Até que ponto detalhar o backlog de produto?

Como estruturar um backlog de produto ainda tem sido uma questão em alguns times ágeis, e um dos pontos recorrentes tem sido o detalhamento excessivo de todos os item do backlog.

Para ajudar neste assunto utilizamos a metáfora do Horizonte para guiar o trabalho do PO.

Alguns problemas encontrados

Quando trabalhamos num backlog, podemos cometer o equívoco de detalhar e decidir sobre itens que estão muito longe de serem atacados e, considerando os princípios e valores ágeis, isso pode trazer os seguintes problemas:

1- Alto nível de desperdício no caso de mudarmos de direção.
2- O esforço para detalhar itens distantes é maior.
3- É preciso tomar decisões pequenas muito antes do necessário.
4- Dificuldade de gerenciar um backlog gigantesco.

Backlog na perspectiva de Horizonte

Imagine que você está na rua de uma cidade grande e que o backlog seria uma sequência de passos que vão na direção que hoje acreditamos que o produto vai seguir. Para os próximos passos temos mais detalhes sobre o caminho que vamos percorrer, o nome das ruas está claro, conseguimos ver detalhes dos prédios, das pessoas que estão passando ou se o sinal mais próximo está aberto.

Porém, na medida em que olhamos mais a frente os detalhes não são tão precisos. Conseguimos ver que existem prédios mais altos e outros mais baixos, um prédio branco e outro azul, e a medida que levamos a visão mais perto do horizonte temos menos detalhes sobre o caminho que imaginamos que vamos seguir.

Parte do trabalho do Product Owner é olhar para esse caminho constantemente. Encare seu backlog pensando nos próximos passos e dando o devido foco para o que está no seu horizonte. Sempre vale lembrar que se adaptar a mudanças é mais importante do que seguir um plano.

Você tem sentido que o seu time está sofrendo algum destes sintomas? Compartilhe com a gente nos comentários 😉

Se quiser saber mais sobre Planejamento em Métodos Ágeis, dá uma olhada nesses artigos:
Daniel Teixeira
Sobre o autor

Daniel Teixeira

Bacharel em física pela UFRJ, com mais de 10 anos de trabalho com desenvolvimento de software. Tornou-se Agile Coach em 2010. Criador de diversas dinâmicas de facilitação e referência na comunidade ágil.

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