
Ep. 147 - O Impacto da Agilidade na minha vida
Resumo rápido
Neste episódio especial dos 10 anos da K21, o fundador Garrido e a Scrum Master Lígia contam como a agilidade transformou suas vidas de formas profundas e inesperadas: de uma carreira internacional a um diagnóstico de câncer enfrentado com o mindset de adaptação que a profissão ensina. A conversa revela que a agilidade é mais que uma metodologia de trabalho — é uma língua universal, um código de conexão entre pessoas de culturas distintas, e uma ferramenta de saúde mental que alivia o estresse ao limitar o WIP e externalizar a carga cognitiva. O recado central: faça tudo com intenção, descubra quem você é e seja de propósito.
Capítulos
- 01:11Garrido: 10 Anos na K21 e a Busca pela Não-Mesmice
- 04:00Lígia: De Jornalista a Scrum Master Internacional
- 07:56A Agilidade como Código Mundial
- 16:07O Efeito Dominó do Conhecimento e o Livro Somos Todos Insubstituíveis
- 23:08Brasil e Irlanda: Ritmos Diferentes, Mesmos Problemas
- 31:35Adaptação, Câncer e o Mindset Ágil na Vida Pessoal
- 37:28Legado, Intenção e o Recado Final
Frases do episódio
“A gente tem uma linguagem da agilidade que te permite falar.”
07:56
“O slide é o menos importante, o horário de chegada, o horário de saída. Só o coffee break que a gente gosta muito, né? Mas o resto é menos importante. O que importa é como é que a gente faz a conexão.”
12:30
“Descubra quem você é e seja de propósito.”
38:35
O que você vai ouvir neste episódio
- Ligia Pinheiro relata o processo de transição de sua carreira anterior para o universo do trabalho ágil.
- Marcos Garrido compartilha o papel da K21 no acompanhamento e mentoria de profissionais durante transformações de carreira.
- Os convidados discutem a aplicação prática do mindset ágil na superação de desafios profissionais e pessoais.
- A importância de buscar apoio em redes de aprendizado e comunidades especializadas ao mudar de área.
- Reflexões sobre a constante evolução de papéis e responsabilidades no ambiente corporativo orientado à agilidade.
Temas discutidos
O episódio conecta a evolução individual aos pilares da agilidade organizacional e cultura de aprendizagem. A trajetória de transição de carreira evidencia como a adoção do pensamento ágil vai além de estruturas de processos, influenciando posturas de liderança, adaptabilidade e desenvolvimento humano. Além disso, a parceria entre profissionais experientes e iniciantes na área reforça a relevância de mentorias ativas no fortalecimento das competências necessárias para lidar com transformações no mercado de trabalho.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é recomendado para profissionais em momento de transição de carreira para a área de tecnologia, agilistas que buscam evoluir suas práticas e gestores interessados em entender o desenvolvimento de talentos e a construção de trajetórias profissionais sustentáveis na cultura ágil.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Como a agilidade pode apoiar um processo de transição de carreira?
A agilidade fornece mentalidade e ferramentas focadas na adaptação contínua e na experimentação de novos caminhos profissionais. Ao aplicar conceitos ágeis, a pessoa passa a visualizar a mudança em ciclos curtos, reduzindo o medo do desconhecido, validando hipóteses sobre novas competências e ajustando sua trajetória à medida que obtém feedback direto sobre suas entregas e aprendizados no mercado.
Qual é o papel da mentoria e do acompanhamento na evolução profissional?
O acompanhamento por profissionais experientes proporciona direcionamento prático e acelera a absorção de novos conhecimentos durante momentos de mudança. A troca de experiências ajuda a identificar pontos céticos, validar aprendizados e criar conexões reais com os desafios do setor, garantindo maior segurança e clareza para a tomada de decisões no ambiente de trabalho.
De que forma a parceria com a K21 impacta jornadas de profissionais em agilidade?
A K21 atua como facilitadora no desenvolvimento de competências, oferecendo suporte teórico e prático alinhado às demandas reais de agilidade e gestão. Por meio de conexões com profissionais do ecossistema e orientações estratégicas, a consultoria ajuda a estruturar a transição profissional e a consolidação de conhecimentos aplicáveis no dia a dia organizacional.
