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Design Thinking
Gestão de Times Ágeis

Todos precisam conhecer o Design Thinking

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Por Danilo Risada

Publicado em Atualizado em 2 min de leituraK21

O Design Thinking já ultrapassou o status de termo da moda. O fato é que ele não é nada novo para quem trabalha com produtos e inovação, muito menos para designers que aprenderam a atuar como MacGayver no dia-a-dia das empresas.

Design Thinking virou um termo guarda-chuva, cobrindo técnicas, métodos, conceitos e os mais variados aparatos para auxiliar pessoas e empresas que precisam inovar de forma sustentável e focada no indivíduo mais importante para seu negócio, também conhecido como: seu cliente.

Para ampliar ainda mais o entendimento sobre este último, são trazidos elementos de diversos campos, inclusive da psicologia. Tais elementos, associados a todo o poder de síntese do design, possibilitam identificar através de rápidas tentativas qual será a melhor forma de solucionar um problema.

Você não é seu cliente e seu cliente não sabe o que quer.

De que adianta produzir muito se o que você produz é interessante apenas para você? Muitas vezes, o idealizador da ideia não é o consumidor do produto. Como você poderá sozinho validar a aderência dele para o público? Feeling? É mais seguro você sair de seu escritório e falar com quem usa seu produto.

O Design Thinking deixou de ser uma matéria só para especialistas que estudam a melhor forma de criar produtos. Hoje é uma questão de sobrevivência dos negócios. Com cada vez mais concorrentes, cria-se consumidores mais exigentes, em um mercado em que tudo é fácil de ser desenvolvido ou copiado. Acerte o coração do consumidor ou se junte aos 90% dos produtos que não sobrevivem após o primeiro ano no mercado.

Design Thinking e Ágil.

Se aceitarmos o fato que as empresas cada vez mais estão adotando Ágil como cultura, os times tenderão a ser cada vez mais multidisciplinares. Consequentemente, as decisões estratégicas dos produtos, que antes eram tomadas apenas pelo dono da empresa ou por um superior seu hierarquicamente, agora será compartilhada e até delegada aos times.

Uma vez que as decisões estratégicas de um produto sejam compartilhadas com o time, é preciso que todo trabalhador saiba identificar as necessidades do cliente, além de saber discutir sobre o próximo incremento no produto. Ou seja, não saber o mínimo sobre Design Thinking pode fragilizar seu currículo como trabalhador do conhecimento atualmente, que dirá em um futuro próximo.

É preciso evitar a frase: “o PO (ou o chefe) que mandou assim”. Toda ideia é uma hipótese a ser validada, que deve derivar de um problema real, de um cliente real. Afinal, melhor não acreditar na bola de cristal para desenvolver produtos 🙂

Perguntas frequentes

O que é Design Thinking e para que ele serve nas empresas?

O Design Thinking é um termo guarda-chuva que reúne métodos e técnicas voltados para a inovação sustentável centrada no cliente. Ele utiliza elementos da psicologia e o poder de síntese do design para identificar, por meio de rápidas tentativas e validações, a melhor forma de solucionar um problema real de um determinado público.

Por que não se deve confiar no feeling ao criar um novo produto?

Geralmente o criador da ideia não é o consumidor final do produto. Apoiar-se apenas no feeling é arriscado porque o idealizador produz algo interessante apenas para si mesmo. Sair do escritório e conversar diretamente com quem usa o produto permite validar a real aderência da solução e evitar falhas no mercado.

Por que o Design Thinking se tornou essencial para a sobrevivência dos negócios?

Com o aumento da concorrência e consumidores mais exigentes, soluções tornaram-se fáceis de ser desenvolvidas ou copiadas. O Design Thinking deixou de ser restrito a especialistas e passou a ser decisivo para gerar valor real ao cliente, evitando que o produto entre para a estatística dos 90% que não sobrevivem ao primeiro ano.

Qual é a relação entre Design Thinking e a cultura Ágil nos times de produtos?

Na cultura Ágil, as decisões estratégicas são compartilhadas com times multidisciplinares em vez de centralizadas em lideranças. Isso exige que todo trabalhador do conhecimento saiba identificar as necessidades do cliente e tratar ideias como hipóteses a serem validadas, tornando o domínio do Design Thinking fundamental para o currículo do profissional atual.

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