
Ep. 106 - Soft Skills, relações e autoconhecimento
Resumo rápido
Eric Fer, Andréa Murata e Panda discutem como suas próprias crises pessoais e profissionais os levaram a desenvolver soft skills, cruzando relatos íntimos com referências como a parábola dos quatro cavalos, o Spiral Dynamics, a segurança psicológica e a inteligência emocional de Daniel Goleman.
Capítulos
- 08:16Andréa: da agressividade como defesa ao encontro com o feminismo e a CNV
- 13:22A parábola budista dos quatro cavalos e a transformação de Eric
- 23:05O Grande Ditador e a crítica às organizações-máquina
- 25:43O que dizem os relatórios sobre soft skills desde 2017
- 29:00Spiral Dynamics e os níveis de maturidade emocional
- 39:41O balde de frustração e a fisiologia do estresse, segundo Goleman
- 58:45Mensagens finais: segurança psicológica, resourcefulness e viver de verdade
Frases do episódio
O que você vai ouvir neste episódio
- Eric Fer e Andrea Murata discutem o papel das habilidades comportamentais na construção de ambientes corporativos mais humanos.
- A transição de organizações vistas como máquinas para modelos baseados em organismos vivos e adaptativos exige novas abordagens relacionais.
- O autoconhecimento é apresentado como um elemento central para melhorar as interações e dinâmicas de trabalho nas empresas.
- O host Panda media a conversa sobre como as relações interpessoais afetam a capacidade de adaptação das equipes.
Temas discutidos
O episódio conecta o desenvolvimento de habilidades comportamentais e autoconhecimento à evolução da cultura organizacional e da liderança adaptativa. À medida que as empresas abandonam a visão tradicional de engrenagens rígidas e assumem o formato de organismos complexos, o fator humano torna-se o pilar central para a agilidade. Promover interações saudáveis e reconhecer a importância das relações interpessoais capacita times e líderes a navegarem por transformações constantes com maior resiliência e eficácia interpessoal no trabalho.
Para quem é este episódio
Este conteúdo é recomendado para líderes, gestores de pessoas e agentes de transformação que buscam evoluir a cultura de suas equipes. Esses profissionais se beneficiam ao compreenderem como o autoconhecimento e o aprimoramento das habilidades comportamentais impulsionam ambientes corporativos adaptativos e colaborativos.
Perguntas que este episódio ajuda a responder
Por que discutir soft skills é importante na transição para organizações adaptativas?
Organizações adaptativas funcionam como organismos vivos e dependem da capacidade de interação e colaboração entre as pessoas. Desenvolver habilidades comportamentais permite aos profissionais lidar com incertezas, resolver conflitos de forma produtiva e construir relações transparentes, fatores fundamentais para a sustentabilidade da cultura organizacional moderna.
Qual é o papel do autoconhecimento nas relações de trabalho?
O autoconhecimento permite que os indivíduos compreendam suas reações, limites e formas de comunicação. Ao desenvolver essa consciência, os profissionais conseguem se relacionar com mais empatia e clareza, diminuindo atritos desnecessários e favorecendo a criação de ambientes psicologicamente seguros para a colaboração em equipe.
O que significa a mudança do modelo mecanicista para organismos vivos?
Significa abandonar a ideia de que empresas funcionam como máquinas preditivas, divididas em peças isoladas e controladas de forma rígida. Entender a organização como organismo vivo implica reconhecer sua complexidade, interdependência entre partes e a necessidade de adaptação contínua através do desenvolvimento e da valorização do fator humano.
Sobre este episódio
Neste episódio do Love the Problem, o apresentador Panda recebe Eric Fer, fundador do Link Off São Paulo e consultor de transformação de carreira para profissionais de tecnologia, e a apresentadora convidada Andréa Murata, para uma conversa sobre soft skills, relações e autoconhecimento construída, sobretudo, a partir de histórias pessoais de transformação.
Eric abre relatando como sua vida profissional e pessoal desmoronou em sequência: um gestor avisou que cogitava tirá-lo do time por não saber lidar com pessoas, um desenvolvedor do seu time pediu demissão por achar que ele havia mentido sobre uma promoção que não dependia dele, e por fim seu casamento terminou. Foi esse colapso, o que ele chama de "quarto cavalo", numa parábola budista ouvida de Monja Coen sobre diferentes níveis de sensibilidade à mudança, que o levou a perceber que toda a sua formação técnica (graduação, pós-graduação e MBA em tecnologia) havia ignorado por completo a dimensão humana. A partir daí, ele reconstruiu sua forma de se relacionar consigo mesmo e com os outros, desenvolvendo comunicação, flexibilidade e, principalmente, inteligência emocional.
