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cinco perguntas
Ep. 11

cinco perguntas

7 de abril de 202200:08:39
Pessoas

Resumo rápido

O episódio apresenta as cinco perguntas que a Harvard Business Review sugere que todo gestor faça às pessoas que lidera, sobre desenvolvimento, propósito, suporte, melhoria organizacional e uso pleno do potencial no dia a dia, e conecta essa reflexão a perguntas de Brene Brown sobre cultura organizacional.

Capítulos

  1. 00:05Apresentação do artigo da Harvard Business Review sobre as cinco perguntas
  2. 01:17Primeira pergunta: desenvolvimento de carreira como fator de retenção
  3. 02:39Segunda pergunta: senso de propósito no trabalho
  4. 03:22Terceira pergunta: o que a liderança pode oferecer para o melhor trabalho
  5. 04:05Quarta pergunta: o que a empresa não está fazendo e deveria estar fazendo
  6. 05:20Quinta pergunta: oportunidade de fazer o melhor todos os dias
  7. 06:27Perguntas de Brene Brown sobre cultura e reflexão final sobre transformar respostas em ação

Frases do episódio

“Oferecer um desenvolvimento de carreira é uma parte crítica para a retenção das pessoas.”

01:17

“O que você precisa de mim para fazer o seu melhor trabalho?”

03:22

“não adianta lideranças fazerem essas cinco perguntas e não fazerem absolutamente nada com as respostas”

07:21

O que você vai ouvir neste episódio

  • A importância de realizar reuniões individuais focadas nas necessidades reais e no desenvolvimento de cada liderado.
  • A definição clara de expectativas e papéis para evitar desalinhamentos na rotina de trabalho das equipes.
  • A identificação de obstáculos operacionais que impedem os colaboradores de alcançarem seus objetivos diários com eficiência.
  • O papel do feedback contínuo para construir um ambiente seguro de aprendizado e crescimento profissional.
  • A promoção do alinhamento entre as aspirações individuais das pessoas e as metas estratégicas da empresa.

Temas discutidos

O episódio conecta a gestão de pessoas à agilidade organizacional, demonstrando como lideranças baseadas em escuta ativa impactam a cultura corporativa. Em ambientes ágeis, o papel da liderança deixa de ser de controle e passa a ser de facilitação, segurança psicológica e remoção de impedimentos. Promover conversas intencionais entre gestores e liderados fortalece a autonomia responsável, melhora o alinhamento estratégico de produtos e garante um ciclo contínuo de aprendizado e adaptação nas organizações modernas.

Para quem é este episódio

Este conteúdo é indicado para gestores de equipe, líderes de produtos e Agile Coaches que buscam aprimorar suas interações com liderados. Profissionais de recursos humanos interessados em fortalecer práticas de liderança e desenvolvimento contínuo também se beneficiam diretamente dessas reflexões.

Perguntas que este episódio ajuda a responder

Por que gestores devem fazer perguntas regulares às suas equipes?

A realização de perguntas regulares cria um canal aberto de comunicação entre gestores e liderados. Essa prática ajuda a identificar bloqueios operacionais antes que se tornem problemas graves, alinha expectativas individuais às prioridades da empresa e demonstra um interesse genuíno pelo crescimento profissional dos colaboradores, fortalecendo a cultura de transparência.

Como utilizar reuniões individuais para melhorar a gestão de pessoas?

As reuniões individuais devem ser estruturadas em torno de escuta ativa e perguntas direcionadas sobre prioridades, dificuldades e objetivos de carreira. Em vez de focar apenas no status de tarefas, o gestor deve usar esse espaço para entender como pode apoiar o colaborador, remover impedimentos e promover a autonomia dentro do time.

Qual é o impacto dessas perguntas na cultura organizacional?

Fazer as perguntas certas aos liderados estabelece um ambiente de segurança psicológica, onde as pessoas se sentem confortáveis para compartilhar desafios e sugestões. Isso reduz o desalinhamento operacional, acelera a resolução de problemas e eleva o engajamento da equipe, impactando diretamente a maturidade da cultura e a retenção de talentos na organização.

Sobre este episódio

Este episódio curto do Love the Problem parte de um post no Instagram da Harvard Business Review para apresentar cinco perguntas que todo gestor deveria fazer às pessoas que lidera diretamente. A primeira delas, como você gostaria de se desenvolver dentro dessa organização, trata o desenvolvimento de carreira como um fator crítico de retenção, cabendo à liderança identificar oportunidades de coaching, mentoria, visibilidade, projetos desafiadores ou treinamentos, e considerar planos de desenvolvimento individual quando necessário.

A segunda pergunta busca entender se a pessoa sente um senso de propósito no trabalho que faz, já que conectar valores pessoais aos valores e ao propósito da organização é apontado como um dos motores da motivação. Sem essa atenção, o vínculo da pessoa com o trabalho pode ficar frágil. A terceira pergunta, o que você precisa de mim para fazer o seu melhor trabalho, está ligada à ideia de liderança situacional: reservar tempo e recursos, entender frustrações e remover impedimentos concretos que atrapalham o trabalho das pessoas.

