Chegou aquela época do ano: vamos apresentar os artigos mais lidos no nosso blog em 2025. Se você quiser recordar os anos anteriores, temos a nossa lista aqui: 2024, 2022, 2021 e 2020. Infelizmente não tivemos a listagem em 2023.
Sobre a evolução do mercado com base na procura de conteúdo
Entre 2020 e 2025, o interesse do mercado evoluiu de dúvidas básicas sobre a adoção do ágil a temas de desempenho estratégico e de otimização avançada. A única constante é a necessidade de organizar o trabalho, com “Product Backlog: Épico, História de Usuário e Tarefas” liderando as leituras por vários anos e mantendo presença contínua no Top 5, enquanto fundamentos como Product Owner e Scrum Master seguem relevantes, porém menos centrais. Assuntos emergenciais, como o trabalho remoto, perderam espaço após 2021, indicando a estabilização do contexto pós-pandemia e maior maturidade na prática ágil.
Esse amadurecimento se manifesta no foco intenso em métricas e no alinhamento estratégico, com a ascensão de OKR e KPI e a consolidação das Métricas DORA como referência de equilíbrio entre velocidade e estabilidade. Em paralelo, cresce a busca por sofisticação organizacional e fluidez de valor, representada por Flight Levels, STATIK e pelo fluxo upstream-midstream-downstream, ao mesmo tempo em que habilidades humanas ganham destaque com soft skills e a Janela de Johari. A entrada do Scrum Guide Expansion Pack 2025 consolida esse movimento, ao reforçar o pensamento de produto, a visão sistêmica e o uso responsável de inteligência artificial.
Com relação aos números de acesso
Vemos uma queda significativa no número de acessos ao nosso blog 😢. A queda entre 2020 e 2025 foi bem bruta. Acredito que a própria dinâmica da busca por conteúdo mudou. Se antes você digitava no Google o tema que você gostaria de saber, ele te dava uma lista de opções. Após isso, você acessava uma a uma para encontrar algum texto relevante.
Hoje, as pessoas vão nas ferramentas de IA generativa (IA Gen) e perguntam sobre o que elas querem saber. O próprio Google integrou sua ferramenta de IA Gen, o Gemini, na busca principal.
Aliás, um ponto importante que vi ao analisar as estatísticas do blog é que a busca por conteúdo sobre Inteligência Artificial vem aumentando bastante. Principalmente a partir de junho de 2025. Todavia, ainda não é tão buscado assim. Os conteúdos sobre esse assunto com maior visualização ainda são os básicos: “Aprendendo algo novo sobre Inteligência Artificial (IA)” e “Utilizando Inteligência Artificial para analisar os dados de um time”. Então ainda há bastante espaço para você evoluir nesse tema.
1. Product Backlog: Épico, História de Usuário e Tarefas
O Product Backlog reúne e prioriza tudo o que o produto precisa, e o Product Owner organiza essa lista do mais estratégico ao mais detalhado. Como alguns itens são grandes demais, viram épicos e, a partir deles, surgem histórias de usuário que expressam claramente o valor desejado. Em seguida, essas histórias se desdobram em tarefas que o time executa, conectando a intenção à entrega de forma contínua.
https://br.k21.global/product-management/product-backlog-epico-historia-tarefas
2. 5 soft skills que você precisa desenvolver
O artigo explica que soft skills são competências além da técnica — como colaboração, comunicação e adaptabilidade — e que, com o mercado cada vez mais competitivo, essas habilidades passam a ser tão valorizadas quanto as hard skills. Assim, trabalhar bem em equipe, adaptar-se a diferentes cenários e comunicar-se de forma clara são essenciais para o sucesso em times ágeis. Além disso, o texto destaca que vale focar no desenvolvimento contínuo de soft skills como aprendizagem ativa, liderança, flexibilidade, inteligência emocional e foco no cliente, pois elas fazem a diferença na entrega de valor e na qualidade das interações profissionais.
https://br.k21.global/gestao-de-times-ageis/soft-skills-que-voce-precisa-desenvolver
3. OKR e KPI: definições e diferenças
O artigo explica que os KPIs medem a performance contínua de processos ou operações em andamento, servindo como indicadores de saúde e desempenho da empresa. Já os OKRs funcionam como um framework estratégico para definir objetivos ambiciosos e fomentar mudanças de mindset, orientando objetivos de curto/médio prazo em vez de rotina operacional. Além disso, o texto mostra que tanto OKRs quanto KPIs podem (e devem) coexistir: os OKRs guiam para onde você quer chegar, e os KPIs indicam se o caminho está sendo seguido com efetividade.
https://br.k21.global/product-management/okr-e-kpi-definicoes-diferencas
4. Fluxo de Trabalho: o upstream, midstream e downstream
O fluxo de trabalho começa no Upstream, onde ideias e solicitações — ainda apenas “opções” — são capturadas, analisadas e refinadas até que se decida se vale a pena comprometer-se com elas. Depois vem o Midstream, a “fase de construção”, em que essas ideias aprovadas se transformam em itens de trabalho (por exemplo, funcionalidades, produtos ou serviços) e são efetivamente construídas até ficarem prontas. Finalmente, no Downstream, o resultado construído é entregue ao cliente, com o item passando pela liberação/entrega final e gerando valor real — o ciclo completo integra hipótese, execução e entrega.
