Menos ‘como’, mais ‘por quê?’

Este post não tem tags.

Compartilhe:

Na vida profissional do trabalhador do conhecimento estamos sendo constantemente desafiados a resolver problemas complexos. Quando nos deparamos com um desafio, vem logo a pergunta: “Como podemos resolver isso?”.

É incrível como estamos sempre em estado de emergência, queremos resolver imediatamente qualquer coisa que apareça a nossa frente. A urgência somada à falta da indagação “por que?” é um terreno fértil para nos perdermos na criação de soluções sem relevância (leia-se desperdício aqui :)) .

Como diz o jornalista e norte-americano, H. L. Mencken diz que: “Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada“. Neste caso, será que estamos fazendo a pergunta certa?

Confira nossos treinamentos de Management 3.0 e garanta sua vaga!Treinamentos Management 3.0

Gosto muito da afirmação do Dan Pink“No trabalho, tendemos a ficar obcecados com o como, mas raramente falamos sobre o porquê.

Ao abordar problemas primeiramente com “Como podemos resolvê-lo?”, nossa solução é funcional e na maioria dos casos não temos clareza do porquê estamos fazendo o que estamos fazendo – temos foco exagerado na vazão (a quantidade de coisas que entregamos).

Respondendo “Por que resolver esse problema é importante para nós?” teremos um impacto mais substancial e de longo prazo na nossa vida e na vida das pessoas. O nosso foco deve ser sempre em gerar impacto.

Faça um teste: responda as perguntas abaixo e deixe seu comentário.

  1. Qual problema você está resolvendo?
  2. Qual objetivo você busca alcançar?
  3. Quem sofre do problema que você está tentando resolver?
  4. Por que você é a melhor pessoa para resolver esse problema?
  5. Por que o que você está fazendo agora é importante?

Lembre-se: no próximo desafio experimente se perguntar “Por que resolver esse problema é importante?” ao invés de “Como podemos resolver esse problema?”.

Curtiu o artigo? Veja outros conteúdos de Managament 3.0

-> Humanos sim, Recursos não!
-> O uso define o seu produto
-> Métricas – Como medir a agilidade do seu time

Sobre o autor(a)

Agile Expert e Trainer na K21

Apaixonado por inovação, com experiência em desenvolvimento de produtos digitais utilizando práticas de Design Thinking, Lean Startup e Desenvolvimento Ágil

No headers found for the table of contents.

Artigos relacionados

Após terminar de ler o livro Ruído de Daniel Kahneman, decidi reler alguns clássicos que não olhava há algum tempo. Dentre eles, Rápido e Devagar do mesmo autor e Pensando em Sistemas de Daniela Meadows. Não pude deixar de perceber…

O Guia do Scrum fala sobre o refinamento do Product Backlog: “O Product Backlog é refinado conforme necessário” (p. 9). Todavia ele não descreve exatamente o que é o refinamento. Uma reunião, uma atividade, um processo. Neste artigo vamos jogar…

Marcos Garrido, Sócio-fundador e Trainer na K21

Existem muitas formas de organizar as métricas de seu produto / empresa. Aqui neste blog já escrevemos sobre as Métricas do Pirata, Fit For Purpose (F4P) e Métricas nas Quatro Áreas de Domínio da Agilidade. Todavia, agora, queremos falar sobre…

Após alguns anos desenvolvendo produtos e ajudando outras empresas a fazer tal, gostaria de listar com vocês alguns erros comuns que percebi ao longo dessa jornada. Olhando para as 4 Áreas de Domínio da Agilidade (Negócio, Cultural, Organizacional e Técnica)…