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os 4 tipos de onboarding

os 4 tipos de onboarding

8 de junho de 202300:09:08
Carreira
Pessoas

Resumo rápido

Samuel Cavalcanti, trainer na K21, apresenta os quatro tipos de onboarding inspirados nos domínios da agilidade: organizacional, social, técnico e de negócio. O onboarding tradicional das empresas cobre apenas o organizacional, mas a eficiência real exige que o novo colaborador seja acolhido socialmente, compreenda os padrões técnicos e saiba qual resultado de negócio é esperado dele. Separar e explicitar cada camada acelera a integração e reduz a ineficiência generalizada do processo.

Capítulos

  1. 00:05Apresentação do tema: onboarding e sua ineficiência
  2. 00:47O contexto histórico e a conversa com Matheus Haddad
  3. 01:32O onboarding tradicional: burocracia e apresentações
  4. 02:57A revelação dos quatro tipos de onboarding
  5. 03:39Onboarding social: aceitação e coesão no grupo
  6. 05:28Onboarding técnico e organizacional: padrões e o porquê das decisões
  7. 06:38Onboarding de negócio: resultado esperado e gestão de expectativas

Frases do episódio

“o onboarding é uma coisa muito ineficiente na grande maioria das empresas”

00:47

“Eu falei, Haddad, falta um aí, cara.”

02:57

“Qual é o papel dessa pessoa do ponto de vista de negócio? Conectando com a estratégia da empresa?”

06:38

O que você vai ouvir neste episódio

  • Samuel M. B. C. analisa os quatro tipos de onboarding aplicados no contexto de gestão de pessoas e cultura organizacional.
  • A integração adequada de novos colaboradores reduz o tempo de rampa e aumenta o engajamento inicial das equipes.
  • O alinhamento de expectativas durante o processo de acolhimento influencia diretamente a retenção de talentos nas empresas.
  • Estruturar diferentes formatos de acolhimento permite adaptar a experiência conforme a maturidade e o papel do profissional.

Temas discutidos

O processo de onboarding é um elemento central para a cultura organizacional e para a liderança adaptativa. Quando bem estruturada, a integração conecta novos profissionais aos objetivos de produto e aos ritos ágeis da empresa de forma mais rápida. Analisar diferentes tipos de acolhimento ajuda líderes a transformar a experiência de entrada em um vetor de eficiência operacional. Isso fortalece o alinhamento estratégico, melhora a retenção de talentos e garante que os valores da organização sejam vivenciados desde o primeiro dia de trabalho.

Para quem é este episódio

Este conteúdo é indicado para gestores de pessoas e especialistas em People Ops que buscam aprimorar os processos de entrada de novos colaboradores. Também beneficia líderes de equipe e Agile Coaches responsáveis por acelerar a integração e a produtividade de novos integrantes em seus times.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Quais são os benefícios de estruturar diferentes tipos de onboarding?

A adoção de diferentes formatos de integração permite adequar o acolhimento ao contexto do colaborador e às necessidades da empresa. Isso resulta em maior clareza de expectativas, melhor assimilação da cultura da organização, redução do tempo necessário para alcançar produtividade e menor taxa de turnover voluntário nos primeiros meses de trabalho.

Como o processo de integração se conecta à cultura e à agilidade?

O acolhimento é o primeiro contato direto do profissional com os ritos, práticas e valores da organização. Quando o onboarding reflete transparência e colaboração, o novo integrante compreende rapidamente a dinâmica ágil do time, facilitando a autonomia, a comunicação interna e o alinhamento com as metas estratégicas de produto desde o início.

Qual é o papel da liderança no acolhimento de novos colaboradores?

A liderança deve atuar ativamente na facilitação do onboarding, garantindo suporte, direcionamento claro e feedback constante. Mais do que apresentar ferramentas, os líderes precisam promover a integração social com a equipe e esclarecer o impacto do papel do profissional nos objetivos de negócio da organização.