Andréa traz uma trajetória diferente, mas igualmente marcada por transformação: começou a trabalhar muito cedo em TI, ambiente predominantemente masculino, e acabou se masculinizando, usando a agressividade como defesa; uma ex-chefe chegava a recorrer a ela quando precisava de "alguém bravo". A mudança veio ao conviver com mais mulheres no trabalho e se aproximar do feminismo e da comunicação não violenta, quando percebeu que a agressividade vinha de uma voz interna aprendida na infância e que não precisava mais sustentá-la para ser ouvida. Panda soma sua própria experiência: formado em engenharia química, área de forte concentração em hard skills, só se deparou com a necessidade de desenvolver soft skills ao trabalhar em linha de produção industrial, lidando no dia a dia com pessoas e problemas que a faculdade não havia preparado, um aprendizado que credita a pessoas como sua ex-gestora Mari Graff.
A conversa ganha camada crítica ao recuperar o discurso final do filme O Grande Ditador, de Charlie Chaplin, usado por Panda para questionar organizações que tratam pessoas como peças de uma máquina voltada só para resultado, a metáfora das "organizações laranja" de Frederic Laloux em Reinventando as Organizações. Eric conecta essa crítica a relatórios sobre lacunas de soft skills que acompanha desde 2017, como o Digital Talent Gap (Capgemini e LinkedIn), estudos da West Monroe e da IBM, e o The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, todos apontando de forma recorrente comunicação, liderança, flexibilidade e inteligência emocional como habilidades cada vez mais necessárias. Andréa amplia o tema com o conceito de segurança psicológica, citado a partir do livro A Organização Sem Medo, defendendo que ambientes seguros são condição para que as pessoas discordem, opinem e se arrisquem, responsabilidade que não pode recair só sobre a coragem individual, mas também sobre a estrutura criada pela liderança.
Panda apresenta o Spiral Dynamics, modelo do psicólogo Clare Graves com Christopher Cowan, como referência para compreender níveis de desenvolvimento intelectual e emocional, o mesmo sistema de cores que Laloux adaptou em seu livro. Entender em que estágio cada pessoa está, argumenta ele, ajuda a adaptar a comunicação sem abrir mão de quem se é. Andréa complementa que só é possível olhar para o outro como ser humano quando se consegue fazer isso consigo mesmo primeiro, daí a importância da autoempatia e de silenciar a mente julgadora que busca soluções o tempo todo, "tudo é amor, e o que não é amor é um pedido de amor", resume ela, citando um terapeuta.
A reta final do episódio é mais prática. Panda descreve como aprendeu sobre relações observando o pai, uma pessoa extremamente sociável, e como o Atlas das Emoções, indicado num meetup, o ajudou a nomear o que sentia, inclusive numa semana de trabalho intenso em que ficou nervoso e reativo, mas conseguiu não se manter preso a esse estado. Andréa reforça a ideia com o mantra de que tudo que se resiste, persiste, e Eric complementa com a descrição fisiológica de Daniel Goleman, em Inteligência Emocional, sobre como o estresse de uma situação matinal permanece latente no corpo ao longo do dia, além de citar as técnicas de monitoramento corporal de Shirzad Chamine. Eric também apresenta a técnica de modelagem, escolher uma referência de comportamento admirado e treiná-la de forma consistente, como ferramenta para desenvolver assertividade diante de lideranças, e ambos mencionam o MBTI ("16 personalidades") como ferramenta de autoconhecimento.
O episódio se encerra com recados: Eric convida à escuta do seu podcast Vamos Fazer Diferente, cuja temporada trata de segurança psicológica e cultura organizacional, e deixa sua mensagem mais provocadora, o conceito de resourcefulness, de Tony Robbins: quem quer, vai atrás e dá um jeito apesar das dificuldades; quem não quer, dá desculpa. Ele fecha citando uma frase ouvida na série Queer Eye, existir é fácil, viver é difícil, como convite para que pessoas e organizações vivam, e não apenas produzam.
