse experimento. E a gente sabe que existe uma grande parte sobre a utilidade, a transformação da IA, mas a gente também sabe que existe uma grande parte que é hype, quero falar de IA porque é IA, mas dá pra unir as duas coisas. E eu percebo que no dia a dia, quando você está conversando com as pessoas, só de você falar, olha, essa ferramenta aqui foi feita com IA, a pessoa vai, ah, já quero saber, o que que é, como é que funciona. Então também gera essa curiosidade, esse movimento, e acho que saber fazer uso disso da melhor forma possível é importante. É claro que a gente não vai continuar usando uma ferramenta só porque ela foi desenvolvida com IA, mas se falar mais fortemente sobre isso, faz com que as pessoas tenham mais curiosidade, queiram usar e vão dar feedback, melhor ainda. E um outro ponto que eu tenho visto bastante é que as pessoas estão tendo uma facilidade maior de dar feedback, porque não é sobre a ferramenta que o Tio desenvolveu, e aí se eu der um feedback de que aquilo não tá bom, é um problema do Tio e talvez eu tenha que me segurar, não, é o Lovable que fez, então fica um pouco mais impessoal esse feedback, o que facilita pra gente essa coleta. E também o aspecto que é o de colaboração, se eu tô incomodado com algum aspecto, eu posso ir lá e eu mesmo meter a mão e fazer e também já alterar. Essa capacidade de mudança e de transformação, ela é muito especializada com esse tipo de ferramenta, de ferramental. E existe, inclusive, um aspecto de entender o quanto que essas ferramentas ainda estão num lugar de teste, de experimentação, que também facilita muito, e como o custo de mudar, adaptar e testar de novo e fazer uma nova versão, voltar atrás, é muito barato, ajuda também demais a gente a receber esses feedbacks de uma maneira tranquila. Muitas vezes, o pior custo que eu tive de implementar um negócio e depois receber o feedback de que não tá funcionando, é eu jogar fora uma tarde de trabalho ou algumas horas, às vezes nem uma tarde inteira, alguns minutos de trabalho, pra testar agora de novo e agora com muito mais conhecimento e entendimento. É muito dos mesmos princípios que a gente já utiliza na perspectiva de desenvolvimento de produto, na agilidade, só que potencializado a uma velocidade muito mais extrema, de literalmente preciso de minutos ali e testar uma versão nova de alguma coisa. E que faz parte da ferramenta, o feedback é uma funcionalidade daquela ferramenta, então acho que isso faz muita diferença. E que veio com uma sugestão e feedback, e um dos primeiros públicos, em uma das rodadas que a gente fez com grupos, a gente foi experimentando, primeiro a gente liberou as lideranças específicas, testem aqui, depois a gente foi pra outro grupo, galera, testa aqui antes de abrir pra todo mundo. E a diferença foi muito rapidinho que a gente foi experimentando pra entender se já tava naquele lugar de conseguimos liberar pra todo mundo o acesso, pras pessoas experimentarem de forma ampla. E foi também muito rapidinho porque a gente deu, quanto mais cedo as pessoas começassem a usar, mais rápido a gente conseguia evoluir, o produto entrega mais valor. Essa velocidade de botar no ar logo, testar logo, aprender logo, errar logo, melhorar logo, foi bem interessante nesse processo.
E agora, mais direcionada pra você, Kemi. A gente até falou um pouco disso já no episódio 288, falando um pouquinho sobre a NR1, a norma reguladora número 1, que fala sobre saúde e segurança do trabalho, que teve essa modificação agora pra incluir mais e deixar mais detalhado em relação a fatores psicossociais, e aí eu queria saber um pouco de você, dentro desse contexto da NR1, que necessidades da NR1 você acabou conseguindo atender a partir do OrgFlow? Estudando a norma, implementando mudanças e conversando também com pares, eu entendi, nossa, a gente já faz bastante coisa, e eu acredito que muitas empresas já fazem bastante coisa em relação ao que aparece agora na norma. As pessoas entendem, a gente precisa olhar pra esses aspectos que são listados como fatores de risco, mas talvez a gente não tinha um lugar pra documentar tão bem, deixar tão explícito, por exemplo, todas as políticas que a gente dá visibilidade pras pessoas, nesse lugar de melhorar a comunicação. Então hoje a gente entende que no OrgFlow a gente tem um lugar mais fácil pras pessoas terem acesso à informação e à política, então ela tem mais segurança do que ela tá fazendo, de como ela deve fazer as coisas, aumentando aquele ambiente de segurança. Ela vai ter ali também um espaço de feedback, então tem mais facilidade de ouvir as pessoas, e elas terem mais autonomia, serem inclusive mais dona dos processos. Elas podem, por exemplo, postar coisas, dar visibilidade sobre o seu trabalho, fazer pedido de ajuda, tudo ali no Comunica. A gente aumenta aquela percepção de, nossa, eu consigo achar as coisas fáceis, aumenta a percepção, a gente consiga achar as informações, elas estão disponíveis, o que é que tá mudando. Para além do OrgFlow, a gente fez a integração que comunica quando tem