Sobre este episódio

Neste episódio do Love the Problem, Samuel Cavalcanti, trainer na K21 com mais de 12 anos de experiência em agilidade, discute a ineficiência do onboarding na maioria das empresas e propõe uma estrutura em quatro camadas inspirada nos domínios da agilidade. O onboarding organizacional, o mais comum, trata da burocracia e do funcionamento da empresa e do time. O onboarding social cuida da aceitação e coesão do novo colaborador no grupo, podendo começar já na seleção. O onboarding técnico aborda padrões, fluxos e, crucialmente, o porquê das decisões, dando ao novo membro argumentos para propor mudanças. Por fim, o onboarding de negócio — o que mais falha na prática — conecta o colaborador à estratégia e define qual resultado ele deve gerar, seja como ativador de receita ou habilitador de outras pessoas. A recomendação central é separar essas camadas e tratá-las de forma explícita, evitando a confusão de processos misturados que reduz a efetividade da integração.

Transcrição completa

O onboarding é um assunto que já existe há um tempão, desde 2017 ou 2018, e a grande maioria das empresas o trata de forma ineficiente. O onboarding tradicional, que a gente vê acontecendo na maioria das organizações, funciona assim: você entra numa empresa, o RH te chama, te explica como é que funciona aquela empresa, quais são as suas obrigações dentro daquele sistema, como vai funcionar o ponto, a folha, toda aquela parte burocrática. Aí te levam a conhecer alguns departamentos, te apresentam algumas pessoas. Algumas empresas fazem coisas diferentes, como levar o novo colaborador a conhecer a presidência ou o jurídico, mostrando caminhos políticos dentro da organização. Isso é interessante, mas ainda é um onboarding organizacional: quando as pessoas entendem como a empresa funciona.

Mas existem mais dois onboardings além do organizacional: o onboarding social e o onboarding técnico. E, somando a esses, falta ainda um quarto: o onboarding de negócio. São os quatro domínios da agilidade aplicados ao onboarding: organizacional, social, técnico e de negócio.

O onboarding social é sobre como a pessoa é aceita naquele meio em que vai viver. Como vai funcionar a coesão social dessa pessoa que está entrando? Isso é fundamental para o sucesso da empresa. A pessoa precisa ser aceita, e para isso as pessoas que vão aceitá-la precisam saber por que ela está ali. Na K21, esse onboarding começa já no processo de seleção, chamado de namoro, porque a pessoa já interage com quem provavelmente vai trabalhar, criando relações sociais desde o início. Em outras empresas, pode ser feito por meio de happy hours, exercícios de team building e atividades que criem conexões entre pessoas.

O onboarding organizacional trata de como funciona o trabalho da empresa: métricas de melhoria, lead time do time, fluxo de trabalho, onde a pessoa vai ser inserida. Existe o onboarding organizacional da empresa e o do time. Já o onboarding técnico aborda como é o trabalho, quais são os padrões, como se faz e por quê. No organizacional e no técnico, o porquê das coisas precisa estar explícito. As pessoas, em algum momento, vão querer dar o pitaco delas, e sabendo os motivos das decisões tomadas, chegam com mais argumentos. Por exemplo, se alguém chega numa empresa e quer mudar um processo, mas não sabe por que ele foi criado daquele jeito, fica com medo. Se sabe o histórico, chega com mais argumentos e fica mais fácil de se posicionar. O onboarding técnico não se limita à tecnologia: são padrões de qualidade em qualquer área.

E por fim, o onboarding de negócio. Por que essa pessoa foi contratada? Qual é o resultado de negócio que ela está ali para gerar? Essa pessoa pode ser ativadora, gerando receita direta, ou habilitadora, gerando despesa mas habilitando outras pessoas a gerarem receita. Qual é o papel dessa pessoa do ponto de vista de negócio, conectando com a estratégia da empresa? Isso é sobre gestão de expectativas. Na prática, é o onboarding que mais falha nas empresas.

Cada um desses itens — organizacional, social, técnico e de negócio — separadamente pode ajudar as pessoas a acelerarem os resultados delas dentro da empresa. Algumas empresas fazem tudo misturado, como quando apresentam a pessoa a vários departamentos e mostram caminhos, fazendo um pouco de onboarding social na empresa inteira, mas de forma confusa. A maior diferença que as pessoas fazem de onboarding é entre presencial, virtual, misto ou social. A dica é separar esses onboards e deixá-los claros para que haja maior efetividade.

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