
talking partners
Resumo rápido
Wanda apresenta a prática Talking Partners, do artigo de Rafael Obino, que usa encontros diários em dupla (estruturados em torno de se conhecer, desabafar e se desenvolver) para criar conexão e aprendizado contínuo em times, especialmente em cenários de fusão e crescimento acelerado.
Capítulos
- 00:04Abertura: apresentação do artigo Talking Partners, de Rafael Obino
- 00:48O desafio: criar conexão em trabalho distribuído, fusões e crescimento acelerado
- 01:29O que é a prática Talking Partners (TP) e sua origem no livro An Everyone Culture
- 03:31O tripé do TP: se conhecer, desabafar e se desenvolver
- 04:11Desabafo e a integralidade da pessoa no ambiente de trabalho
- 07:38Relatos de quem pratica o TP em um contexto de fusão de empresas
- 11:32Conclusões do artigo e convite para compartilhar experiências
Frases do episódio
“O TP é um método que se propõe a criar um fluxo de comentoria entre os membros de uma equipe.”
01:29
“Se conhecer, desabafar e se desenvolver.”
03:31
“A técnica do Talking Partner é um mecanismo para que as pessoas deixem de exercer papéis que cobrem suas fraquezas, levando-as a construir ambientes onde elas possam ser elas mesmas, sem que precisem mais projetar estereótipos de perfeição.”
11:32
O que você vai ouvir neste episódio
- A prática de Talking Partners promove encontros periódicos entre duplas para conversar sobre temas além do trabalho operacional.
- Estabelecer momentos dedicados à escuta ativa fortalece a relação de confiança entre os membros de uma equipe.
- A dinâmica ajuda a integrar novos colaboradores ao contexto da empresa de forma mais acolhedora e eficiente.
- Conexões pessoais mais sólidas impactam diretamente a segurança psicológica e a colaboração no ambiente corporativo.
Temas discutidos
A criação de conexões humanas é um pilar fundamental para a agilidade e a cultura organizacional moderna. Práticas como o Talking Partners reforçam a segurança psicológica, elemento essencial para que times de alto desempenho consigam colaborar, inovar e resolver problemas complexos. Ao incentivar o diálogo aberto e a empatia, os líderes constroem um ambiente corporativo mais seguro, sustentável e alinhado aos valores de gestão ágil e desenvolvimento contínuo de pessoas.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é recomendado para líderes de equipe, agilistas e profissionais de recursos humanos que buscam fortalecer a cultura organizacional. A discussão beneficia também gestores interessados em melhorar a integração de pessoas, a empatia e a colaboração contínua dentro de seus times.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
O que é a prática de Talking Partners?
Talking Partners é uma prática estruturada que conecta duas pessoas para conversarem periodicamente sobre aspectos pessoais e profissionais. O objetivo principal é desenvolver empatia, fortalecer relacionamentos interpessoais e criar um canal seguro de diálogo que vai além das tarefas operacionais do dia a dia da empresa.
Como o Talking Partners beneficia a cultura da empresa?
A dinâmica estimula a segurança psicológica e melhora a comunicação entre os colaboradores. Ao aproximar pessoas de diferentes áreas ou momentos de carreira, a organização fortalece laços de confiança, reduz silos comunicacionais e cria um ambiente de trabalho mais acolhedor, produtivo e propenso à colaboração.
De que forma os líderes podem implementar essa dinâmica?
Os líderes podem organizar rodízios periódicos de duplas e oferecer sugestões de temas para orientar as conversas. É fundamental garantir que o tempo reservado para a atividade seja respeitado, incentivando a escuta ativa e o respeito mútuo sem pressionar os participantes por resultados operacionais imediatos.
Sobre este episódio
Neste episódio, Wanda retoma um artigo do Dr. Rafael Obino publicado no Medium, "Talking Partners, uma prática para gerar conexão entre as pessoas", para discutir como ambientes de trabalho distribuído, fusões e crescimento acelerado dificultam a criação de relações profundas e o senso de pertencimento dentro das organizações.