Sobre este episódio
No episódio 147 do Love the Problem, dedicado aos 10 anos da K21, o fundador Garrido e a Scrum Master Lígia compartilham como a agilidade impactou suas vidas de maneiras que vão muito além do escritório. Garrido, que nunca ficou mais de 4 anos em nenhum lugar, está há uma década na K21 porque encontrou um ambiente sem mesmice, e define seu papel como 'segurar a porta' para que o máximo de pessoas passe para o outro lado. Lígia, ex-jornalista, teve a carreira transformada por uma única aula do Garrido em 2019, o que desencadeou um efeito dominó que a levou a se tornar Scrum Master, escrever o livro Somos Todos Insubstituíveis e iniciar uma carreira internacional na Irlanda. A conversa explora a agilidade como língua universal que conecta pessoas de culturas distintas, como ferramenta de saúde mental (limitar WIP, externalizar tarefas em post-its) e como mindset de adaptação que ajudou Lígia a enfrentar um diagnóstico de câncer. O recado final de ambos é o mesmo: faça tudo com intenção, descubra quem você é e seja de propósito, porque o legado que se deixa é a porta que se segura para os que vêm depois.
Transcrição completa
Garrido, um dos fundadores da K21, está na empresa desde o primeiro dia, há dez anos. Ele conta que nunca ficou mais de quatro anos em nenhum lugar porque está sempre buscando algo diferente, não gosta de mesmice. Encontrar um lugar onde não há mesmice o fez decidir ficar para sempre. Ele descreve a característica de estar sempre em casa e incomodado com padrões, com roteiros, o que o faz buscar constantemente algo novo. Difícil por um lado, mas muito divertido por outro.
Lígia, atualmente Scrum Master em uma empresa europeia, começou sua carreira em uma grande empresa no Brasil. Antes de ser Scrum Master, experimentou ser jornalista, um mundo completamente diferente. A primeira pessoa que falou sobre agilidade com ela foi o Garrido, e isso foi determinante na sua vida. A pedra fundamental ter sido uma aula dele transformou a sua vida.
Lígia trabalhava como jornalista em uma empresa global, no setor de novas mídias, com contato direto com times de desenvolvedores e UX. Começou a entender que existia Product Owner, Scrum Master, e quis entender mais desse mundo. Ela destaca que a profissão de Scrum Master, teoricamente, pode ser exercida com um certificado de dois dias, mas para se tornar boa, é preciso ter uma aula bem estruturada e saber com quem está falando. Todas as escolhas da vida fazem efeito dominó. Ela é muito feliz por ter escolhido a K21 em 2019, porque isso a tornou uma grande Scrum Master, oferecendo prestação de serviço com qualidade e possibilitando realizar o sonho de uma carreira internacional.
O match foi uma aula em Copacabana, no hotel na Siqueira Campos. Avaliando tecnicamente, foi uma super aula que a encantou e lhe deu condições de dar novos passos. Adquiriu conhecimento amplo que lhe possibilitou ter discernimento para escolher novos cursos e entender quais skills desenvolver. Fez mais uns sete cursos, buscando novos conhecimentos. Agora está na agilidade da Irlanda, um mundo completamente novo, entendendo a necessidade de dar novas coisas. Vai palestrar no Scrum Rio, na oitava edição, e escreveu um livro.
Garrido destaca a vontade de Lígia de compartilhar, explicar para os outros, trazer uma leitura diferente. É muito fácil ficar no casulo, só passar o trabalho e cair a caneta. A pessoa que está sempre buscando compartilhar é mega valorizada.
Garrido fala sobre o encantamento da agilidade como código mundial. Tem um desenvolvedor no time dele da Sri Lanka que não sabe falar inglês direito, mas sabe como funciona uma daily. A linguagem da agilidade permite que pessoas de diferentes países — Rússia, Sri Lanka, Índia, Argentina — conversem a partir de um conhecimento básico compartilhado. É o ponto de conexão, a possibilidade de fazer as pessoas se conversarem, do que elas passaram, do que vivem, de onde vieram.
