Liderança feminina nas empresas: como alcançar mais igualdade corporativa?

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Neste Dia das Mulheres, a K21 quer te fazer um convite: ao invés de oferecer flores ou chocolates para as colaboradoras, que tal tirar um momento do seu dia para refletir sobre a igualdade de gêneros e planejar maneiras de estimular a liderança feminina na sua empresa?

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No papel, as mulheres nunca estiveram tão próximas da liderança. Em São Paulo, por exemplo, as mulheres entre 18 e 54 anos possuem maior nível de escolaridade. A maior diferença está na faixa etária de 25 a 34 anos, onde 34% das mulheres completaram o ensino superior, contra 27% dos homens.

Mas mesmo sendo mais escolarizadas, as mulheres ainda não encontram as mesmas oportunidades – ou sequer salários – que os homens. Isso foi o que a pesquisa “Perfil da Mulher Paulista; demografia, escolaridade, trabalho e renda” da Fundação Seade revelou.

O rendimento das mulheres não negras por hora é de R$ 22,09, enquanto os homens não-negros recebem R$ 27,15. O salário das mulheres negras é ainda mais discrepante: R$13,86 por hora, metade do que os homens não-negros recebem, e um pouco menos do que os homens negros ganham: R$ 15,65.

Em um cenário de tanta desigualdade, cabe a pergunta: por que mesmo com avanços, a liderança feminina ainda parece tão distante? 

Onde está a liderança feminina nas empresas?

Segundo a ONG Catalyst, que fomenta a diversidade no ambiente de trabalho, as mulheres constituem apenas 25,1% dos cargos de gerentes sênior e executivos das empresas do índice S&P 500 e apenas 4,4% ocupam o cargo de CEO.

Mas se falamos que as mulheres são mais instruídas que os homens, por que esses números seguem tão baixos? As experiências no ambiente de trabalho podem ser um desses motivos, de acordo com um levantamento do LinkedIn e da Bain & Company sobre igualdade entre os sexos.

Em comparação aos homens, as mulheres no mesmo ciclo têm:

  • 16% mais chances de ter questionada, pelo menos uma vez, suas habilidades;
  • 20% mais chances de não se sentir motivada pela rotina de trabalho;
  • 38% mais chances de acreditar que o volume e o ritmo de trabalho para merecer uma promoção não são adequados;
  • 41% mais chances de acreditar que ela não tem a mesma oportunidade de subir na carreira como seus pares.

Mas quando há liderança feminina, mais mulheres saem ganhando. Foi o que mostrou o Índice de Igualdade de Gênero (GEI) da Bloomberg: organizações lideradas por mulheres contavam com mais delas em cargos de chefia, em relação às empresas lideradas por homens.

Outras estatísticas também mudam quando há liderança feminina:

  • A probabilidade de uma mulher permanecer empregada após a licença-maternidade é de 82%;
  • A disponibilidade de salas de amamentação no local de trabalho é de 69%;
  • O custeio de programas de educação para mulheres é de 64%.

Então, como conseguimos fazer com que mais mulheres cheguem no pico da montanha? 

Como trabalhar a liderança feminina nas empresas?

Transformar esse desejo em um objetivo mensurável

Para trabalhar a igualdade nos espaços corporativos, essa mudança precisa começar na cultura organizacional. Apesar de muitos gestores saberem da importância da liderança feminina nas empresas, é necessário buscar ativamente essa igualdade.

Além de dizer às profissionais de alto potencial de sua equipe que elas podem alcançar cargos de liderança, comprove com ações como a igualdade de gênero nos membros do conselho de administração.

Oferecer feedbacks, criar programas de mentorias e acolher os tropeços de mulheres que buscam cargos de gestão são outras ações que mostrarão a vontade da empresa em incentivar boas líderes.

Ofereça direitos iguais para todos os colaboradores

Se os colaboradores A e B exercem a mesma função e possuem as mesmas responsabilidades, não existe motivo para que seus salários ou direitos sejam diferentes. Oferecer um salário igual para trabalho de igual valor é uma das maneiras mais simples de praticar a igualdade e mostrar que sua empresa valoriza o trabalho acima do gênero.

Outra mudança que pode gerar um impacto positivo é ter uma política de licença parental que apoia mães e pais. Ao oferecer o mesmo tempo de licença para todos, a empresa reduz o medo das mulheres em serem demitidas ao retornarem para o trabalho – e terá um diferencial que agrada a todos.

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Atenção redobrada para casos de assédio sexual e violência no trabalho

As mulheres não só sofrem três vezes mais assédio sexual do que homens em ambiente de trabalho, mas 97% das vítimas sequer denunciam o crime. 

Como é possível estimular a liderança feminina nas empresas se dados como os levantados pela Mindsight mostram que muitas mulheres não se sentem seguras em um ambiente corporativo?

Implementar um compliance antidiscriminatório pode ajudar a prevenir, detectar e remediar qualquer prática discriminatória. Por meio dele, a empresa mostrará que possui tolerância zero para o assédio e que a saúde física e mental dos colaboradores são de extrema importância para a corporação.

Capacitação e desenvolvimento profissional

Apesar de grande parte das mulheres terem maior escolaridade que os homens, também é importante que a corporação estimule o autodesenvolvimento da liderança e outras soft skills importantes em cargos de gestão de pessoas.

Nós da K21 entendemos que a liderança é uma habilidade que deve ser constantemente desenvolvida – por isso, oferecemos treinamentos focados apenas nesta soft skill. 

No treinamento “Certified Exponential Leader (CEL)”, por exemplo, oferecemos técnicas, ferramentas e os conceitos necessários para se tornar uma referência de liderança e transformação corporativa. 

Já o “Formação em Liderança 3.0” conta com a mentoria dos nossos experts para atualizar modelos engessados de gestão com modelos de trabalhos mais leves e adaptativos. 

Esse formato possibilita que organizações se beneficiem da imprevisibilidade para desenvolver pessoas e alavancar resultados. Clique aqui para entender como esse treinamento pode estimular a liderança feminina na sua empresa!

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