A quarta pergunta é descrita como a mais profunda: o que a empresa não está fazendo e deveria estar fazendo agora. Além de ser feita às pessoas lideradas, o episódio defende que a própria liderança das organizações deveria se fazer essa pergunta, já que o foco em resultado de negócio costuma deixar em segundo plano a necessidade de evolução e adaptação ao longo do tempo. A quinta e última pergunta, você tem oportunidade de fazer o seu melhor todos os dias, busca trazer foco e otimização ao trabalho das pessoas, ajudando-as a usar melhor seus talentos, entender a estratégia da organização e priorizar de forma consciente, inclusive identificando talentos subutilizados e trabalho que poderia ser eliminado.

Por fim, o episódio conecta essas cinco perguntas de gestão ao livro A Coragem de Ser Imperfeito, de Brene Brown, que propõe o caminho inverso: perguntas que a pessoa liderada pode fazer para entender a cultura e os valores de uma organização, como quais comportamentos são recompensados, quais são punidos e quais são os tabus. A reflexão final reforça que perguntar não é suficiente: as respostas ouvidas com sinceridade precisam se transformar em um plano de ação executado no dia a dia, para que as pessoas se sintam mais conectadas com aquilo que fazem.

Transcrição completa

O conteúdo de hoje parte de um post no Instagram do perfil da Harvard Business Review, que remete também a um artigo completo: cinco perguntas que todo gestor deveria fazer para as pessoas que reportam diretamente para ele, ou, numa tradução livre, cinco questões que toda liderança deveria fazer para as pessoas que lidera.

Primeira pergunta: como você gostaria de se desenvolver dentro dessa organização? Pareceu, à primeira vista, uma pergunta de entrevista de emprego, mas ela é igualmente válida para quem já está dentro da organização. Oferecer desenvolvimento de carreira é uma parte crítica para a retenção das pessoas, algumas têm claramente esse valor do próprio desenvolvimento. Cabe à liderança identificar as oportunidades de desenvolvimento que as pessoas têm, seja por coaching, mentoria, visibilidade, projetos mais desafiadores ou treinamentos. Em algumas situações, isso pede um acompanhamento mais pessoal, como um plano de desenvolvimento individual, e vale até questionar se a própria organização tem espaço para que essa pessoa se desenvolva, ou se esse caminho passa por outra área ou lugar.

Segunda pergunta: você sente um senso de propósito no seu trabalho, naquilo que você faz? Entender o que é significativo para as pessoas, sobre o trabalho delas, é essencial. A possibilidade de conectar os próprios valores pessoais com os valores da organização, ou com o propósito daquilo que se faz, é um dos motores da motivação. Sem essa atenção à conexão de propósito, o trabalho da pessoa pode ficar frágil no dia a dia, por isso essa pergunta ajuda a promover conexões mais profundas entre as pessoas e aquilo que elas fazem.

Terceira pergunta: o que você precisa de mim para fazer o seu melhor trabalho? É importante preparar e separar tempo e recurso para apoiar as pessoas a conseguirem atingir o que precisam no trabalho. Perguntas complementares ajudam: quais são suas principais frustrações? Que ação eu posso fazer para ajudar você a lidar com isso? Como você gosta de ser reconhecido ou reconhecida? Que impedimento eu posso ajudar a remover, a resolver? Isso se conecta com a ideia de liderança situacional, disponibilizar tempo e reconhecer as necessidades das pessoas para que desenvolvam o seu melhor trabalho.

Quarta pergunta: o que nós não estamos fazendo como empresa, e o que deveríamos estar fazendo neste momento? É uma pergunta bem profunda: perguntar às pessoas como elas acham que a organização poderia estar fazendo melhor ajuda a encontrar oportunidades que passam despercebidas. As pessoas envolvidas no dia a dia são o coração das organizações. Além de perguntar a elas, a própria liderança das organizações deveria se fazer essa pergunta, já que o olhar centrado em negócio e resultado muitas vezes faz esquecer que a organização precisa evoluir e se adaptar com o passar do tempo.

Quinta pergunta: você tem oportunidade de fazer o seu melhor todos os dias? Essa pergunta ajuda a trazer foco e otimização para aquilo que as pessoas fazem, para que usem suas melhores habilidades, tenham consciência da estratégia que a organização está tomando e possam priorizar o trabalho de forma consciente, sabendo, no final do dia, que fizeram o que tinham de melhor para fazer naquele momento. Duas perguntas complementares reforçam esse ponto: qual é o principal talento da pessoa que talvez não esteja sendo usado nesse momento, e que trabalho ela eliminaria se pudesse?

Essas são as cinco perguntas da Harvard Business Review. O conteúdo lembra também o livro A Coragem de Ser Imperfeito, de Brene Brown, que traz perguntas para conhecer a cultura e os valores de um grupo ou organização, quase o caminho contrário: perguntas que a pessoa liderada poderia fazer para conhecer melhor a cultura e os valores da organização em que está inserida. Entre os exemplos citados estão: quais comportamentos são recompensados ali, quais são punidos, quais são os tabus, e quem costuma definir esses tabus dentro da organização.

A reflexão final é que não adianta a liderança fazer essas cinco perguntas e não fazer absolutamente nada com as respostas. Ouvindo essas respostas de forma sincera das pessoas lideradas, é preciso transformá-las em um plano de ação que, de fato, seja executado no dia a dia, para que as pessoas fiquem mais conectadas com aquilo que fazem.

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