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Ep. 247 - Escuta Ativa, Empatia e Resultados: A Jornada da FADESP

Ep. 247 - Escuta Ativa, Empatia e Resultados: A Jornada da FADESP

26 de maio de 202500:58:33
Cultura
Educação
Facilitação
Pessoas

Resumo rápido

A FADESP, fundação de tecnologia no Pará, enfrentou conflitos e ruídos após crescimento acelerado e adoção de metodologias ágeis. A gerente de RH Ceres Vasco identificou que o problema não era técnico, mas de comunicação, e trouxe o treinamento de Dani Prevô (K21) para 140 colaboradores, começando pela liderança para gerar efeito multiplicador. A pesquisa com quase 100 respondentes mostrou 85% de ganho em assertividade, 50% de redução em conflitos e 70% de queda em erros em times remotos. O case prova que soft skills de comunicação geram impacto técnico e financeiro mensurável.

Capítulos

  1. 05:20Os desafios da FADESP: crescimento, conflitos e a busca por uma solução
  2. 06:50A descoberta do treinamento de comunicação e a primeira turma
  3. 12:06O efeito multiplicador: da liderança à base
  4. 19:10Resultados da pesquisa: números e relatos concretos
  5. 28:13Impacto na parte técnica e na resolução de conflitos
  6. 37:51Eficiência, eficácia e impacto de negócio
  7. 47:22Conselhos para empresas e próximos passos da jornada

Frases do episódio

“eu não aprendo nadar lendo um livro sobre natação, vendo vídeos sobre pessoas nadando, eu aprendo a nadar entrando na água”

15:27

“não tem um dia que eu não uso meu treinamento de comunicação, não tem uma reunião que eu não faça isso”

29:48

“quanto mais humanos, quanto mais nos empatizarmos, quanto mais nos comunicarmos, quanto melhor nos relacionarmos, mais valor a gente vai entregar”

56:40

O que você vai ouvir neste episódio

  • A FADESP utilizou a escuta ativa para reduzir conflitos internos e mitigar recorrentes problemas de retrabalho nas entregas.
  • A identificação das necessidades reais de comunicação permitiu testar e implementar soluções adaptadas ao contexto da organização.
  • O desenvolvimento de competências comportamentais mostrou impactos diretos nos resultados e nas relações de trabalho dos colaboradores.
  • O programa de treinamentos focado em empatia e facilitação foi expandido gradualmente para todas as áreas da instituição.
  • Ceres Vasco, Flor e Dani Prevot detalham os passos práticos para consolidar uma cultura voltada à boa comunicação.

Temas discutidos

A jornada da FADESP exemplifica como os desafios organizacionais de eficiência e qualidade estão frequentemente conectados à qualidade das interações humanas. No contexto de agilidade, liderança e cultura, o aprimoramento da comunicação e o incentivo à escuta ativa funcionam como alavancas fundamentais para eliminar gargalos operacionais. Ao investir no desenvolvimento sistemático de habilidades comportamentais e empatia, a organização fortalece a colaboração interna, reduz o retrabalho nas entregas e estabelece bases sólidas para sustentar mudanças culturais contínuas.

Para quem é este episódio

Este episódio é indicado para líderes organizacionais, facilitadores e gestores de pessoas que lidam com conflitos internos e desalinhamento de entregas. Profissionais de desenvolvimento humano que buscam estruturar programas de treinamento baseados em escuta ativa e empatia também encontram subsídios práticos no relato da FADESP.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Quais problemas a FADESP buscava resolver com a melhoria da comunicação?

A FADESP enfrentava desafios operacionais recorrentes, como altos índices de retrabalho, falhas nas entregas e conflitos internos entre as equipes. A organização percebeu que a causa raiz desses obstáculos estava associada a lacunas no processo de comunicação interpessoal. Ao investir em escuta ativa e empatia, a instituição buscou alinhar o trabalho e criar um ambiente mais colaborativo e eficiente.

Como foi implementado o processo de treinamento em soft skills na organização?

A implementação ocorreu a partir da identificação precisa das necessidades internas, seguida pelo teste de soluções práticas de facilitação e comunicação. Com os primeiros resultados positivos, a FADESP estruturou treinamentos contínuos focados em empatia e escuta ativa. Essa abordagem gradual permitiu expandir o desenvolvimento das competências comportamentais para todas as áreas e colaboradores da empresa.

Como a escuta ativa e a empatia geram resultados práticos nas empresas?

A escuta ativa e a empatia aprimoram o entendimento entre os membros das equipes, reduzindo ruídos de comunicação que causam falhas e refações de tarefas. Quando os colaboradores praticam a empatia, a resolução de conflitos internos se torna mais fluida. Isso reflete diretamente em maior produtividade, previsibilidade nas entregas e melhoria contínua da cultura organizacional.

Sobre este episódio

O episódio 247 do Love the Problem apresenta o case da FADESP, fundação de tecnologia no Pará, que enfrentou conflitos e ruídos após crescimento acelerado e adoção de metodologias ágeis. A gerente de RH Ceres Vasco, com 15 anos na fundação, identificou que os problemas não eram técnicos, mas de comunicação, e trouxe o treinamento de Dani Prevô (K21) para 140 colaboradores. A estratégia de efeito multiplicador começou pela liderança e se expandiu para a base e áreas de apoio. A pesquisa com quase 100 respondentes revelou 85% de ganho em assertividade, 50% de redução em conflitos e 70% de queda em erros em times remotos. O case demonstra que soft skills de comunicação geram impacto técnico e financeiro mensurável, desafiando a visão de que desenvolvimento comportamental é intangível. O próximo passo é um treinamento de inteligência emocional para lidar com situações de pressão.

