Com métodos ágeis entregamos mais valor com antecedência e qualidade. Mesmo assim, ainda há pessoas perguntando “Quando fica pronto?”. A pergunta é válida e devemos mesmo nos preparar para respondê-la. Existem várias técnicas que ajudam a simplificar a forma de obter a resposta:
Story points, planing poker, #noestimates, algoritmo de Monte Carlo, entre outros.
Mas o ponto aqui é: essa pergunta não é a mais importante.
Há outros questionamentos mais relevantes:
- Quando a primeira versão entra no ar?
- Com que frequência vamos atualizar o produto?
- Estamos entregando as coisas mais importantes a cada versão?
- Qual é o ponto mais cedo possível em que pararemos o projeto?
- Qual é o nosso Lead Time?
Jogo de ilusões
Uma pergunta que já tem sido deturpada há muito tempo:

Ao sairmos do modelo “all in” do waterfall para um modelo iterativo incremental, o Negócio deve mudar a forma como demanda o time de desenvolvimento.
Analogia metrô x avião
Qual o planejamento necessário para uma viagem de avião, com o objetivo de participar de um congresso internacional?
Passagem, hotel, dinheiro, passaporte, visto, talvez até vacina.
O que acontece se perdemos o avião?
Se houver algum vôo em seguida, pagando uma fortuna, talvez ainda se consiga algo. Mas muito provavelmente, uma nova oportunidade só acontecerá dali a um ano, na próxima edição do congresso.
Assim são os projetos de longo prazo. Se perder aquela chance, só dali a um ano. Aliás, isso só piora a lista de requisitos, pois a gente pergunta tudo no início e ainda diz que “se não pedir tudo agora, só poderá pedir daqui a um ano para ser entregue em dois”.
Então é claro que o cliente vai pedir aquilo que ele nem sabe se vai precisar, só para garantir.
Qual o planejamento necessário para pegar um metrô?
Bilhete na mão.
O que acontece se perder esse metrô?
Dali a 6 minutos vem outro. É só entrar.
Com métodos ágeis é isso que acontece. Tem um metrô saindo com alta frequência: toda hora sai um. A necessidade de planejamento antecipado é muito menor. Se perder um, logo vem outro. Se esqueci de pedir aquela feature posso pedir semana que vem, na próxima iteração.
Estendendo a analogia do metrô x avião
Imagine que você é um fiscal de avião. Perguntar quando o avião sai é fundamental, pois é necessário saber exatamente a hora e o minuto de partida. Mas imagine que você agora é fiscal de metrô. As perguntas são outras. Não faz sentido perguntar em que minuto sai o trem. As perguntas que fazem sentido são: com que frequência estão saindo os trens? Quantos passageiros estão levando por vez? Os mais importantes estão indo primeiro?
Perguntar quando fica pronto ainda tem sua importância, mas não tanto quanto as questões listadas no início. Além do time de desenvolvimento ser ágil o negócio tem que pensar de maneira ágil, sem os velhos paradigmas de planejamento de projeto.
Veja também o artigo: Monte Carlo: A resposta (quase) definitiva para a pergunta: Quando é que fica pronto?
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Perguntas frequentes
Quais perguntas são mais importantes do que saber quando um projeto fica pronto?
Em vez de focar apenas no término, é mais importante questionar quando a primeira versão entra no ar, qual é a frequência de atualização do produto e se os itens mais relevantes estão sendo entregues a cada versão. Também vale analisar qual é o Lead Time do time e qual o momento ideal para parar o projeto.
Como a abordagem ágil evita o acúmulo desnecessário de requisitos em um produto?
Em projetos tradicionais, o receio de perder a oportunidade faz o cliente pedir funcionalidades desnecessárias com antecedência. Na abordagem ágil, que funciona como um metrô com saídas frequentes, a necessidade de planejamento antecipado é menor. Se algo ficar de fora, a funcionalidade pode ser solicitada na iteração seguinte sem prejuízos ao projeto.
O que deve mudar na área de Negócio ao migrar do modelo tradicional para o ágil?
Ao migrar do modelo waterfall para o iterativo incremental, a área de Negócio deve alterar sua forma de demandar o time de desenvolvimento. É preciso abandonar velhos paradigmas de planejamento de projetos e adotar um pensamento ágil, avaliando a frequência das entregas, a capacidade de transporte de demandas e a priorização do que é mais importante.
Quais técnicas ajudam a estimar quando uma entrega estará pronta no ágil?
Para responder à pergunta sobre quando algo fica pronto de maneira simplificada, é possível utilizar técnicas e métodos de estimativa como Story Points, Planning Poker, a abordagem NoEstimates e o algoritmo de Monte Carlo. Essas ferramentas auxiliam o time a ter visibilidade sobre os prazos, mantendo o foco na entrega contínua de valor com qualidade.
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