Por que o C-level deve focar em resultados, problemas e aprendizados?

“Por que o C-level deve focar em resultados, problemas e aprendizados” foi o tema do bate-papo de Carlos Felippe Cardoso, co-fundador da K21, no C-Summit 2022. 

Ouça este artigo!

Durante a conversa com Igor Lopes, sócio e diretor da TransformaçãoDigital.com, eles abordaram temas como os porquês do Ágil, as armadilhas dentro de uma empresa e como mudar o mindset de empresas em setores tradicionais.

Quais foram os principais tópicos do bate-papo da K21 no C-Summit 2022?

K21 no C-Summit, evento de C-level
C-Summit 2022: conversa entre Carlos Felippe Cardoso, co-fundador da K21, e Igor Lopes, sócio e diretor da TransformaçãoDigital.com

Se você perdeu o evento ou apenas quer revisitar momentos marcantes dessa conversa interessante e cheia de aprendizagem, fique tranquilo! Destacamos os melhores pontos para você aprender com o Carlos (também conhecido como CFC).

Não seja um chefe, seja um chef

Seja nas redes sociais ou no mundo de negócios, todos estão em busca de uma “solução mágica” para alcançar os objetivos com mais facilidade. Para Carlos, não existe milagre. Entretanto, ele revela um segredo: fatiar o bolo. 

“Qual o problema que você quer resolver primeiro? Você está olhando o negócio como um todo? Você provavelmente tem problemas diferentes, então precisa mexer em seus desenhos, seus processos para resolvê-los. Mas ao invés de pegar todos os problemas e querer trazer um bolo camada a camada, pegue uma fatia.”

Carlos Felippe Cardoso (CFC), co-fundador da K21, no C-Summit 2022

Foi por meio dessa técnica que a K21 conseguiu um case de sucesso em uma questão de horas. Ao entender que os clientes de uma empresa de cartões de crédito tinha problemas com as faturas, eles decidiram separar uma importante fatia do bolo: os consumidores com gastos acima de R$5.000/mês.

“Ao olhar esse segmento, buscamos entender se ele tem acesso a e-mail ou SMS. Em meia hora, descobrimos que 90% tinha. Então decidimos oferecer cashback digitalizado de R$15, já que uma ligação na central custava R$10. Foi um sucesso, porque fatiamos e olhamos para os números”.

Carlos Felippe Cardoso (CFC), co-fundador da K21, no C-Summit 2022

Para os frequentadores do evento de C-levels, Carlos deixou com uma importante provocação: quantas vezes você se viu no tático ou no operacional? Ele afirmou:

“Estamos no começo de um ano novo, então muitos criaram aquele belo planejamento estratégico, com horas investidas em desenhos do futuro. Mas o problema está na execução da estratégia, porque boa parte da execução se tornará um ‘verde melancia’. Se cavar um pouco esse verde, o vermelho aparece.”

Carlos Felippe Cardoso (CFC), co-fundador da K21, no C-Summit 2022

O “verde melancia” é uma das mentiras que moram no castelo que representa o modelo projetizado das empresas. Ele é mencionado pelos Agile Experts da K21, Avelino Ferreira e Rodrigo de Toledo, no livro que estão escrevendo com a colaboração de espectadores de lives feitas pela K21. E você pode baixar gratuitamente a versão mais atual do e-book Castelo de Mentiras.

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Experimentação e aprendizado contínuo para inovação

Outro ponto de destaque durante a participação do co-fundador da K21 no C-Summit 2022 foi a proximidade da inovação e do aprendizado.

Um exemplo dado por CFC é da “ciência de foguete”, vista antes como algo de extrema complexidade. 

“Mas hoje temos Elon Musk, um dos maiores nomes da área, redefinindo como se faz a ciência de foguete. Eles já lançaram milhares de experimentos e agora conseguiram reduzir os custos. Não acertaram de primeira, eles experimentaram dezenas de vezes para chegar em um momento de segurança e com um preço melhor. Ou seja, até ciência de foguete tá inovando”.

Carlos Felippe Cardoso (CFC), co-fundador da K21, no C-Summit 2022

Já dentro da K21, a visão focada no aprendizado faz parte da rotina com os clientes. CFC exemplifica esse trabalho com clientes como siderúrgicas, que reduziram o ciclo de vida de um produto de anos para apenas meses.

“Nós temos como objetivo reduzir ciclos. É sobre trazer o digital e a inovação para setores super tradicionais que estão sendo desafiados”, explica.

Cuidado: todo herói vira vilão

Um personagem que conquistou a cultura nacional nos últimos anos foi Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Mas o que muitos deixaram de notar é que, segundo Carlos, ele é muito mais moderno que “muitos líderes que se dizem ser moderninhos”.

“O time dele é multidisciplinar, ele cobra resultados e que todos sigam padrões. Ou seja, ele é mais um em campo, tão responsável pela segurança de todos como cada membro da equipe. Isso significa que o sucesso não é dele enquanto líder, cada um é muito responsável”.

Carlos Felippe Cardoso (CFC), co-fundador da K21, no C-Summit 2022

Já do outro lado dessa moeda estão os heróis, que se transformam em vilões. Isso porque esse líder começa pedindo visibilidade nos projetos, mas recebendo como resposta apenas “está andando”. Um mês se passa, e o que aconteceu? Apenas “verde melancia”.

Então começa a microgestão, que faz com que as equipes entreguem sem qualidade, acumulem horas extras e gerem alto turnover na empresa. “Você criou uma cultura de medo que vai se reforçando — e isso é uma armadilha”, alerta CFC. 

Para ele, empresas que não conseguem estimular uma cultura de liderança transforma líderes em meros “CEOs de tarefas”. Para entender mais sobre este assunto, ouça o podcast:

Outra técnica relevante é a implementação do FDP da alta gestão. Já adiantamos que essa sigla não significa o que você está pensando… E, se quiser saber mais sobre ela, é só acessar o blogpost O trabalho de FDP do Product Owner.

Foco no valor, ciclos curtos e melhoria contínua

Um dos últimos tópicos abordados por Carlos durante o bate-papo com Igor Lopes foram os três porquês do Ágil: foco no valor, ciclos curtos e melhoria contínua. Independentemente se sua empresa adotou Kanban, Scrum ou qualquer outro método Ágil, o co-fundador da K21 reforça que esses três pontos são a essência de o que é ser Ágil.

Confira o bate-papo na íntegra

YouTube video

Entendeu por que o C-level deve focar em resultados, problemas e aprendizados?

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