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Um homem em estilo cartoon, vestindo calça azul e camisa de manga comprida laranja, segura uma caneta e aponta para uma prancheta grande com uma lista de tarefas parcialmente marcadas com check. Como se fossem as Metas do Ano. Ao lado direito da prancheta há um alvo com uma flecha no centro, simbolizando foco e conquista de metas. Plantas verdes estilizadas aparecem na base, em ambos os lados. O fundo é bege claro, transmitindo simplicidade e clareza.
Transformação Organizacional

Metas para o ano

#gestão#insight#métricas

Por Rodrigo de Toledo

Publicado em Atualizado em 2 min de leituraK21

Em muitas empresas, no início do ano, as pessoas têm que formular as metas do ano, tanto individuais quanto para o time.

As metas são um instrumento interessante para alinhar os indivíduos às corporações. Porém, por diversas vezes, esse instrumento é mal usado, ou por causa de uma má definição ou porque é tratado como alvo fixo no qual não se deve mexer.

Este ano, em consultoria para duas empresas diferentes, dei algumas dicas que gostaria de compartilhar aqui:

O PORQUÊ DAS METAS

O porquê da meta deve estar muito claro na própria descrição. Uma maneira de alcançar isso é através da prática japonesa “five why”, normalmente usada para achar causa raiz de um problema.

Exemplo:

meta original:
“aumentar o número de aplicações usando o barramento de serviço (SOA)”
Por que?
“porque queremos aproveitar mais as funcionalidades que já desenvolvemos”
Por que?
“porque os desenvolvedores não precisam recodificar algo que já exista”
Por que?
“para reduzir trabalho e garantir padronização e qualidade”
meta com porquê:
“Reduzir trabalho de codificação e aumento de qualidade com o uso do barramento de serviço”

Dessa forma, fica mais fácil a interpretação da meta. Também diminui o risco das pessoas não entenderem o propósito ou deliberadamente buscarem atingir a meta original sem trazer o benefício esperado. Ainda há um outro benefício: quando se busca o porquê da meta, normalmente a linguagem se aproxima da linguagem de negócio, gerando maior alinhamento vertical.

SMART e o MENSURÁVEL

É senso comum que as metas devem ser SMART (eSpecíficas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e com Tempo determinado). Porém, ser Mensurável muitas vezes é a mais difícil característica SMART a ser descrita e, portanto, é aquela que devemos ter mais cuidado.

  • Só use métricas que já sejam conhecidas no cenário atual. Não chute uma métrica: “70% de aprovação dos usuários” se você desconhece o número atual.
  • Dê preferência para as métricas ponta-a-ponta, ou seja, métricas que cubram a maior parte do seu processo e não apenas uma etapa dele. Uma excelente métrica é a felicidade do usuário (ou a satisfação do cliente), mas é difícil de ser medida diretamente.

Em alguns casos, o fator Mensurável não deveria ser exigido e uma percepção qualitativa pode até funcionar melhor.

ENGAJAMENTO DO TIME

Para um time ágil, o ideal é que as metas sejam coletivas. Busque o engajamento do time, construindo as metas em conjunto.

Em empresas onde as metas devem ser individualizadas podemos mesclar as individuais com as coletivas. Nesse caso, para criar alguma distinção entre os indivíduos, é fácil identificar subconjunto de pessoas que se identifica mais com determinadas metas. Dessa maneira, a lista das metas do time não se repete por completo para todos no time.

Finalmente, se as pessoas concordarem que as metas ficaram realmente boas, expô-las de forma que sejam lembradas com frequência (por exemplo, penduradas na parede) pode ser bem interessante!

Textos sobre esse tema:

Perguntas frequentes

Como definir o propósito de uma meta de forma clara?

Para definir o propósito de uma meta, é essencial esclarecer o seu porquê na própria descrição. Uma técnica recomendada é aplicar a prática dos cinco porquês até identificar a real motivação. Isso aproxima a meta da linguagem de negócio, evita interpretações erradas e garante que o time busque o benefício esperado, em vez de focar apenas na execução mecânica.

Como criar métricas mensuráveis eficientes para metas?

Ao definir o elemento mensurável das metas SMART, utilize apenas métricas conhecidas no contexto atual, evitando inventar números sem histórico. É preferível escolher métricas ponta a ponta que cubram a maior parte do processo. Quando indicadores diretos como a satisfação do cliente forem difíceis de medir, avaliações qualitativas podem ser usadas.

Como definir metas para times ágeis e alinhar objetivos individuais?

Em times ágeis, o ideal é construir metas coletivas em conjunto com a equipe para gerar engajamento. Caso a empresa exija metas individualizadas, é possível mesclar objetivos individuais e coletivos. Para diferenciar os integrantes, identificam-se subconjuntos de pessoas que se relacionam melhor com metas específicas, evitando que a lista completa de metas seja idêntica para todos.

Qual é a melhor forma de manter o time focado nas metas ao longo do ano?

Após a concordância do time de que as metas foram bem formuladas, o próximo passo é mantê-las visíveis no dia a dia. Expor as metas em locais de fácil acesso visual, como penduradas na parede, faz com que sejam lembradas com frequência e mantenham o foco contínuo do time nos objetivos estabelecidos.

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