A prática Talking Partners (TP), apresentada no livro "An Everyone Culture: Becoming a Deliberately Developmental Organization", organiza pessoas em duplas que se encontram diariamente. O método se apoia em um tripé: se conhecer, por meio de encontros curtos e frequentes no mesmo horário; desabafar, abrindo espaço para frustrações, medos e ansiedades como parte de reconhecer a pessoa como um ser integral no trabalho; e se desenvolver, trocando técnicas, referências e conselhos a partir de problemas reais do dia a dia.
Wanda conecta a discussão a um episódio anterior do Love the Problem sobre mentoria, destacando a importância da cadência e da priorização dos encontros, e também à realidade da K21 como organização de estrutura horizontal, onde o senso de pertencimento de pessoas novas continua sendo um desafio mesmo com processos de acolhimento já estabelecidos.
O artigo traz ainda relatos de pessoas que aplicaram o TP em um capítulo de agilidade que dobrou de tamanho após uma fusão, ao longo do segundo semestre de 2021. Os depoimentos mostram trocas sobre vida pessoal, carreira, estrutura e estratégia da empresa, comparações entre práticas de organizações distintas, indicações de referências, e um efeito recorrente: a energia da conversa muda o restante do dia de quem participa.
O episódio se encerra com a conclusão do artigo: organizações desenhadas para apoiar o desenvolvimento contínuo das pessoas são estruturas de aprendizagem poderosas, e o TP ajuda pessoas a deixarem de projetar estereótipos de perfeição para serem elas mesmas; e com o convite de Wanda para que a audiência compartilhe experiências com a prática nos comentários do artigo, no backstage do programa ou no canal do Telegram da comunidade.
Transcrição completa
Wanda apresenta o episódio trazendo um conteúdo baseado em um artigo do Dr. Rafael Obino, publicado no Medium dele, chamado "Talking Partners, uma prática para gerar conexão entre as pessoas". Ela conta que decidiu gravar sobre esse tema porque trocou uma conversa com o Rafa no final do ano anterior sobre o assunto, e propõe compartilhar tanto o conteúdo do artigo quanto pontos da conversa entre os dois.
O artigo parte de um desafio comum em ambientes de trabalho distribuído e crescimento acelerado: como criar relações profundas entre as pessoas. Processos de fusão entre empresas e entradas frequentes de novas pessoas dificultam o senso de pertencimento e reduzem a capacidade da organização de transferir conhecimento e permitir que as pessoas troquem histórias, elementos importantes para cultivar cultura. Wanda relaciona esse tema a um episódio anterior do programa sobre relações horizontais.
A prática Talking Partners (TP) surge como resposta a esses desafios e é apresentada em mais detalhes no livro "An Everyone Culture: Becoming a Deliberately Developmental Organization". O TP é um método que propõe criar um fluxo de comentoria entre os membros de uma equipe, organizando as pessoas em duplas que interagem diariamente de forma intimista, aumentando o senso de pertencimento e ajudando no aprimoramento de capacidades pessoais e profissionais. Wanda comenta que esse ponto conversa diretamente com um episódio anterior do Love the Problem sobre mentoria, gravado com Bia, Lula e Thaís Rigolon, e com a própria experiência da K21 como organização de estrutura horizontal, onde o senso de pertencimento de pessoas novas é um desafio mesmo com processos de acolhimento estabelecidos.
Cada encontro do TP se organiza em torno de um tripé: se conhecer, desabafar e se desenvolver. Se conhecer envolve incorporar na rotina encontros no mesmo horário, todos os dias, por no máximo 30 minutos, com cadência frequente sendo essencial para que as pessoas abram suas mentes e compartilhem emoções, um paralelo direto com a importância da cadência já discutida no episódio sobre mentoria. Desabafar, ou ventilação, envolve retirar as toxinas da rotina, discutindo qualquer aspecto da vida pessoal ou profissional em um ambiente que acolha frustração, medo, ansiedade e felicidade, reconhecendo a pessoa como um ser integral no trabalho. Wanda destaca esse ponto como o coração da visão de integralidade, contrapondo o esforço de separar o eu profissional do eu cotidiano. Já o desenvolvimento é o momento de discutir técnicas aplicadas no dia a dia, compartilhar referências, apresentar estratégias e pedir conselhos sobre dilemas, com o aprendizado nascendo da prática. Wanda reforça que buscar desenvolvimento desconectado do que se vive no cotidiano pode gerar frustração, e que um revezamento periódico das duplas, a cada três meses por exemplo, ajuda a manter viva a energia de troca e aprendizado.
