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Five Fingers: Uma técnica de facilitação
Gestão de Times Ágeis

Five Fingers: Uma técnica de facilitação

#facilitação#planejamento#planejamento ágil#planning#retrospectiva
Marcos Garrido

Por Marcos Garrido

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura

Você já participou de uma reunião interminável, discutindo por horas na tentativa de chegar a um consenso? Lembrança estressante, não é? A seguir, explico uma técnica de facilitação desenvolvida especificamente para conseguir consenso: o Five Fingers.

Mas o que é consenso?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, chegar a um consenso não significa conseguir unanimidade. Consenso é um conceito mais aberto, que significa que as pessoas envolvidas podem até achar que existem opções melhores, mas todas estão dispostas a aceitar a decisão da maioria. Esse, aliás,  é um aprendizado importante quando estamos falando do assunto facilitação!

Five Fingers:

Imagine que o time está discutindo uma questão técnica e algumas soluções estão sendo avaliadas. Escolhe-se aquela que parece ser mais aceita por todos e então o time inicia uma rodada de votação. Cada membro do time deve decidir e votar, usando uma escala de 1 a 5 (usa-se a mão para votar, por isso a técnica se chama Five Fingers):

1- Discordo totalmente e não aceito de forma alguma;
2- Discordo;
3- Vejo vantagens e desvantagens, mas sigo com a decisão do grupo;
4- Concordo;
5- Concordo totalmente.

Se todos os membros do time votarem 3 ou mais, chegou-se ao consenso. Senão, deve-se discutir novamente dando tempo suficiente para que as pessoas que votaram 1 ou 2 possam explicar seu voto e sugerir mudanças. A partir do feedback, procura-se ajustar a proposta de solução. Segue-se então com uma nova rodada em busca de votos com 3, 4 ou 5 apenas.

A partir daí, duas coisas podem acontecer:

– O consenso é alcançado: ok, comemore!
– O consenso não é alcançado: neste caso, usa-se o bom senso para saber se vale a pena ter uma nova rodada. Em caso negativo, a proposta de solução é reprovada e deve-se partir para outra ideia.

É claro que a técnica Five Fingers não garante que o time vá conseguir consenso, até por que nem toda solução apresentada é realmente boa. A ideia aqui é organizar o processo decisório, garantindo que todos sejam ouvidos, de forma que o time não perca tempo com discussões intermináveis, estressantes e acima de tudo, improdutivas. Uma forma de tornar a sessão ainda mais eficiente é definir timeboxes para as discussões e votações. Aliás, controlar o tempo por meio da definição de timeboxes é mais uma boa técnica de facilitação.

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