Retrospectiva – Removendo as pedras do caminho

Este post não tem tags.

Compartilhe:

Quando o Time fica pronto? A resposta é: Nunca! Um Time Ágil está em constante formação. Entretanto,  ao longo desta jornada, alguns problemas surgem e atrapalham o desenvolvimento do grupo e a harmonia do trabalho. Removendo as pedras do caminho é uma dinâmica de retrospectiva na qual o Time expõe os problemas por ele percebido, priorizando quais desafios devem ser vencidos e traçando planos de ação para solução dos problemas mais relevantes.

A dinâmica de retrospectiva

Desenhe em um quadro uma linha bem irregular. Esse será o caminho. No final do caminho, desenhe uma linha de chegada. Em seguida, mais ou menos no meio do quadro desenhe o Time. Desenhe algumas pedras no início do caminho e outras entre o Time e a linha de chegada.

Exemplo de quadro desenhado.

As pedras ultrapassadas são todos os problemas que o time já teve e já foram superados. Elas não são o foco da dinâmica, mas ajudam na motivação das pessoas e evitam a Síndrome do Patinho Feio (o Time percebe tudo como problema e tem a sensação de que nunca conseguiu resolver nada).

Já as pedras no caminho são todos os problemas que atrapalham o time a chegar ao objetivo do Time de altíssima performance.

Peça para o time, em duplas ou trios, preencherem post-its dizendo quais são estas pedras. Um item por post-it. Deixe as pessoas escreverem livremente todos os problemas que elas acham relevantes.

Leia os post-its e tente agrupá-los por similaridade para que as pedras mais citadas se transformem em montanhas.

Em seguida, peça para as pessoas escolherem qual o problema mais importante na perspectiva delas. Gostamos de utilizar o Dot Voting para tal. O problema mais votado será o problema tratado.

Desenhe uma britadeira sobre a pedra mais votada e peça para o Time descrever o que é a britadeira. Esse será o plano de ação que removerá a pedra. Em seguida pergunte quem irá segurar a britadeira para quebrar a pedra (responsáveis pelo plano de ação). Deixe bem claro que estes voluntários não precisam necessariamente resolver o problema sozinhos. Eles devem, em um curto intervalo (1 Sprint), buscar entregar um incremento real que solucione um aspecto significativo do problema.

Caso o time seja grande, é possível escolher dois ou mais problemas. Todavia, perceba que quanto mais frentes forem abertas, maiores são as chances de desperdício de esforço e de não obtenção da solução. Pare de começar e comece a terminar.

Sobre o autor(a)

Trainer na K21

Avelino Ferreira é formado e mestre em Ciência da Computação. Teve uma longa trajetória na TI, começando como programador e chegando a gestor de diversos times de criação de produtos digitais. Conheceu e começou a adotar as melhores prática de de Métodos Ágeis em 2008. Desde então, se dedica a auxiliar outras empresas na construção da cultura ágil. Atualmente, é Consultor e Trainer na K21

Artigos relacionados

Uma das principais habilidades que desenvolvemos enquanto consultores é a de fazer boas perguntas. Uma vez que as pessoas percebem o poder que tem uma boa pergunta, colocada ali na hora certa e que muda o destino de uma reunião,…

Há cerca de uma semana um estudo com um título bombástico tomou conta da web: “268% dos projetos que passaram a utilizar Métodos Ágeis pioraram e 56% passaram a falhar”, dizia o título. E ao ler o conteúdo, pareceu que…

A polêmica da semana é sobre o suspeitíssimo “estudo” afirmando que projetos com Agilidade teriam 268% mais chance de falhar.  Muito rapidamente os cavaleiros do apocalipse já se apropriaram do conteúdo para poder dizer que já sabiam! Claro que esse…

Oi time! Vamos conversar rapidinho sobre como podemos fazer nossas reuniões renderem mais sem deixar ninguém na corda bamba com a agenda lotada. Aqui vão algumas dicas pra gente manter o equilíbrio: A) Marcando as reuniões: 1) Checagem de Disponibilidade:…