A parte final do artigo traz relatos de pessoas que vêm aplicando a prática dentro de um capítulo de agilidade que dobrou de tamanho após uma fusão, ao longo do segundo semestre de 2021. Os depoimentos falam sobre sessões diárias de trocas de vida, contexto profissional, desafios, carreira, estrutura e estratégia da empresa, comparação de práticas entre organizações que se fundiram, indicações de referências e materiais, e sobretudo o efeito da energia positiva do encontro no restante do dia. Wanda observa que esse ponto da energia que muda o dia aparece repetidamente nos relatos e reflete algo comum também na vivência da K21.
O artigo se encerra com uma reflexão de que organizações desenhadas para suportar o desenvolvimento contínuo das pessoas são ótimas estruturas de aprendizagem, e que o TP é um mecanismo para que as pessoas deixem de exercer papéis que escondem suas fraquezas, construindo ambientes onde possam ser elas mesmas sem precisar projetar estereótipos de perfeição. Wanda encerra convidando quem já usa ou queira testar a prática a compartilhar experiências nos comentários do artigo no Medium, no card do backstage do Love the Problem ou no canal do Telegram da comunidade.
Episódios relacionados
- Ep.303 - Liderança Humanizada Orientada a Resultados
No novo episódio do Love The Problem Rafaela Fonseca recebe Fernanda Magalhães, Consultora e Trainer na Nower e K21 para debater o que faz uma liderança humanizada manter o equilíbrio entre empatia, transparência e pragmatismo, direcionando as pessoas para alcançar metas e resultados sustentáveis no longo prazo. Você vai ouvir sobre: Equilíbrio Sustentável: como alinhar o bem-estar do time com a saúde do negócio, sem cair no paternalismo ou evitar conversas difíceis. Habilidades Comportamentais (Soft Skills): O impacto prático da escuta ativa, da clareza nas expectativas e da inteligência emocional na rotina de gestão. Confiança e Exemplo: A responsabilidade da liderança em dar visibilidade aos problemas e construir ambientes psicologicamente seguros. Se você também acredita que é essencial cuidar das pessoas sem perder a visão de negócio e resultado, então solta o play e vem com a gente!
- Ep. 298 - Organizações Orientadas a Valor: Gestão da Mudança Organizacional (GMO) Desburocratizada
Quantas transformações falham porque, apesar de as ferramentas e processos mudarem, as pessoas continuaram agindo exatamente do mesmo jeito? Neste episódio da nossa série especial sobre Organizações Orientadas a Valor, Rafaela Fonseca recebe Renan Melo, consultor estratégicona Nower, para falar sobre a verdadeira engrenagem que faz qualquer transformação funcionar: a Gestão da Mudança Organizacional (GMO). Na conversa eles debatem como podemos fazer uma GMO que é desburocratizada, sustentável, focada em resultados e que conecta pessoas e lideranças? Nesse papo você vai ouvir sobre: Toda Gestão é Gestão de Mudança: partindo dessa premissa do Management 3.0, discutimos como o sucesso de qualquer iniciativa corporativa depende fundamentalmente de as pessoas fazerem as coisas de forma diferente do que fazem hoje. As 6 Lentes da Mudança (GMO): Descubra os seis cenários críticos onde a gestão de mudança é essencial: transformação tecnológica, transformação organizacional, modelo operacional, cultura, estratégia e crescimento. Conexão entre Portfólio e Mudança: não basta entregar uma solução, junto com GMO é que podemos garantir a adoção. É a adoção sólida que transforma investimento em resultado real. Plot Twist na Comunicação: Por que o time de GMO não deve comunicar a mudança diretamente? Entenda o papel vital do líder direto como principal canal de comunicação para gerar engajamento e mitigar resistências. Resistência como Informação: Lembre-se: resistência nem sempre é sabotagem. Ela é uma fonte rica de informações sobre gargalos invisíveis que a liderança precisa escutar e entender. Case Prático (Innovation Vortex): Como o framework de sete passos do Innovation Vortex (do modelo unFIX) foi utilizado de forma incremental para migrar da estrutura antiga e rodar novos times sem a necessidade de um reorg abrupto. Quer saber mais sobre como criar Organizações Orientadas a Valor? Acompanhe nossa série na playlist oficial. (https://open.spotify.com/playlist/3cfPF2UnrMCkeOv
