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Ep. 105 - Chega de falar de ocupação
Ep. 105

Ep. 105 - Chega de falar de ocupação

24 de janeiro de 202201:02:22
Flight Levels & Kanban
Pessoas

Resumo rápido

Panda recebe o especialista em DDMRP Ugs e a desenvolvedora Cindy para argumentar, a partir da história da manufatura enxuta, que o trabalho do conhecimento precisa parar de medir ocupação de pessoas e passar a proteger o fluxo com folga, buffers e gestão de filas.

Capítulos

  1. 00:36Chega de falar de ocupação: a provocação de abertura
  2. 08:41Da produção empurrada de Ford ao just-in-time da Toyota
  3. 12:15Os pré-requisitos escondidos do MRP e o nascimento do Demand Driven MRP
  4. 19:30Máquinas não são pessoas: ocupação versus folga no trabalho do conhecimento
  5. 29:12Buffers e o exemplo do 'L': absorvendo variabilidade sem transferir o problema
  6. 35:58Mob programming e a antecipação de restrições no fluxo do conhecimento
  7. 51:09Dependências entre times, métricas que moldam comportamento e mensagens finais

Frases do episódio

“E a outra polêmica é, para de falar de ocupação, gente.”

00:36

“Métricas moldam comportamentos.”

54:42

“Não deixem as pessoas tratarem outras pessoas como máquinas, porque a gente não é máquina.”

58:26

O que você vai ouvir neste episódio

  • A utilização de alta taxa de ocupação como métrica principal compromete a eficiência do fluxo de trabalho.
  • Hugues Silva apresenta a aplicação de DDMRP e a importância dos buffers na gestão de ambientes industriais.
  • Cindy Morais aborda os impactos visíveis das filas e dependências no trabalho focado em conhecimento e tecnologia.
  • A análise consciente do fluxo permite identificar gargalos estruturais e otimizar entregas sem sobrecarregar as equipes envolvidas.

Temas discutidos

A busca contínua por eficiência operacional exige ultrapassar a falsa premissa de que pessoas ocupadas geram mais valor. No contexto da agilidade e da liderança, compreender a dinâmica dos fluxos de trabalho — seja através de práticas como Kanban e Flight Levels ou metodologias industriais como o DDMRP — é fundamental. Ao focar na redução de dependências e na gestão adequada de buffers e filas, líderes constroem ambientes com maior previsibilidade, entregas mais sustentáveis e uma cultura focada na verdadeira geração de valor.

Para quem é este episódio

Este episódio é recomendado para líderes de operações, Agile Coaches, gerentes de produto e gestores industriais que buscam otimizar seus processos de entrega. Profissionais interessados em transicionar de uma cultura focada em ocupação para uma gestão baseada em fluxo e valor encontrarão visões práticas para transformar o trabalho.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Por que a ocupação constante de pessoas não garante eficiência no fluxo de trabalho?

Medir a eficiência apenas pela taxa de ocupação ignora a criação de filas e gargalos. Quando as pessoas estão 100% ocupadas, o tempo de resposta aumenta e a flexibilidade da equipe diminui. O foco deve ser no movimento fluido das demandas pelo sistema, e não na capacidade individual de cada profissional estar sempre executando algo.

Como a abordagem industrial com DDMRP se conecta à agilidade no trabalho do conhecimento?

O DDMRP utiliza buffers e pontos de desacoplamento para gerenciar a variabilidade na indústria, reduzindo o impacto de gargalos. De forma análoga, na agilidade e no trabalho de conhecimento, práticas de limitação de trabalho em progresso (WIP) e gestão de dependências protegem o fluxo. Ambas as abordagens visam estabilizar a entrega reduzindo desperdícios estruturais.

Qual é o impacto de dependências e filas não gerenciadas no trabalho de tecnologia?

Filas e dependências não mapeadas geram atrasos significativos no desenvolvimento de produtos e aumentam o tempo de entrega. No trabalho do conhecimento, esses bloqueios costumam ser invisíveis, provocando retrabalho e desequilíbrio na equipe. A observação consciente do fluxo permite visualizar esses gargalos e aplicar ajustes para tornar o processo mais previsível.

