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O que um agilista puxa em uma conversa com sua filha de 15 anos no primeiro momento de ócio do ano (feedback)

#dinâmica#feedback#retrospectiva#técnica
Samuel Cavalcante

Por Samuel Cavalcante

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura

Na terceira semana de janeiro, precisei ficar com meus filhos (15 anos e 3 anos) em um dia de tarde. Achei por bem levar o pequeno em um parquinho, e aproveitar e bater um papo com a filha.

Nosso bate-papo

A minha filha é uma adolescente inteligente e curiosa, e sempre gosta de conversar sobre filmes da Marvel, realidades alternativas, agilidade, mangas dentre outros. Ela está no primeiro ano do ensino médio, e está se preparando para a vida.

Durante a conversa, falamos sobre vários assuntos, incluindo a escola, os amigos, e os seus planos para o futuro. Em um determinado momento, eu senti que era uma oportunidade para ter uma conversa mais profunda, então perguntei a ela:

“O que você acredita que o pai deve fazer menos? O que você acredita que o pai deve fazer mais? O que você acredita que o pai deve parar de fazer? O que você acredita que o pai deve começar a fazer?”

Essas são ótimas perguntas para quem quer receber feedbacks de verdade. Claro, a pessoa que está provendo precisa de tempo para pensar e responder.

A minha filha pensou por alguns minutos, e então respondeu:

“O que você acredita que o pai deve fazer menos? Ser grosseiro em algumas respostas.”

“O que você acredita que o pai deve fazer mais? Ficar mais tempo na mesa, durante as refeições. Você como e sai correndo.”

“O que você acredita que o pai deve parar de fazer? Falar palavrão.”

“O que você acredita que o pai deve começar a fazer? Ficar mais com a família. Estamos sempre com a mãe ou com o pai, mas é difícil estar os dois ao mesmo tempo.”

Eu achei as respostas da minha filha muito válidas. Ela me deu um feedback honesto e construtivo.

Eu já estou praticando as possíveis melhorias. O mais difícil para mim é ficar à mesa, pois tenho compulsão alimentar. Mas nada melhor que pequenos ciclos de experimentação e melhorias.

No final, acabei tendo um momento bem agradável com a minha filha. Foi uma conversa importante, que nos ajudou a nos entender melhor.

Esse exercício já fiz com colegas de trabalho, colaboradores, esposa, e outros familiares. Ao meu ver, é algo que ajuda a puxar o assunto de forma simples e eficaz.

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