- Ep. 293 - Planejamento Estratégico Além do Óbvio: como fazer diferente sem esquecer do básico
O seu planejamento estratégico é realmente único ou é apenas um "copiar e colar" de metas genéricas? No episódio 293 do Love the Problem, Rafaela Fonseca recebe Ana Araújo (CEO na Pareto) e Fernanda Magalhães (Consultora e Trainer na Nower e K21) para debater sobre como levar o planejamento estratégico além do óbvio — e por que tantas empresas ainda falham no básico antes mesmo de tentar dar passos mais complexos. Elas abordam: A armadilha da pasteurização: objetivos genéricos (como "aumentar faturamento", "melhorar NPS" ou "investir em inovação") quando usados como simples padrões deixam de ser úteis e formam uma estratégia sem conexão com a realidade específica da empresa. O feijão com arroz precisa de tempero: O óbvio e o básico precisam ser ditos e muito bem-feitos. A liderança precisa estar presente e atenta aos detalhes para que uma boa estratégia seja criada e colocada em prática. A pressa de ir para o "Como": Há um impulso enorme em descer diretamente para a solução, antes mesmo de garantir que todo o grupo compreenda claramente o ponto de partida e o destino final da organização. Antes de falar da solução é importante que todos estejam alinhados sobre o problema. Projetos informais: Para testar novas soluções de forma ágil é preciso abrir espaços seguros para o time experimentar e testar hipóteses. Projetos informais que estejam alinhados com a estratégia e a liderança direta podem ser esses espaços ricos de colaboração, criatividade e inovação. Executivos conectados com o dia a dia: Empresas são feitas de pessoas, e projetos são entregues por pessoas. A liderança precisa enxergar de perto o que está acontecendo na realidade da operação para criar uma estratégia acionável. Você quer elevar o nível do planejamento estratégico na sua empresa? Então dê o play e vem com a gente!
- Ep. 290 - Case OrgFlow: como apoiar a Jornada dos Colaboradores com ferramentas de IA?
Já pensou em criar uma ferramenta interna e colocá-la no ar em menos de dois meses — mesmo sem ser da área de tecnologia? 🚀 No novo episódio do Love The Problem, Rafaela Fonseca conversa com Akemy Brandão, Psicóloga e Líder da Área de Pessoas na Nower e K21, e Raphael Montenegro, Sócio e Head de Consultoria da Nower, para abrir os bastidores do Case do OrgFlow! Descubra como um incômodo com trabalhos manuais repetitivos se transformou no desenvolvimento do OrgFlow: um hub digital que apoia a jornada do colaborador na Nower e K21 centralizando comunicados, políticas, estruturas e muito mais. O produto nasceu a partir de um prompt e foi construído através de vibe coding, unindo uma psicóloga como Product Owner e um líder de negócios como desenvolvedor! O que você vai conferir neste papo: Automação na prática: Como a ferramenta eliminou trabalho manual automatizou comunicados e políticas internas. Conexão com a nova NR1: como o uso inteligente de filtros para direcionar a informação a quem realmente precisa, espaço de feedbacks e outras funcionalidades contribuem para o bem-estar e a saúde mental dos times e auxiliam o cumprimento da norma. Cultura de Produto e Feedback: ciclos rápidos de entrega, evolução constante e participação dos usuários no processo de construção. O papel da liderança ativa: Por que os líderes modernos precisam colocar a mão na massa para otimizar suas estruturas e incentivar a inovação e como isso contribui para o uso da IA como ferramenta estratégica no RH. Quer entender como a Inteligência Artificial pode ir muito além de um simples acelerador e realmente provocar uma mudança de mentalidade na sua empresa? Dê o play agora e vem ouvir com a gente essa história de agilidade e inovação na prática! 🎧