Sobre este episódio

Neste episódio do Love the Problem, o Panda recebe dois convidados que vêm de fora da bolha tradicional de produto e tecnologia para discutir um tema que atravessa toda a conversa: o motivo pelo qual ainda se fala tanto em ocupação de pessoas no trabalho do conhecimento. Ugs é engenheiro, especialista em Demand Driven MRP (DDMRP) e sócio da WA Solutions, e Cindy atua com desenvolvimento de software e discovery. Ambos compartilharam anos de chão de fábrica com o Panda antes de seguirem caminhos diferentes, e é justamente essa experiência industrial que serve de contraponto para toda a discussão.

A conversa começa reconstruindo a história da manufatura: da produção empurrada de Henry Ford, pensada para um mercado de baixa variabilidade, até a revolução da Toyota, que colocou a demanda real do cliente no centro do processo produtivo e deu origem ao just-in-time. Ugs conta, com uma anedota sobre estoques sendo reabastecidos apenas porque um espaço físico estava vazio, como era o olhar de dentro para fora que dominava a manufatura tradicional - e como isso mudou quando ele passou a perguntar o que o cliente realmente estava comprando. Toda metodologia de produção funciona perfeitamente sob certas premissas - previsão perfeita, insumos pontuais, máquinas sem falhas -, mas o mundo real deixou de ser o dos carros pretos e passou a ser o dos produtos altamente customizáveis, tornando essas premissas inviáveis.

Esse pano de fundo prepara a virada do episódio: se manter máquinas ocupadas produzindo o que não será vendido não gera valor, o mesmo vale para pessoas no trabalho do conhecimento. A ideia de separar horas fixas de "inovação" na agenda, como se fosse possível ligar a criatividade sob comando, ou de cobrar apontamento de horas e tarefas concluídas no Jira, é apontada como um resquício direto da lógica de fábrica aplicada onde ela não se sustenta. Em contraposição, o grupo defende substituir ocupação por folga: não uma jornada reduzida, mas um sistema de trabalho deliberadamente mantido em folga constante, da mesma forma que os buffers do DDMRP protegem a cadeia de suprimentos para que ela não fique acoplada de ponta a ponta.

Cindy traz sua própria trajetória de amadurecimento em relação a fluxo, da época em que seu processo era essencialmente empurrado - entregando o que o cliente achava que queria, sem discovery - até a virada ao entender a diferença entre puxar e empurrar. Ela conecta essa reflexão às ideias de Donald Reinertsen sobre a relação entre utilização de recursos e tempo de espera, citadas sem reproduzir o texto original, e nota que no trabalho do conhecimento essa gestão de fila é mais difícil porque os itens costumam ser novos e a troca de contexto constante aumenta a complexidade.

Ugs detalha, com o exemplo de uma peça em formato de "L", como um buffer bem posicionado pode reduzir o lead time percebido pelo cliente de oito semanas para um dia: mantendo um estoque intermediário de peças quase prontas e deixando só a etapa final (como a pintura) para ser decidida sob demanda, a variabilidade do pedido deixa de se propagar para trás na cadeia produtiva. Ele também reforça, com histórias pessoais sobre nunca ter batido ponto e sobre um colaborador que trabalha deitado numa rede, que o que importa é o resultado entregue, não as horas registradas - e que o Demand Driven bebe de metodologias como Kanban, Lean e Teoria das Restrições, todas voltadas, no fundo, para melhorar fluxo.

A segunda metade do episódio foca no trabalho do conhecimento propriamente dito. Cindy apresenta o mob programming - desenvolver com o time inteiro presente, decidindo e revisando ao vivo - como a forma mais radical de eliminar filas de espera por revisão ou teste, e complementa com pair programming, times compartilhando a responsabilidade de testar e automação de testes e deploys. Panda questiona se existe "tempo de produção não válido" - trabalho que ninguém usa -, e a resposta é afirmativa: isso acontece com frequência, inclusive em softwares completos que acabam sem uso. Ugs situa o mob programming como a otimização extrema da redução de desperdício, já que no trabalho do conhecimento é possível antecipar decisões e restrições para o início do processo, algo que a manufatura, presa à ordem física das etapas, não consegue fazer.

