
transgredir é essencial
Resumo rápido
Deia comenta o post 'Transgredir é essencial', do Instituto Amuta, baseado em A Alma Imoral de Newton Bonder, e reflete sobre como a transgressão — romper padrões, ouvir a intuição, questionar a obediência — é condição para a evolução individual e coletiva, especialmente em ambientes de trabalho que precisam de segurança psicológica e autenticidade.
Capítulos
Frases do episódio
“Quando não usamos todo o nosso potencial, diminuímos o potencial de todos os demais.”
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“Transgredir é um processo. E o momento em que nos voltamos para outra direção marca um novo segmento de nossas histórias individuais e coletivas.”
01:37
“O verdadeiro grande crime do ser humano é que ele pode dar-se uma simples volta a qualquer momento, mas não o faz.”
03:39
O que você vai ouvir neste episódio
- A transgressão consciente permite questionar processos ultrapassados e abrir espaço para novas formas de trabalho em equipe.
- Culturas organizacionais rígidas desestimulam o protagonismo das pessoas e limitam a capacidade de adaptação contínua da empresa.
- A criação de ambientes com segurança psicológica é indispensável para que colaboradores possam propor mudanças sem medo de retaliação.
- Transgredir com propósito exige responsabilidade, alinhamento ético e foco claro na melhoria das relações e dos resultados coletivos.
- Relações interpessoais autênticas fortalecem a confiança necessária para desafiar o status quo de maneira construtiva na organização.
Temas discutidos
O episódio conecta o conceito de transgressão à necessidade de inovação na liderança e na cultura organizacional. Em ambientes ágeis, romper com estruturas engessadas é indispensável para a adaptação rápida e a gestão de pessoas eficiente. Questionar o status quo permite que times de produto e operações repensem dogmas, promovendo um aprendizado contínuo baseado na confiança. Assim, a transformação deixa de ser apenas metodológica e passa a ser uma mudança cultural profunda e sustentável.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é destinado a lideranças executivas, gestores de pessoas e agentes de transformação cultural que buscam desconstruir práticas organizacionais engessadas. Profissionais de agilidade e desenvolvimento organizacional também encontram reflexões valiosas para promover ambientes mais abertos, inovadores e focados em relações humanas autênticas.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Por que a transgressão é considerada importante no ambiente corporativo?
A transgressão consciente permite identificar e desconstruir normas e processos obsoletos que travam a inovação e o crescimento. Ao questionar padrões estabelecidos de forma ética e construtiva, as organizações abrem caminho para novas abordagens de trabalho, melhorando a adaptação do negócio e promovendo um ambiente de contínuo aprendizado e evolução cultural.
Como a liderança pode incentivar o questionamento saudável de processos?
A liderança deve estabelecer um ambiente com segurança psicológica, no qual erros sejam vistos como oportunidades de aprendizado e divergências sejam bem-vindas. Incentivar o protagonismo das equipes, praticar a escuta ativa e demonstrar abertura a novas ideias são passos essenciais para que os colaboradores se sintam confortáveis ao desafiar o status quo.
Qual é o papel das relações humanas no processo de mudança organizacional?
As relações interpessoais baseadas em confiança e empatia formam a base para sustentá-la diante de transformações profundas. Quando as pessoas se sentem conectadas e respeitadas, a resistência ao novo diminui, facilitando o alinhamento em torno de objetivos comuns e fortalecendo a colaboração necessária para romper com velhos hábitos organizacionais de maneira saudável.
Sobre este episódio
No episódio 33 do Love the Problem, Deia comenta o post 'Transgredir é essencial', do Instituto Amuta, escrito por Marina Galvão e baseado em A Alma Imoral, de Newton Bonder. O post parte da premissa de que fomos ensinados a obedecer — professores, mais velhos, leis, normas sociais — e questiona: e quando transgredir nos aproxima mais do nosso potencial do que a obediência? Transgredir é irromper, inovar, ouvir o coração, seguir a intuição e caminhar por trilhas desconhecidas. Newton Bonder é citado ao afirmar que transgredir é um processo e que o momento em que nos voltamos para outra direção marca um novo segmento das histórias individuais e coletivas. O post argumenta que a ausência de transgressão prejudica não só o indivíduo, mas comunidades, culturas e a própria longevidade dos grupos. Deia estende a reflexão para o contexto organizacional, destacando a segurança psicológica como caminho para que pessoas questionem, participem e tragam ideias. Conecta a transgressão à autenticidade, à comunicação não violenta e à necessidade de ambientes de trabalho onde cada pessoa possa ser quem é. Encerra com o apelo de que a transgressão deve ser coletiva, com líderes influenciando a criação de estruturas mais sustentáveis.
Transcrição completa
Hoje eu quero comentar um post do Instituto Amuta, que tem uns conteúdos muito bacanas, a gente já comentou conteúdos aqui deles antes. O post foi elaborado por Marina Galvão. O post que eu vou comentar chama, transgredir é essencial. Quando não usamos todo o nosso potencial, diminuímos o potencial de todos os demais. Esse post foi baseado no livro, A Alma Imoral.