Transcrição completa
Neste episódio do Love the Problem, Panda recebe o convidado Eric Fer, fundador do Link Off São Paulo e consultor de transformação de carreira para profissionais de tecnologia, e a apresentadora convidada Andréa Murata para uma conversa sobre soft skills, relações e autoconhecimento.
Eric conta como sua vida profissional e pessoal desmoronou em sequência, um gestor que quase o afastou do time por não saber lidar com pessoas, um desenvolvedor que pediu demissão achando que ele havia mentido sobre uma promoção, e o fim do seu casamento, até que ele percebeu que havia se formado inteiramente em hard skills (graduação, pós-graduação e MBA em tecnologia) e ignorado por completo a dimensão humana. Foi esse colapso que o levou a reconstruir sua forma de se relacionar consigo mesmo e com os outros, desenvolvendo comunicação, flexibilidade e, principalmente, inteligência emocional. Para ilustrar como as transformações pessoais acontecem em ritmos diferentes, ele recupera a parábola budista dos quatro cavalos, ouvida de Monja Coen: alguns cavalos partem ao menor sinal, outros só se movem com um tapa, outros com uma pancada mais forte, e alguns só reagem quando o problema chega literalmente à própria pele, como aconteceu com ele.
Andréa relata uma trajetória diferente: começou a trabalhar muito cedo em TI, um ambiente predominantemente masculino, e acabou se masculinizando, usando a agressividade como forma de defesa. Uma ex-chefe chegava a dizer que a chamava quando precisava de "alguém bravo" para resolver um problema. Com o tempo, ao conviver com mais mulheres no trabalho e se aproximar do feminismo e da comunicação não violenta, ela percebeu que não precisava manter esse comportamento para ser ouvida, e que a raiz dessa agressividade vinha de uma voz interna aprendida na infância.
Panda soma sua própria experiência: formado em engenharia química, uma área de forte concentração em hard skills, ele só se deparou com a necessidade de soft skills quando foi trabalhar em linha de produção industrial e passou a lidar, no dia a dia, com pessoas e problemas que a faculdade não havia preparado. Ele credita boa parte dessa descoberta a pessoas que cruzaram seu caminho, como a ex-gestora Mari Graff.
A conversa passa pelo discurso final do filme O Grande Ditador, de Charlie Chaplin, usado por Panda para criticar organizações que tratam pessoas como peças de uma máquina voltada só para resultado, a metáfora das "organizações laranja" descrita por Frederic Laloux em Reinventando as Organizações. Eric conecta essa crítica a relatórios que acompanha desde 2017 sobre lacunas de soft skills no mercado, como o Digital Talent Gap da Capgemini com o LinkedIn, estudos da West Monroe e da IBM, e o relatório The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, que apontam de forma recorrente comunicação, liderança, flexibilidade, trabalho em equipe e inteligência emocional como habilidades cada vez mais necessárias. Andréa amplia o tema trazendo o conceito de segurança psicológica, citado a partir do livro A Organização Sem Medo, e defende que ambientes psicologicamente seguros permitem que as pessoas discordem, opinem e se arrisquem, o que está diretamente ligado à capacidade de cada um se relacionar melhor com o outro.
Panda apresenta o modelo Spiral Dynamics, do psicólogo Clare Graves (com Christopher Cowan), como referência para entender níveis de desenvolvimento intelectual e emocional, o mesmo sistema de cores que Laloux adaptou em seu livro. Compreender em que estágio cada pessoa está, argumenta ele, ajuda a adaptar a forma de se comunicar sem abrir mão de quem se é. Andréa complementa que só é possível olhar para o outro como ser humano quando se consegue fazer isso consigo mesmo primeiro, daí a importância da autoempatia e de silenciar a mente julgadora que busca soluções o tempo todo.
Panda compartilha como aprendeu sobre relações observando o pai, uma pessoa extremamente sociável, e como uma dica recebida em um meetup, o Atlas das Emoções, o ajudou a nomear o que sentia. Ele descreve uma semana de trabalho intenso em que ficou nervoso e reativo, mas conseguiu, de forma consciente, não se manter preso àquele estado, validando a emoção sem deixar que ela o dominasse por muito tempo. Andréa reforça essa ideia com o mantra de que tudo que se resiste, persiste, e que validar e comunicar as emoções evita que elas se acumulem até uma explosão desproporcional. Eric complementa com a descrição fisiológica de Daniel Goleman em Inteligência Emocional sobre como o estresse de uma situação matinal permanece "em banho-maria" no corpo ao longo do dia, e cita as técnicas de monitoramento corporal de Shirzad Chamine, autor de Inteligência Positiva.