O episódio fecha discutindo por que os "baldes" de trabalho (buffers) precisam ser pequenos e variáveis, e não fixos, já que a própria equipe varia (férias, doenças, imprevistos) e o trabalho do conhecimento é altamente perecível - um item parado por tempo demais pode já não fazer sentido quando finalmente for retomado. A conversa passa por WIP, visibilidade de fluxo e, sobretudo, pela gestão de dependências entre times como a fonte mais recente de ganhos reais observados por Cindy, reforçando a citação de que agilidade de negócio é esporte de organizações, não de times isolados. A frase "métricas moldam comportamentos" resume o argumento final: medir ocupação produz comportamento de ocupação, não de entrega de valor. As mensagens finais pedem que profissionais de agilidade protejam o próprio fluxo da cultura de cobrança por produtividade plena e não deixem que pessoas continuem sendo tratadas como máquinas.

Transcrição completa

O que eu vejo bastante é a galera tentando usar estratégias de fluxo, com um olhar de trabalho linear, de manufatura, para aplicar no trabalho do conhecimento. E isso está gerando alguns problemas, porque a gente acaba usando para o trabalho do conhecimento estratégias que nasceram para o trabalho linear. Trazer essas diferenças é a parte essencial. E a outra polêmica é: para de falar de ocupação, gente. A gente precisa parar de falar de ocupação de pessoas, isso é muito insano. Se a gente puder trazer os argumentos para fazer as pessoas pararem de falar de ocupação no trabalho do conhecimento, essa é a principal intenção desta conversa. As primeiras coisas que se ouve sobre fluxo tentam transformar pessoas em máquinas, que têm espaço, velocidade e capacidade de execução de tarefas. E se isso nunca funcionou direito nem no chão de fábrica, onde o trabalho é mais estanque, funciona muito menos na área de software, porque quem produz conhecimento não trabalha de forma estanque: não dá para dizer que alguém vai fazer duas horas de programação, duas horas de bug e pronto, porque o problema pode ser mais complexo do que se imaginava e o trabalho fica pela metade, exigindo que a pessoa reconstrua o raciocínio no dia seguinte.

O episódio reúne o Panda com dois convidados que vieram do chão de fábrica: o Ugs (engenheiro que hoje toca a WA Solutions, especializada em DDMRP - Demand Driven MRP, o MRP tradicional de planejamento de materiais agora dirigido pela demanda do cliente) e a Cindy, que atua com desenvolvimento de software e discovery. A proposta é olhar o fluxo de trabalho por um ângulo diferente e entender por que ainda se fala tanto em ocupação, em marcar tarefas, em apontar horas, em "onde está seu avatar no Jira".

Antes da Toyota, a lógica de produção era de domínio de ponta a ponta, empurrando a produção: Ford queria controlar até a mineração do ferro para fundir o próprio bloco de motor, num mercado em que a demanda variava pouco. A Toyota revolucionou esse olhar ao trazer a ideia de que é a demanda que guia a produção - nasce daí o just-in-time. Ugs conta que, numa indústria química tradicional, o processo era literalmente: alguém olhava para o estoque, via um espaço vazio e mandava produzir para preencher aquele espaço, sem nenhuma conexão com o que o cliente realmente precisava. Quando ele chegou questionando "o que o cliente está comprando, o quanto ele precisa, para quando", a mudança pareceu loucura para quem estava de dentro da fábrica.