mudança no OrgFlow, para garantir que as pessoas saibam que tem novidade lá, e entrem, ainda, como é algo novo, tem política nova, tem um post novo, algo foi atualizado, para garantir que a informação esteja chegando nas pessoas. Esse é um aspecto bastante importante, garantir a questão da informação estar chegando, da segurança estar ali, inclusive políticas que envolvem bem-estar, o benefício, estão ali também no OrgFlow. E a gente tem outros planos de integrar outras ferramentas. Acho que facilitou bastante esse lugar de deixar mais claro a informação, mais disponível, e conseguir conectar, olha, isso aqui a gente já faz, e agora tá fazendo um pouco melhor, e se conecta diretamente com a NR1. E como a gente fez, acessa a informação, a informação não precisa ir toda para todo mundo, vamos olhar para esse aspecto de saúde mental, de bem-estar, direcionando melhor as informações para reduzir a carga cognitiva das pessoas. É um cuidado simples, algo muito simples, mas que a gente resolveu mais facilmente com uma ferramenta do que antes a gente tinha. A gente já tentava fazer isso, mas a ferramenta resolveu muito facilmente. Acho que são inúmeros aspectos que essa ferramenta, uma vez que a gente tem um olhar atento, pode ajudar, e eu acredito que inúmeras organizações estão passando por isso, ou já passaram por isso nessa jornada, e que ter ferramentas inclusive na mão de não pessoas de tecnologia, o povo de humanas, vai ser bastante fácil e útil para resolver esse tipo de desafio, documentar, categorizar, sem precisar ter um grande trabalho manual envolvido.
E para finalizar, vou deixar o espaço aberto para vocês darem conselhos, dicas, mensagens do coração de vocês para as pessoas que não são de tecnologia e que estão aí começando a se aventurar nessa criação de produtos com IA, que estão interessados nisso e que podem fazer bom uso dos aprendizados de vocês desse processo, desse case, para que elas também possam aplicar nas organizações. Eu acho que eu tenho talvez três. O primeiro deles é aprendam sobre o que é desenvolver produto, gente. Não importa de onde que você vem, de qual área que você está trabalhando, se você é do financeiro, jurídico, é H, operações, entender o que é o viés de desenvolvimento de produto, qual é a perspectiva com que a gente constrói produtos que as pessoas gostam de usar, eu acho que é uma competência necessária para todo mundo nesse momento, quando a gente começa a entender que produto é tudo aquilo que a gente cria para resolver um problema de alguém, e esse passa a ser efetivamente o nosso trabalho em qualquer posição, em qualquer área, e agora a gente podendo, com o advento dessas ferramentas generativas de IA, a gente todo mundo tem essa capacidade e acesso a construir seus próprios produtos para seus próprios contextos. Corram atrás, aprendam o que é desenvolver produto, como faz isso de uma forma de certa, para não estar gastando dinheiro ou esforço nas coisas erradas, e construir produtos que as pessoas realmente queiram utilizar. Em primeiro lugar, eu colocaria aí. Segundo ponto que eu ia trazer é sobre esse olhar empático para as necessidades das pessoas que a gente trabalha no dia a dia, que estão do nosso lado. Eu acho que isso é muito do que guiou e está guiando aqui esse processo do desenvolvimento do OrgFlow, eu e Kemi. O que nasceu ali de um incômodo pessoal, acho que hoje está muito, muito orientado a entender como que a gente ajuda as pessoas a terem uma vida melhor dentro da Nower, da K21. Então, eu colocaria esse segundo ponto. E no terceiro, fazer um leve jabá de que para todas as essas coisas que eu falei agora e outras, a gente pode ajudar. A gente tem feito um esforço muito grande aqui, como tanto K21, treinamentos, mas também na Nower, da gente ajudar empresas e pessoas a aprenderem a fazer isso tudo. Fica a dica, procura gente que a gente pode ajudar, tanto do seu desenvolvimento pessoal, como da sua organização a como fazer coisas maravilhosas com o OrgFlow. E vou dar o meu testemunho, vou fazer diferente, só para corroborar com o que o Tio trouxe ali, especialmente do lugar de aprendam. Aprendam sobre o produto, aprendam sobre a IA, a K21 consegue apoiar nisso. Porque meu primeiro contato, ele falou opa, eu consigo de fato fazer alguma coisa? Foi fazendo um treinamento do Toledo, sobre inteligência artificial e eu me vi ali muito tempo, no Lovable nem existia ainda, e eu me vi, olha eu, de humanas aqui, mexendo em um código, pra mexer numa coisa do Lua Script, meu Deus, me senti tão tecnológica. Ali foi um primeiro passo, pra falar nossa, olha o universo de possibilidades que existem, então saiu desse lugar pessoal pro de aprender. E a partir daí foi uma jornada de aprendizado e com estímulo de pares da organização, além dessa vontade pessoal de aprender. Então, me apego aqui no aprendam, que o Tio e eu trouxe, e trago um pouquinho de como foi o meu processo e como ele foi importante ali, esse um pouco mais de aprendizado guiado, estruturado a partir dos treinamentos. Foi um virado de chave enorme.