Sobre o que faz a diferença em um treinamento, Garrido diz que gosta de pensar em treinamento como um conjunto de histórias que a gente conta. Todo mundo tem história boa para contar, não importa se está na frente ou no fundo da sala. É um conjunto de histórias entremeadas por teoria e prática. A ideia é transformar dois dias que poderiam ser o desespero de assistir 200 slides em algo leve, como um papo de bar. Não existe hierarquia, não tem separação entre as pessoas, só colaboração, todo mundo junto, conversando, se divertindo. Ele sempre se incomodou profundamente com treinamentos em que ficava desesperado para sair. Desde os 18 anos, quando seu pai comprou 40 computadores e alugou uma sala para ele dar aula de computação gráfica, a timidez sumiu. A primeira experiência profissional foi ensinando algo que acabara de aprender. Essa coisa da educação ele sempre carregou, sendo questionador não do conteúdo, mas do formato. Treinamento tem que ser um papo leve, divertido, que as pessoas consigam conectar com a realidade do dia a dia. A partir daí, transforma-se aos poucos a maneira como as pessoas pensam.
Agilidade é um jeito diferente de pensar. Se é novo para muitas pessoas, como conectar esse novo jeito com o que a pessoa vive hoje? Fazer essas conexões é a coisa mais rica. O slide é o menos importante, o horário de chegada, o horário de saída. O que importa é como se faz a conexão. O recado para quem compartilha conhecimento: foca na conexão, ela é a coisa mais importante, o resto é opcional.
Lígia reforça que, quando se tem um primeiro professor de agilidade, é crucial que a aula seja boa. Se a primeira pedra fundamental for comprometida, com informações distorcidas, pode comprometer toda uma carreira, no sentido de não saber o direcionamento tomar, quais cursos procurar, entender o papel que deve desempenhar, ou até desmotivar e perder uma grande oportunidade. Como agilidade é um assunto relativamente novo, muitas pessoas ainda não sabem do que se trata. Quem trabalha como Scrum Master ou Agile Coach ainda é um changer na galera. Quando ela fala que é Scrum Master, ninguém sabe o que é, especialmente na geração acima de 50 da família.
Um ano e meio ou dois anos depois do primeiro treinamento, Lígia estava em outro treinamento da K21 e contou a história de como o primeiro treinamento foi transformador. Alguém pediu para ela escrever um textinho, e ela mandou. A energia recicla, circula pelo lugar. Garrido foi pego de surpresa, estava péssimo, super desanimado, estressado, mega para baixo, e a mensagem o salvou. Dois anos depois, ele está ali para devolver aquilo que ela lhe deu. Virar um círculo e não acabar. É o efeito dominó de um jeito muito positivo, reverberando, fazendo conexões, dando o melhor que se pode.
Lígia conta que a aula do Garrido a inspirou a escrever o livro Somos Todos Insubstituíveis. O Garrido trouxe na aula a quebra do antigo modelo de gestão, onde a produtividade em massa matava as pessoas em nome de uma produtividade incoerente. Quando não se respeita os limites humanos, tira-se a paridade do profissional, destrói-se a qualidade dele. O nome do livro é uma crítica ao lema insubstituível, cemitério está cheio. Somos únicos no universo, temos potencialidades únicas que podemos usar a nosso favor e a favor da empresa. Ela está vivendo num momento em que a humanidade está muito adoecida emocionalmente, e o novo modelo de gestão, o Management 3.0, é muito importante, mais do que se imagina, impactando a vida como um todo, o ecossistema como um todo.
Garrido fala sobre um artigo que quer escrever sobre como a agilidade ajuda na saúde mental. Limitar o WIP, a quantidade de coisas feitas em paralelo, alivia o estresse, porque fazer cinco coisas ao mesmo tempo é extremamente estressante. Quando se tem muita coisa na cabeça — comprar passagem, reservar hotel, mandar mensagem, escrever e-mail —, isso reverbera e gera estresse. A partir do momento em que se pega um post-it, coloca cada coisa nele e prioriza numa parede, aquilo não precisa mais estar na cabeça, o que dá uma tranquilidade gigantesca. Muitas coisas que se pratica na agilidade fazem um bem danado, mas as pessoas não têm consciência disso.