Na reta final, Eric apresenta a técnica de modelagem, escolher uma referência de comportamento admirado e agir como se fosse essa pessoa, treinando repetidamente, como ferramenta prática para situações como se posicionar diante de lideranças. Andréa insiste que a coragem individual não basta: as empresas também têm responsabilidade de construir estruturas de segurança psicológica, e cita o medo de rejeição e a necessidade de pertencimento como raízes de comportamentos controladores. Ambos mencionam ferramentas de autoconhecimento como o MBTI (popularizado como "16 personalidades") e retomam a frase de que tudo é amor, e o que não é amor é um pedido de amor.
Nos recados finais, Eric convida a audiência a ouvir o podcast Vamos Fazer Diferente, cuja temporada trata de segurança psicológica e cultura organizacional, e Andréa fecha com a reflexão de que cuidar das próprias emoções é também uma forma de cuidado com o outro. Eric encerra com sua mensagem mais provocadora, o conceito de resourcefulness de Tony Robbins: quem quer vai atrás e dá um jeito, apesar das dificuldades; quem não quer, dá desculpa. Por fim, ele recupera uma frase ouvida na série Queer Eye, existir é fácil, viver é difícil, como convite para que as organizações sejam lugares onde as pessoas possam de fato viver, e não apenas produzir.
Episódios relacionados
- Ep. 298 - Organizações Orientadas a Valor: Gestão da Mudança Organizacional (GMO) Desburocratizada
Quantas transformações falham porque, apesar de as ferramentas e processos mudarem, as pessoas continuaram agindo exatamente do mesmo jeito? Neste episódio da nossa série especial sobre Organizações Orientadas a Valor, Rafaela Fonseca recebe Renan Melo, consultor estratégicona Nower, para falar sobre a verdadeira engrenagem que faz qualquer transformação funcionar: a Gestão da Mudança Organizacional (GMO). Na conversa eles debatem como podemos fazer uma GMO que é desburocratizada, sustentável, focada em resultados e que conecta pessoas e lideranças? Nesse papo você vai ouvir sobre: Toda Gestão é Gestão de Mudança: partindo dessa premissa do Management 3.0, discutimos como o sucesso de qualquer iniciativa corporativa depende fundamentalmente de as pessoas fazerem as coisas de forma diferente do que fazem hoje. As 6 Lentes da Mudança (GMO): Descubra os seis cenários críticos onde a gestão de mudança é essencial: transformação tecnológica, transformação organizacional, modelo operacional, cultura, estratégia e crescimento. Conexão entre Portfólio e Mudança: não basta entregar uma solução, junto com GMO é que podemos garantir a adoção. É a adoção sólida que transforma investimento em resultado real. Plot Twist na Comunicação: Por que o time de GMO não deve comunicar a mudança diretamente? Entenda o papel vital do líder direto como principal canal de comunicação para gerar engajamento e mitigar resistências. Resistência como Informação: Lembre-se: resistência nem sempre é sabotagem. Ela é uma fonte rica de informações sobre gargalos invisíveis que a liderança precisa escutar e entender. Case Prático (Innovation Vortex): Como o framework de sete passos do Innovation Vortex (do modelo unFIX) foi utilizado de forma incremental para migrar da estrutura antiga e rodar novos times sem a necessidade de um reorg abrupto. Quer saber mais sobre como criar Organizações Orientadas a Valor? Acompanhe nossa série na playlist oficial. (https://open.spotify.com/playlist/3cfPF2UnrMCkeOv
- Ep. 293 - Planejamento Estratégico Além do Óbvio: como fazer diferente sem esquecer do básico
O seu planejamento estratégico é realmente único ou é apenas um "copiar e colar" de metas genéricas? No episódio 293 do Love the Problem, Rafaela Fonseca recebe Ana Araújo (CEO na Pareto) e Fernanda Magalhães (Consultora e Trainer na Nower e K21) para debater sobre como levar o planejamento estratégico além do óbvio — e por que tantas empresas ainda falham no básico antes mesmo de tentar dar passos mais complexos. Elas abordam: A armadilha da pasteurização: objetivos genéricos (como "aumentar faturamento", "melhorar NPS" ou "investir em inovação") quando usados como simples padrões deixam de ser úteis e formam uma estratégia sem conexão com a realidade específica da empresa. O feijão com arroz precisa de tempero: O óbvio e o básico precisam ser ditos e muito bem-feitos. A liderança precisa estar presente e atenta aos detalhes para que uma boa estratégia seja criada e colocada em prática. A pressa de ir para o "Como": Há um impulso enorme em descer diretamente para a solução, antes mesmo de garantir que todo o grupo compreenda claramente o ponto de partida e o destino final da organização. Antes de falar da solução é importante que todos estejam alinhados sobre o problema. Projetos informais: Para testar novas soluções de forma ágil é preciso abrir espaços seguros para o time experimentar e testar hipóteses. Projetos informais que estejam alinhados com a estratégia e a liderança direta podem ser esses espaços ricos de colaboração, criatividade e inovação. Executivos conectados com o dia a dia: Empresas são feitas de pessoas, e projetos são entregues por pessoas. A liderança precisa enxergar de perto o que está acontecendo na realidade da operação para criar uma estratégia acionável. Você quer elevar o nível do planejamento estratégico na sua empresa? Então dê o play e vem com a gente!