Todas as metodologias de produção são perfeitas quando seus pré-requisitos são respeitados: previsão de demanda com 100% de acurácia, insumos chegando sempre na data certa e máquinas que nunca quebram. Se essas três premissas se cumprem, ocupar espaços funciona, porque o tamanho do espaço está definido. O problema é que o mundo mudou: nos anos 60 se produzia o Fusca, hoje se produz o Tesla, com alta variabilidade e customização. Faltava entender o que o consumidor realmente está demandando, e não o que a equipe de vendas achava que ia vender - mas também não dá para esperar o cliente pedir, porque existe um tempo de produção. A saída foi desacoplar: tornar o tempo de atendimento ao cliente curto, mas protegido, isolando cada etapa da produção para que a variabilidade do pedido não precise mexer no fluxo produtivo inteiro. A informação de venda real passou a valer mais do que a previsão de venda, e ficou claro que as máquinas não precisam estar 100% ocupadas - produzir por produzir, algo que não vai ser vendido, não gera valor nenhum, é como jogar uma bomba na mesa: as consequências vêm depois.

Essa mesma lógica de ocupação aparece, hoje, na gestão do trabalho do conhecimento do século XXI. A correlação é direta: as pessoas viraram as "máquinas" que precisam estar sempre produzindo, mesmo quando o que produzem não tem uso nenhum. Tentar separar "duas horas de inovação" na agenda, como se fosse possível ligar a criatividade sob comando, é tratar gente como máquina - e ninguém sabe direito quando isso passou a ser considerado normal. Mas gerenciar o fluxo de trabalho não é o mesmo que deixar de olhar para as pessoas: são coisas diferentes, e a ideia de que tudo que não é olhar para o fluxo é "abraçar árvore" é uma falsa dicotomia. O convite do episódio é trocar "ocupação" por "folga" - não um slack de jornada reduzida, mas um sistema, um fluxo de trabalho controlado de forma a estar constantemente em folga, porque é essa folga que permite que as pessoas se desenvolvam, busquem soluções melhores e que a organização antecipe riscos. É exatamente o que os buffers do DDMRP fazem na cadeia de suprimentos: garantir folga para que o sistema não fique acoplado de ponta a ponta e quebre.

Cindy conta sua trajetória: no início, seu fluxo era empurrado - o cliente pedia o que achava que precisava, ela entregava, e só na metade do caminho ou na entrega descobria que não era bem aquilo. A mudança veio ao entender a diferença entre puxar e empurrar: "o balde tem que estar sempre cheio" é, na prática, empurrar o balde para dentro da equipe, não deixar que ela puxe. Essa reflexão dialoga com o que Donald Reinertsen discute (num artigo de 2012 na Harvard Business Review sobre mitos do desenvolvimento de produtos) a respeito da relação entre utilização de recursos e tempo de espera: quanto mais se aumenta a ocupação, mais cresce a fila. No trabalho do conhecimento essa gestão de filas é ainda mais difícil porque os itens de trabalho normalmente são novos, ao contrário de uma linha de produção que repete itens conhecidos, e a constante troca de contexto aumenta a complexidade.

Ugs lembra que a ideia de não tratar pessoas como máquinas não é nova - já aparecia no discurso de Charlie Chaplin - e conta como sempre rejeitou controle de ponto e de horas: contratou pensando em entrega de resultado, não em jornada, e até hoje não usa apontamento de horas na própria empresa, ainda que o parceiro colombiano cobre isso para precificar projetos. Para ele, o que importa é o valor entregue, não quantas horas um projeto consumiu. O Demand Driven bebe de metodologias conhecidas - Kanban, MRP, Lean, Teoria das Restrições - e todas, no fundo, falam da mesma coisa: reduzir e melhorar fluxo. E empresas existem para ganhar dinheiro, não apenas para produzir produtos - um aprendizado que ele credita a um professor, Carol, que perguntava a cada aluno o que a empresa dele fazia e corrigia: "vocês fazem dinheiro".