E o post começa assim. Fomos ensinados a obedecer. Obedecer o professor, obedecer os mais velhos, obedecer as leis de trânsito e as normas da igreja. Seguimos as normas impostas pela família, pela escola, pela empresa e pelo estado. Obedecemos as imposições sociais, para os relacionamentos, para o trabalho e para interações amorosas. Mas e quando transgredir te aproxima de você? Não te aproxima mais do seu potencial do que a obediência. Nem sempre a obediência é o melhor caminho. Às vezes, a transgressão é o que vai te levar aonde você quer e precisa chegar. Transgredir implica irromper, inovar, ouvir o coração, seguir a intuição. Caminhar por uma trilha desconhecida, por um caminho que a princípio não era bem visto. Transgressão é mudança. Transgredir é romper. E aí traz uma frase aqui de Newton Bonder. Transgredir é um processo. E o momento em que nos voltamos para outra direção marca um novo segmento de nossas histórias individuais e coletivas. Não é fácil romper com a inércia, sair da rotina, das regras do previsto. Não é fácil ter coragem de ouvir o coração. Mas se não transgredimos, prejudicamos não só a nós mesmos, mas todos aqueles que se relacionam conosco. As comunidades que pertencemos e as culturas que construímos. Novamente uma frase aqui de Newton Bonder.
Espaço para que o outro também o faça. Por isso a importância de sustentarmos espaços onde seja possível rompimento, onde a transgressão não seja confundida como egoísmo ou perversidade, mas que possa ser reconhecida como evolução, como mudança necessária, como potência. Além da qualidade de vida coletiva, outra coisa fica comprometida pela ausência de transgressão, a longevidade do grupo. A possibilidade de continuar existindo é prejudicada quando um grupo não exerce todo seu potencial transgressivo. Se um grupo não muda, não evolui. Ele não consegue continuar. Até mesmo as religiões mais antigas precisam se adaptar para continuar existindo. Por isso, a obediência nem sempre é sinal de continuidade, de sobrevivência. A transgressão, a adaptação, a mudança garante mais longevidade aos organismos, sistemas, grupos e sociedades do que a rigidez e a repetição.
É possível transgredir sem perder a essência. Inclusive, a transgressão pode ser uma forma de te aproximar ainda mais da sua essência. Quando ouvimos esse chamado para ser algo diferente do que está sendo proposto, alcançamos melhor adaptação ao mundo. Talvez esse seja mesmo o chamado. Transgredir para conseguir ser cada vez mais quem nós somos em relação em nossas relações e no mundo. E aí, mais uma frase do Newton Bonder. O verdadeiro grande crime do ser humano é que ele pode dar -se uma simples volta a qualquer momento, mas não o faz.
O post encerra com essa frase o seu texto, mas ele continua no blog do Amuta. Mas acho que aqui já deu pra ter uma boa noção sobre a importância de transgredir e questionar a questão da obediência. Eu fico pensando, né, não é tão simples. Claro que se todo mundo questionar um pouquinho, já vai ajudar. Mas o quanto é importante, quando a gente traz isso para as organizações, a gente falar de segurança psicológica, né? Acho que um dos caminhos, Zé, como que eu crio estruturas para que eu permita que a gente tenha segurança psicológica, para que as pessoas possam participar, questionar, tirar suas dúvidas, trazer novas ideias. Então, acho que isso seria um primeiro caminho para que as empresas consigam se adaptar. É, chamar as pessoas para participarem, né, colaborarem.
Afinal, nosso trabalho é um trabalho muito voltado para o conhecimento, é um trabalho criativo. E o post traz muito isso, né? Da nossa importância de usar essa criatividade, esse conhecimento e romper. Romper o padrão, né? Parar de trabalhar de forma repetitiva e ir para um lugar mais criativo. E uma outra conexão que eu faço, né, quando ele fala da obediência e ele fala do uso da nossa intuição e quando a gente percebe que lá dentro da gente tem algo errado, lá dentro da gente tem algo que quer fazer diferente, que quer transgredir, mas às vezes a gente não se coloca para obedecer. O quanto tem também essa falta de a gente confiar na gente mesmo, de ouvir a nossa voz, de aprender sobre a nossa autenticidade, e o quanto ela é importante para o mundo.
E aí me remete muito também à comunicação não violenta que vem de um lugar de falar também da nossa autenticidade, da gente expressar e se conectar com o que a gente sente, né? Com as nossas necessidades. Quem dera a gente pudesse criar ambientes de trabalho mais saudáveis que permitisse com que as pessoas pudessem ser elas mesmas, usar o seu potencial do jeito que o post pede aqui. Em que elas percebessem que somos todos únicos, né? E que cada pergunta, cada sugestão, ela é válida. Quanto é importante a gente cuidar desse ambiente para que todos possam colaborar. Eu acho que essa é a reflexão que ressoa em mim quando eu leio esse post. E, claro, tomara que a gente tenha coragem de ir transgredindo, mas que isso não seja um esforço individual, mas coletivo, né?
Que a gente olhe para as nossas estruturas, principalmente para quem pode estar num papel de liderança ali, de influenciar para que a gente crie melhores estruturas de trabalho, ambientes mais sustentáveis, para que todo esse potencial venha à tona.
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