Lígia acrescenta que o cérebro, para criar, pensar em soluções, precisa estar em nível de relaxamento aceitável. Até 20 anos atrás, as empresas achavam que tinham que sufocar o funcionário para ter retorno de investimento, mas quando se cai na qualidade da prestação de serviço, isso impacta no retorno e pode quebrar a empresa. Hoje há conscientização de que cuidar do profissional não é caridade, é preservar a qualidade da prestação de serviço que se paga. É uma via de mão dupla.
Garrido traz a lógica da taxa de ocupação: as organizações ainda funcionam com a lógica de quanto a pessoa está ocupada, não com a lógica do valor gerado. Ele faz a brincadeira de que, se calcular o número de bombeiros em São Paulo pela taxa de ocupação, mandaria 80 deles embora, porque chegam no quartel e o pessoal não está apagando incêndio. Na verdade, o que importa é o tempo de resposta quando uma ocorrência surge. Essa lógica de séculos ainda permanece, e a K21 discute como mudar isso na cabeça das pessoas, trazer um olhar diferente sobre a organização do trabalho.
Lígia, como consultora na K21, conta que essa semana teve exatamente essa discussão com um cliente. O cliente pediu para saber quantas horas a equipe estaria dentro da empresa porque compliance precisa fazer a conta do homem. A resposta foi que o valor gerado, a transformação entregue, é o que deveria ser relevante. A agilidade está nesse lugar de fazer essa transformação, mostrar o valor que se pode trazer, as conexões e o quanto se pode melhorar a maneira de trabalhar.
Sobre a diferença entre Brasil e Irlanda, Lígia, seis meses no novo mundo, sente que o brasileiro é treinado desde que nasce para matar um leão. Taxa de desemprego enorme, muitas pessoas vendendo almoço para comer a janta. O brasileiro tem aquela expressão sangue nos olhos, e a empresa gosta do funcionário sangue nos olhos. Na Irlanda, o ritmo é menos desesperado, o que ajuda a garantir a qualidade da prestação de serviço. Ela tem tempo suficiente para estudar o cenário, pensar em iniciativas, ter muitas conversas com os desenvolvedores, muitos one-on-ones, conhecer melhor cada pessoa. No Brasil, as empresas querem resultado na semana seguinte, cadê o retorno do investimento, e às vezes não se teve nem tempo de respirar. A Irlanda é um país economicamente bem, pequeno, com qualidade de vida melhor, muitos incentivos fiscais do governo, até para trazer profissionais de outros países. São duas realidades diferentes, e essa foi a diferença mais impactante.
Garrido observa que os problemas são sempre os mesmos, mas a intensidade muda. Existem questões culturais que deixam a equação diferente. Portugal está no início da curva de adoção, o Brasil no meio, os Estados Unidos já passaram pelo meio há uma década. As discussões podem ser diferentes, mas os problemas são os mesmos. Ele e o Rafael Sabag fizeram treinamento de Scrum Master em uns 25 países, e a lista de problemas é sempre igual, do Rio de Janeiro a Barbados. O que muda é a maneira como as pessoas encaram e enxergam os problemas, porque se fala de pessoas, de cultura de gestão, de como as empresas são organizadas, da lógica por trás do desenho organizacional, que é quase um padrão no mundo inteiro.
Lígia conta que se mudará para a Irlanda no início de março para começar presencialmente a carreira internacional. Por uma questão de saúde, começou a carreira internacional de forma remota. Ela aprendeu que não se tem controle de nada, as coisas podem mudar a todo momento. O mindset da agilidade de se adaptar a mudanças a ajudou muito, inclusive no diagnóstico do câncer. Ser Scrum Master que prega o tempo todo vamos nos adaptar a mudanças foi algo que a ajudou no momento de desespero. Veio a carreira internacional, que se tornou trabalho remoto da noite para o dia, e veio a quimioterapia junto com um trabalho que começava às 5 da manhã por causa do fuso horário da Irlanda. Ela se adaptava a mudanças, vivia aquilo que pregava. A profissão a ajudou no âmbito pessoal.