Ugs explica o papel do buffer com o exemplo de uma peça em formato de "L": se o processo de fundir metal, transformar em chapas, dobrar e pintar leva oito semanas, e o cliente só define a cor e o formato final no pedido, o lead time percebido pode cair de oito semanas para um dia se a empresa mantiver um estoque de "L's" já dobrados e só pintar sob demanda. O buffer absorve a variabilidade do pedido sem propagar o impacto para as etapas anteriores da cadeia. No trabalho do conhecimento existe uma vantagem que a indústria não tem: dá para puxar restrições para o começo do processo, por exemplo, antecipando testes (como no TDD) em vez de deixá-los só no fim do fluxo.

Cindy traz o mob programming: um item de trabalho é desenvolvido com o time inteiro presente, decidindo e revisando ao vivo, o que elimina as filas de espera por revisão de código ou teste. Ela também destaca o pair programming, o compartilhamento do trabalho de teste entre todo o time (em vez de depender de uma única pessoa) e a automação de testes e deploys como formas de reduzir o tempo de espera no fluxo. Panda questiona: existe tempo de produção não válido, trabalho que ninguém usa? A resposta de Ugs é direta: sim, isso é comum - inclusive Lula, outro host do podcast, já contou casos de software que desenvolveu e que ninguém usava.

Para Ugs, o mob programming é a redução de desperdício levada ao extremo: parar tudo para esperar uma decisão soa absurdo numa linha de produção, mas no trabalho do conhecimento serve para olhar com mais consciência para dependências e decisões, buscando automatizar ou antecipar o que for possível. O trabalho do conhecimento é altamente perecível: um item que ficou parado no fundo do "balde" pode já não fazer sentido quando finalmente é puxado, porque o entendimento e até a arquitetura pensada podem estar defasados. Por isso os "baldes" (buffers) precisam ser pequenos e variáveis, não fixos, já que a própria equipe varia (alguém doente, de férias, saindo mais cedo). Sem proteger o sistema dessa variabilidade - de demanda, interna, ou de um discovery mal feito - o resultado são gargalos, atrasos, hora extra e estresse; com o Demand Driven, por exemplo, a rotina de quem planeja produção deixou de ser trabalhar 24 horas por dia para caber num horário comercial.

Panda resume que grande parte do que foi dito descreve um mundo ideal - nem sempre é a realidade das empresas, onde existe muita dependência entre áreas e passagem de bastão. Por isso, olhar para o fluxo de trabalho não é sobre fazer mais coisas, e sim sobre fazer a coisa certa na hora certa: começa por dar visibilidade ao fluxo, depois considerar limites de WIP por etapa. Cindy conta que, na prática, o maior ganho recente tem vindo de gerenciar dependências entre times - reduzir o tempo que um time fica esperando outro para subir algo ou liberar uma decisão, o que às vezes exige conversas fora do próprio time. Como diz o livro do Klaus que ela cita, agilidade de negócio não é esporte de time, é esporte de organizações: não adianta um time otimizado se o impacto de ponta a ponta não muda. As filas no trabalho do conhecimento são especialmente impactantes porque, quanto mais um item espera, maior a chance de que a necessidade do cliente já tenha mudado quando ele finalmente for entregue - virando trabalho inútil.

Fechando o raciocínio sobre ocupação, Ugs lembra que todo mundo produz de acordo com o que é medido: métricas moldam comportamentos. Se a métrica de uma fábrica é ocupação de máquina, ela vai ocupar a máquina com o que rende mais nessa métrica, ainda que não seja o que o cliente precisa. Pessoas confortáveis, fazendo o que sabem e gostam, entregam resultado - não é preciso dizer "são oito horas nessa atividade". O convite final é usar uma fila única e bem gerenciada, em vez de várias filas fixas por etapa, e amortizar a variabilidade tanto na entrada quanto na saída do fluxo, protegendo o sistema como o Demand Driven protege a cadeia de suprimentos. Nas mensagens finais, Cindy pede que quem trabalha com agilidade cuide do próprio fluxo e não deixe a cultura da empresa cobrar 100% de produtividade: "hackeiem esse sistema e não deixem ser corrompidos por ele". Ugs reforça: lutem para que as pessoas não tratem outras pessoas como máquinas, porque ninguém é máquina.

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