https://br.k21.global/gestao-de-times-ageis/fluxo-de-trabalho-upstream-midstream-downstream
5. Métricas DORA: 4 indicadores que medem o sucesso do seu DevOps
As DORA Metrics vêm do programa DevOps Research and Assessment e reúnem quatro indicadores-chave para avaliar o desempenho de equipes de desenvolvimento e operação. Elas medem tanto a velocidade de entrega — com a frequência de deploys e o tempo desde a alteração até a produção — quanto a estabilidade do software — com a taxa de falhas nas mudanças e o tempo médio para restaurar o serviço. Ao usar essas métricas de forma contínua, as equipes conseguem identificar gargalos, melhorar as entregas e garantir o equilíbrio entre agilidade e confiabilidade.
https://br.k21.global/gestao-de-times-ageis/metricas-dora
6. O que é Flight Levels e suas 5 atividades
O Flight Levels é um modelo de pensamento que ajuda sua empresa a conectar estratégia, coordenação e execução operacional de forma integrada, evitando que os times trabalhem como “ilhas” e promovendo a visibilidade do fluxo de valor como um todo. Ele divide a organização em três níveis — estratégico (nível 3), coordenação entre áreas (nível 2) e execução operacional (nível 1) — para garantir que as iniciativas decorram de decisões estratégicas e sejam implementadas em sincronia. Para que isso funcione, aplica-se, em todos os níveis, um conjunto de cinco atividades: visualizar a situação, criar foco, estabelecer interações ágeis, medir o progresso e operar/aperfeiçoar — promovendo, assim, um ciclo contínuo de alinhamento, entrega e melhoria.
https://br.k21.global/transformacao-organizacional/o-que-e-flight-levels-e-suas-5-atividades
7. Conhecendo as 18 Cadências do Kanban!
Por José Jr.
O artigo explica que as 18 cadências do Kanban são ciclos de feedback que sustentam tanto o funcionamento diário de um serviço quanto a melhoria do sistema como um todo, articulando alinhamento, coordenação e revisão. Ele mostra que essas cadências evoluem conforme a maturidade da organização no Kanban Maturity Model e que não é necessário adotá-las todas de uma vez, mas sim incorporá-las gradualmente conforme o time amadurece e ganha capacidade de refletir sobre fluxo, riscos, dependências e estratégia.
https://br.k21.global/transformacao-organizacional/conhecendo-as-18-cadencias-do-kanban
8. Kanban: o que é, como funciona e quais suas vantagens?
O artigo explica que o Kanban organiza o trabalho de forma visual, com cartões e colunas que mostram claramente o andamento das tarefas, e que utiliza limites de trabalho em progresso para evitar sobrecarga e manter o fluxo contínuo. Ele destaca que o método ajuda a melhorar a colaboração entre as pessoas, pois todos veem o mesmo quadro e conversam sobre prioridades e impedimentos. Além disso, o texto mostra que, ao enxergar o fluxo de ponta a ponta, o time toma decisões mais rapidamente e adapta o trabalho com mais facilidade.
https://br.k21.global/gestao-de-times-ageis/kanban-o-que-e-como-funciona-vantagens
9. Janela de Johari
Por Tadeu Marinho
A Janela de Johari mapeia a percepção de cada pessoa em quatro áreas — aberta (conhecida por ela e pelos outros), cega (conhecida pelos outros e não por ela), oculta (conhecida por ela e não pelos outros) e desconhecida (não conhecida por ninguém) — para favorecer o autoconhecimento e a transparência. A dinâmica incentiva os membros do time a compartilhar fraquezas e aceitar feedbacks, gerando confiança, apoio mútuo e colaboração. Com isso, os times tornam-se mais empáticos e capazes de melhorar a comunicação e o desempenho, com consciência clara de si mesmos e dos colegas.
https://br.k21.global/gestao-de-times-ageis/janela-de-johari
10. Scrum Guide Expansion Pack 2025: Tudo sobre as Novas Diretrizes do Scrum
O Scrum Guide Expansion Pack 2025 complementa o Scrum Guide 2020 — sem substituí-lo — e traz orientações atualizadas para aplicar o Scrum em contextos modernos e complexos. Ele reafirma os pilares de transparência, inspeção e adaptação, mas adiciona novas abordagens, como o pensamento de produto (product thinking), o pensamento sistêmico (systems thinking), a ênfase na entrega de valor (outcome over output) e o uso responsável da inteligência artificial como apoio aos times. Além disso, altera e amplia os papéis — como Scrum Master, Product Owner e Product Developer — e introduz novos papéis, como Stakeholder e Supporter, reforçando a liderança coletiva, o alinhamento estratégico e a responsabilidade compartilhada pelo sucesso do produto.
Conclusão
Esse Top 10 mostra não só o que o mercado estudou, mas também para onde ele quer ir: mais clareza, mais maturidade, mais estratégia e mais colaboração. E, se 2025 já trouxe tanta evolução, prepare-se para 2026, porque tudo indica que vamos acelerar ainda mais o valor entregue, com pensamento de produto, fluxo refinado, métricas inteligentes e times cada vez mais humanos e capazes — seguimos juntos nessa jornada ágil rumo ao próximo salto!
