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Como ler um CFD – Padrões de disfunções
Gestão de Times Ágeis

Como ler um CFD – Padrões de disfunções

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Por Daniel Teixeira

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura

CFD (Cumulative Flow Diagram) é um gráfico muito importante no Kanban, ajudando a identificar gargalos no fluxo de uma forma visual. Este artigo foi escrito para leitores que já estão familiarizados com o gráfico para ajudá-los a identificar padrões de disfunções.

exemplo de CFD

Apesar de ser bastante visual, é comum ter dificuldades na leitura do gráfico e até mesmo em reconhecer possíveis problemas no fluxo. Existem, porém, alguns padrões que surgem no gráfico. Observar estes padrões pode ajudar a tomar decisões com mais facilidade e a encontrar melhorias no processo.

Saiba mais sobre como identificar padrões (e evitar disfunções) no Cumulative Flow Diagram (CFD) aqui.

Vamos abordar algumas disfunções comuns e como identificá-las pelo desenho no diagrama.

Exemplos comuns de CFD

Waterfall

Em projetos waterfall, as atividades andam em blocos, avançando entre as fases apenas quando todas as atividades da fase atual foram concluídas.

Neste caso, o diagrama parece uma caixa de lápis coloridos, representada por faixas verticais.

  CFD - Waterfall

Baleia Penteada

Em times maduros que usam Kanban, o CFD costuma se apresentar como uma baleia com os cabelos longos, lisos e penteados.

  • Nesse tipo de gráfico, a última fase (fase de entrega) corresponde ao corpo da baleia.
  • Os cabelos são as fases anteriores, que acompanham a curvatura da última.
  • As fases têm a mesma velocidade da fase de entrega, o que caracteriza um sistema puxado.
  • Quanto mais os cabelos da baleia estiverem colados ao corpo, menores serão o WIP e o Lead Time.

exemplo de CFD: baleia

Exemplos de disfunção no CFD

Cachorro-quente

disfunção no CFD: cachorro-quente

Nesse exemplo, temos duas fases (primeira e última) com throughput semelhante e constante (linhas retas). Essas fases correspondem aos pães do cachorro-quente. Entre elas, temos uma fase com throughput variável (transição entre azul e amarela) que representa a mostarda.

Essa variação mostra que há trabalho acumulado na fase azul que, com a mesma frequência, é transferido para a fase seguinte. O trabalho envolvido nesta transição aparenta ser rápido, dada a sua inclinação aguda. Com isso, chegamos a conclusão de que o lead time é desnecessariamente alto.

Exemplo: acumular itens homologados para fazer deploy.

Boca de Jacaré

disfunção no cfd: boca de jacaré

Duas fases com as cadências muito discrepantes e a primeira sendo mais rápida. No desenho, representadas pela transição da vermelha para a azul e da amarela para a verde. A primeira transição é mais inclinada do que a segunda, mostrando throughputs distintos.

Assim, o CFD parece uma boca de jacaré aberta.

Podemos ver que a medida que o tempo passa, mais itens em progresso (WIP) são acumulados e mais tempo demora para um novo item atravessar o fluxo.

Exemplo: mais itens em desenvolvimento do que a capacidade de entrega em produção.

Gostou? Quer que a gente escreva mais sobre este assunto? Então, deixe sua sugestão nos comentários 😉

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Quer saber mais sobre Kanban? Ouça nosso episódio sobre STATIK!

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