- Ep. 290 - Case OrgFlow: como apoiar a Jornada dos Colaboradores com ferramentas de IA?
Já pensou em criar uma ferramenta interna e colocá-la no ar em menos de dois meses — mesmo sem ser da área de tecnologia? 🚀 No novo episódio do Love The Problem, Rafaela Fonseca conversa com Akemy Brandão, Psicóloga e Líder da Área de Pessoas na Nower e K21, e Raphael Montenegro, Sócio e Head de Consultoria da Nower, para abrir os bastidores do Case do OrgFlow! Descubra como um incômodo com trabalhos manuais repetitivos se transformou no desenvolvimento do OrgFlow: um hub digital que apoia a jornada do colaborador na Nower e K21 centralizando comunicados, políticas, estruturas e muito mais. O produto nasceu a partir de um prompt e foi construído através de vibe coding, unindo uma psicóloga como Product Owner e um líder de negócios como desenvolvedor! O que você vai conferir neste papo: Automação na prática: Como a ferramenta eliminou trabalho manual automatizou comunicados e políticas internas. Conexão com a nova NR1: como o uso inteligente de filtros para direcionar a informação a quem realmente precisa, espaço de feedbacks e outras funcionalidades contribuem para o bem-estar e a saúde mental dos times e auxiliam o cumprimento da norma. Cultura de Produto e Feedback: ciclos rápidos de entrega, evolução constante e participação dos usuários no processo de construção. O papel da liderança ativa: Por que os líderes modernos precisam colocar a mão na massa para otimizar suas estruturas e incentivar a inovação e como isso contribui para o uso da IA como ferramenta estratégica no RH. Quer entender como a Inteligência Artificial pode ir muito além de um simples acelerador e realmente provocar uma mudança de mentalidade na sua empresa? Dê o play agora e vem ouvir com a gente essa história de agilidade e inovação na prática! 🎧
- Ep. 288 - Alta Performance sem Exaustão: o ponto de equilíbrio entre saúde mental, liderança e resultados
Nesse episódio do Love The Problem, Rafaela Fonseca conversa com Lucas Arthur (Co-Founder e COO da Telavita) e Akemy Brandão (Psicóloga e Líder da Área de Pessoas da Nower e K21) sobre um desafio que está no centro do futuro do trabalho: como construir ambientes de alta performance sem transformar a pressão em método de gestão. Eles abordam os seguintes assuntos: ✔️ O mito de que saúde mental e performance competem entre si ✔️ Como encontrar o “nível saudável” de desafio, pressão e estímulo nas equipes ✔️ Por que diferentes times exigem contextos, lideranças e ritmos diferentes ✔️ Clareza, priorização e segurança psicológica como aceleradores de resultado ✔️ O papel das lideranças, das empresas e também do indivíduo nessa equação ✔️ O que mudou na gestão de saúde mental corporativa nos últimos anos e com a NR-1 Se você lidera pessoas, constrói produtos ou busca resultados sustentáveis no seu negócio, esse episódio traz reflexões práticas para sair do dilema entre entregar mais e cuidar melhor das pessoas. Porque resultado e crescimento só é sustentável com sistemas, liderança e ambientes capazes de equilibrar desafio, evolução e bem-estar. Quer saber mais? Então solta o play e vem com a gente!