Episódios relacionados
- Ep. 294 - O que a IA está mudando no desenvolvimento de software
Está no ar o episódio 294 do Love The Problem e, desta vez, Rafaela Fonseca recebe Danilo Alencar e Felipe Peternella, co-fundadores da WBrain, para um papo sobre como a Inteligência Artificial (IA) está impactando o desenvolvimento de software. Eles abordarm o que realmente muda em comparação com a programação clássica, e principalmente, como isso influencia na gestão e na estrutura de trabalho de equipes de tecnologia e produto e quais são as tendências que vem a seguir. Principais destaques deste episódio: IA na Programação: Como a tecnologia impacta as decisões de desenvolvimento e o cotidiano de quem programa? Qual é o ganho real de produtividade? O gargalo mudou de lugar: maior capacidade de produção de código com o auxílio de IA está levando o gargalo para a validação das entregas e alinhamentos de negócio. Como lidar com essas mudanças: No trabalho coletivo, colocar itens demais em discussão ao mesmo tempo gera complexidade desnecessária e faz o time se perder mais rápido. Quer entender como se adaptar, aumentar a produtividade das equipes e manter a eficácia? Então solta o play e vem com a gente! Episódios citados: Ep. 51 - Envolvimento Total - Gerenciando Energia e Não o Tempo (https://open.spotify.com/episode/0RnjORCbYvxk9sii2VW7PH?si=zlLRr-dUQ4aT6e5GgUndMg)
- Ep.6 - Leadership Club - Construindo a CUB: Liderança e pragmatismo na criação de uma nova empresa
No Leadership Club desta semana, CFC recebe Leonardo Gasparin, co-founder e CEO da CUB, para um papo sobre liderança na prática e os bastidores de empreender em um dos mercados mais desafiadores do mundo: o imobiliário. Com mais de 20 anos de estrada, Leonardo compartilha aprendizados reais (com erros e acertos) de quem já viveu e-commerce desde o “crachá 001”, passou por jornadas em machine learning e IA antes da moda, e ainda atuou como desenvolvedor imobiliário. A conversa aborda temas como: • por que o mercado imobiliário “cresce com o freio de mão puxado” no Brasil? • como a CUB quer virar a infraestrutura que organiza recebíveis e conecta esse universo ao mercado de capitais? • o que muda quando você troca o corporativo por uma startup (e vice-versa)? • gestão de caixa, time e perenidade: o básico bem feito que sustenta qualquer negócio; • por que “só vale erro novo” e como liderar com humildade em mar sempre revolto? Um episódio para líderes, gestores e empreendedores que preferem falar da realidade de empreender com clareza, repertório e prática, longe da romantização. Curtiu? Então aperta o play e mergulhe com a gente nesse papo.
- Ep. 278 - IA + UDD: um novo jeito de construir produtos digitais
Neste episódio do Love the Problem, Rafaela Fonseca e Marcos Garrido (Co-Founder da K21 e da Nower) conversam sobre como a inteligência artificial está mudando a forma de criar produtos, tomar decisões e trabalhar no dia a dia. Ao longo do papo, Garrido apresenta o conceito de UDD (Usage Driven Development) — uma abordagem em que o uso real define os próximos passos do produto, e que usa a IA como parceira criativa para acelerar experimentação, aprendizado e entrega de valor. Eles abordam o salto de produtividade que a IA traz para times e lideranças, os diferentes níveis de maturidade no uso dessa tecnologia, exemplos concretos de aplicação, riscos, anti-padrões e as habilidades que são ainda mais importantes nesse novo cenário. Se você quer ir além do uso básico da IA e entender como transformar curiosidade, visão de cliente e boas perguntas em produtos reais, com mais velocidade, foco e impacto no negócio, vem com a gente!
- Ep. 277 - O futuro da Educação Corporativa em um mundo de IA e carreiras não lineares
Aprender deixou de ser evento. Virou estratégia. Neste episódio do Love The Problem, Rafaela Fonseca recebe Paulo Guidugli (Sócio na Gupy) e Iohanna Roader (Especialista em Produtos Educacionais na Nower) para uma conversa provocadora sobre o futuro da educação corporativa em um mundo de IA, mudanças aceleradas e carreiras não lineares. Eles abordam: • O que é Educação Corporativa de verdade ou só distribuição de conteúdo?• Tendências para o futuro da educação além da hype• Como a IA já está transformando empregos e habilidades?• Que mentalidade líderes e RHs precisam desenvolver agora? Uma troca sobre aprendizagem contínua, transformação de carreira e o papel estratégico do RH na geração de resultados. Dê o play e provoque o futuro com a gente. 🎧