Transcrição completa

Ceres Vasco, gerente de RH Tech, Tech Recruiter, Analista Comportamental e Mentora de Carreira Tech, trabalha na FADESP, uma fundação de apoio e pesquisa, lotada na Cefaz do Pará, há mais de 15 anos, onde construiu toda a sua carreira de RH Tech. Daniela Prevô, consultora na Auer e trainer na K21 desde 2020, atua com planejamento e gestão desde 2021 e estuda comunicação desde 2016, com formação em psicologia positiva e comunicação não violenta.

Na FADESP, há cerca de dois anos houve um crescimento exponencial da quantidade de colaboradores, acompanhado de mudança de processos e implementação de metodologia ágil. Nesse contexto, surgiram muitos conflitos, ruídos e inseguranças entre os colaboradores. A equipe identificou que não havia apenas um problema técnico, mas sim necessidades de desenvolvimento de soft skills, especialmente em comunicação. Inicialmente, foram testados treinamentos online de inteligência emocional e outros temas, mas sem resultados concretos. A necessidade era de um formato com troca, presença e personalização.

Ceres buscou uma trilha de comunicação na K21 e encontrou o treinamento de Dani Prevô. A primeira turma foi um grupo de sete pessoas, incluindo Ceres e sua equipe. A surpresa foi ver o time cobrando uns dos outros: fazer checagem de entendimento, aplicar comunicação não violenta, melhorar a comunicação entre si. A partir daí, Ceres decidiu trazer os líderes, gestores e o nível estratégico da empresa, com a intenção de criar um efeito multiplicador. A decisão foi consciente: começar pela liderança para que a transformação se propagasse.

Os líderes chegaram com expectativa de um treinamento conceitual, apenas ouvir, mas encontraram dinâmicas, troca entre times, pessoas que nunca tinham conversado se conectando. Ceres não participou das turmas, para que os líderes ficassem livres para falar. No início, a adesão foi morna, mas depois eles saíram felizes e começaram a aplicar as técnicas nos seus times. As pessoas da base começaram a procurar Ceres pedindo para fazer o treinamento, dizendo que já tinham ouvido falar da checagem de entendimento usada pela liderança. Quem antes dizia que não precisava, porque já se comunicava bem, voltou atrás e pediu para participar.

A expansão chegou a cerca de 140 colaboradores da fundação, incluindo trainees, júniores, plenos, sênios, especialistas, liderança e gestão, e áreas de apoio. A geração Z, com seus padrões de comunicação distintos, trouxe um desafio adicional, mas também enriqueceu a troca. Ceres conhecia cada pessoa, tinha participado da seleção de todas, e identificava que os problemas não eram técnicos, mas de comunicação.

Os resultados foram medidos por uma pesquisa com quase 100 respondentes. Entre os números: 85% dos respondentes relataram que a aplicação das técnicas contribuiu significativamente ou muito significativamente para a assertividade, especialmente na redução de mal-entendidos e conflitos. 79,8% saíram sentindo-se confiantes ou muito confiantes em expressar ideias de forma assertiva. Conflitos entre times foram reduzidos em 50%. Em um time remoto, a checagem de entendimento escrito reduziu erros em 70%. A checagem de entendimento evitou três retrabalhos em um mês. Em uma sprint de 15 dias, a aplicação de técnicas de comunicação não violenta evitou uma perda de tempo de três dias. A checagem revelou que um cliente da Secretaria da Fazenda tinha entendido errado um requisito crítico, e a correção foi feita antes da implementação.

Relatos concretos incluíram: uma pessoa que sempre finaliza reuniões perguntando 'você poderia resumir o que a gente entendeu aqui', evitando retrabalhos; uma PO que declarou não ter um dia sem usar o treinamento de comunicação; um caso em que o cliente exigia mudanças impossíveis e, com a checagem de entendimento, aceitou o plano B; e um feedback a um estagiário que, ao invés de apontar a perda de duas horas, propôs revisar os checklists juntos.

O impacto na parte técnica foi evidente: a redução de conflitos aumenta a eficácia, a redução de retrabalho é eficiência pura, e o fortalecimento da relação com o cliente traz ambos. A comunicação assertiva se tornou um pilar cultural na FADESP. O próximo passo é um treinamento de inteligência emocional, para lidar com situações de pressão, autorregulação e gatilhos internos, complementando a jornada de comunicação.

O conselho para outras empresas é: conheçam seus times, identifiquem a necessidade, e invistam em um formato que permita prática e troca entre colaboradores. O RH precisa estar próximo, do lado do colaborador, ouvindo histórias e identificando necessidades. A comunicação, quando desenvolvida de forma intencional e estratégica, é um divisor de águas: não se trata apenas de transmitir mensagens, mas de criar conexão, fortalecer relações e construir soluções de forma conjunta. Quanto mais humanos, quanto mais nos empatizarmos, quanto mais nos comunicarmos, quanto melhor nos relacionarmos, mais valor e resultado a gente entrega, mais efetivos e eficientes somos.

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