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Produtividade e o desperdício da inteligência humana
Gestão de Pessoas

Produtividade e o desperdício da inteligência humana

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Por Magno de Santana

Publicado em Atualizado em 2 min de leituraK21

Este é um artigo inspirado no TED “Como regras demais no trabalho impedem você de completar as coisas”, do Yves Moriuex e “Como gerenciar uma empresa (quase) sem regras”, do Ricardo Semler. Ambos os vídeos me fizeram refletir e observar as organizações sob esta brilhante provocação de desperdício da inteligência humana. No seu livro A Empresa Conectada, Dave Gray explica que no século XVIII, Adam Smith propôs a divisão do trabalho como uma forma potencial para aumentar a produtividade, ou seja, criamos uma cultura de especialistas e de dependências. Cada trabalhador depende mais do outro para realizar o seu trabalho. Quanto maior for uma organização maior será o número de dependências e a capacidade de realizar eficientemente o trabalho diminui exponencialmente.

cultura da dependência e desperdício da inteligência humana

Conforme o número de dependências aumenta e a eficiência diminui,  surge a necessidade de sincronização e este tem sido o trabalho da gerência. Para melhorar a produtividade, eles usam medições e controles, mas conforme a complexidade aumenta, aumenta também o número de atividades a serem coordenadas. Se as atividades não podem ser automatizadas, a única saída da gerência é delimitar a variação. Isso faz com que o trabalho seja mais eficiente, mais consistente, mais previsível e confiável: mais a prova de idiotas.

“Quanto mais a prova de idiotas for o sistema, mais as pessoas agirão como idiotas” – Dave Gray

Ricardo Semler relata como há quase 30 anos ele criou através de um pensamento radical uma organização “quase” sem regras. Pouco a prova de idiotas. Com o mínimo de desperdício de inteligência humana possível. As provocações que mais me chamaram atenção na palestra dele foram:

“Como você planeja visando a sabedoria? Viemos de uma era de revolução, revolução industrial, era da informação, era do conhecimento, mas não estamos nem próximos da era da sabedoria. Como planejarmos e nos organizarmos para mais sabedoria? ” – Ricardo Semler.

Para finalizar:

Se mudanças estão acontecendo do lado de fora mais rapidamente do que do lado de dentro, o final está próximo” – Jack Welch, ex-CEO da GE

E aí, como estamos planejando nosso crescimento? A prova de idiotas ou valorizando a inteligência humana? Se você gostou do assunto e procura respostas práticas, talvez goste também dos nossos treinamentos de Management 3.0 e de Kanban.

Perguntas frequentes

Como a divisão do trabalho afeta a produtividade em grandes empresas?

A divisão do trabalho, proposta por Adam Smith e abordada por Dave Gray, criou uma cultura de especialistas e dependências. Quanto maior a organização, maior o número de dependências entre os trabalhadores. Com isso, a capacidade de realizar o trabalho de forma eficiente diminui exponencialmente, exigindo mais coordenação e sincronização por parte da gerência.

Qual é o impacto do excesso de regras e controles na produtividade?

Conforme a complexidade aumenta, a gerência tenta melhorar a produtividade delimitando variações por meio de medições e controles. Isso busca tornar o trabalho mais eficiente e previsível. No entanto, segundo Dave Gray, quanto mais a prova de idiotas um sistema é construído, mais as pessoas tendem a agir como idiotas, desperdiçando a inteligência humana.

Como funciona uma empresa gerida quase sem regras?

Há quase trinta anos, Ricardo Semler criou uma empresa quase sem regras com o objetivo de minimizar o desperdício da inteligência humana. Esse modelo propõe um planejamento voltado para a sabedoria, superando a era da informação e do conhecimento. A ideia é evitar sistemas engessados, estimulando a capacidade intelectual e promovendo mais sabedoria.

Por que as empresas precisam mudar na mesma velocidade que o mercado?

O ex-CEO da GE, Jack Welch, afirmou que o final de uma empresa está próximo se as mudanças externas ocorrerem mais rapidamente do que as internas. As organizações precisam se planejar para evoluir e valorizar a inteligência humana de seus colaboradores. Sem adaptação rápida frente às transformações do mercado, a empresa compromete seu futuro.

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