Ela conta que foi para a Irlanda dia 16 de agosto, foi diagnosticada com câncer dia 19. O médico, a princípio, disse que seria apenas uma mastectomia bilateral e ela estaria bem, precisando ficar no Brasil 40 dias. Deixou a mudança na Irlanda e voltou. No momento da cirurgia, descobriu uma micrometástase e a necessidade de fazer quimioterapia por seis meses. A mudança ficou na Irlanda, e ela passou a ficar seis meses no Brasil com uma única mala. Adaptou-se novamente, viu onde ficaria, e agora retorna à Irlanda para pegar a mudança de novo, preparada para qualquer coisa. Antigamente usava Excel para planejar, hoje usa Trello, um quadrinho de Kanban da mudança. Tem um mínimo de planejamento, mas preparado para qualquer coisa.
Garrido diz que seu papel é abrir a porta, facilitar, deixar o maior número possível de pessoas chegarem do outro lado. Ele também não gosta de roteiro, não planeja o que vai comer na semana seguinte. Nesses dez anos de K21, não se lembra de ter sentado e montado uma planilha. O Sabag olhou para ele e perguntou como seria, e ele disse: sei lá, vamos fazendo, vamos marcar uns treinamentos, vamos fazer umas coisas. Não teve simulação, plano de negócio. A gente só vive. A única coisa que sabe é que ainda está segurando a porta, deixando mais gente passar. É sobre se colocar numa posição de sempre aprender, de sempre escutar, de sempre buscar maneiras diferentes de ajudar pessoas a encontrarem um ambiente legal de trabalho, a criarem empresas legais.
Lígia diz que é mais que a porta. Semana anterior, deu um insight sobre Fit for Purpose, com um pouco da Andressa. Outro dia, deu uma dica sobre como incentivar o time a rodar o Kanban de forma mais redonda, com um pouco do Zé Júnior. Está montando um workshop de papéis e responsabilidades, com um pouco do Garrido e do Rodrigo. A K21 está por trás de cada elogio que recebe, de cada livro indicado nos cursos. Pense Rápido, Pense Devagar foi um insight de algum curso da K21 e foi um dos melhores livros que já leu, usado em várias palestras. É mais que a porta, é uma semente que se desenvolve.
Garrido reforça que alguém segura a porta para você, você segura para um monte de gente, essas pessoas seguram para outras, e não tem fim. Escrever um livro, fazer palestra, trabalhar com time multicultural, tudo isso é segurar a porta. O propósito é deixar um legado, para as pessoas que estão chegando. Deixar claro que segunda-feira não precisa ser chata, que trabalho não é só estresse, que reunião não precisa ser interminável, que projeto não precisa ser tentar adivinhar o que vai acontecer e errar tudo. Trabalho pode ser uma coisa muito legal. Errar não precisa ser um problema, porque ninguém aprendeu a andar de bicicleta sem cair. Errar pode ser ótimo. Cometer novos erros é ótimo, errar de novo a mesma coisa é que chateia.
Lígia deixa o recado: independente do caminho que se escolha, da profissão, das decisões, sempre tente sair da receita pronta de bolo, use as próprias potencialidades na maior alta vibração. A frase que ela gostaria de deixar é: Descubra quem você é e seja de propósito. Coloque toda a intencionalidade em tudo que se faz e em tudo que se compromete a fazer.
Garrido, olhando para trás, 10 anos de K21, deixa a frase: fazer a diferença com intenção. É sobre acordar de manhã e pensar por que faço o que faço, por que estou aqui, por que estou nesse trabalho. Se não é um lugar legal, se não se está aprendendo, se não se está evoluindo, não para de buscar, porque não dá para desperdiçar o tempo com lugar ruim, com gente chata, com gente arrogante. O mundo está muito chato, tem muita dureza, muita coisa ruim lá fora, então a gente precisa se cuidar para não ser contaminado, para não perder o brilho que tem dentro. Tudo que se botar a mão para fazer, faça com intenção, faça com vontade, faça com verdade, e a coisa dá certo.
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